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Mutirão combaterá sujeira deixada nas praias

Um copo de mate e uma lata de cerveja vazios não pesam mais que 500 gramas juntos. Então imagine a quantidade jogada nas praias para acumular as mais de 50 toneladas de lixo recolhidas diariamente nas areias do Rio. Para conscientizar a população sobre a importância de se cuidar do lixo e de se preservarem as praias, O GLOBO promove domingo um mutirão de limpeza em três das mais famosas praias da orla carioca: Copacabana, Leblon e Ipanema. A ação — uma parceria com o movimento Rio Eu Amo Eu Cuido — faz parte da campanha pela preservação das toninhas, simpática espécie de golfinhos (Pontoporia blainvillei) que vive na costa do estado e corre risco de extinção.

— A intenção é mostrar que o simples ato de recolher seu lixo contribui não apenas para o bem-estar do banhista, mas também para a defesa desses ilustres desconhecidos que só nadam em águas muito limpas. E um mutirão tem a força de conscientizar as pessoas sobre a necessidade de se cuidar do ambiente em que vivemos — explica Fernanda Araújo, gerente de Marketing do jornal.

O mutirão de domingo começa às 9h30m, em frente ao Posto 5, na Praia de Copacabana, altura da Rua Sá Ferreira; no Posto 10, altura da Rua Aníbal de Mendonça, em Ipanema; e em frente ao Posto 12, próximo à Rua Rainha Guilhermina, no Leblon. Os participantes receberão um kit limpeza, com luvas, saco de lixo e camiseta da campanha. Às vésperas da Rio+20, o evento já conquistou o apoio de autoridades e personalidades do Rio, como o cineasta Cacá Diegues:

— As praias são nossa sala de visitas, onde reunimos a família e recebemos os amigos. Já pensou uma sala de visitas imunda, cheia de lixo para tudo quanto é lado? A praia é um espaço público, e todo espaço público também é de cada um de nós, tem de ser tratado como nosso lar.

Frequentadora assídua da praia, a ex-campeã e atual empresária Isabel do Vôlei também apoia a iniciativa:

— Eu vou à praia todos os dias e vejo que muitos desses banhistas sequer percebem que deixaram o lixo na praia. É falta de educação. Acho que o mutirão é importante, porque chama a atenção desse banhista. E um pouquinho de constrangimento é bom para ele aprender, porque esse tipo de movimento traz este olhar, esta consciência.

Presidente da Federação de Bodyboading do Rio, Flávio Britto acredita que os banhistas hoje estão mais conscientes, mas observou que ainda há muito lixo nas praias:

— Em Copacabana, as praias próximas às saídas do metrô acumulam mais lixo, porque o movimento ali é maior. A gente percebe que falta informação. Se as pessoas soubessem os problemas que o lixo pode causar à saúde e ao ambiente, teríamos praias mais limpas. Por isso, o mutirão é tão importante.

Fonte: O Globo

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Bares do Pavão-Pavãozinho e do Cantagalo vão vender pratos sofisticados durante a Rio+20

Rio de Janeiro – A Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, programada para junho, no Rio de Janeiro, será também uma oportunidade para os turistas conhecerem pratos sofisticados, porém com ingredientes genuinamente brasileiros e preços reduzidos. A comida será preparada por moradores das comunidades Pavão-Pavãozinho e Cantagalo, localizadas em Ipanema e Copacabana, zona sul da cidade.

A programação começará no dia 13 de junho e se estenderá até o final da Rio+20, no dia 22. O organizador é o professor de Varejo da Fundação Getulio Vargas Daniel Plá. Dez pequenos bares (biroscas) dos morros estão sendo preparados por quatro chefes de cozinha de restaurantes do Rio para oferecer aos visitantes estrangeiros pratos com toques nacionais, como uma paella carioca, que leva até feijão, ou o ravióli recheado de rabada.

As vendas foram “escolhidas a dedo”, em função de sua localização e, também, da qualidade dos serviços prestados, disse Daniel Plá à Agência Brasil. Durante todos os dias da Rio+20, elas oferecerão os pratos diferenciados aos visitantes.

“Cada um dos birosqueiros vai aprender dez frases em inglês. Os pratos serão oferecidos aos turistas a R$ 45, com apresentação de pratos de restaurantes cinco estrelas. Será cobrado um preço especial para quem mora na comunidade. Isso já está combinado”, explicou. O cardápio para os turistas inclui, além do prato principal, o serviço e uma dose de caipirinha.

Os pequenos bares dos morros sempre chamaram a atenção do professor pela criatividade, alegria e música que a maioria deles oferece. “É um mundo à parte. É como se tivesse uma cidade do interior do Brasil no miolo de Ipanema e Copacabana”, disse. Segundo o professor da FGV, o momento é bom para mostrar que “se for bem trabalhada na questão do turismo, a favela se autossustenta”.

O projeto tem a finalidade de fazer com que a comunidade do morro ganhe dinheiro com a Rio+20 e não apenas as agências de turismo, disse Daniel Plá. A expectativa é que, com a conferência, as dez vendas faturem em torno de R$ 6 mil cada. “O dinheiro vai direto para os birosqueiros envolvidos e os quatro guias turísticos, todos jovens das comunidades, dois dos quais falam inglês com fluência”.

Edição: Talita Cavalcante

Alana Gandra, repórter da Agência Brasil

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A um mês da Rio+20, hospedagem ainda é problema

O alto custo da hospedagem na capital carioca durante a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20) entrou mesmo na lista de preocupações oficiais do governo. Após o parlamento europeu cancelar a vinda da delegação de deputados para o evento devido às diárias em torno de R$ 1,5 mil, os organizadores da Cúpula dos Povos ameaçam espalhar acampamentos pelas ruas do Aterro do Flamengo, para abrigar as 9 mil pessoas que ainda não têm onde ficar durante o evento.

O número representa a metade do público estimado para o encontro. Segundo os organizadores, até o momento, a Prefeitura do Rio disponibilizou duas escolas municipais, com capacidade total para mil pessoas, e o sambódromo, que comportará as 8 mil restantes.

De acordo com a prefeitura, esta semana será lançado um portal com indicações de quem queira receber visitantes. O governo municipal afirmou ainda que estuda alternativas de hospedagem. O órgão municipal proibiu os acampamentos no Aterro do Flamengo, disponibilizando a Quinta da Boa Vista, na Zona Norte do Rio, à Cúpula dos Povos.

O presidente do grupo de trabalho da prefeitura do Rio para a Rio+20, Sergio Besserman, esclareceu à Agência Brasil que, da Marina da Glória até o Aeroporto Santos Dumont, “se eles tiverem interesse, há espaço suficiente” para a Cúpula dos Povos. Mas não serão permitidos acampamentos. “Se houver necessidade de algum acampamento, como na Rio 92, tem que ser na Quinta [da Boa Vista]. Já as tendas onde ocorrerão os debates poderão ser montadas no aterro”, ponderou Besserman.

Pressão

Na sexta-feira, 11 de março, o ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, admitiu que o governo está preocupado com a falta de quartos e o preço cobrado pelos hotéis na cidade, mas minimizou o impacto do tema no sucesso do evento.

A pressão do governo sobre a rede hoteleira fez com que esta concordasse em reduzir os preços da hospedagem. De acordo com o presidente da Embratur (Instituto Brasileiro de Turismo), Flávio Dino, as tarifas cobradas no período serão reduzidas em mais de 20%, preço que valerá também para os contratos que já foram assinados com hotéis do Rio.

Além disso, a rede hoteleira decidiu que vai acabar com a exigência de um pacote mínimo de sete dias para os participantes da conferência. A expectativa é de que 50 mil pessoas venham ao Rio para participar da conferência.

Portal EcoDesenvolvimento

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Projeto Rio Cidade Sustentável dá início à frente de Agricultura Urbana em comunidades pacificadas da Zona Sul carioca

O projeto Rio Cidade Sustentável deu início as atividades da frente de Agricultura Urbana Orgânica nas comunidades do Chapéu Mangueira e da Babilônia, na Zona Sul carioca. O objetivo é capacitar os moradores na construção e manutenção de hortas em produção contínua em quintais e lajes da comunidade, tanto para uso familiar quanto como uma nova fonte de renda, através da comercialização de excedentes. Além do curso, a frente de Agricultura Urbana promoverá oficinas de alimentação saudável, visando evitar desperdícios e abrindo possibilidade para uma melhor qualidade de vida.

Os inscritos irão receber 180 horas de aula durante 5 meses. A frente de Agricultura Urbana Orgânica é uma iniciativa conjunta do Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS), com o ISER, a Fundação Parques e Jardins e o SEBRAE. A Souza Cruz é a empresa patrocinadora.

“É muito gratificante fazer parte deste projeto e, ainda, patrocinar uma Frente que está diretamente ligada à estratégia de sustentabilidade da Souza Cruz. Desenvolver iniciativas responsáveis em toda a nossa cadeia produtiva e investir nas comunidades inseridas nos locais onde atuamos, seja no campo ou na cidade”, ressalta o gerente de Assuntos Corporativos da Souza Cruz, Daniel Preto. Há alguns anos a empresa desenvolve programas com foco em sustentabilidade, como o Milho e Feijão Após a Colheita de Tabaco, Propriedade Sustentável e Reflorestar.

Rio Cidade Sustentável

Além da Frente de Agricultura Urbana Orgânica, outras seis iniciativas integram o Rio Cidade Sustentável, que reúne um grupo diversificado de empresas em um projeto de infraestrutura urbana e transformação social com foco em sustentabilidade. São elas: Melhoria Habitacional Sustentável, Infraestrutura Urbana Verde, Turismo Comunitário, Sustentabilidade nas Escolas e nos Lares, Gestão Comunitária de Resíduos Sólidos e Desenvolvimento de Empreendedores Locais.

As ações do Rio Cidade Sustentável foram definidas em conjunto com os moradores das duas comunidades, considerando as prioridades que eles apontaram, em levantamento feito pelo projeto. Ao todo, foram ouvidos os chefes de família de 40% das cerca de 1.200 casas da Babilônia e do Chapéu Mangueira. A linha de trabalho tem o foco na busca da independência das comunidades, com soluções que gerem o censo de propriedade, o desenvolvimento socioeconômico local e inserção das comunidades no contexto urbano.

As empresas responsáveis pelas iniciativas do projeto são: Itaú e Bradesco; Phillips, Michelin, Votorantim e Dow; Souza Cruz, Goodyear, Vale, Even, Furnas/Eletrobras e Coca-Cola com apoio do Sebrae e da Caixa Econômica Federal.

Fonte: Instituto Carbono Brasil

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Movimentos sociais farão marcha de protesto na abertura da Rio+20

Uma marcha de protesto tomará as ruas do Rio no dia 20 de junho deste ano, quando será aberta oficialmente a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20.

“Existe uma proposta inicial de a gente ir até o Forte de Copacabana encontrar os empresários”, disse à Agência Brasil o ambientalista Carlos Henrique Painel, membro do Comitê Facilitador da Sociedade Civil para a Rio+20 e coordenador do Fórum Brasileiro de Organizações Não Governamentais e Movimentos Sociais (Fboms).

A marcha integra o Dia de Ação Global, que inclui várias atividades a serem empreendidas no mundo inteiro por organizações da sociedade civil que não poderão estar presentes à Cúpula dos Povos – evento paralelo à Rio+20, que ocorrerá no período de 15 a 23 de junho, no Aterro do Flamengo.

“Haverá atividades nos Estados Unidos, na América Latina, na Europa, e a gente espera que na África também. É um Dia de Ação Global”, reforçou Carlos Painel.

Serão convidados para participar da marcha de protesto representantes de movimentos internacionais, como a Primavera Árabe; os Indignados, da Espanha; o Occupy, dos Estados Unidos; o dos estudantes, do Chile. “Todos eles vão estar aqui”.

Painel informou que, a exemplo do que ocorreu na reunião anual da Convenção-Quadro sobre Mudanças Climáticas (UNFCCC, na sigla em inglês), em Durban, na África do Sul, em 2011, será promovida uma visita guiada aos participantes da Cúpula dos Povos, denominada toxic tour (passeio tóxico).

“Em vez de levar ao Corcovado, a gente quer levá-los a empreendimentos que não correspondem a uma nova ordem, em uma economia de baixo carbono”, explicou o ambientalista. Ele citou, entre esses empreendimentos, o Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj) e a Companhia Siderúrgica do Atlântico (CSA). As visitas, entretanto, ainda não foram agendadas.

O representante da Via Campesina e do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) no Comitê Facilitador da Sociedade Civil para a Rio+20, Marcelo Durão, lembrou que o primeiro dia de mobilização global da sociedade civil, em 20 de junho, será um contraponto à conferência oficial da ONU. “Haverá indignações, vozes”, disse Durão. Ele mostrou-se contrário, entretanto, à divulgação das empresas que serão visitadas no toxic tour, porque isso “cria tensão e expectativa na outra ponta”.

Alna Gandra – Agência Brasil

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Indústria não recolhe embalagens, mas rejeita o rótulo de poluidora

Garrafas sujam as areias da Praia da Bica, na Ilha do Governador: reciclagem de embalagens está no centro de uma polêmica nacional. Marcelo Piu / O Globo

Num desabafo, o secretário estadual do Ambiente, Carlos Minc, toca num vespeiro que tem agitado reuniões em Brasília sobre a Política Nacional de Resíduos Sólidos, na qual a reciclagem das embalagens — valiosa fatia de 30% do lixo doméstico brasileiro — está no centro das discussões. A polêmica sobre a responsabilidade das empresas nesse processo é o tema da sexta reportagem da série “Desleixo insustentável”.

— O que me causa estranheza é que as mesmas multinacionais, de diversas áreas, que nos países europeus sustentam um modelo eficiente de reciclagem das embalagens, aqui resistem, esbravejam. Sabem como funciona um sistema de sucesso, mas não querem colocá-lo em prática no Brasil — afirma Minc.

A Secretaria estadual do Ambiente já tem um plano piloto com base na concepção de reciclagem europeia. Ele será testado em cidades da Região Serrana, como Petrópolis e Três Rios, e será baseado no modelo de Portugal, denominado Ponto Verde. A ideia é iniciá-lo ainda no segundo semestre deste ano.

O modelo português não é uma ação isolada: em toda a Europa, 30 países têm sistemas parecidos, que garantem o retorno das embalagens ao início do ciclo, como matéria-prima. Chamado de Ponto Verde, o sistema assegura o rastreamento de toda embalagem colocada no mercado. Portugal recuperou, em 2011, 57% desses materiais. Cumpriu a meta e livrou-se de pesadas multas da União Europeia.

Adoção de modelo português divide indústrias

No Brasil, a discussão entrou na agenda pública com a aprovação da Política Nacional de Resíduos Sólidos, Lei 12.305, em 2010. O texto estabelece princípios praticados na Europa há 20 anos. Quem gera um produto deve se responsabilizar pelo seu descarte adequado.

Para o secretário nacional de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano do Ministério do Meio Ambiente, Nabil Bonduki, as empresas não têm como fugir desta responsabilidade:

— Isso está previsto na nova lei. A questão, que ainda está distante de um consenso, é como este sistema será estruturado — afirma Bonduki.

Na última terça-feira, numa sala do Ministério do Meio Ambiente, a reunião de setores da indústria que debatem o assunto terminou em impasse. De um lado, o Compromisso Empresarial para Reciclagem – CEMPRE — entidade que congrega pesos-pesados como Coca-Cola, Ambev e Nestlé. Do outro, algumas empresas, capitaneadas pela indústria do vidro, defendem a aplicação do modelo europeu de logística reversa (reaproveitamento das embalagens).

Presidente do Cempre, Victor Bicca, explica, por e-mail, o ponto de vista da entidade:

“O melhor modelo é o brasileiro, que hoje inspira países da América Latina, África e Ásia e foi reconhecido pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) como case de sucesso do tripé da sustentabilidade: econômico, ambiental e social. Ao longo dos últimos 20 anos, a indústria investiu muito na cadeia de reciclagem de plásticos, papel/papelão, longa-vida, alumínio e aço. Estes materiais já possuem logística reversa consolidada com índices altos de retorno à cadeia produtiva”, escreveu Bicca. “Precisamos, no entanto, melhorar muito nos aspectos tributários e fiscais que ainda empurram grande parte do setor para a informalidade. Por fim, devemos reduzir a intermediação no comércio de recicláveis e não ampliá-la”.

Bicca ressaltou ainda que as empresas devem apoiar as cooperativas “como forma de exercer sua responsabilidade pós-consumo, como prevê a lei 12.305 em seu artigo 33″ (que diz que as empresas podem atuar em parceria com cooperativas de catadores).

— Alguns setores querem manter o modelo semiescravagista da reciclagem — rebate Carlos Silva, diretor executivo da Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais -ABRELPE. — Os índices de reciclagem são pífios. Nós queremos um modelo profissionalizado, com inclusão dos catadores. Eles devem ser empreendedores do setor de reciclagem.

Minc também contesta o que hoje se faz no Brasil:

— Se fosse eficiente, eu não teria retirado toneladas de garrafas PET dos rios. Hoje mesmo (ontem, Dia Mundial da Água), encontramos imensa quantidade de embalagem nas praias cariocas. O Brasil perde R$ 8 bilhões ao ano por não se reciclar. Isso é custo.

O GLOBO

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Plantio de árvores em Copacabana deve neutralizar carbono do Réveillon

A Riotur iniciou na semana passada, por meio de uma ONG Instituto Terra de Preservação Ambiental, o plantio de 1.411 mudas de árvores nativas da Mata Atlântica, reunindo mais de 20 espécies, no município de Miguel Pereira.  O plantio das mudas visa a neutralizar o carbono emitido durante o réveillon do Rio de Janeiro, na virada de 2011 para 2012.

O secretário municipal de Turismo, Antonio Pedro Figueira de Mello, destacou que o réveillon do Rio foi um grande exemplo de como produzir eventos “de forma inteligente e sustentável”. Ele espera que, com a proximidade da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, que ocorrerá em junho, os eventos fiquem cada vez mais comprometidos com o meio ambiente.

As 1.411 mudas correspondem à neutralização de 260 quilos de gás carbônico gerados na produção do réveillon de Copacabana, informou o ambientalista Roberto Vamos. Para chegar às 1.411 mudas, ele calculou a quantidade total de combustível gasto em todas as operações de montagem e desmontagem das estruturas, nos geradores de energia e, também, nas barcas que levaram os fogos à Praia de Copacabana.

Segundo Roberto Vamos, o projeto de reflorestamento que vem sendo implementado pela ONG Instituto Terra de Preservação Ambiental foi determinante para a escolha do município de Miguel Pereira para o plantio, como forma de neutralizar as emissões de gases da produção do réveillon. “O projeto é feito na bacia do Rio Guandu. Então, o benefício que vai ter não é só para a população de Miguel Pereira. Vai ser para a cidade do Rio de Janeiro também, porque a gente vai estar preservando os mananciais de água que abastecem o rio”.

O ambientalista ressaltou que a ideia é fazer a neutralização de carbono emitido em todos os eventos privados e públicos que ocorram na capital fluminense. “Acho que cada vez mais vai haver agora essa demanda, não só por parte de produtores privados, como também por parte de eventos dos governos, como a Copa do Mundo e as Olimpíadas”. A neutralização de carbono deverá ser posta em prática também na Rio+20. “Pense só no fato de que estão sendo esperadas entre 40 mil e 50 mil pessoas no Rio de Janeiro”, destacou ele.

Roberto Vamos sugeriu, contudo, que a neutralização de gases emitidos individualmente deve ser responsabilidade de cada cidadão. Ele indicou que algumas ONGs, como a Fundação SOS Mata Atlântica, dispõem de ferramentas por meio das quais as pessoas podem “comprar” árvores virtualmente, visando ao seu plantio em vários locais do país.

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Rio de Janeiro quer aumentar uso da bicicleta no transporte urbano

O governo do Rio de Janeiro firmou, no dia 26/03, acordos para estimular o uso de bicicletas como meio de transporte. O secretário estadual de Transportes do Rio de Janeiro, Júlio Lopes, disse que a meta do governo é passar dos atuais 3% para 10% o deslocamento por bicicleta.

“O que é importante nesse programa não é o que estamos fazendo e sim o que nós induzimos que seja feito. Que os prefeitos, os secretários municipais de transportes, a população em geral, passe a ver a bicicleta como uma opção modal importante para contribuição da sustentabilidade e para qualidade de sua vida”, disse Lopes.

A assinatura ocorreu na semana que antecede o World Bike Tour, passeio ciclístico do próximo domingo, que ocorrerá pela primeira vez no Rio de Janeiro.

Segundo o relações públicas do evento, José Luiz Costa, a exemplo do que houve em São Paulo, o Rio poderá melhorar a estrutura das ciclovias e ciclofaixas. “Em São Paulo, quando o evento chegou em 2009, as ciclofaixas e ciclovias tinham uma extensão muito reduzida. Hoje elas crescem a cada dia. Mais de 50 mil pessoas pedalam nas ciclofaixas de São Paulo aos domingos”.

O passeio terá o percurso de 11 quilômetros. A largada será na Praia de Copacabana e a chegada no Aterro do Flamengo. Seis mil pessoas foram sorteadas para participar da corrida, que teve 50 mil inscritos. Os participantes irão receber um kit com capacete, camiseta e uma bicicleta.

O World Bike Tour teve início em 2006 e já ocorreu em Lisboa e Porto, em Portugal, Madri, na Espanha e São Paulo. Esta será a 19ª edição do evento.

Portal Terra

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Porque a Rio+20 é importante

A Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (conhecida como Rio+20) realizar-se-á no Brasil de 20 a 22 de junho de 2012. A Rio+20, como indica o nome, marca o vigésimo aniversário da Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento de 1992. É considerada uma Conferência do mais alto nível, com a presença de Chefes de Estado e de Governo ou outros representantes.

O objetivo da Conferência é assegurar a renovação de um comprometimento político com o desenvolvimento sustentável, avaliar o progresso feito até o momento e as lacunas que ainda existem na implementação dos resultados dos principais reuniões sobre desenvolvimento sustentável, além de abordar os novos desafios emergentes.

A Conferência concentrar-se-á em dois temas: a economia verde no contexto do desenvolvimento sustentável e da erradicação da pobreza; e o quadro institucional para o desenvolvimento sustentável.

Porque a Rio+20 é importante

Hoje o mundo enfrenta uma crescente crise e nos últimos anos passamos poruma combinação de crise financeira global, crise alimentar, preços voláteis de petróleo, aceleração da degradação do ecossistema e um número cada vez maior de eventos climáticos extremos. Essas crises múltiplas e inter-relacionadas questionam a capacidade da população humana em crescimento de viver em paz e de forma sustentável neste planeta e exigem a atenção urgente de governos e cidadãos em todo o mundo.

A Rio +20, portanto, proporcionará um espaço para a discussão dessas questões assegurando o consentimento da liderança política mais alta.

O que você pode fazer?

Muitas pessoas veem a Rio+20 como uma plataforma para líderes globais e se creem excluídas do processo. Muito pelo contrário, a Rio+20 interessa a você e ao seu futuro e é essencial que você participe desse processo decisório.

É verdade que você pode não ser convidado à Cúpula, mas você se encontra no lugar ideal para influenciar as lideranças ao seu redor que dela participarão. Seja um agente de mudança na sua comunidade! Faça sua voz ser ouvida ao tomar medidas em prol do meio ambiente! Fazer uso da sua capacidade de influenciar as lideranças é fácil: participe das celebrações do Dia Mundial do Meio Ambiente na sua região e aproveite o poder coletivo dos grupos; organize seu próprio evento e convide outros a participar.

Procure ideias no kit do Dia Mundial do Meio Ambiente de 2012 de como fazer isso. Enquanto isso, o kit atual do Dia Mundial do Meio Ambiente já irá lhe dar boas sugestões.

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Dia Mundial do Meio Ambiente de 2012

A sede do Dia Mundial do Meio Ambiente, 5 de junho de 2012, será a República Federativa do Brasil. O País também foi sede das cerimônias do Dia Mundial do Meio Ambiente em 1992, na época da Cúpula da Terra no Rio de Janeiro. Naquele momento, a cúpula reuniu o maior número de líderes globais para tomar decisões importantes sobre o bem-estar do planeta e sobre questões de desenvolvimento.


As comemorações do Dia Mundial do Meio Ambiente de 2012 simbolizam, portanto, não apenas o quanto a campanha cresceu, mas também acreditamos que esse evento será o maior e o mais celebrado de sua história.

Com uma população de mais de 200 milhões, o Brasil é a quinta nação mais populosa do mundo depois da China, Índia, Estados Unidos e Indonésia, nessa ordem decrescente. Tem a quinta maior massa terrestre do planeta, 8,5 milhões de quilômetros quadrados, abrigando uma população na sua maioria católica.

Alguns dos temas ambientais atuais enfrentados pelo País são: o desmatamento ilegal na Bacia Amazônica, que está destruindo não só o habitat, mas também espécies de flora e fauna; o comércio ilegal de vida silvestre; a poluição atmosférica e hídrica no Rio de Janeiro e em São Paulo; e a degradação das áreas úmidas. Outra questão de interesse para o País é a crescente insegurança alimentar.

Durante a 10ª Sessão da Confêrencia das Partes da Convenção sobre Diversidade Biológica em outubro de 2010, a Ministra do Meio Ambiente do Brasil, Izabella Teixeira, disse que ”… nos últimos anos, não só faltam sinais relevantes de redução da perda da biodiversidade, mas os indicadores disponíveis mostram uma crescente deterioração da biodiversidade global. A reversão desse processo, que, na sua essência, resulta da atividade humana, exige um esforço sem precedentes, com respostas determinadas e fortes de todas as sociedades globais. No fundo, é necessário que haja vontade política de mudar os padrões de apropriação dos recursos da biodiversidade pelos diferentes segmentos da sociedade.”

Essa declaração está em sintonia com o tema do Dia Mundial do Meio Ambiente de 2012–Economia Verde: Ela te inclui? A pergunta convida todos a avaliar como a Economia Verde se encaixa na vida cotidiana e também avaliar se o desenvolvimento por meio de uma Economia Verde atende às necessidades individuais.

O Dia Mundial do Meio Ambiente este ano promoverá a conscientização a respeito das sérias consequências de se manterem as tendências atuais. Por meio do engajamento dos governos em ações e da divulgação da importância de uma Economia Verde, esse esforço coletivo preservará a natureza, alcançando o crescimento e estimulando o desenvolvimento sustentável.

Fonte: PNUMA

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