Seleção para trabalhar em centros contra homofobia no RJ atrai vários candidatos

A partir de fevereiro, 26 profissionais de diversas áreas já estarão atuando nos núcleos de atendimento integrado da rede Rio Contra a Homofobia, que começou a ser implantada em julho do ano passado pelo governo fluminense. As inscrições para o processo seletivo público dos prestadores de serviço terminam às 19 horas e já atraíram mais de 600 candidatos para as funções de psicólogo, assessor jurídico, assistente social, auxiliar de serviços gerais e segurança.

A seleção está sendo feita pela Secretaria Estadual de Assistência Social e Direitos Humanos, em parceria com a Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj). De acordo com o superintendente de Direitos Individuais, Coletivos e Difusos da secretaria, Claúdio Nascimento, os novos profissionais vão reforçar as equipes que já dão atendimento no Centro Metropolitano de Referência e Promoção da Cidadania LGBT, instalado na Central do Brasil, no centro do Rio.

Pioneiro na América Latina, o núcleo mantém um serviço telefônico, o Disque Cidadania LGBT (0800-023-45-67), que, em seis meses de funcionamento, registrou mais de 2 mil atendimentos. “Há pessoas que buscam o serviço por casos concretos de violência, por ter sido vítimas de algum tipo de constrangimento, mas o interessante é que outras querem se prevenir, se informar para saber como agir caso sofram alguma violência ou discriminação. Isso é muito rico”, disse Cláudio Nascimento.

Também há uma grande procura por informações sobre questões ligadas aos direitos dos parceiros de uma união homossexual, como pensões, patrimônio conjunto, herança, entre outras.

Segundo Cláudio Nascimento, a meta agora é expandir a rede para todo o estado que, além do Centro de Referência na capital, já conta com um polo de atendimento em Nova Friburgo, na região serrana. Em março será inaugurado um núcleo em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. Ainda no primeiro semestre de 2011, mais três serão entregues à comunidade: em Madureira, na zona norte; Campo Grande, na zona oeste; e Copacabana, na zona sul.

Até o fim do ano, os Centros de Referência contra a Homofobia deverão chegar aos municípios de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, São Gonçalo, na região metropolitana, Cabo Frio, na região dos lagos, e Macaé, no norte do estado. “O Rio Contra a Homofobia é um projeto claro de atuação para os próximos dez anos “, explicou Claudio Nascimento, para quem o pioneirismo do estado na questão da cidadania LGBT se deve a mais dois fatores: “a existência de grupos homossexuais da sociedade civil organizados e mobilizados e de um governo estadual comprometido com a temática”.

(Agência Brasil)

 

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