Copacabana recebe presépio baseado na obra “Morte e Vida Severina”

 

Presépio baseado no folclore brasileiro

Pelo sexto ano consecutivo, o Museu Histórico do Exército, no Forte de Copacabana, recebe a já tradicional mostra “Presépio brasileiro, sempre…”, com personagens feitos em papel. A exposição, aberta ao público nesta terça-feira (7/12), é baseada no auto de Natal “Morte e Vida Severina”, de João Cabral de Melo Neto, e reúne 29 figuras, em tamanho natural, do folclore brasileiro, em sua maioria personagens nordestinos e, em especial, pernambucanos. O ingresso custa R$ 4,00 (idosos e estudantes pagam meia) e pode ser conferida até 6 de janeiro, dia de Santos Reis.

A programação paralela da exposição também começa nesta terça-feira, com o “Despertar do Presépio”, a partir das 19h, com a apresentação de violeiros, cantigas e cirandas, e a oração e bênção de São Francisco, segundo a tradição, o criador do primeiro presépio cristão; e, no dia 18, às 17h, Orquestra de Flautas e Coro Jovem da Igreja Presbiteriana do Méier. Em janeiro, encerrando o ciclo natalino, “Queima da Lapinha”. Dia 2, moda de viola caipira e “causos”, antecipando a Folia de Reis, a partir das 17h; e, no Dia de Reis (6/01), também às 17h, acalantos de ninar o presépio.

Criador do presépio brasileiro, o artista amazonense José Áureo Vilhena, ex-professor de teatro do Colégio Estadual Visconde de Cairu, não economizou criatividade e sensibilidade na hora de moldar os personagens vivos da cultura nordestina retratados nesta sexta edição do auto de Natal. A leitura da obra “Morte e Vida Severina”, presenteada há anos por um amigo, serviu de inspiração para contar o nascimento do menino Jesus em terras pernambucanas.

– A exposição toca as pessoas pela força marcante da tradição e folclore nordestinos. Todos os detalhes remetem à cultura do vaqueiro, dos pastores, o boi-bumbá e demais personagens presentes na vida e no imaginário de todos os brasileiros – observa Vilhena.

Na leitura aberta do artista, o “Presépio brasileiro, sempre…” é povoado pelo Imperador do Divino, o Rei do Reisado e a Rainha do Maracatu, representando os Reis Magos tradicionais, e José, Maria e o menino Jesus com vestimentas e rostos tipicamente nordestinos. Vilhena lembra, no entanto, que este ano incluiu novos personagens do folclore amazônico, entre outros, a figura da lenda do Boto, que enfeitiçava belas moças para engravidá-las, e Iara, ou mãe-d´água, do folclore indígena.

Serviço:

Quando: de hoje, terça-feira (7/12) a quinta-feira (6/01/2011), dia de Santos Reis, exceto às segundas-feiras

Horário: 10 às 19h

Local: Museu Histórico do Exército e Forte de Copacabana – Salão de Exposições Temporárias II, no Forte de Copacabana

Endereço: Av. Atlântica, Posto 6, Copacabana

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