Em menos de um mês, fumaça em quatro bueiros assusta moradores do Rio

Em menos de um mês, problemas em quatro bueiros da Light (concessionária responsável pelo fornecimento de energia no Rio de Janeiro) assustaram moradores e comerciantes na capital fluminense. A última ocorrência foi registrada no dia 23 de maio do corrente ano, no centro. Um bueiro explodiu por volta das 10h na esquina das ruas Costa Bastos e do Riachuelo. A assessoria da empresa informou que houve um deslocamento da tampa da caixa subterrânea por onde passam fios de energia elétrica em baixa tensão.

O Ministério Público insiste em obter a relação dos 130 bueiros em risco iminente de explodir. Este número foi divulgado pelo prórpio presidente da Light, Jerson Kelman, durante entrevista coletiva no dia 2 de abril. A concessionária teria 30 dias para fazer a manutenção de todos. O MP quer ainda que a Light seja obrigada a pagar multa de R$ 1 milhão por bueiro que explodir após esse período.

No dia 21 de maio, um outro bueiro, na Av. N. S. de Copacabana, na zona sul, soltou fumaça. Segundo informações dos bombeiros, não houve focos de incêndio e nenhum ferido no local. Moradores ficaram preocupados com a movimentação.

No dia 27 de abril, a Guarda Municipal foi acionada para isolar uma área onde um bueiro soltava fumaça na rua Santos Afonso, esquina com a General Roca, na Tijuca, zona norte. O incidente ocorreu a menos de um mês de uma explosão de um bueiro em Copacabana que deixou um taxista ferido. A explosão foi tão forte que abriu uma cratera no meio da rua. Houve pânico entre as pessoas que passavam pelo local.

Um dia após a ocorrência, o presidente da Light, Jerson Kelman, admitiu em entrevista coletiva que explosões de galerias subterrâneas como a que aconteceu na avenida Nossa Senhora de Copacabana podem ocorrer novamente na cidade. Existem ao menos 130 galerias no Rio, segundo Kelman, que ainda não foram vistoriadas e podem estar sob risco de explosão.

A assessoria de imprensa da Light informou que a fumaça deve ter sido provocada pelo acumulo de água na câmara subterrânea.

No dia 3 de maio, um outro bueiro da Light explodiu na rua Marquês de Abrantes, em frente ao número 177, no Flamengo, também na zona sul. O acidente aconteceu por volta das 8h30 e ninguém ficou ferido.

A Light informou por meio de nota que “desde julho de 2010, após um extenso diagnóstico e mapeamento, o plano estratégico definiu ações prioritárias em 1.170 câmaras transformadoras. Segundo a empresa, “em todas, a Light realizou uma detalhada inspeção para determinar o que deveria ser feito como etapa preliminar à instalação do sensoriamento remoto”.

Ainda de acordo com a nota, “equipes realizam, regularmente, manutenção em sua rede subterrânea”.

Evelyn Moraes, do R7

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