Copacabana: 119 anos de muitas paixões

Av. Atlântica ano de 1960

Copacabana completou no último dia 6 119 anos. Palco da tradicional queima de fogos no final do ano, de calçadas cheias de gente e turistas por todos os cantos, abriga cerca de 43.431 idosos, sendo o bairro com o maior número de habitantes de cabelos brancos das capitais, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Ponto turístico consagrado para os “gringos”, a região abriga um dos hotéis mais charmosos do mundo, o Copacabana Palace. Fundado em 1923, o símbolo do bairro é um projeto do arquiteto francês Joseph Gire, que se inspirou no Hotel Negresco, de Nice; e no Hotel Carlton, de Cannes —  ambos na França. No entanto, a paixão, segundo os moradores, vai muito além do que um simples sentimento bairrista. Faz artistas, músicos e escritores como Cláudio Paiva se renderem de vez à Princesinha do Mar.

“O que faz Copacabana interessante é que ela tem tudo que os outros bairros não têm”. A frase é de Cláudio Paiva, responsável pela redação final do programa “Tapas & beijos”, da Rede Globo, que alegra as terças-feiras com as histórias hilárias das amigas Sueli e Fátima, interpretadas por Andrea Beltrão e Fernanda Torres.

A série confunde os telespectadores devido à similaridade com Copacabana. É a tradicional loja de noivas, o restaurante árabe, os espaços que vendem quinquilharias mil e as esquinas, quase sempre apinhadas de gente.

— A região mistura comércio com moradores, é agitada, tem praia, turista, tudo o que o Rio tem num bairro só. E Copacabana era o bairro aonde minha mãe ia pra ver “as modas”. Quando era pequeno, morava em Niterói e achava que Copacabana era o centro do mundo! — conta o autor.

A reprodução na TV do agito do bairro foi resultado de pesquisas aprofundadas pela equipe de cenografia.
— A equipe fez uma grande pesquisa sobre o bairro e inventou uma rua que é uma mistura de coisas interessantes de Copacabana. Queria colocar as personagens no ambiente de trabalho. A loja de noivas foi escolhida devido ao tema do programa. Nada melhor para uma comédia romântica do que uma loja onde as mulheres vão alugar o vestido que usarão no casamento. O Rei do Beirute é uma piada com o fato de o dono ser libanês. A ironia é que ele não vende beirute! — brinca Paiva.

O caos no trânsito que a grande maioria dos cariocas enfrenta até o trabalho também é retratado de maneira cômica por Cláudio Paiva, na rotina das personagens, que moram no Méier e trabalham na Zona Sul.

— Queria mostrar o longo caminho que o trabalhador faz para chegar ao trabalho. O brasileiro perde horas no trânsito todo santo dia. É cruel essa rotina. Escolhi o Méier porque pagava aluguel lá quando morava em Niterói. Uma vez por mês ia até o bairro, acompanhando a linha do trem e, antes de voltar, almoçava num restaurante árabe — explica.

Em meio a lojas e restaurantes, o bairro conquista os turistas, que já pisam em terras brasileiras loucos para conhecer a Princesinha do Mar. A orla e a vida noturna fazem da região muito mais do que um simples ponto turístico.

Um dos bares mais famosos de Copa, o Bico, localizado na esquina da Avenida Nossa Senhora de Copaca- bana com a Rua Francisco Sá, é um botequim à moda antiga. Após a última reforma, a casa ganhou cara de loja de sucos, com ladrilhos azuis e cerâmica vermelha na decoração, e consegue juntar em perfeita harmonia os gringos e os brazucas.

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