Arquivo do mês: junho 2012

Favela cenográfica é montada em Copacabana

Uma favela cenográfica foi montada na manhã deste sábado (16) nas areias da Praia de Copacabana, na zona sul do Rio de Janeiro, como uma forma de chamar a atenção dos participantes da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20) para os problemas sociais do mundo. Os três barracos de madeira, montados pela organização não governamental Rio de Paz, retratam favelas cariocas como Manguinhos, na zona norte da cidade.

“Estamos aproveitando a ocasião para apresentar uma reivindicação aos chefes de Estado que estarão no Rio de Janeiro na próxima semana: que a coisa não fique só na retórica. O momento não é mais de interpretar o mundo, mas de transformá-lo. Precisamos de metas mensuráveis”, disse o presidente da Rio de Paz, Antônio Carlos Costa.

A moradora de Manguinhos Suzana Cristina Barreto participou da encenação e interpretou um papel que ela já vive na realidade: o de moradora de uma favela cheia de problemas.

“Como tem muito estrangeiro na cidade, a gente estava querendo pedir melhorias para as comunidades, porque elas precisam de urbanização nas ruas. É muita rua com esgoto para fora. As crianças brincam no esgoto. Dentro das comunidades, ainda existem muitos barracos”, ressaltou.

Segundo Antonio Carlos Costa, a ideia é manter a favela cenográfica montada em Copacabana até hoje (17).

Vitor Abdala, da Agência Brasil

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Hoteis ameaçam barrar até presidentes na Rio+20

Tensão no setor hoteleiro com a Conferência Rio + 20, na chegada das comitivas internacionais à cidade. As redes Sofitel e Othon, com hotéis cinco estrelas, avisaram ao governo que podem proibir check in até de chefes de Estado se o Itamaraty não confirmar os pagamentos das reservas pela Terramar Viagens e Turismo, a agência que venceu a licitação. E, não bastasse a falta de leitos, a Terramar cancelou ontem 120 quartos no luxuoso Windsor Barra, que seriam ocupados por comitiva de Brasília.

Hoteis não se entendem com empresa que venceu a licitação para organizar as reservas das autoridades para a Rio+20

Beliche
O Itamaraty foi acionado pelos gerentes para garantir hospedagens. Enquanto há vagas agora no Windsor, chefes parlamentares se amontoam em hotéis três estrelas.

Desafinou
A Terramar, que venceu licitação do Itamaraty, é criticada por agências de porte internacional: seu maior evento foi realizar um cruzeiro com show de Agnaldo Rayol.

Tu-tu-tu
A coluna entrou em contato com a Terramar em São Paulo. Recebeu telefones da assessoria no Rio que não atendem e dão caixa postal cheia.

Chilique
Os presidentes das grandes redes de hotel que vão hospedar as comitivas da Rio+20 estão pasmos com a ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann. Dizem que ela deu socos na mesa e foi dura na reunião do dia 14 de maio em Brasília, onde cobrou baixa das tarifas abusivas. Só que, segundo eles, o ágio era da Terramar, que inflou as diárias em até 33%.

Epa, epa
Da reunião, convocada pela ministra, participaram também o presidente da Embratur, Flávio Dino, e o advogado-geral da União, Luís Adams. Os gerentes não entenderam o porquê de o governo pedir o CPF de cada um deles.

Leandro Mazzini é jornalista e escritor, pós-graduando em Ciência Política pela UnB. Passou por Jornal do Brasil, Agência Rio, Correio do Brasil, Gazeta Mercantil e Coluna CH. No Rio, cobriu a política fluminense de 1998 a 2007, quando se mudou para Brasília, onde assinou oInforme JB de 2007 a 2011. É apresentador dos programas de debates políticos Tribuna Independente (terças) e Frente a Frente (seg,qua,sex) na REDEVIDA de Televisão, em rede.

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Mutirão combaterá sujeira deixada nas praias

Um copo de mate e uma lata de cerveja vazios não pesam mais que 500 gramas juntos. Então imagine a quantidade jogada nas praias para acumular as mais de 50 toneladas de lixo recolhidas diariamente nas areias do Rio. Para conscientizar a população sobre a importância de se cuidar do lixo e de se preservarem as praias, O GLOBO promove domingo um mutirão de limpeza em três das mais famosas praias da orla carioca: Copacabana, Leblon e Ipanema. A ação — uma parceria com o movimento Rio Eu Amo Eu Cuido — faz parte da campanha pela preservação das toninhas, simpática espécie de golfinhos (Pontoporia blainvillei) que vive na costa do estado e corre risco de extinção.

— A intenção é mostrar que o simples ato de recolher seu lixo contribui não apenas para o bem-estar do banhista, mas também para a defesa desses ilustres desconhecidos que só nadam em águas muito limpas. E um mutirão tem a força de conscientizar as pessoas sobre a necessidade de se cuidar do ambiente em que vivemos — explica Fernanda Araújo, gerente de Marketing do jornal.

O mutirão de domingo começa às 9h30m, em frente ao Posto 5, na Praia de Copacabana, altura da Rua Sá Ferreira; no Posto 10, altura da Rua Aníbal de Mendonça, em Ipanema; e em frente ao Posto 12, próximo à Rua Rainha Guilhermina, no Leblon. Os participantes receberão um kit limpeza, com luvas, saco de lixo e camiseta da campanha. Às vésperas da Rio+20, o evento já conquistou o apoio de autoridades e personalidades do Rio, como o cineasta Cacá Diegues:

— As praias são nossa sala de visitas, onde reunimos a família e recebemos os amigos. Já pensou uma sala de visitas imunda, cheia de lixo para tudo quanto é lado? A praia é um espaço público, e todo espaço público também é de cada um de nós, tem de ser tratado como nosso lar.

Frequentadora assídua da praia, a ex-campeã e atual empresária Isabel do Vôlei também apoia a iniciativa:

— Eu vou à praia todos os dias e vejo que muitos desses banhistas sequer percebem que deixaram o lixo na praia. É falta de educação. Acho que o mutirão é importante, porque chama a atenção desse banhista. E um pouquinho de constrangimento é bom para ele aprender, porque esse tipo de movimento traz este olhar, esta consciência.

Presidente da Federação de Bodyboading do Rio, Flávio Britto acredita que os banhistas hoje estão mais conscientes, mas observou que ainda há muito lixo nas praias:

— Em Copacabana, as praias próximas às saídas do metrô acumulam mais lixo, porque o movimento ali é maior. A gente percebe que falta informação. Se as pessoas soubessem os problemas que o lixo pode causar à saúde e ao ambiente, teríamos praias mais limpas. Por isso, o mutirão é tão importante.

Fonte: O Globo

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