Arquivo da categoria: Cidades sustentáveis

Avenida Atlântica é do Rio ?

A discussão sobre a retirada dos postos de gasolina, da BR Petrobrás, da Avenida Atlântica, pode ter saído dos jornais, mas o tema está na pauta da Cidade.

Ao que parece, o Governo do Estado teria entrado em acordo com a BR Petrobrás para retirar os postos a partir do próximo mês. E esta, a BR, teria notificado os postos para que estes sejam imediatamente desativados, sem dó nem piedade.

E, tudo isso, sem consultar a população, que tem seus postos lá há mais de quarenta anos, e sem qualquer consideração às dezenas de funcionários que ficarão desempregados!

Mas, tudo isso acontece com logradouros públicos da cidade do Rio. E o Prefeito?

Por que não intervém nas decisões de uso desse logradouro público da Cidade? Afinal, alguém tem alguma dúvida de que a Avenida Atlântica é um logradouro público municipal?

Quantos milhões a BR Petrobrás paga, ou pagou, ao Governo do Estado pelo uso de logradouros públicos que pertencem à Cidade?  R$ 15 milhões? R$ 17 milhões?  Ou nada?

Os números e as permutas devem ser divulgados para conhecimento dos cidadãos do Rio. Eles têm o direito de saber.

Toda essa confusão ainda é fruto da fusão, ocorrida na ditadura, em 1974, quando os bens públicos muncipais não foram atribuídos à Cidade. Continuam de posse do Estado do Rio, que ainda não nos pagou essa dívida.

Somam-se ainda, além da Av. Atlântica, outros bens simbólicos da Cidade, a exemplo do Maracanã, do qual o Estado já publicou edital de privatização.

Nada disso pertence ao Estado, mas à Cidade do Rio, e a ela deve ser devolvido.

Se há outro plano para a Avenida Atlântica, cabe à Prefeitura discutí-lo com a população, apresentando um plano para tal e um cronograma sobre uma eventual desocupação, que leve em conta o meio século de uso do local pelos postos.

Despejo liminar dos postos da Atlântica, da forma que está sendo feito pelo Estado do Rio é, além de ilegítimo e ilegal, também autoritário e tirânico.

Cabe a Prefeitura reagir, veementemente, e defender os nossos direitos frente ao Estado do Rio.
Veja abaixo parte do requerimento de informações que encaminhamos à Prefeitura sobre o assunto:
1) Cronograma da desocupação da área, e sua fundamentação para que a Prefeitura tenha aquiescido

2) Esclarecimentos quanto ao uso a ser dado a área, informando, inclusive, se a mesma terá uso público exclusivo, vedada sua cessão, a qualquer título, em todo ou em parte, para outro fim senão a de uso comum do povo

3) O projeto urbanístico,ambiental e paisagístico para o local

4) Plano de incorporação,recuperação e limpeza da área ocupada pelos postos, especialmente o plano de tratamento do eventual passivo ambiental”

Saiba mais sobre a mobilização da sociedade civil pela manutenção da atividade dos postos de gasolina na Avenida Atlântica aqui.

Matéria: Marcelo Copelli, assessor de comunicação do gabinete da Vereadora Sônia Rabello
Blog da Vereadora Sonia Rabello
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A paisagem do Rio vai mudar

A retirada dos painéis publicitários e o fechamento dos postos de combustível da Avenida Atlântica podem embelezar (ainda mais) o panorama da cidade

 

Vista do Centro, na versão sem os letreiros, e hoje (abaixo), com os anúncios: visual mais limpo

 O visual do Rio, que já impressiona pelos seus encantos naturais, deve ficar ainda mais aprazível nos próximos meses. Providencial, o retoque virá de duas iniciativas que prometem eliminar da paisagem alguns excessos visuais e construções horrendas da cidade. No dia 02 de maio, o prefeito Eduardo Paes decretou o fim dos painéis, letreiros e anúncios publicitários em prédios do Centro e da Zona Sul. Com a criação da Zona de Preservação Paisagística e Ambiental (ZPPA), abrangendo 22 bairros, foram banidas propagandas em outdoors, marquises e no alto de edifícios. Os estabelecimentos comerciais também terão de trocar os luminosos e placas por outros de menor tamanho, proporcionais à extensão da fachada. Em paralelo, o governador Sérgio Cabral decidiu finalmente cancelar a licença dos cinco postos de combustível que poluem a vista da orla de Copacabana. Eles agora têm prazo até 6 de junho para deixar os espaços localizados nos canteiros centrais da Avenida Atlântica. “A cidade merece essa limpeza arquitetônica e paisagística há tempos”, afirma Alex Costa, secretário especial de Ordem Pública, que coordenará a remoção das peças publicitárias.

Abastecimento em Copacabana: com os dias contados

Ao atacar os letreiros e luminosos, a prefeitura segue exemplos bem-sucedidos mundo afora. Cidades como Paris, Madri, Londres e Barcelona adotam regras rígidas para esse tipo de exploração comercial do espaço urbano. No Brasil, São Paulo acabou com tal modalidade de propaganda há cinco anos. Batizado como Rio Limpo, o programa carioca terá como alvo cerca de 300 imóveis, que devem retirar imediatamente seus anúncios. Quem tinha autorização anterior também fica com a licença automaticamente revogada. As regras se estendem a lojas, bares, restaurantes, bancos e shopping centers. Seus letreiros deverão ocupar entre 1,5 e 10 metros quadrados, de acordo com a largura da fachada. A canetada do prefeito, no entanto, mantém uma série de outros exemplos de publicidade, como as placas em ônibus, táxis e bancas de jornal. Mas a iniciativa tem uma falha: o decreto municipal não contempla a propaganda do poder público, o que vem gerando críticas sobre a falta de critério. Dizendo-se imbuído da missão de limpar o Rio, Paes pretende analisar pessoalmente caso a caso e garante que a lista de concessões estará concentrada apenas em grandes eventos, como o réveillon e o Rock in Rio. “A legislação anterior era muito ruim e confusa”, considera o prefeito. “Agora temos uma lei um pouco mais radical, que organizará todo o setor e terá efeitos estéticos imediatos.”

A remoção dos postos de gasolina da orla de Copacabana segue raciocínio semelhante, uma vez que eles estão em uma área que, além de importantíssima do ponto de vista turístico, é tombada pelo Instituto Estadual do Patrimônio Cultural (Inepac). No entender do governo estadual, as construções quebram a harmonia paisagística da Avenida Atlântica.

A reação não chega a ser uma surpresa. Historicamente, qualquer iniciativa que se proponha a interferir em velhos hábitos, ou em estilos de vida, enfrenta mesmo resistência. No início do século, o processo de reurbanização do Centro, conduzido por Pereira Passos e apelidado de Bota Abaixo, foi duramente criticado. O mesmo aconteceu durante a remoção da favela da Catacumba na década de 60, com as obras do Rio Orla, trinta anos depois, e já começou novamente em razão das intervenções na região do Porto. A questão é que, ao serem postos em prática, tais projetos trazem tantos benefícios que todo mundo esquece a chiadeira anterior. Dentro dessa lógica, o Rio Limpo e a remoção dos postos da orla logo serão adotados pela maioria dos cariocas.

Fonte: Veja Rio

por Carla Knoplech | 09 de Maio de 2012

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Prefeitura do Rio divulga texto do decreto sobre bicicletas elétricas

A prefeitura do Rio de Janeiro divulgou, nesta sexta-feira, o texto do decreto sobre a circulação das bicicletas elétricas pela cidade. A publicação do ato deve ser na próxima-segunda-feira.

A providência ocorre após a apreensão de uma unidade do meio de transporte em uma blitz da Lei Seca, em Copacabana, na Zona Sul, no último dia 28.

Por conta de este tipo de bicicleta não constar no Código Brasileiro de Trânsito, o Denatran se pronunciou dizendo que o veículo não pode circular. Até a publicação, as multas para quem for pego nas blitzes da Lei Seca ainda estão válidas.

Na manhã desta sexta-feira, o prefeito Eduardo Paes já havia divulgado a elaboração do decreto normatizando o uso das bicicletas motorizadas. Ele se manifestou no sentido de tratar os modelos como bicicletas tradicionais.

A bicicleta apreendida ainda não foi devolvida ao dono. Ela está em um depósito em Niterói, na Região Metropolitana do estado.

Portal R7

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Projeto Rio Cidade Sustentável dá início à frente de Agricultura Urbana em comunidades pacificadas da Zona Sul carioca

O projeto Rio Cidade Sustentável deu início as atividades da frente de Agricultura Urbana Orgânica nas comunidades do Chapéu Mangueira e da Babilônia, na Zona Sul carioca. O objetivo é capacitar os moradores na construção e manutenção de hortas em produção contínua em quintais e lajes da comunidade, tanto para uso familiar quanto como uma nova fonte de renda, através da comercialização de excedentes. Além do curso, a frente de Agricultura Urbana promoverá oficinas de alimentação saudável, visando evitar desperdícios e abrindo possibilidade para uma melhor qualidade de vida.

Os inscritos irão receber 180 horas de aula durante 5 meses. A frente de Agricultura Urbana Orgânica é uma iniciativa conjunta do Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS), com o ISER, a Fundação Parques e Jardins e o SEBRAE. A Souza Cruz é a empresa patrocinadora.

“É muito gratificante fazer parte deste projeto e, ainda, patrocinar uma Frente que está diretamente ligada à estratégia de sustentabilidade da Souza Cruz. Desenvolver iniciativas responsáveis em toda a nossa cadeia produtiva e investir nas comunidades inseridas nos locais onde atuamos, seja no campo ou na cidade”, ressalta o gerente de Assuntos Corporativos da Souza Cruz, Daniel Preto. Há alguns anos a empresa desenvolve programas com foco em sustentabilidade, como o Milho e Feijão Após a Colheita de Tabaco, Propriedade Sustentável e Reflorestar.

Rio Cidade Sustentável

Além da Frente de Agricultura Urbana Orgânica, outras seis iniciativas integram o Rio Cidade Sustentável, que reúne um grupo diversificado de empresas em um projeto de infraestrutura urbana e transformação social com foco em sustentabilidade. São elas: Melhoria Habitacional Sustentável, Infraestrutura Urbana Verde, Turismo Comunitário, Sustentabilidade nas Escolas e nos Lares, Gestão Comunitária de Resíduos Sólidos e Desenvolvimento de Empreendedores Locais.

As ações do Rio Cidade Sustentável foram definidas em conjunto com os moradores das duas comunidades, considerando as prioridades que eles apontaram, em levantamento feito pelo projeto. Ao todo, foram ouvidos os chefes de família de 40% das cerca de 1.200 casas da Babilônia e do Chapéu Mangueira. A linha de trabalho tem o foco na busca da independência das comunidades, com soluções que gerem o censo de propriedade, o desenvolvimento socioeconômico local e inserção das comunidades no contexto urbano.

As empresas responsáveis pelas iniciativas do projeto são: Itaú e Bradesco; Phillips, Michelin, Votorantim e Dow; Souza Cruz, Goodyear, Vale, Even, Furnas/Eletrobras e Coca-Cola com apoio do Sebrae e da Caixa Econômica Federal.

Fonte: Instituto Carbono Brasil

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Nature Capitale chega ao Brasil em junho

A orla da praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, receberá entre 16 e 17 de junho o Nature Capitale, um dos maiores eventos de arte ambiental do mundo. O evento, que chega ao País pelas mãos da Nature Capitale Brasil, sociedade entre a Playcorp e a Nature Capitale Internacionale, ocorrerá durante a semana do Rio+20 e da C40.

Com investimentos previstos da ordem de R$ 9,5 milhões, a iniciativa unirá milhares de canteiros de plantas e árvores brasileiras por cerca de um quilômetro da Avenida Atlântica. O plano comercial prevê 16 cotas (duas máster, no valor de R$ 1,6 milhão; quatro premium, de R$ 890 mil; e dez de expositor, no valor de R$ 490 mil).

Projeção da organização de como ficará a Avenida Atlântica Crédito: Divulgação/Nature Capitale: um evento de Gad Weil

A expectativa da organização é receber 2 milhões de visitantes. Idealizado pelo artista de rua Gad Weil, o Nature Capitale foi realizado pela primeira vez em Paris, há dois anos, e teve uma edição em Lyon, no ano passado. No Brasil, conta ainda com o apoio oficial do Rio+20, da Empresa de Turismo do Município do Rio de Janeiro (Riotur), da Prefeitura do Rio de Janeiro e o incentivo da Lei Rouanet.

Fonte: Meio &  Mensagem

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Indústria não recolhe embalagens, mas rejeita o rótulo de poluidora

Garrafas sujam as areias da Praia da Bica, na Ilha do Governador: reciclagem de embalagens está no centro de uma polêmica nacional. Marcelo Piu / O Globo

Num desabafo, o secretário estadual do Ambiente, Carlos Minc, toca num vespeiro que tem agitado reuniões em Brasília sobre a Política Nacional de Resíduos Sólidos, na qual a reciclagem das embalagens — valiosa fatia de 30% do lixo doméstico brasileiro — está no centro das discussões. A polêmica sobre a responsabilidade das empresas nesse processo é o tema da sexta reportagem da série “Desleixo insustentável”.

— O que me causa estranheza é que as mesmas multinacionais, de diversas áreas, que nos países europeus sustentam um modelo eficiente de reciclagem das embalagens, aqui resistem, esbravejam. Sabem como funciona um sistema de sucesso, mas não querem colocá-lo em prática no Brasil — afirma Minc.

A Secretaria estadual do Ambiente já tem um plano piloto com base na concepção de reciclagem europeia. Ele será testado em cidades da Região Serrana, como Petrópolis e Três Rios, e será baseado no modelo de Portugal, denominado Ponto Verde. A ideia é iniciá-lo ainda no segundo semestre deste ano.

O modelo português não é uma ação isolada: em toda a Europa, 30 países têm sistemas parecidos, que garantem o retorno das embalagens ao início do ciclo, como matéria-prima. Chamado de Ponto Verde, o sistema assegura o rastreamento de toda embalagem colocada no mercado. Portugal recuperou, em 2011, 57% desses materiais. Cumpriu a meta e livrou-se de pesadas multas da União Europeia.

Adoção de modelo português divide indústrias

No Brasil, a discussão entrou na agenda pública com a aprovação da Política Nacional de Resíduos Sólidos, Lei 12.305, em 2010. O texto estabelece princípios praticados na Europa há 20 anos. Quem gera um produto deve se responsabilizar pelo seu descarte adequado.

Para o secretário nacional de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano do Ministério do Meio Ambiente, Nabil Bonduki, as empresas não têm como fugir desta responsabilidade:

— Isso está previsto na nova lei. A questão, que ainda está distante de um consenso, é como este sistema será estruturado — afirma Bonduki.

Na última terça-feira, numa sala do Ministério do Meio Ambiente, a reunião de setores da indústria que debatem o assunto terminou em impasse. De um lado, o Compromisso Empresarial para Reciclagem – CEMPRE — entidade que congrega pesos-pesados como Coca-Cola, Ambev e Nestlé. Do outro, algumas empresas, capitaneadas pela indústria do vidro, defendem a aplicação do modelo europeu de logística reversa (reaproveitamento das embalagens).

Presidente do Cempre, Victor Bicca, explica, por e-mail, o ponto de vista da entidade:

“O melhor modelo é o brasileiro, que hoje inspira países da América Latina, África e Ásia e foi reconhecido pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) como case de sucesso do tripé da sustentabilidade: econômico, ambiental e social. Ao longo dos últimos 20 anos, a indústria investiu muito na cadeia de reciclagem de plásticos, papel/papelão, longa-vida, alumínio e aço. Estes materiais já possuem logística reversa consolidada com índices altos de retorno à cadeia produtiva”, escreveu Bicca. “Precisamos, no entanto, melhorar muito nos aspectos tributários e fiscais que ainda empurram grande parte do setor para a informalidade. Por fim, devemos reduzir a intermediação no comércio de recicláveis e não ampliá-la”.

Bicca ressaltou ainda que as empresas devem apoiar as cooperativas “como forma de exercer sua responsabilidade pós-consumo, como prevê a lei 12.305 em seu artigo 33″ (que diz que as empresas podem atuar em parceria com cooperativas de catadores).

— Alguns setores querem manter o modelo semiescravagista da reciclagem — rebate Carlos Silva, diretor executivo da Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais -ABRELPE. — Os índices de reciclagem são pífios. Nós queremos um modelo profissionalizado, com inclusão dos catadores. Eles devem ser empreendedores do setor de reciclagem.

Minc também contesta o que hoje se faz no Brasil:

— Se fosse eficiente, eu não teria retirado toneladas de garrafas PET dos rios. Hoje mesmo (ontem, Dia Mundial da Água), encontramos imensa quantidade de embalagem nas praias cariocas. O Brasil perde R$ 8 bilhões ao ano por não se reciclar. Isso é custo.

O GLOBO

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Plantio de árvores em Copacabana deve neutralizar carbono do Réveillon

A Riotur iniciou na semana passada, por meio de uma ONG Instituto Terra de Preservação Ambiental, o plantio de 1.411 mudas de árvores nativas da Mata Atlântica, reunindo mais de 20 espécies, no município de Miguel Pereira.  O plantio das mudas visa a neutralizar o carbono emitido durante o réveillon do Rio de Janeiro, na virada de 2011 para 2012.

O secretário municipal de Turismo, Antonio Pedro Figueira de Mello, destacou que o réveillon do Rio foi um grande exemplo de como produzir eventos “de forma inteligente e sustentável”. Ele espera que, com a proximidade da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, que ocorrerá em junho, os eventos fiquem cada vez mais comprometidos com o meio ambiente.

As 1.411 mudas correspondem à neutralização de 260 quilos de gás carbônico gerados na produção do réveillon de Copacabana, informou o ambientalista Roberto Vamos. Para chegar às 1.411 mudas, ele calculou a quantidade total de combustível gasto em todas as operações de montagem e desmontagem das estruturas, nos geradores de energia e, também, nas barcas que levaram os fogos à Praia de Copacabana.

Segundo Roberto Vamos, o projeto de reflorestamento que vem sendo implementado pela ONG Instituto Terra de Preservação Ambiental foi determinante para a escolha do município de Miguel Pereira para o plantio, como forma de neutralizar as emissões de gases da produção do réveillon. “O projeto é feito na bacia do Rio Guandu. Então, o benefício que vai ter não é só para a população de Miguel Pereira. Vai ser para a cidade do Rio de Janeiro também, porque a gente vai estar preservando os mananciais de água que abastecem o rio”.

O ambientalista ressaltou que a ideia é fazer a neutralização de carbono emitido em todos os eventos privados e públicos que ocorram na capital fluminense. “Acho que cada vez mais vai haver agora essa demanda, não só por parte de produtores privados, como também por parte de eventos dos governos, como a Copa do Mundo e as Olimpíadas”. A neutralização de carbono deverá ser posta em prática também na Rio+20. “Pense só no fato de que estão sendo esperadas entre 40 mil e 50 mil pessoas no Rio de Janeiro”, destacou ele.

Roberto Vamos sugeriu, contudo, que a neutralização de gases emitidos individualmente deve ser responsabilidade de cada cidadão. Ele indicou que algumas ONGs, como a Fundação SOS Mata Atlântica, dispõem de ferramentas por meio das quais as pessoas podem “comprar” árvores virtualmente, visando ao seu plantio em vários locais do país.

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Rio de Janeiro quer aumentar uso da bicicleta no transporte urbano

O governo do Rio de Janeiro firmou, no dia 26/03, acordos para estimular o uso de bicicletas como meio de transporte. O secretário estadual de Transportes do Rio de Janeiro, Júlio Lopes, disse que a meta do governo é passar dos atuais 3% para 10% o deslocamento por bicicleta.

“O que é importante nesse programa não é o que estamos fazendo e sim o que nós induzimos que seja feito. Que os prefeitos, os secretários municipais de transportes, a população em geral, passe a ver a bicicleta como uma opção modal importante para contribuição da sustentabilidade e para qualidade de sua vida”, disse Lopes.

A assinatura ocorreu na semana que antecede o World Bike Tour, passeio ciclístico do próximo domingo, que ocorrerá pela primeira vez no Rio de Janeiro.

Segundo o relações públicas do evento, José Luiz Costa, a exemplo do que houve em São Paulo, o Rio poderá melhorar a estrutura das ciclovias e ciclofaixas. “Em São Paulo, quando o evento chegou em 2009, as ciclofaixas e ciclovias tinham uma extensão muito reduzida. Hoje elas crescem a cada dia. Mais de 50 mil pessoas pedalam nas ciclofaixas de São Paulo aos domingos”.

O passeio terá o percurso de 11 quilômetros. A largada será na Praia de Copacabana e a chegada no Aterro do Flamengo. Seis mil pessoas foram sorteadas para participar da corrida, que teve 50 mil inscritos. Os participantes irão receber um kit com capacete, camiseta e uma bicicleta.

O World Bike Tour teve início em 2006 e já ocorreu em Lisboa e Porto, em Portugal, Madri, na Espanha e São Paulo. Esta será a 19ª edição do evento.

Portal Terra

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Hora do Planeta 2012 busca momento de reflexão

Pelo quarto ano consecutivo, o WWF-Brasil convoca a população brasileira a participar do movimento mundial Hora do Planeta, que levou 1 bilhão de pessoas a apagarem as luzes em todo o mundo, em 2011. A mobilização tem como objetivo a reflexão sobre o aquecimento global e os problemas ambientais que a humanidade enfrenta. A campanha conta com patrocínio do Pão de Açúcar e da TIM e adesão de diversas companhias e municípios. Cidades e empresas interessadas em apoiar a iniciativa podem se cadastrar pelo www.horadoplaneta.org.br.

O Rio de Janeiro será, mais uma vez, a cidade-âncora da campanha brasileira e ícones da paisagem carioca serão apagados, como o Cristo Redentor, a Igreja da Penha, o Monumento dos Pracinhas, a orla de Copacabana e o Arpoador. Além do Rio, a capital do Mato Grosso do Sul, Campo Grande, confirmou sua participação e cidades no estado de São Paulo, Goiás, Paraná, Espírito Santo, Rio de Janeiro e Bahia também anunciaram a adesão. No ano passado, 123 municípios, entre eles 20 capitais, aderiram ao movimento, o que tornou o Brasil o país com o maior número de cidades engajadas à Hora do Planeta.

“Neste ano, a Hora do Planeta no Brasil terá um componente especial: a Rio+20, que acontece em junho. O país será anfitrião da conferência mundial da Organização das Nações Unidas (ONU) que debaterá o desenvolvimento sustentável. O ato de apagar as luzes no dia 31 será mais uma forma de mostrar ao mundo que nós, brasileiros, queremos um futuro com desenvolvimento econômico que respeite os limites do planeta e gere inclusão social”, explica a superintendente de Comunicação e Engajamento do WWF-Brasil,Regina Cavini.

O engajamento para a Hora do Planeta 2012 já começou. Além dos patrocinadores, a ação conta com iniciativas desenvolvidas por parceiros que aderiram ao movimento. A Eldorado será a rádio oficial pelo quarto ano e veiculará, a partir da próxima semana, spots produzidos com exclusividade. Outras ações de mobilização estão sendo colocadas em prática, como apagar as luzes das sedes ou unidades de empresas e entidades, programação cultural específica voltada para o evento, divulgação e campanhas junto a clientes, colaboradores e seguidores em redes sociais. O HSBC, Mapfre, rede Meliá de Hotéis, Sanofi Farmacêutica, Sesc Teresópolis, Sheraton São Paulo, Shopping Metrô Santa Cruz, Submarino.com, TAM Nas Nuvens e Vivo são algumas das empresas parceiras.

A Hora do Planeta

A Hora do Planeta, conhecida globalmente como Earth Hour, é uma iniciativa global da Rede WWF para enfrentar as mudanças climáticas. Desde sua primeira edição, em março de 2007, a Hora do Planeta não parou de crescer. O que começou como um evento isolado em uma única cidade, Sidney, na Austrália, tornou-se uma ação global, envolvendo 1 bilhão de pessoas em mais de 5 mil cidades de 135 países. Alguns dos mais conhecidos monumentos mundiais, como as pirâmides do Egito, a Torre Eiffel em Paris, a Acrópole de Atenas e até mesmo a cidade de Las Vegas já ficaram no escuro durante sessenta minutos.

(WWF-Brasil)

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Indústrias e setor privado financiam projetos sustentáveis

As federações de indústrias do Rio de Janeiro e São Paulo e a iniciativa privada vão financiar um megaprojeto para promover projetos sustentáveis de cidades do mundo todo durante a Conferência das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável, Rio +20, que acontece em junho na capital fluminense. A ideia é que representantes municipais do planeta apresentem suas inovações tecnológicas e troquem experiências para alavancar um desenvolvimento que respeite o meio ambiente.

A reunião para tratar dos últimos detalhes da iniciativa foi fechada para a imprensa e ocorreu no Palácio do Itamaraty, Centro, na presença do ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, com representantes da prefeitura do Rio, da Fundação Roberto Marinho e dos presidentes da Federação das Indústrias do Rio e de São Paulo (Firjan e Fiesp), Paulo Skaf e Eduardo Eugenio Gouvêa Vieira.

De acordo com Patriota, o local servirá de convergência para os diferentes setores da sociedade debaterem formas de conciliar o desenvolvimento social, com o econômico e o ambiental.

“Nosso lema é desenvolver, incluir e conservar, e o Brasil tem muito a oferecer nessas três áreas. E esse espaço pode ser um local privilegiado para ilustrarmos o que está sendo feito, levantarmos questões para o futuro, além de ser uma construção provisória que coloca em evidência a beleza do Rio de Janeiro”, declarou o ministro.

O Forte de Copacabana foi o local escolhido para abrigar o projeto que está sendo mantido em sigilo até seu lançamento em março. A maquete do enorme edifício que foi apresentada no encontro deve começar a sair do papel em meados de março.

O presidente da Firjan explicou que a contribuição das indústrias para o evento será a de demonstrar ao mundo a competência brasileira de pensar o futuro.

“Precisamos trabalhar para o desenvolvimento sustentável e isso não é incompatível com a produção. É preciso estimular práticas de produção antenadas com o novo mundo”, declarou  Eduardo Eugenio.

A Rio+20 está marcada para ocorrer em junho, na capital fluminense, e deve reunir mais de 150 chefes de Estado para discutir formas de promover o desenvolvimento sustentável.  A reunião acontece exatamente 20 anos depois da conferência Eco92, também promovida pela ONU, no Rio, para debater meios de desenvolvimento sem degradar o meio ambiente.

 Edição: Lílian Beraldo

Repórter da Agência Brasil

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