Parque da Av. Rio Branco vai triplicar valor de imóveis

O fechamento da Avenida Rio Branco para veículos automotores e a transformação da pista em parque, com jardins, ciclovia, quiosques e chafariz, poderá triplicar o valor do metro quadrado da região em até três anos. A estimativa é da Associação Comercial do Rio. Conforme antecipou com exclusividade a coluna ‘Informe do DIA’ sábado, em 26 de junho, a via será interditada para carros e ônibus, no primeiro teste da Prefeitura do Rio para tornar o lugar área de lazer de 2 milhões de metros quadrados.

“Muitos prédios serão convertidos em hotéis e outros serão de ocupação mista, comercial e residencial, estimulados pelo projeto. Há 50 anos, o Centro abrigava 350 mil moradores. Hoje, são pouco mais de 35 mil”, analisa o presidente da associação, José Luiz Alqueres.

A enfermeira Alba Andrade da Silva, 44 anos, que mora em São João de Meriti, não pensaria duas vezes em se mudar para lá: “Imagina poder caminhar na rua todos os dias e ficar pertinho de tudo! Hoje é tumultuado. Mas, se tirarem os ônibus e carros, vai ficar ótimo!” O escriturário Marcelo Vieira, 34, que mora na Saúde, já comemora: “O Centro precisa de uma opção de lazer. Tenho uma filha de 6 anos e adoraria trazê-la para passear tão pertinho de casa”.

Segundo a associação, o aluguel de sala comercial média no Centro custa de R$ 1.500 a R$ 2 mil, oito vezes menos que o pago no Leblon ou Ipanema, onde o metro quadrado – fora de shopping – vale R$ 16 mil.

O projeto Rio Verde prevê pontos de ecotáxis (puxado por bicicleta) nas ruas transversais e paralelas, esteiras rolantes e carrinhos elétricos individuais. Da Candelária à Cinelândia, só circularão ambulâncias e carros-fortes, de polícia e bombeiros. Os ônibus elétricos são um passo à frente, acredita a professora de Engenharia de Transportes da Coppe/UFRJ Suzana Kahn Ribeiro. “Os estudos apontam declínio drástico no uso do motor a combustão interna”, explicou.

Viações e taxistas divididos sobre o bloqueio da via

A Avenida Rio Branco consta do itinerário de 115 linhas de ônibus, que teriam de ser remanejadas se o fechamento for definitivo. Mesmo assim, o Rio Ônibus apoia as alterações. Já taxistas se dizem apreensivos.

“O que tornar mais curto o tempo de viagem dos passageiros, nós apoiamos”, explicou o diretor do Rio Ônibus, Octacílio Monteiro. Ele lembrou que a cidade ainda tem 420 quilômetros de trilhos sob o asfalto.

“Vamos perder muitos clientes. O pessoal que trabalha aqui quer sair do escritório e pegar o táxi na porta. Sem contar que a via também é de passagem, vai ser muito complicado e difícil para nos adaptarmos, fora o prejuízo”, ponderou o taxista Edilson Ferreira, 55 anos.

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