Arquivo do mês: agosto 2011

Campanha do Desarmamento recolhe, em dois meses, 9.160 armas e 30.901 munições

A Campanha Nacional do Desarmamento 2011 – Tire uma arma do futuro do Brasil completa um pouco mais de dois meses O balanço do período, consolidado pelo Ministério da Justiça, até o dia 06 de julho do corrente ano, mostra que já foram entregues 9.160 armamentos e 30.901 munições. Para se ter ideia da capacidade de mobilização da iniciativa, a Polícia Federal, órgão que tem a atribuição de receber armas regularmente, recolheu cerca de mil artefatos ao longo dos quatro primeiros meses do ano.

 Cada pessoa entrega, em média, uma arma. No caso das munições, essa média sobe para 36 unidades por pessoa. Até agora, os revólveres calibre 38 lideram a lista dos armamentos recebidos pelas Polícias Federal e Rodoviária Federal. São 2.436, o que representa 26,5%. Depois vêm os revólveres calibre 32 com 1.110 unidades (12%). Foram entregues ainda 32 fuzis, quatro metralhadoras e duas submetralhadoras.

Uma das inovações da campanha deste ano, a indenização, retirada pelo próprio responsável pela entrega do armamento, já pagou R$ 835 mil. Os valores por arma são R$ 100, R$ 200 ou R$ 300.

A iniciativa atual traz ainda outras três novidades: o cidadão não precisa se identificar no momento da entrega; a arma é inutilizada na hora; e há um maior número de postos de coleta.

Desde o lançamento nacional da campanha pelo Ministério da Justiça, em 6 de maio no Rio de Janeiro, outros cinco estados e o Distrito Federal aderiram à campanha. As unidades da federação ficam responsáveis pela ampliação dos postos de coleta. Em Minas Gerais, por exemplo, 200 pontos de coleta começarão a funcionar nos próximos dias em unidades das Polícias Civil e Militar.

A campanha segue até 31 de dezembro. Depois disso, as entregas continuam sendo aceitas, mas não serão mais anônimas nem indenizadas.

As ações da Campanha Nacional do Desarmamento 2011 são geridas por um conselho. Além do Ministério da Justiça, participam do grupo as Polícias Federal e Rodoviária Federal, a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, o Ministério da Defesa, os conselhos estaduais de segurança, o conselho das guardas municipais.

Integram também os conselhos municipais dos secretários de segurança, o Conselho Nacional de Segurança Pública, o Conselho dos Chefes de Polícia Civil, o Conselho Nacional dos Comandantes de Polícia Militar, o Banco do Brasil, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), o Conselho Nacional do Ministério Público, o Conselho Nacional da Defensoria Pública, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), o Conselho Nacional das Igrejas do Brasil, a Associação Maçônica do Brasil e rede Desarma Brasil.

Fonte: Site do Ministério da Justiça

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Não se esqueça de Patrícia Accioli – do insulto à injúria


Pouco mais de 24 horas se passaram desde que a juíza Patrícia Lourival Accioli foi chacinada. Quando se pensava que a covardia desse ato ficaria restrita a ele próprio – um insulto em forma de cusparada de sangue na cara do país -, se vê a ele somada a injúria da empáfia das autoridades públicas, especialmente as do Judiciário do Estado do Rio de Janeiro.

O atual presidente do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro se apressa em justificar o injustificável: o motivo para uma juíza que até as paredes do fórum de São Gonçalo sabiam ameaçada de morte estar completamente à mercê de seus matadores é singelo: ela não requisitara proteção, por ofício. Não obstante, sem ofício, ou melhor, de ofício, sua segurança, conforme avaliação (feita por quem? com base em que critérios?) do próprio tribunal, havia minguado na proporção inversa do perigo a que a juíza diariamente se via submetida.

Fica, assim, solucionado o crime: Patrícia cometeu suicídio. Foi atingida por si mesma, 21 vezes, vítima de sua caneta perdida, que se encontrava a desperdiçar tempo mandando para a cadeia milicianos e todo tipo de escória que cresce à sombra do Estado, de sua corrupção e de sua inoperância. Patrícia era uma incompetente, uma servidora pública incapaz de fazer um ofício! Não é isso que o senhor quer dizer, Presidente?

Que vergonha, Exa.! Por que no te callas? Melhor: renuncie ao seu cargo. No mínimo será muito difícil seguir à frente do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, com a morte de Patrícia em suas costas. Ela está agarrada ao seu corpo e ao do seu antecessor, como uma chaga pestilenta. Sua permanência no ambiente dá asco e ânsia de vômito.

Qualquer pessoa que assistisse ao noticiário televisivo, que lesse jornal ou que tivesse acesso a algum outro veículo de imprensa nacional tinha conhecimento da situação de Patrícia e de que sua vida estava em risco. Não a Presidência do TJRJ. Segundo palavras do ex-presidente daquele órgão, seu único contato com a juíza se deu numa ocasião em que esta por ele foi chamada para prestar esclarecimentos a respeito de um entrevero que tivera com um namorado. O fato chegou às folhas e S. Exa., o então Chefe do Judiciário, se sentia no dever de agir logo, chamando às falas (sem ofício) a subordinada que colocava em cheque a imagem do Poder por ele gerido. Mas, para proteger a vida de Patrícia – ah, aí é querer muito! – era fundamental um ofício!

E fico a pensar: em quantas vias? 21? As cópias deveriam ser em carbono azul ou seria possível usar um modelo vermelho sangue? Era necessário que a magistrada juntasse ao expediente um mapa com a localização do Fórum de São Gonçalo, talvez? Ou um comprovante de residência? Atestado de bons antecedentes? Declaração dos futuros assassinos afirmando que a ameaça era real (a lista encontrada com o “Gordinho” não tinha firma reconhecida, nem era autenticada, afinal).

Não tentem ler a minha mente, sem antes chamar um exorcista.

Magistrados de primeira instância, uni-vos! Vossa integridade física está à mercê da fortuna. Vossa vida a depender de uma folha de papel. Vossas famílias nas mãos de mentecaptos.

Marginais e milicianos em geral devem estar com a dentadura escancarada num esgar de romance policial. Bastaram duas motos, dois carros, um bando de vermes, 21 tiros e poucos segundos para derrubar o castelo de cartas que era a imagem da Justiça no Estado do Rio. Com tão pouco se revelou a podridão de um reino de faz-de-conta, o que contrasta com o quanto foi necessário para liquidar uma mulher só.

Um Poder sem força, sem visão, sem preparo; um setor do serviço público que se transformou, em verdade, num a grande empreiteira; quando não em um balcão de negócios (quebre-se o silêncio!).

É inacreditável que a mais alta autoridade judicial do Estado sequer ruborize ao dizer que a proteção de uma juíza comprovadamente listada como alvo da milícia dependia de um pedido escrito. A declaração do magistrado-mor revela aos interessados em seguir matando juízes que o “Poder” por ele administrado não tem a menor ideia da realidade enfrentada pelos julgadores de primeira instância. Precisa ser provocado, cutucado, instado. O pleito de auxílio aos que dele carecem deve passar por um processo, um crivo que, como se viu, é muito eficiente, se o resultado perseguido for a eliminação daquele que precisa ser protegido. O Judiciário não realiza, por sua conta, qualquer controle, não mantém investigação permanente, não monitora seus inimigos: é um Poder-banana.

Os juízes de direito, de agora em diante, se transformaram na versão nacional do dad man walking (expressão gritada pelos guardas quando acompanham os sentenciados até o local da execução, nos presídios com corredor-da-morte, nos EUA). Os próximos serão os promotores, os delegados de polícia (os agentes penitenciários já são eliminados de há muito, assim como os jornalistas), os homens de confiança do Secretário de Segurança e este mesmo. Governador, tremei. Quem há-de impedir que isso ocorra?

A temporada de caça está aberta. A porta do Judiciário era sem trinco e agora não adianta colocá-lo. Tarde demais. Até que a Justiça se mova e organize um sistema de autodefesa pró-ativo (e não movido à base de papeluchos), muitos perderão a vida. O crime não precisa se organizar. Basta conhecer o endereço do juiz, discando 102.

Pior: doravante, será mais do que suficiente um olhar de soslaio do réu para que o juiz assine – trêmulo, mas de pronto – o alvará de soltura. Eu, no lugar de qualquer deles, assinaria. Você não?

Bem-vindos à terra sem lei, sem vergonha e sem senso de ridículo.

Não se esqueçam de Patrícia Accioli!

* Siro Darlan é juiz – http://www.blogdosirodarlan.com/.

(Brasil de Fato)

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MPRJ denuncia Usiminas por apresentar relatório irregular de auditoria ambiental na TKCSA | Portal EcoDebate

MPRJ denuncia Usiminas por apresentar relatório irregular de auditoria ambiental na TKCSA | Portal EcoDebate.

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Light Recicla dá desconto na conta de energia em troca de materiais recicláveis em bairros da Zona Sul do Rio de Janeiro

Projeto piloto sustentável de geração de renda inicia ação na Comunidade Santa Marta e nos bairros de Botafogo e Humaitá

Existe um ditado que diz que “dinheiro não dá em árvore”. Mas ele pode estar na garrafa plástica, nos jornais já lidos, nos CDs inutilizados e muitos outros materiais que podem ser reciclados ou reutilizados. Porque no meio ambiente “lixo é o que se joga fora, não é mais útil”. Portanto, não se surpreenda se, de repente, moradores de Botafogo, do Humaitá e da Comunidade Santa Marta começarem a ver em objetos considerados lixo uma nova fonte de renda.

Um projeto piloto da Light promove o desenvolvimento sustentável, em parceria com a Prefeitura Municipal do Rio de Janeiro, recebendo materiais recicláveis de moradores destas áreas e trocando-os por bônus na conta de energia.

O Light Recicla foi lançado esta manhã na Quadra da Escola de Samba da Comunidade Santa Marta e disponibilizará, a partir de hoje, dois Eco-Pontos fixos na região (ver endereços abaixo), que receberão vários tipos de lixo reciclável, tais como garrafas PET, sacolas e embalagens plásticas, CDs e DVDs, materiais PVC, papéis, metais, vidros, embalagens longa vida e óleo de cozinha. Cada item terá um preço por peso que vai gerar crédito na conta de energia escolhida pelo participante.

Os moradores de Botafogo, do Humaitá e do Santa Marta poderão optar também por realizar doações para instituições na comunidade. Neste último caso, o projeto se estende à população de outras localidades. O projeto piloto terá duração de um ano e a ideia é que, após ser implantado no Santa Marta, em Botafogo e no Humaitá, o projeto possa ser estendido para outras comunidades pacificadas e seus bairros adjacentes, no Rio de Janeiro.

A Light vem seguindo a esteira do Estado e desenvolvendo ações nas comunidades pacificadas. Trata-se de um pacto, no qual a companhia passa a prestar serviços com qualidade e o cliente passa a pagar sua conta de energia. Para o presidente da Light, Jerson Kelman, “o Light Recicla representa um novo compromisso dos moradores da comunidade, só que desta vez, não apenas com a empresa, mas com eles próprios. Reutilizar e reciclar materiais contribui com a limpeza das ruas, com a saúde da população e com o meio ambiente. Neste projeto, além destes benefícios, o cliente pode reduzir a conta de energia de forma a caber no seu bolso e usar o dinheiro economizado para gerar renda na própria comunidade.”

Para consolidar o Light Recicla, a empresa atua em conjunto com 3E Engenharia, BrasilPet Reciclagem e com a ONG Eccovida e tem o apoio das Secretarias Municipais de Meio Ambiente, Assistência Social, Conservação e Serviços Públicos, Comlurb e UPP Social.

Segundo o Vice-prefeito e Secretário Municipal de Meio Ambiente, Carlos Alberto Muniz, essa ação inovadora no Município do Rio demonstra a grande importância sócio-ambiental que tem essa iniciativa da Light. “Esse projeto permitirá maior conscientização por parte da população com relação às questões sobre os resíduos sólidos e como devemos reduzi-los na natureza. Assim, esperamos que haja uma mudança cultural, de comportamento mesmo, que traga para a cidade e seus moradores melhor e mais qualidade de vida.”

Parceiro no projeto, a secretário Municipal de Conservação e Serviços Públicos, Carlos Roberto Osorio, fala do Light Recicla: “A Prefeitura do Rio apoia as iniciativas que incentivam todas as práticas que visam à sustentabilidade. Essa parceria com a Light trará bons resultados tanto para a comunidade com para o meio ambiente”.

A subsecretária de Proteção Social Básica, Fátima Nascimento, define a importância. “O projeto “Light Recicla” vem ao encontro da nova perspectiva da SMAS: a discussão de novos paradigmas de ações sociais, que permitirão o desenvolvimento de temas, de suma importância para a população, principalmente, as de baixa renda. 

Materiais recebidos pelo Light Recicla:

· PET – refrigerante e água

· Plástico duro – embalagens de xampu, detergente, margarina, baldes, bacias etc

· Plástico filme – sacolas plásticas, embalagens de arroz, feijão, açúcar etc

· CDs

· Embalagens plásticas metalizadas

· PVC – canos, forros etc

· Papel – branco, misto (revistas, encartes etc), papelão, jornal

· Metais – latas de cerveja e refrigerante, ferros em geral, arames, pregos, bateria de carro etc

· Vidro – embalagens, garrafas de cerveja e refrigerante, copos etc

· Embalagens longa vida (leites, sucos e achocolatados)

· Óleo de cozinha

Materiais que não serão aceitos:

· Lâmpadas em geral

· Pilhas

· Espelhos e vidros planos

· Papel carbono ou plastificado

· Isopores

· Esponjas de aço

· Cerâmicas e porcelanas

· Madeiras

· Fraldas descartáveis

· Espumas

· Óleo lubrificante

· Cabos e fios

· Tintas

· Tecidos

· Couros

· Pneus

Endereços dos Eco-Pontos:

1) Estação 1 do Plano Inclinado do Santa Marta – Av. Marechal Francisco Moura s/n (acesso pela praça Corumbá) – Segunda, Quarta e Sexta das 07h30 às 13hs.

2) CRAS Padre Velloso – Rua São Clemente, nº 312 – Botafogo – terça e quinta das 07h30 às 13hs.

No início, somente o Eco-Ponto do CRAS estará funcionando.

Documentos que o cliente deve levar para receber desconto em sua conta:

– Conta de luz

OBS: Durante o projeto piloto, somente moradores de Botafogo, do Humaitá e do Santa Marta podem se cadastrar para receber o desconto.

Quais documentos o cliente deve levar para doar bônus para instituições do Santa Marta?

– Não é necessário levar nenhum documento. Ao efetuar a troca de seus resíduos indique, entre as três opções abaixo, a instituição a ser beneficiada.

– Associação de Moradores do Santa Marta

– ONG Atitude Social

– Escola de Samba G.R.E.S Mocidade Unida do Santa Marta

OBS: Os moradores de outros bairros da Cidade do Rio de Janeiro também podem contribuir neste último caso, levando materiais recicláveis e “doando” a cota referente ao desconto.

Light S.A.

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Construção de um estádio no Leme

Estádio no Leme

Será erguido nas areias da praia de Copacabana, uma arena para sediar os jogos do vôlei de praia nas Olimpíadas 2016. Será uma estrutura provisória que atenderá os requisitos da modalidade olímpica e receberá cerca de 12 mil espectadores. O custo previsto é de R$21,56 milhões.

Fonte: Portal da Transparência

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Forte de Copacabana nos Jogos Olímpicos de 2016

Forte Copacabana

O histórico Forte de Copacabana sediará a largada e a chegada de esportes aquáticos como maratona aquática e o triatlo. O custo das instalações está estimado em R$19,47 milhões.

As instalações provisórias são as arquibancadas para 5 mil pessoas. O forte deve ganhar um píer e a praia postos de atendimento emergencial depois das competições.

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Rio começa a testar diesel de cana-de-açúcar na frota de ônibus

O projeto Diesel de Cana – rumo a 2016, que usa tecnologia sustentável desenvolvida pela empresa Amyris Brasil, foi lançado hoje (26), no Rio, durante o 1º Seminário de Tecnologias Sustentáveis no Transporte. A iniciativa é resultado de parceria entre o governo fluminense, a prefeitura carioca e a Federação das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Rio de Janeiro (Fetranspor)

 O gerente de Planejamento e Operações da Fetranspor, Guilherme Wilson, disse à Agência Brasil que o diesel de cana é um combustível que não está ainda disponível no país em termos comerciais. “O potencial dele é enorme e a gente quer explorá-lo experimentalmente.”Nos próximos 12 meses, o projeto testará a adição ao diesel fóssil de 30% de diesel obtido a partir da cana-de-açúcar em 20 ônibus. Depois, serão 30 veículos de transporte de passageiros. Eles vão operar nas linhas 125 (Central do Brasil-Praça General Osório) e 409 (Praça Saens Pena-Jardim Botânico). A produção em escala do diesel de cana está prevista para o ano que vem.Os resultados dos testes serão apresentados durante a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável Rio+20, que ocorrerá na capital fluminense, em junho de 2012. Wilson disse que esses resultados determinarão a estratégia de adoção do produto pela frota de veículos de passageiros.

A avaliação de desempenho, de redução de emissões, controle de consumo, impactos na durabilidade e nos dispositivos de injeção de motor durante os testes será feita pela Coordenação de Programas de Pós-Graduação de Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Coppe/UFRJ), em conjunto com a Mercedes Benz, a BR Distribuidora e a Michelin, também parceiras no projeto.

“A gente está falando de um potencial de redução de emissão de gases de efeito estufa de até 90%, porque o combustível é feito a partir de biomassa renovável, no caso a cana-de-açúcar. Em vez de o usineiro fazer álcool, ele pode botar a matéria-prima em outra linha e fazer diesel”, assinalou Wilson.

De acordo com ele, o experimento determinará também se haverá redução de custos para as empresas de ônibus. “Com a entrada em escala da produção a partir do ano que vem, vamos identificar [a eventual redução], porque são preços de mercado. Não temos controle. Somos operadores. Queremos operar com o melhor combustível e com um preço que mantenha o equilíbrio econômico e financeiro do setor. A expectativa é que o preço do diesel de cana seja competitivo.”

A principal vantagem do diesel de cana, destacou o gerente da Fetranspor, é que não haverá necessidade de alteração mecânica nos motores. Com isso, as empresas não terão que fazer investimentos adicionais para substituir o diesel fóssil pelo de cana. “Você substitui o diesel mineral por um diesel renovável e usa os mesmos motores. Para o setor operador, é uma grande vantagem, porque não está assumindo novos custos, novos riscos, não tem que fazer uma renovação de frota”.

O presidente da Amyris Brasil, Paulo Diniz, disse que isso acaba também refletindo no bolso do consumidor, “uma vez que a população não vai ter que pagar por nenhuma adaptação a mais, por nenhum tipo de aditivo diferente”.

O secretário estadual de Transportes, Júlio Lopes, destacou que “essa é mais uma excelente alternativa que o estado vai contar para cumprir os seus compromissos internacionais relacionados à questão da sustentabilidade”. Ele está convicto de que esse projeto é viável e “abre uma nova perspectiva para o Brasil, em termos de produtos sustentáveis e de visibilidade da sua produção nacional em relação à sustentabilidade global”.

Diniz acrescentou que os testes com a biotecnologia do diesel de cana estão sendo concentrados no Rio de Janeiro e São Paulo. O projeto, completou, objetiva melhorar a qualidade do ar e reduzir as emissões de gases poluentes, por meio de um biocombustível produzido no Brasil, o que resultará na redução da importação de diesel.

Tendo em vista a realização no Rio de Janeiro de eventos como a Rio+20, em 2012; a Copa das Confederações, em 2013; a Copa do Mundo, em 2014; e as Olimpíadas, em 2016, Diniz confirmou que a ideia é ir ampliando cada vez mais o número de ônibus das frotas movidos a diesel de cana, de forma a permear todo o mercado.

Diniz informou que os testes feitos em São Paulo tiveram resultados positivos. “Já temos hoje frotas trocando algo em torno de 160 veículos para colocar esse combustível. Acho que a aprovação, do ponto de vista técnico, já ocorreu em São Paulo”. A Amyris Brasil investiu cerca de US$ 500 milhões no desenvolvimento dessa nova tecnologia.

“Esse é o caminho que estamos procurando para encontrar a eficiência energética”, disse o secretário municipal de Transportes do Rio de Janeiro, Alexandre Sansão.

Fonte: Agência Brasil

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CEG anuncia renovação da rede de gás em 18 ruas do Centro e Copacabana

Após a assinatura do Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com o Ministério Público do Estado do Rio, na quinta-feira, a CEG divulgou uma nota, nesta sexta, informando que está renovando a rede de gás em 18 ruas do Centro e de Copacabana. O investimento nas obras será de R$ 25 milhões. O prazo para o fim dos serviços é de 12 meses, como prevê o TAC.

No Centro, as intervenções estão concentradas nas avenidas Rio Branco e Mem de Sá. Técnicos da companhia também trabalham na Avenida Graça Aranha e nas ruas do Acre, Inválidos, Santa Luzia, Sete de Setembro e Uruguaiana. Já em Copacabana, as obras são realizadas na Avenida Princesa Isabel e nas ruas Cinco de Julho, Constante Ramos, Santa Clara, Ladeira dos Tabajaras e Hilário de Gouveia.

A CEG está substituindo a tubulação por redes de polietileno, material com mais flexibilidade, resistência e capacidade de acomodação ao subsolo.

Na manhã de quinta, a CEG e o MPRJ assinaram o documento em que a empresa assume o compromisso de modernizar 50 quilômetros de rede do Centro e Copacabana. O TAC também estipula multa de R$ 100 mil por explosão de bueiro que cause morte, lesão corporal ou dano ao patrimônio público ou privado. Caso a CEG não consiga provar à Justiça que o vazamento de gás natural não foi responsável pelo incidente, será multada. A empresa terá um prazo de cinco dias para se explicar e apresentar sua defesa, se for o caso. Caberá ao juiz decidir se aplica ou não a multa.

– Usamos o instrumento de inversão do ônus da prova. A empresa é que terá que provar que é inocente – explicou o promotor de Defesa do Consumidor, Pedro Rubim.

A CEG poderá começar a ser multada a partir da homologação do TAC, que deve ocorrer na próxima semana.

A concessionária voltou atrás e aceitou assinar o documento no último dia 20, poucos dias depois de o termo assinado pela Light ter sido homologado. De acordo com o Ministério Público, caso a CEG não aceitasse a cláusula de multa, a Ação Civil Pública que prevê multa de R$ 1 milhão por ocorrência, ajuizada pelo MPRJ em abril deste ano e que está suspensa com a retomada nas negociações com a empresa, continuaria em curso na 4ª Vara Empresarial. Durante uma reunião realizada na manhã do dia 20, a CEG apresentou ao MPRJ um cronograma de manutenção e modernização das câmaras subterrâneas do Centro e Copacabana, no prazo de 12 meses. As obras da Ceg devem atingir apenas 5% da sua rede (50 quilômetros). As regiões do Centro e de Copacabana estariam entre as principais áreas que passariam pela modernização.

– A CEG disse que dará uma resposta se concorda com a multa nesta quinta-feira, mas a tendência que ela acabe assinando o TAC até a próxima semana – disse o promotor Rodrigo Terra na época do acordo.

Naquela semana, Light e CEG trocaram acusações sobre as causas das explosões de bueiros que vem acontecendo no Rio nos últimos meses. A Light informou que das múltiplas ocorrências com caixas subterrâneas registradas recentemente, apenas em quatro casos a causa foi exclusivamente elétrica. A concessionária afirma que, em todos os demais casos, “ocorreram explosões por conta da infiltração de gás em instalações da própria Light ou de outras concessionárias”. No entanto, a empresa não especifica o número de explosões a que se refere, nem que meses foram incluídos no levantamento. A CEG, por sua vez, disse que apenas em duas ocasiões – na Rua Figueiredo Magalhães, em 2010 , e na Rua da Assembleia, este ano – ficou comprovado, por laudo, que problemas com o gás causaram as explosões.

O Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia do Rio de Janeiro (Crea-RJ) na última quarta-feira com a prefeitura do Rio para apresentar as sete empresas que se inscreveram e estão em situação regular junto à entidade, para participar do processo que escolherá a companhia responsável pela fiscalização dos bueiros da cidade.

Na próxima etapa, essas empresas serão avaliadas pela prefeitura quanto à qualificação técnica e quanto ao valor para executar a fiscalização. As propostas serão enviadas em envelopes separados e a capacitação técnica será fator de eliminação.

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Ano Novo em Copacabana terá Rio+20 como tema


A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, recebeu com alegria a notícia de que a festa de réveillon na praia de Copacabana, neste ano, terá como tema a Rio+20 – conferência sobre desenvolvimento sustentável que a ONU promove no Rio de Janeiro em junho de 2012. A decisão foi tomada pela prefeitura da cidade, por meio da Secretaria de Turismo (Riotur).

Para Izabella, a iniciativa é um exemplo do engajamento necessário ao sucesso da conferência. “Tudo que nós precisamos é do engajamento da sociedade, e a prefeitura carioca deu um exemplo. A Rio+20 vai sagrar 2012 como o ano do desenvolvimento sustentável”, disse a ministra.

ASCOM

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