Arquivo da categoria: Comunidade popular

Bares do Pavão-Pavãozinho e do Cantagalo vão vender pratos sofisticados durante a Rio+20

Rio de Janeiro – A Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, programada para junho, no Rio de Janeiro, será também uma oportunidade para os turistas conhecerem pratos sofisticados, porém com ingredientes genuinamente brasileiros e preços reduzidos. A comida será preparada por moradores das comunidades Pavão-Pavãozinho e Cantagalo, localizadas em Ipanema e Copacabana, zona sul da cidade.

A programação começará no dia 13 de junho e se estenderá até o final da Rio+20, no dia 22. O organizador é o professor de Varejo da Fundação Getulio Vargas Daniel Plá. Dez pequenos bares (biroscas) dos morros estão sendo preparados por quatro chefes de cozinha de restaurantes do Rio para oferecer aos visitantes estrangeiros pratos com toques nacionais, como uma paella carioca, que leva até feijão, ou o ravióli recheado de rabada.

As vendas foram “escolhidas a dedo”, em função de sua localização e, também, da qualidade dos serviços prestados, disse Daniel Plá à Agência Brasil. Durante todos os dias da Rio+20, elas oferecerão os pratos diferenciados aos visitantes.

“Cada um dos birosqueiros vai aprender dez frases em inglês. Os pratos serão oferecidos aos turistas a R$ 45, com apresentação de pratos de restaurantes cinco estrelas. Será cobrado um preço especial para quem mora na comunidade. Isso já está combinado”, explicou. O cardápio para os turistas inclui, além do prato principal, o serviço e uma dose de caipirinha.

Os pequenos bares dos morros sempre chamaram a atenção do professor pela criatividade, alegria e música que a maioria deles oferece. “É um mundo à parte. É como se tivesse uma cidade do interior do Brasil no miolo de Ipanema e Copacabana”, disse. Segundo o professor da FGV, o momento é bom para mostrar que “se for bem trabalhada na questão do turismo, a favela se autossustenta”.

O projeto tem a finalidade de fazer com que a comunidade do morro ganhe dinheiro com a Rio+20 e não apenas as agências de turismo, disse Daniel Plá. A expectativa é que, com a conferência, as dez vendas faturem em torno de R$ 6 mil cada. “O dinheiro vai direto para os birosqueiros envolvidos e os quatro guias turísticos, todos jovens das comunidades, dois dos quais falam inglês com fluência”.

Edição: Talita Cavalcante

Alana Gandra, repórter da Agência Brasil

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Projeto Rio Cidade Sustentável dá início à frente de Agricultura Urbana em comunidades pacificadas da Zona Sul carioca

O projeto Rio Cidade Sustentável deu início as atividades da frente de Agricultura Urbana Orgânica nas comunidades do Chapéu Mangueira e da Babilônia, na Zona Sul carioca. O objetivo é capacitar os moradores na construção e manutenção de hortas em produção contínua em quintais e lajes da comunidade, tanto para uso familiar quanto como uma nova fonte de renda, através da comercialização de excedentes. Além do curso, a frente de Agricultura Urbana promoverá oficinas de alimentação saudável, visando evitar desperdícios e abrindo possibilidade para uma melhor qualidade de vida.

Os inscritos irão receber 180 horas de aula durante 5 meses. A frente de Agricultura Urbana Orgânica é uma iniciativa conjunta do Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS), com o ISER, a Fundação Parques e Jardins e o SEBRAE. A Souza Cruz é a empresa patrocinadora.

“É muito gratificante fazer parte deste projeto e, ainda, patrocinar uma Frente que está diretamente ligada à estratégia de sustentabilidade da Souza Cruz. Desenvolver iniciativas responsáveis em toda a nossa cadeia produtiva e investir nas comunidades inseridas nos locais onde atuamos, seja no campo ou na cidade”, ressalta o gerente de Assuntos Corporativos da Souza Cruz, Daniel Preto. Há alguns anos a empresa desenvolve programas com foco em sustentabilidade, como o Milho e Feijão Após a Colheita de Tabaco, Propriedade Sustentável e Reflorestar.

Rio Cidade Sustentável

Além da Frente de Agricultura Urbana Orgânica, outras seis iniciativas integram o Rio Cidade Sustentável, que reúne um grupo diversificado de empresas em um projeto de infraestrutura urbana e transformação social com foco em sustentabilidade. São elas: Melhoria Habitacional Sustentável, Infraestrutura Urbana Verde, Turismo Comunitário, Sustentabilidade nas Escolas e nos Lares, Gestão Comunitária de Resíduos Sólidos e Desenvolvimento de Empreendedores Locais.

As ações do Rio Cidade Sustentável foram definidas em conjunto com os moradores das duas comunidades, considerando as prioridades que eles apontaram, em levantamento feito pelo projeto. Ao todo, foram ouvidos os chefes de família de 40% das cerca de 1.200 casas da Babilônia e do Chapéu Mangueira. A linha de trabalho tem o foco na busca da independência das comunidades, com soluções que gerem o censo de propriedade, o desenvolvimento socioeconômico local e inserção das comunidades no contexto urbano.

As empresas responsáveis pelas iniciativas do projeto são: Itaú e Bradesco; Phillips, Michelin, Votorantim e Dow; Souza Cruz, Goodyear, Vale, Even, Furnas/Eletrobras e Coca-Cola com apoio do Sebrae e da Caixa Econômica Federal.

Fonte: Instituto Carbono Brasil

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Bailes funk perdem espaço em favelas do Rio após ocupação policial

RIO DE JANEIRO, 29 Mar 2012 (AFP) -É quase meia-noite de domingo na Rocinha, a maior favela do Rio, onde os bailes funk com sua apologia ao narcotráfico causavam furor até a ocupação policial em novembro passado. Mas agora só resta um baile, sem armas nem louvor ao crime, e alguns jovens se queixam.

Um adolescente de olhos inchados pelo álcool que só quer se identificar como Igor lembra com nostalgia dos bailes de antes, que tocavam os polêmicos “proibidões”: canções com referência a armas, drogas e brigas entre facções rivais do tráfico.

“O melhor era o da rua 1” da Rocinha, fechado depois que a polícia retomou a favela em novembro, após 30 anos de controle dos narcotraficantes.

Dos cerca de cinco bailes funk na Rocinha, ficou apenas um, o Emoções, existente há mais de 20 anos e que não toca ”proibidões”, apesar do grande número de funks com temática sexual.

De salto alto e microvestido, Joseane Vieira, 18 anos, aguarda a principal atração da noite: MC Carol, conhecida por canções como “Minha Vó Tá Maluca”, que fala da indignação de uma neta com sua avó, que subitamente começou a andar de moto e fumar maconha.

Joseane, que preferia os bailes “proibidos”, declara que a violência não acabou na favela após a ocupação policial. “As brigas e os assaltos aumentaram muito”, afirma.

Nos últimos dias, quatro pessoas supostamente ligadas ao tráfico de drogas foram assassinadas na Rocinha, entre elas um líder comunitário, e a polícia afirma que os traficantes tentam retomar o território perdido.

“O funk não tem que educar ninguém” Desde que as autoridades começaram em 2008 a retomar o controle das favelas da zona sul, a mais rica e turística do Rio, tendo em vista a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016, foram instaladas cerca de 20 Unidades de Polícia Pacificadora (UPP) nas comunidades “pacificadas”.

O comandante de cada UPP tem o poder de autorizar ou não os bailes funk, algo criticado pelos defensores do movimento.

“Há um estado de exceção nas favelas cariocas”, onde muitos bailes foram proibidos, se queixa o MC Leonardo, autor do famoso “Rap das Armas” que faz parte da trilha sonora do filme “Tropa de Elite” e presidente da Associação de Profissionais e Amigos do Funk (Apafunk).

“Não interessa se (o funk) é bonito ou feio, as pessoas têm o direito de cantar. O funk não tem que educar ninguém”, afirma.

“O funk, uma expressão musical legítima da cultura local, terá mais espaço” nas favelas quando houver mais políticas sociais em andamento, e não só policiais, afirma José Augusto Rodrigues, um dos diretores do Laboratório da Violência da Universidade Estadual de Rio de Janeiro (Uerj).

O “pancadão” carioca não tem nada a ver com o ritmo criado nos anos 1960, que tem James Brown como um de seus principais ícones. É inspirado no Miami Bass, surgido nos Estados Unidos nos anos 1980, que mistura hip hop com batidas eletrônicas rápidas e repetitivas.

A partir dos anos 1990, os bailes funk começaram a ganhar popularidade, inclusive entre as classes média e alta, com suas canções polêmicas que retratavam a realidade das cerca de mil favelas do Rio.

A violência entre grupos rivais de traficantes era frequente, e as canções refletiam essa realidade.

O assassinato do jornalista Tim Lopes, em 2002, por traficantes da favela Vila Cruzeiro quando fazia uma reportagem sobre drogas e sexo explícito nos bailes com uma câmera oculta, aumentou a rejeição da opinião pública a esse tipo de música.

E a violência continua. Um tiroteio em um baile funk deixou dois feridos na semana passada na favela do Salgueiro, comunidade da zona norte da cidade ocupada pela polícia.

“Clamor” da favela para autorizar o baile A favela dos Tabajaras, em Copacabana, “pacificada” pela polícia em janeiro de 2010 e com cerca de 5.000 habitantes, é a única do Rio a ter um baile funk autorizado pela UPP local.

“Houve um clamor da comunidade para que autorizássemos o baile. Autorizamos, mas não podem tocar ”proibidões””, explica à AFP seu comandante, Joacir Virgilio.

“Teoricamente eles teriam que ter monitoramento por câmeras, detectores de metais, mas a gente não cobrou porque seria economicamente inviável para os organizadores”, diz.

Pesquisa divulgada pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) aponta que o funk movimentava 10 milhões de reais por mês no Rio de Janeiro em 2009, empregando mais de 10 mil pessoas.

A “pacificação” das favelas “possivelmente não teve um efeito importante no faturamento do mercado funk” porque “a maior parte dos ganhos financeiros vêm de boates e clubes do restante da cidade” e não dessas comunidades, explica à AFP Jimmy Medeiros, um dos autores do relatório.

Fonte: Portal Terra

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A ameaça do ‘Estado leiloado’

Deputado que inspirou personagem de Tropa de Elite 2 está em lista atribuída a assassinos da juíza

Devidos Créditos à: Ivan Marsiglia www.estadao.com.br

Entrevista: Marcelo Freixo

EX-PROFESSOR DE HISTÓRIA, DEPUTADO ESTADUAL PELO PSOL, PRESIDIU A CPI DAS MILÍCIAS EM 2008

Na terça-feira, cinco dias após o brutal assassinato da juíza Patrícia Lourival Acioli, da 4ª Vara Criminal de São Gonçalo, uma informação assustadora foi transmitida ao deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL-RJ). Segundo relato feito ao Disque-Denúncia, a morte da juíza teria sido encomendada por três detentos do presídio Ary Franco e, na lista dos criminosos, estariam mais duas pessoas marcadas para morrer: outro juiz, da 4ª Vara Federal de Niterói, e o próprio Freixo.

“Receio dá, pois eles podem tirar minha vida, sim. E não tenho nenhum projeto de virar memória”, admite o niteroiense de 44 anos, casado, pai de dois filhos. Formado em história pela Universidade Federal Fluminense e ex-pesquisador da ONG Justiça Global, Freixo coordenou projetos educacionais em presídios e, em mais de uma ocasião, atuou como negociador durante rebeliões. Eleito com amplo apoio da classe artística e intelectual do Rio, presidiu em 2008 a CPI das Milícias, que investigou as conexões desses grupos com parlamentares e resultou na cassação do deputado Álvaro Lins. Desde então, vive escoltado por seguranças. Foi Freixo quem inspirou o cineasta José Padilha na construção do personagem Diogo Fraga, militante de direitos humanos e antagonista do Capitão Nascimento que depois se alia a ele no filme Tropa de Elite 2.

Nesta entrevista, que concedeu ao Aliás na saída da missa de sétimo dia da juíza Acioli, quarta-feira, o deputado dispara contra a política de segurança pública fluminense e federal. Considera a execução ocorrida no dia 11 “um divisor de águas” na ação do crime organizado, que até então via juízes, promotores e deputados “cadáveres caros demais”. Ensina que, diferentemente dos traficantes, os milicianos não constituem um Estado “paralelo”, mas “leiloado”: são máfias dotadas de projeto de poder, domínio de território e influência eleitoral, constituindo “uma instância do crime organizado muito superior”. E faz um alerta: se não houver resposta firme das autoridades, o crime contra a juíza será o primeiro de muitos.

Como se sentiu ao ver seu nome na lista de ameaçados em que constava a juíza Acioli?

Desde que presidi a CPI das Milícias recebo ameaças. A última foi no mês passado. Elas chegam por carta, pelo Disque-Denúncia, por presos que respeitam meu trabalho e dizem ter ouvido planos do tipo ou por interceptações telefônicas feitas pela polícia. Até que ponto vale expor a si próprio e a sua família com esse trabalho? (Pausa) Receio dá. Estou saindo muito abalado da missa de Patrícia. Pensei que ali, no lugar dos filhos dela, poderiam estar os meus. Claro que isso passa pela minha cabeça, mexe comigo. Se dissesse que não, estaria mentindo. A gente se sente vulnerável. Sei que não posso deixar de fazer o que faço, mas preciso tomar cuidado. Porque eles podem tirar minha vida, sim. E eu não tenho nenhum projeto de virar memória.

Conhecia a juíza Acioli pessoalmente?

Embora não fôssemos amigos, eu a conhecia por trabalharmos na mesma área. Tivemos mais contato na época da CPI. Em sua atuação como juíza ela enfrentou fundamentalmente as milícias e grupos de extermínio de São Gonçalo. E, quando a CPI terminou, mandei o relatório para ela e nos falamos por telefone. Eu a admirava muito. Patrícia não morreu por sua ousadia ou por sua coragem, mas pela covardia dos outros. Falta prioridade, projeto público para se combater o crime organizado no Brasil. Então a luta fica dependendo de alguns poucos deputados, promotores, juízes… que viram alvo fácil.

Por que o sr. declarou que ‘se a resposta não for rápida, o crime organizado vai atingir uma nova etapa’?

Porque o crime organizado rompeu uma barreira que ainda não havia rompido. É a primeira vez que isso acontece no Rio de Janeiro. Não tenho a menor dúvida de que os mandantes e os executores são pessoas incomodadas pelo trabalho de Patrícia como juíza. Não foi uma vingança pessoal, eles fizeram um atentado contra o poder público. Calaram a Justiça, não a Patrícia. E, se o crime organizado pagou para ver, o Estado tem que responder à altura. Senão, ela será a primeira de muitos. Desde a época em que presidi a CPI, ouço dizer que somos “cadáveres caros demais”, que eles não teriam coragem de nos matar porque a repercussão seria grande. Pois é, fizeram. E agora, qual vai ser a resposta?

É característica do crime organizado, de tempos em tempos, fazer uma ação assim, para servir de aviso, intimidar?

Eles só agiram assim porque tiveram facilidade. O Tribunal de Justiça facilitou ao não garantir a proteção que Patrícia queria.

O presidente do TJ-RJ, Manoel Alberto Rebêlo, insiste em que a juíza não pediu escolta.

Não é verdade, e tenho documentos que o comprovam. Patrícia em nenhum momento se negou a ter segurança. Acho um absurdo que, enquanto o País inteiro se escandaliza, no Rio setores do Tribunal de Justiça tentem desqualificar a vítima. Dizer que ela não tinha proteção porque mandou um ofício! É uma vergonha. Só falta dizer que ela se suicidou. Reiteradas vezes Patrícia pediu proteção e discordou da redução de sua segurança, decidida por eles. Aí vem o presidente do TJ e, no lugar de dizer “peço desculpas à família e à sociedade, pois o Tribunal errou”, põe a culpa nela. Era o mínimo de grandeza que se esperava do TJ. Tirou a segurança de uma juíza quando não podia ter tirado. Não deu autonomia para ela escolher seus seguranças, quando deveria ter dado. Eu ando com escolta. Desde quando não serei eu a escolher meus seguranças? Isso é um absurdo. O cara vai saber onde moro, quem é meu filho e eu não posso decidir quem será?

E a declaração do Flávio Bolsonaro (PP-RJ), filho do deputado federal Jair, de que a juíza ‘humilhava’ policiais nos julgamentos?

É curioso que o deputado não tenha essa opinião quando se trata de outros réus. É uma visão seletiva de garantia de direitos.

O governo do Rio chegou a recusar ajuda da Polícia Federal nas investigações e foi preciso que o presidente do STF, Cezar Peluso, interviesse junto ao Ministério da Justiça para a PF entrar no caso. Por quê?

Nada mais me espanta no governo do Rio de Janeiro. Eles já não conseguem me surpreender, pois o absurdo virou regra. Um assassinato com esse peso, que é um atentado contra a República, a Polícia Federal se coloca à disposição e o governo do Rio diz que não quer? Mas por que não? Se a recusa foi por vaidade, trata-se de um equívoco, uma tolice. Se não, é suspeito. Ou estão querendo dizer “vamos resolver sozinhos, estamos podendo, investigamos muito bem”, o que não é verdade, ou temem que apareçam coisas que não possam ser ditas. Felizmente, o STF e o Poder Judiciário como um todo entenderam o significado do que ocorreu. A morte da Patrícia é um divisor de águas.

O crime organizado pode constranger a magistratura no Brasil, como fez na Itália durante a Operação Mãos Limpas?

Já está constrangendo. Hoje mesmo conversei com um juiz cujo nome não posso revelar que também não tem proteção alguma. Está absolutamente preocupado. Quando terminou a CPI, definimos no relatório: milícia é máfia. Então, fui convidado pela Anistia Internacional a apresentar o relatório em outros países. No primeiro, a Alemanha, tive grande dificuldade em explicar. Vai dizer a um alemão que tem polícia envolvida, que eles dominam o transporte por vans e a distribuição de gás, que cometem extorsão e exploram até prostituição infantil… Já no último país da viagem, a Itália, eu mal começava a falar e eles já diziam: “Ah, sabemos como funciona. É igual aqui”. A milícia, como a máfia, envolve agentes públicos, domina território, empreende atividades econômicas, tem projeto de poder e age dentro do Estado. Ela não é um Estado paralelo, é um Estado leiloado.

É isso o que quer dizer quando fala em ‘crime organizado como projeto de poder’?

Sim. E é o que diferencia a milícia de todas as outras organizações criminosas que já tivemos no Rio. Todos os líderes dos grupos milicianos são agentes públicos da área da segurança. Eles também, invariavelmente, comandam os centros sociais nas comunidades. Então, passam a ter domínio eleitoral dessas áreas. Sempre elegeram gente e também mataram muita gente: a maior concentração de homicídios no Rio de Janeiro hoje ocorre nas áreas das milícias.

Para quem vive nas comunidades, qual é a diferença entre estar sob o jugo do traficante ou do miliciano?

A milícia é uma instância do crime organizado muito superior. Veja que só tivemos uma redução recente no número de homicídios no Rio porque houve certo enfraquecimento das milícias nos últimos três anos – depois que as autoridades foram obrigadas a agir pela mobilização da opinião pública após a CPI e o sequestro de uma equipe de jornalistas (em maio de 2008, um grupo de milicianos da favela do Batan, em Realengo, sequestrou uma repórter, um fotógrafo e um motorista do jornal O Dia que faziam uma reportagem no local e os torturou por duas semanas). Perto das milícias, os traficantes dos morros são só garotos violentos com armas na mão e nada na cabeça.

A melhoria das condições econômicas nas comunidades ajuda a explicar o crescimento das milícias?

Sim, porque máfias se instalam onde há dinheiro para ser coletado, não onde só há miséria. E se você olhar em 2007, antes da CPI, vai ver até o governador Sérgio Cabral inaugurando uma obra em Campo Grande ao lado de um vereador e um deputado que acabaram presos por envolvimento com a milícia (o deputado Natalino José Guimarães e seu irmão, o vereador Jerônimo Guimarães Filho, o Jerominho). Está no YouTube isso, é uma cena patética. Mas mostra como as autoridades viam as milícias como um mal menor. O ex-prefeito Cesar Maia chegou a chamá-las de “autodefesa comunitária”. O atual, Eduardo Paes, também as defendeu em uma entrevista na TV. O tráfico sempre se colocou à margem da lei e contra o Estado. A milícia está dentro do Estado. E no sistema eleitoral. O mapa de votação do ex-secretário de segurança do Rio (o deputado federal pelo PSDB-RJ) Marcelo Itagiba concentra-se nas áreas de milícia.

Parlamentares como Cidinha Campos (PDT-RJ) o acusam de fazer proselitismo e dispor da proteção de policiais que deveriam estar nas ruas. Qual é a sua resposta?

A realidade se impõe contra a mediocridade. Deixo que os eleitores respondam. O meu grupo de seguranças é reduzido e condizente com a situação de risco (dez policiais se revezam na proteção de Freixo e de sua família 24 horas por dia).

O sr. é crítico tanto em relação ao governo estadual quanto ao federal. Com a experiência que acumulou, como deveria ser uma política de segurança consistente?

Em primeiro lugar, qualquer projeto de segurança deveria ser feito em parceria entre os governos estaduais e o federal. A questão é nacional e a segurança pública deveria estar acima de cor partidária ou ideologia: deve ser projeto de Estado, não de governo. A parceria na área de inteligência tinha que ser sistemática. No caso do Rio, as UPPs são importantes, mas não bastam. E há política por trás delas: por que a região de Copacabana tem tantas UPPs e na Baixada Fluminense, onde os índices de criminalidade são mais altos, não há nenhuma? O mapa das UPPs é um projeto de cidade, não de segurança pública. Outra pergunta: por que não há nenhuma UPP em áreas de milícia? Porque talvez elas ainda interessem à elite política corrupta do Rio. Temos uma polícia muito corrupta porque é grande a corrupção na política.

Em Tropa de Elite 2, o tráfico sai de cena para dar lugar às milícias como inimigo público número 1. Como combatê-las?

Propostas concretas existem, a questão é querer fazer. Antes de mais nada, é preciso tomar o território das milícias, como se fez com o tráfico. E intervir em suas atividades econômicas. No transporte, a licitação das vans talvez pudesse ser feita por meio de licenças individuais e não via cooperativas – dominadas pelo crime. A distribuição do gás também precisa ser mais bem fiscalizada: a Agência Nacional do Petróleo tem só cinco agentes em todo o Estado do Rio. E, claro, precisamos melhorar o salário e a formação do policial, além de dar mais estrutura às ouvidorias e à corregedoria.

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Morar Carioca do Leme tem cor: verde

Depois da polícia pacificadora, os moradores dos morros da Babilônia e Chapéu Mangueira, na Zona Sul do Rio, vão virar símbolos de sustentabilidade. As comunidades serão as primeiras a ter o Morar Carioca Verde, vai revitalizar e urbanizar vias da região.

– Depois que acabar a primeira etapa da obra é que a gente vai começar a sentir a parte da sustentabilidade. A comunidade está tendo uma mudança muito rápida – avalia Dinei Medina, presidente da Associação de Moradores do Chapéu Mangueira.

Serão construídas ainda novas unidades habitacionais. Os moradores receberão dicas de como fazer reutilização de água da chuva e fazer coleta seletiva de lixo. A Prefeitura também estuda o uso de lâmpadas LED – mais econômicas – nos postes.

Entre as iniciativas do Morar Carioca Verde está a construção de bueiros de plástico reciclado, decks de madeira plástica reciclada e jardins verticais, além de ecopontos para receber lixo reciclável. A população local vai ganhar também um horto, que ficará na Babilônia, próximo ao prédio da Unidade Pacificadora.

Depois da polícia pacificadora, os moradores dos morros da Babilônia e Chapéu Mangueira, na Zona Sul do Rio, vão virar símbolos de sustentabilidade. As comunidades serão as primeiras a ter o Morar Carioca Verde, vai revitalizar e urbanizar vias da região.

– Depois que acabar a primeira etapa da obra é que a gente vai começar a sentir a parte da sustentabilidade. A comunidade está tendo uma mudança muito rápida – avalia Dinei Medina, presidente da Associação de Moradores do Chapéu Mangueira.

Serão construídas ainda novas unidades habitacionais. Os moradores receberão dicas de como fazer reutilização de água da chuva e fazer coleta seletiva de lixo. A Prefeitura também estuda o uso de lâmpadas LED – mais econômicas – nos postes.

Entre as iniciativas do Morar Carioca Verde está a construção de bueiros de plástico reciclado, decks de madeira plástica reciclada e jardins verticais, além de ecopontos para receber lixo reciclável. A população local vai ganhar também um horto, que ficará na Babilônia, próximo ao prédio da Unidade Pacificadora.

Fonte: Site Rio 2016

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Light Recicla dá desconto na conta de energia em troca de materiais recicláveis em bairros da Zona Sul do Rio de Janeiro

Projeto piloto sustentável de geração de renda inicia ação na Comunidade Santa Marta e nos bairros de Botafogo e Humaitá

Existe um ditado que diz que “dinheiro não dá em árvore”. Mas ele pode estar na garrafa plástica, nos jornais já lidos, nos CDs inutilizados e muitos outros materiais que podem ser reciclados ou reutilizados. Porque no meio ambiente “lixo é o que se joga fora, não é mais útil”. Portanto, não se surpreenda se, de repente, moradores de Botafogo, do Humaitá e da Comunidade Santa Marta começarem a ver em objetos considerados lixo uma nova fonte de renda.

Um projeto piloto da Light promove o desenvolvimento sustentável, em parceria com a Prefeitura Municipal do Rio de Janeiro, recebendo materiais recicláveis de moradores destas áreas e trocando-os por bônus na conta de energia.

O Light Recicla foi lançado esta manhã na Quadra da Escola de Samba da Comunidade Santa Marta e disponibilizará, a partir de hoje, dois Eco-Pontos fixos na região (ver endereços abaixo), que receberão vários tipos de lixo reciclável, tais como garrafas PET, sacolas e embalagens plásticas, CDs e DVDs, materiais PVC, papéis, metais, vidros, embalagens longa vida e óleo de cozinha. Cada item terá um preço por peso que vai gerar crédito na conta de energia escolhida pelo participante.

Os moradores de Botafogo, do Humaitá e do Santa Marta poderão optar também por realizar doações para instituições na comunidade. Neste último caso, o projeto se estende à população de outras localidades. O projeto piloto terá duração de um ano e a ideia é que, após ser implantado no Santa Marta, em Botafogo e no Humaitá, o projeto possa ser estendido para outras comunidades pacificadas e seus bairros adjacentes, no Rio de Janeiro.

A Light vem seguindo a esteira do Estado e desenvolvendo ações nas comunidades pacificadas. Trata-se de um pacto, no qual a companhia passa a prestar serviços com qualidade e o cliente passa a pagar sua conta de energia. Para o presidente da Light, Jerson Kelman, “o Light Recicla representa um novo compromisso dos moradores da comunidade, só que desta vez, não apenas com a empresa, mas com eles próprios. Reutilizar e reciclar materiais contribui com a limpeza das ruas, com a saúde da população e com o meio ambiente. Neste projeto, além destes benefícios, o cliente pode reduzir a conta de energia de forma a caber no seu bolso e usar o dinheiro economizado para gerar renda na própria comunidade.”

Para consolidar o Light Recicla, a empresa atua em conjunto com 3E Engenharia, BrasilPet Reciclagem e com a ONG Eccovida e tem o apoio das Secretarias Municipais de Meio Ambiente, Assistência Social, Conservação e Serviços Públicos, Comlurb e UPP Social.

Segundo o Vice-prefeito e Secretário Municipal de Meio Ambiente, Carlos Alberto Muniz, essa ação inovadora no Município do Rio demonstra a grande importância sócio-ambiental que tem essa iniciativa da Light. “Esse projeto permitirá maior conscientização por parte da população com relação às questões sobre os resíduos sólidos e como devemos reduzi-los na natureza. Assim, esperamos que haja uma mudança cultural, de comportamento mesmo, que traga para a cidade e seus moradores melhor e mais qualidade de vida.”

Parceiro no projeto, a secretário Municipal de Conservação e Serviços Públicos, Carlos Roberto Osorio, fala do Light Recicla: “A Prefeitura do Rio apoia as iniciativas que incentivam todas as práticas que visam à sustentabilidade. Essa parceria com a Light trará bons resultados tanto para a comunidade com para o meio ambiente”.

A subsecretária de Proteção Social Básica, Fátima Nascimento, define a importância. “O projeto “Light Recicla” vem ao encontro da nova perspectiva da SMAS: a discussão de novos paradigmas de ações sociais, que permitirão o desenvolvimento de temas, de suma importância para a população, principalmente, as de baixa renda. 

Materiais recebidos pelo Light Recicla:

· PET – refrigerante e água

· Plástico duro – embalagens de xampu, detergente, margarina, baldes, bacias etc

· Plástico filme – sacolas plásticas, embalagens de arroz, feijão, açúcar etc

· CDs

· Embalagens plásticas metalizadas

· PVC – canos, forros etc

· Papel – branco, misto (revistas, encartes etc), papelão, jornal

· Metais – latas de cerveja e refrigerante, ferros em geral, arames, pregos, bateria de carro etc

· Vidro – embalagens, garrafas de cerveja e refrigerante, copos etc

· Embalagens longa vida (leites, sucos e achocolatados)

· Óleo de cozinha

Materiais que não serão aceitos:

· Lâmpadas em geral

· Pilhas

· Espelhos e vidros planos

· Papel carbono ou plastificado

· Isopores

· Esponjas de aço

· Cerâmicas e porcelanas

· Madeiras

· Fraldas descartáveis

· Espumas

· Óleo lubrificante

· Cabos e fios

· Tintas

· Tecidos

· Couros

· Pneus

Endereços dos Eco-Pontos:

1) Estação 1 do Plano Inclinado do Santa Marta – Av. Marechal Francisco Moura s/n (acesso pela praça Corumbá) – Segunda, Quarta e Sexta das 07h30 às 13hs.

2) CRAS Padre Velloso – Rua São Clemente, nº 312 – Botafogo – terça e quinta das 07h30 às 13hs.

No início, somente o Eco-Ponto do CRAS estará funcionando.

Documentos que o cliente deve levar para receber desconto em sua conta:

– Conta de luz

OBS: Durante o projeto piloto, somente moradores de Botafogo, do Humaitá e do Santa Marta podem se cadastrar para receber o desconto.

Quais documentos o cliente deve levar para doar bônus para instituições do Santa Marta?

– Não é necessário levar nenhum documento. Ao efetuar a troca de seus resíduos indique, entre as três opções abaixo, a instituição a ser beneficiada.

– Associação de Moradores do Santa Marta

– ONG Atitude Social

– Escola de Samba G.R.E.S Mocidade Unida do Santa Marta

OBS: Os moradores de outros bairros da Cidade do Rio de Janeiro também podem contribuir neste último caso, levando materiais recicláveis e “doando” a cota referente ao desconto.

Light S.A.

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ONG Rio da Paz faz homenagem ao menino Juan

 A ONG Rio de Paz colocou faixas na areia da Praia de Copacabana, na altura da Avenida Princesa Isabel, com uma foto e mensagens de apoio à família do menino Juan de Moraes, de 11 anos, morto supostamente durante confronto entre policiais militares do 20º BPM (Mesquita) e traficantes na comunidade Danon, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. A homenagem vai ficar na praia até 14h.

O corpo de Juan, encontrado na semana passada no Rio Botas, em Belford Roxo, também na Baixada Fluminense, foi sepultado na noite desta quinta-feira.

– Fixamos essa faixa dando adeus ao Juan e também pedindo perdão a ele. A cidade precisa pedir perdão pelo que permitiu que se fizesse com ele. Permitiu porque temos lidado com indiferença com esses crimes que ocorrem nas comunidades pobres do Rio, deixando de dar voz a quem não tem voz – avalia Antônio Carlos Costa, presidente da ONG Rio de Paz. – Ao mesmo tempo, o Rio deve pedir perdão porque tem falhado na implementação de políticas públicas bem como no combate de dois problemas graves: o desaparecimento ou ocultação de cadáver de pessoas que foram executadas, e as balas perdidas durante operações policiais.

Costa informou que a ONG está convocando a população a mandar fotos de cartazes com a frase “Quem matou Juan?”. As imagens serão reunidas numa galeria no site Flickr. O endereço de email para envio das fotos é ong.riodepaz@gmail.com.

– A ideia é dar espaço às pessoas que gostariam de se manifestar, mas nem sempre podem participar de um ato na rua – explica Costa.

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Programa gratuito de qualificação prepara jovens para o mercado de trabalho

O Senac Rio vai capacitar 240 jovens de 16 a 21 anos de idade que buscam uma preparação para a primeira experiência profissional. As vagas estão disponíveis pelo Portal do Futuro, programa gratuito voltado para moradores de comunidades de baixa renda e pessoas em risco social. As inscrições podem ser feitas até 29 de julho diretamente nas unidades que receberão o programa (Irajá, Riachuelo, Madureira e Copacabana).

O Portal do Futuro existe desde 2000 e já desenvolveu mais de 6.000 pessoas. Ao todo, os alunos têm 380h de aulas distribuídas em oficinas que compõem três projetos (ser pessoa, ser cidadão e ser profissional). Após esta etapa, o jovem passa por cursos de capacitação profissional em uma área de interesse (estoque e armazenagem, gastronomia, telemarketing ou rotinas de escritório). Finalizando o programa, passam por 30 horas de vivência profissional em empresas parceiras, como Natura, Contax, Sheraton Rio, Leader, Wollner e BV Filmes, entre outras.

Para participar, é necessário ter renda familiar de até dois salários mínimos e cursar pelo menos o 7º período do ensino fundamental. Na inscrição, o candidato deve apresentar originais e cópias dos seguintes documentos: RG, CPF, comprovantes de escolaridade e de residência. Após essa etapa, há um processo de seleção. As aulas começam no dia 8 de agosto.

Mais informações no portal do Senac Rio (www.rj.senac.br) ou pelo 4002-2002.

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Bombeiros no Rio continuam a receber apoio da população

RIO – Mesmo depois de terem sido chamados de “vândalos” pelo governador Sérgio Cabral (PMDB) após a invasão do Quartel Central da corporação, os bombeiros do Rio de Janeiro, em campanha salarial desde abril, contam com a simpatia de boa parte da população carioca. As fitas vermelhas, marca registrada do movimento, podem ser vistas amarradas em carros e ônibus, principalmente no centro e na zona sul da cidade.

 Nas redes sociais, cresce o apoio aos manifestantes. A própria marcha em comemoração à libertação dos 431 presos, no domingo, 12, na Praia de Copacabana, da qual participaram 27 mil pessoas, começou com um “chamado” no Facebook.

Até o técnico do Flamengo, Vanderlei Luxemburgo, já manifestou apoio à causa. Durante treino na Praia do Recreio, na zona oeste, jogadores e comissão técnica rubro-negros foram abordados por guarda-vidas. Um deles ofereceu a Luxemburgo a fitinha vermelha, que aceitou o presente e amarrou no pulso. Atores da Rede Globo gravaram um vídeo, que circula na internet, de apoio aos bombeiros.

Tiago Rogero – estadão.com.br

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UPP do Pavão/Pavãozinho ganha Espaço Comunitário de Saúde Básica do Sesi

RIO DE JANEIRO (O REPÓRTER) – No dia 16 de setembro foi inaugurado o Espaço Comunitário de Saúde Básica SESI-RJ, na UPP da comunidade do Pavão/ Pavãozinho.

A população terá à disposição consultórios de Ginecologia (exames de prevenção), Clínica Médica e Odontologia para atendimento gratuito aos moradores locais.

Esse atendimento gratuito vinha sendo feito desde 2002 em um consultório na Paróquia da Ressurreição, à Rua Francisco Otaviano, em Copacabana.

Com o aumento do número de pacientes, de 100 para 900 nos últimos anos, o Sistema Firjan, através do SESI-RJ decidiu reformar um ambulatório do salão paroquial mantido por missionárias daquela igreja na UPP do Pavão/ Pavãozinho para instalar os novos consultórios.

A inauguração do Espaço Comunitário de Saúde Básica SESI-RJ faz parte do programa Sesi Cidadania e contará com a presença do Arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Orani Tempesta e do presidente do Sistema Firjan, Eduardo Eugenio Gouvêa Vieira, além de convidados.

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