Unesp recebe espólio do escritor Augusto Schmidt

A Universidade Estadual Paulista (Unesp) receberá a doação do espólio do escritor Augusto Frederico Schmidt, autor de mais de trinta livros, entre prosa e poesia, e de vários artigos publicados em jornais e revistas, entre as décadas de 1920 e 1950.

A Fundação Yedda L. Schmidt e Augusto F. Schmidt, detentora do espólio, por meio de sua herdeira testamentária, a jornalista Eliane Georgette Peyrot, diz que doar o espólio à Unesp, como sua fiel depositária, é o melhor caminho para efetivar-se a interação entre a Fundação e o público de estudiosos de diferentes e fecundas pesquisas. O espólio é formado por um acervo literário de 3.170 obras, além do mobiliário, piano, tapeçaria e objetos de decoração de ambiente.

Principais obras do autor: O Galo Branco (1948), Paisagens e seres (1950), Pássaro cego (1930), Canto da Noite (1934), Estrela Solitária (1940).

SOBRE AUGUSTO FREDERICO SCHMIDT

Carioca, nasceu em 18 de abril de 1906. Em 1922, publicou seus primeiros versos num jornal do bairro de Copacabana chamado “O Beira-Mar”. Foi para São Paulo e conheceu a nova geração de artistas e intelectuais que integravam a Semana de Arte Moderna de 1922.

Em 1928, retornou ao Rio de Janeiro e lançou seu primeiro livro de poesias: Canto do Brasileiro Augusto Frederico Schmidt. Em 1930, fundou a Schmidt Editora, onde publicou vários autores consagrados, entre eles, Vinicius de Moraes, Graciliano Ramos, Gilberto Freyre, Rachel de Queiroz e Jorge Amado. A Livraria Schmidt Editora esteve em atividade até 1939.

Em 1934, Schmidt fundou, junto com Luiz Aranha, a empresa Metrópole Seguros e daí pra frente envolveu-se em várias atividades das áreas comerciais e industriais. Casou-se com Yêdda Ovalle Lemos, em 1936. No ano seguinte, iniciou carreira como cronista do jornal Correio da Manhã e alguns anos depois, também começou a escrever artigos para o jornal O Globo.

Na década de 50 abriu o primeiro supermercado do Rio de Janeiro: o Disco, inaugurado em 1952 em Copacabana. Foi ghost-writer do ex-presidente Juscelino Kubitschek e também contribuiu para contornar dificuldades no país e no exterior derivadas do apoio dos comunistas à candidatura de Juscelino.

Durante o governo Kubitschek foi um dos mais prestigiados assessores presidenciais, cabendo-lhe o comando ostensivo da Operação Pan-Americana (Opa), iniciativa brasileira para atrair investimentos norte-americanos para um programa de desenvolvimento econômico e social da América Latina sob a liderança do Brasil. Schmidt morreu em 8 de fevereiro de 1965, vítima de um ataque cardíaco.

Fonte: Vitruvius

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