Arquivo do mês: julho 2012

Discurso da Ministra da Cultura do Brasil,

Sra. Ana de Hollanda.

Senhora Presidente do Comitê do Patrimônio Mundial, boa tarde.

Em nome do Governo brasileiro, cumprimento todos os presentes e agradeço aos membros do Comitê a inscrição da paisagem cultural do Rio de Janeiro na Lista do Patrimônio Mundial.

Esta inscrição preenche uma lacuna, porque não se pode pensar no patrimônio do Brasil sem visualizar o cenário da cidade do Rio de Janeiro.

Também representa um avanço nas políticas públicas do Brasil, que cada vez mais se voltam para o desafio de compreender o patrimônio cultural como uma dimensão essencial para a nossa gestão territorial.

E é também um marco para esta Convenção, uma vez que se trata da primeira área urbana em uma metropole inscrita como paisagem cultural.

Por tanto ineditismo, acompanhado por desafios da mesma grandeza, desejamos compartilhar este momento com a comunidade internacional.

Para nós do Brasil, esta Convenção tem duas dimensões claras para o seu futuro:a da paisagem e a da cooperação.

Em primeiro lugar, a paisagem, porque não é possível avançar nas políticas culturais sem compreender que as relações entre o homem e o meio constituem um novo campo de formulações;

Que, por um lado, aproxima a política de patrimônio das discussões mais relevantes que ocorrem no campo multilateral, como as relacionadas ao desenvolvimento sustentável;

E, por outro, possibilita a criação de uma nova cartografia patrimonial, rompendo com uma visão predominantemente historicista, e substituindo-a por abordagens mais amplas de compreensão do mundo.

Em segundo lugar, a cooperação, porque é a única maneira de enfrentarmos os desequilíbrios entre os países, o que também se verifica no desequilíbrio da Lista do Patrimônio Mundial.

Ademais, a cooperação é o instrumento que responde aos princípios que deve prevalecer na nossa Convenção: o patrimônio rompe barreiras, o patrimônio é um direito de todos nós.

A nomeação do Rio de Janeiro, síntese do Brasil, agora declarado Patrimônio Mundial, expõe para todos nós esse desafio.

Obrigada ao Comitê pela confiança depositada e pelo avanço conceitual que juntos construímos e que queremos celebrar.

Estão todos convidados a desfrutar conosco desta maravilhosa cidade que é o Rio de Janeiro.

Muito obrigada!

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Título da Unesco aumenta responsabilidade para vencer desafios na área ambiental do Rio, diz Carlos Minc

O título inédito de Patrimônio Mundial da Humanidade, na categoria Paisagem Cultural Urbana, para a capital fluminense, “traz muita alegria, mas também, muita responsabilidade”, disse nesta terça-feira (3) à Agência Brasil o secretário estadual do Ambiente do Rio de Janeiro, Carlos Minc.

Pão de Açúcar, no Rio de Janeiro. / Foto: Henrique Andrade Camargo

O título foi concedido no último final de semana pela Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco), em votação realizada na cidade de São Petersburgo, na Rússia.

Minc ressaltou que o estado do Rio já reúne dois títulos importantes. É o estado que mais preserva a Mata Atlântica, com menos de 1 quilômetro quadrado de desmatamento. “O Rio está próximo do desmatamento zero. E a gente quer dobrar a Mata Atlântica. Um título como este [da Unesco] só reforça esse impulso, essa disposição”.

O Rio é também o primeiro estado da Federação que acabou com os lixões, entre os quais os de Itaoca, em São Gonçalo, de Babi, em Belford Roxo, na Baixada Fluminense, e o de Gramacho, maior lixão a céu aberto da América Latina, em Caxias, além dos situados nos municípios de Cachoeiras de Macacu, Guapimirim e Miguel Pereira. “Fechamos todos os lixões no entorno da Baía de Guanabara”.

O secretário destacou, entretanto, que o título inédito traz desafios que terão de ser vencidos por todos: governo e sociedade. Limpeza das praias, saneamento nas favelas e reciclagem são alguns problemas a serem superados, lembrou.

O Programa Cena Limpa lançado recentemente, segundo Minc, tem por objetivo de limpar seis praias do município do Rio de Janeiro (Leme, São Conrado, Leblon, Ipanema, Urca e Praia da Bica). No final deste ano, “até impulsionados por esse título, vamos lançar o Cena Limpa 2”, anunciou. A meta é limpar mais seis praias, entre elas as de Copacabana, Paquetá e parte da Praia da Barra da Tijuca.

Alana Gandra, da Agência Brasil

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Rio de Janeiro é Patrimônio Mundial

O Rio de Janeiro tornou-se Patrimônio Mundial. A decisão foi anuncida em São Petersburgo, na Rússia, durante a 36ª. sessão do Comitê do Patrimônio Mundial da Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura, Unesco. A escolha foi feita na categoria “paisagem natural urbana”.

A candidatura do Rio baseou-se na topografia da cidade com belezas naturais como a Floresta da Tijuca, o Pão de Açúcar, a Baía de Guanabara entre outros pontos que se tornaram cartões postais reconhecidos em todo o o mundo. A apresentação, em São Petersburgo, foi feita pela ministra da Cultura, Ana de Hollanda, e pelo presidente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, Iphan, Luiz Fernando de Almeida.

Ao se tornar Patrimônio Mundial, o Rio de Janeiro passa a receber apoio técnico da Unesco para a conservação também de pontos da sua paisagem como a Praia de Copacabana, o Jardim Botânico, o Morro do Corcovado, que abriga o Cristo Redentor, e o Aterro do Flamengo.

Neste sábado, a Unesco escolheu as Fortificações de Elvas, em Portugal, para integrar a lista de Patrimônio Mundial, além da Mesquita de Sexta-Feira, no Irã. A 36ª. sessão do Comitê do Patrimônio Mundial deve terminar nesta sexta-feira.

Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU

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