Novo protesto no centro já tem mais de mil bombeiros

Mais de mil manifestantes ocupavam as escadarias da Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro), no centro do Rio, por volta das 12h deste domingo (5) para dar continuidade aos protestos por melhores salários e condições de trabalho, de acordo com a Polícia Militar. Mulheres e crianças também participam do encontro.

Os manifestantes também pedem a libertação dos 439 soldados presos durante a ação da PM no Quartel Central do Corpo de Bombeiros, também no centro. O senador Lindberg Farias (PT) esteve no protesto pela manhã e parabenizou os bombeiros pela luta e disse que vai procurar o governador Sérgio Cabral para ajudar nas negociações.

Lindberg disse ainda que a “prisão dos bombeiros foi um equívoco” e que Cabral deve evitar o “caminho do radicalismo”. Muito aplaudido pelos manifestantes, ele seguiu para a Corregedoria da PM para visitar os soldados presos.

Policiais militares do Batalhão da Praça Tiradentes (13º BPM) e do Batalhão de Choque acompanham a manifestação, que deve seguir para Copacabana, na zona sul da capital fluminense, neste domingo.

De acordo com o Centro de Operações da prefeitura, os manifestantes ainda não ocuparam as ruas do entorno da Alerj e o trânsito segue normalmente.

Transferência dos bombeiros presos

Os soldados do Corpo de Bombeiros começaram a deixar a Corregedoria da Polícia Militar, em São Gonçalo, região metropolitana do Rio de Janeiro, na manhã deste domingo.

Escoltados por policiais do Batalhão de Choque, três ônibus seguiram para um quartel dos bombeiros em Charitas, Niterói, também na região metropolitana, por volta das 6h, informou a PM.

Ao menos 439 bombeiros, que faziam protesto por melhores salários e condições de trabalho no Quartel Central da corporação, no centro do Rio, foram presos após a ação da PM para conter a manifestação na manhã de sábado (4).

Ainda segundo a polícia, os bombeiros presos serão autuados em quatro artigos do Código Militar: motim, dano em viatura, dano às instalações e por impedir e dificultar a saída para socorro e salvamento. A pena para estes crimes varia de dois a dez anos de prisão.

A polícia também informou que os agentes receberam assistência da Comissão de Direitos Humanos da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), pelo Ministério Público, pela Defensoria Pública e pela Comissão de Direitos Humanos da Alerj durante a prisão na Corregedoria da PM.

Entenda o caso

Por volta das 20h da última sexta-feira (3), cerca de 2.000 bombeiros – muitos acompanhados de mulheres e crianças – ocuparam o Quartel Central da corporação, no centro do Rio de Janeiro. O protesto, que havia começado no início da tarde em frente à Alerj (Assembleia Legislativa), durou toda a madrugada.

A principal reivindicação da categoria é aumento salarial de R$ 950 para R$ 2.000 e vale-transporte. A causa já motivou dezenas de paralisações e manifestações desde o início de abril. Seis líderes dos movimentos chegaram ser presos administrativamente em maio, mas foram liberados.

Fonte: R7

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