Facilidade de acesso e braile nos elevadores

A preocupação com a acessibilidade e a qualidade de vida da terceira idade é o carro-chefe do condomínio do Edifício Augusto César Cantinho, em Botafogo. Com simples mudanças na estrutura do prédio e uma boa organização interna, a administração tem conseguido garantir a segurança dos idosos.

As medidas físicas adotadas no edifício incluem o uso de rampas móveis, botões com teclas em braile nos elevadores, barras de apoio em todos os banheiros comuns e uma cadeira de rodas sempre disponível na portaria, para ajudar os moradores com dificuldade de locomoção.

Além disso, o condomínio oferece aulas de pilates e hidroterapia, com um grupo de fisioterapeutas que também faz visitas domiciliares.

– Também conseguimos, com a Secretaria municipal do Envelhecimento Saudável, trazer uma unidade da Academia da Terceira Idade para perto do edifício ? conta a síndica do condomínio, Henriette Krutman.

Outra iniciativa adotada no condomínio é um controle especial da portaria. Além do cadastro geral obrigatório dos moradores, o prédio oferece ao residente uma outra ficha, de preenchimento opcional, com informações sobre plano de saúde e hospital de referência, para emergências. Os porteiros ainda monitoram as pessoas que vivem sozinhas. Se percebem que elas não passaram pela portaria por mais de um dia, entram em contato.

– Um dos maiores medos de quem mora sozinho é morrer dentro de casa e ninguém ficar sabendo. E aqui 80% dessas pessoas são idosas – explica Henriette.

Segundo a síndica, com as ações, o condomínio está se valorizando. Um apartamento de dois quartos, que, há dois anos, custava R$ 500 mil, atualmente sai por cerca de R$ 750 mil.

– Vinte por cento dos nossos moradores têm mais de 60 anos. E a procura por apartamentos só aumenta – garante a síndica.

Legislação prevê adaptações

A legislação brasileira fala sobre acessibilidade para portadores de deficiência física e idosos em edifícios residenciais, condomínios ou conjuntos habitacionais na norma NBR 9050 (da ABNT), nos decretos federal 5.296/2004 e municipal 2.2705/2003 e na Lei municipal 3.311/2001.

– Os condomínios novos são construídos já obedecendo às normas. Mas muitos prédios antigos nem têm como se adaptar, pois falta elevador ou não há escadas em curva, por exemplo, o que é um problema ? aponta Ronaldo Coelho, vice-presidente do Sindicato da Habitação do Rio (Secovi Rio).

Síndica do condomínio do Edifício Monte Verde, em Copacabana, Maria do Carmo Antunes fala das limitações de seu prédio:

– Como é um edifício antigo, de 1954, não tenho muito espaço para mudanças.

De forma geral, a legislação prevê que as edificações mantenham o acesso às áreas comuns livre de barreiras; rampas nos desníveis e mudanças de nível sinalizadas; elevadores com portas acessíveis e botões com teclas em braile; áreas de circulação com largura de 1,2m e portas com vão livre de 80cm.

Fonte: Extra

Anúncios

Deixe um comentário

Arquivado em Hotelaria, Imóveis

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s