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Rio 2016: Surf nas Olimpíadas

A edição da revista Alma Surf que chega às bancas no mês de abril traz uma proposta diferente de apenas relatar o que acontece mar adentro. O principal objetivo desta edição é promover um movimento mundial para incluir o surf na grade de dos Jogos Olímpicos de 2016, que acontece no Rio de Janeiro.

O documento “Rio 2016: Surf nas Olimpíadas” é um dossiê sobre o esporte que mostra porque esse é o momento ideal para mostrar que o surf deve ser reconhecido e estar presente no evento. “O Brasil tem sido palco das grandes mudanças do segmento e também fora dele, seja no mercado, em estereótipos, modelos de negócios, varejo ou tendências”, conta Romeu Andreatta, publisher da revista. Segundo ele o esporte possui mais de 20 milhões de praticantes no mundo e movimenta R$ 8 bilhões de consumo no Brasil e US$ 20 bilhões no mundo.

O movimento começa com o lançamento desta edição da Alma Surf e continua nas redes sociais. A página no Facebook foi criada para informar a respeito do movimento, assim como o Twitter. Entrará no ar também um abaixo-assinado para que as pessoas possam se manifestar sobre o caso.

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Associação de Hotéis garante hospedagens para Rio+20

A dois meses e meio da Rio+20, a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, quase 12 mil quartos da hotelaria carioca estão não só reservados como contratados pelo Comitê Nacional de Organização (CNO), resultado que inclui os 70% da oferta nos empreendimentos 5 e 4 estrelas, de acordo com dados da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis do Estado do Rio de Janeiro (ABIH-RJ). Os números aliviam a preocupação de que não poderia haver quartos disponíveis para os dois encontros.

“O Rio de Janeiro é um destino turístico de interesse mundial, o que leva a uma circulação turística ao longo do ano todo e não é possível, durante a Rio+20, desprezarmos esse público em viagens de lazer previamente programadas para o mesmo período. Assim como não é viável renunciar a todos os contratos corporativos que atraem, mensalmente, milhares de empresários e executivos à capital fluminense em função do desenvolvimento e fortalecimento de nossa economia”, disse o Presidente da ABIH-RJ, Alfredo Lopes.

Diante das reservas confirmadas, a ABIH-RJ prevê uma ocupação próxima a 95% no período da conferência, sendo 80% dos bloqueios relacionados ao Itamaraty. Muitos eventos previamente agendados no Rio foram realocados em função da mudança de data da conferência mundial de meio ambiente, alguns deles, inclusive, migraram para outros países. Segundo Lopes, a hotelaria vem realizando esforços para liberar o máximo possível de quartos para a acomodação confortável dos participantes da Rio+20.

“Sabemos que a Rio+20 precede outros relevantes eventos mundiais, como a Jornada Mundial da Juventude e a Copa das Confederações já em 2013, a Copa de 2014 e as Olimpíadas de 2016. Conscientes dessa demanda crescente, a indústria hoteleira vem investindo não apenas em novos empreendimentos como, também, em renovações e ampliações dos hotéis já instalados, atraindo, inclusive, importantes redes internacionais para a nossa cidade que, passo a passo, retoma o direito de ser reconhecida como ‘maravilhosa'”.

Até 2016, entrarão em operação aproximadamente 10 mil novas unidades de hospedagem. A associação estima ainda que cerca de 36 novos hotéis serão construídos no Estado do Rio de Janeiro até as Olimpíadas, sendo 17 deles somente na capital, com previsão de conclusão até 2014. Em 2011, 500 novos quartos entraram em operação. Para 2012, a previsão, segundo a Secretaria de Urbanismo do Município do Rio, é de que 5.800 mil novos quartos comecem a ser construídos. Vale lembrar os “esqueletos” que foram licitados e igualmente entrarão em operação nos próximos anos, como o Hotel Nacional, Paineiras e São Conrado Tourist, somando quase dois mil quartos.

“A indústria hoteleira está empenhada não somente em ampliar os investimentos na construção de hotéis, como garantir a sustentabilidade do setor em todos os níveis. Para crescer a oferta de hospedagem, o primeiro passo é investir em pessoas, já que nossa atividade está apoiada na excelência dos serviços que prestamos. Destacamos, ainda, o comprometimento e parceria com os três níveis governamentais – federal, estadual e municipal – envolvidos na organização da Rio+20, em um empenho conjunto para que o Rio de Janeiro e o Brasil apresentem a melhor estrutura de receptivo que está ao nosso alcance oferecer”, disse Lopes.

Portal SRZD

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Copa ganhará reforço de 80 mil profissionais qualificados

Programa do MTur terá 32 cursos e será lançado até o final de março

Brasília (DF) – O Ministério do Turismo lançará, até o final de março, o ‘Pronatec Copa’ – um programa gratuito de qualificação, voltado para os profissionais da linha de frente do receptivo turístico. A iniciativa faz parte das ações preparatórias para a Copa do Mundo de 2014. Serão 80 mil vagas, direcionadas para 32 atividades ligadas ao turismo nas 12 cidades-sede da Copa e entorno, e outros 12 destinos indutores. Além da qualificação, os profissionais poderão, ainda, participar de cursos de inglês e espanhol.

Para se inscrever, o profissional fornecerá seu CPF e o CNPJ da empresa na qual trabalha. E a empresa deverá estar incluída no cadastro de prestadores de serviços turísticos do MTur, o Cadastur. As matrículas serão realizadas por meio do site do ministério. Um sistema 0800 também será disponibilizado para que os alunos tirem suas dúvidas em relação à inscrição.

Os cursos serão presenciais, de aproximadamente 160 horas/aula, e cerca de quatro meses de duração. Ao final, os alunos receberão certificados, e as empresas, o selo de ‘Anfitrião Campeão’ – atestando que participou da preparação para receber os turistas com mais qualidade.

“O Pronatec é o programa oficial de qualificação do Governo Federal. A ação de capacitação, desenvolvida com eficiência e experiência pelo Ministério da Educação, está sendo levada para o turismo nacional”, comemorou o ministro do Turismo, Gastão Vieira. “Outras 160 mil vagas serão abertas pelo programa em 2013 e 2014”, complementou.

Os cursos são uma parceria entre o Ministério do Turismo e o Ministério da Educação. O Sistema S e os institutos federais, que possuem experiência na área de qualificação, serão os executores das aulas. A estratégia do MTur é aproveitar programas e ações setoriais já existentes, desenvolvidas com eficiência por essas instituições.

CONHEÇA OS 32 CURSOS OFERECIDOS

Pré-requisito: ensino fundamental incompleto – Auxiliar de cozinha; auxiliar de garçom; auxiliar de confeitaria; atendente de lanchonete; camareira; chapista; churrasqueiro; condutor de visitantes; copeiro; garçom básico; cozinheiro industrial; masseiro; mensageiro; monitor ambiental; monitor de recreação; padeiro; padeiro; confeiteiro; pizzaiolo; recepcionista; recepcionista de eventos; salgadeiro; sushiman.

Pré-requisito: ensino fundamental completo – Agente de informações turísticas; mestre de cerimônias.

Pré-requisito: ensino médio incompleto – Auxiliar de serviços de hospedagem; auxiliar de agenciamento de viagens; recepcionista em meios de hospedagem.

Pré-requisito: ensino médio completo – Bartender; condutor de turismo de aventura; organizador de eventos; sommelier; agente de viagens.

ASCOM

Mais informações

Atendimento à imprensa
Assessoria de Comunicação do MTur

imprensa@turismo.gov.br

(61) 2023 7055

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GE quer contrato com Rio para replicar Jogos de Londres

Garantir o abastecimento de energia durante a Olimpíada de 2016 será um dos principais desafios do Rio, acredita Tony Gale, gerente-geral da General Electric (GE) para os Jogos de Londres em 2012. A empresa mira exatamente nessa brecha para tentar conquistar contratos no País. Um dos objetivos é vender como solução o uso de cogeração de energia para as instalações olímpicas, como foi feito em Londres. “Experiência é o que mais podemos oferecer ao Rio”, disse o executivo.

O Parque Olímpico londrino, praticamente pronto um ano antes da cerimônia de abertura, conta com três máquinas de cogeração, a partir do gás natural, numa potência total de 10 MW. Esse foi o caminho escolhido para cumprir a meta de redução de 50% das emissões de CO2 durante o evento.

A tecnologia aproveita o calor produzido durante a geração de energia, que normalmente é desperdiçado no processo. Dessa forma, limita as perdas e atinge eficiência de 90%. Na Europa, o sistema é majoritariamente ineficiente e, em média, apenas 37% da energia contida no combustível é aproveitada.

No Reino Unido, o uso da cogeração vem crescendo e hoje responde por 11% da oferta, número com potencial para dobrar, segundo Leon Jansen van Vuuren, líder regional para a Europa Ocidental da GE. O sistema estará presente, por exemplo, no Shard, o maior prédio da Europa, com 310 metros, a ser inaugurado em Londres em 2012.

O Guys Hospital, no centro da capital britânica, gastou 1 milhão de libras (cerca de R$ 3 milhões) para montar equipamento de cogeração a partir do gás natural com potência de 3MW. Conforme o hospital, a economia obtida com a conta de energia é de 1,5 milhão de libras (R$ 4,5 milhões) por ano.

No caso londrino, a estrutura de cogeração levou anos para ser construída. “Sem dúvida, o sistema pode ser usado no Rio”, disse Gale, da GE. A diferença é que teria de ser algo mais descentralizado. Em Londres, os Jogos estarão concentrados no Parque Olímpico localizado no leste da cidade, onde ficam as três máquinas de cogeração. No Rio, as competições irão se espalhar pela Barra, Copacabana, Maracanã e Deodoro.

“Além da questão do consumo, o Rio precisa olhar para a segurança, de forma a impedir que o abastecimento de energia caia durante os Jogos”, afirmou Gale. O executivo acredita que Londres poderá oferecer dados sobre o uso de energia durante as competições e o comportamento nos momentos de pico para servir de parâmetro ao evento em 2016.

Brasil e Reino Unido vêm fechando parcerias e trocando informações sobre os Jogos Olímpicos. “Acho que algumas coisas podem ser replicadas no Rio, mas outras devem ser locais, pois o governo pode ter outras prioridades”, disse Simon Wright, diretor de infraestrutura da Autoridade Olímpica Britânica (OBA, na sigla em inglês).

Em Londres, a questão da eficiência e economia de energia tem peso relevante no projeto. Tanto que, além da cogeração, os organizadores incluíram no mix o uso de biocombustível a partir de restos de madeira – que são transportados principalmente por barco, e não por rodovia, para reduzir as emissões de CO2.

Entretanto, os organizadores não conseguiram cumprir a meta de uso de 20% de energia renovável nos Jogos de Londres, disse Wright, porque a ideia de produzir energia eólica não deu certo. O objetivo inicial era construir uma turbina no Parque Olímpico, mas novas regulamentações introduzidas no ano passado impediram que o projeto ficasse pronto a tempo.

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Rio inicia plano de licenciamento para 2016

A previsão de receita com a venda de produtos oficiais dos Jogos Olímpicos do Rio, em 2016, é a menor dos últimos anos. O Comitê Organizador Rio 2016 lançou nesta terça-feira o programa de licenciamento de camisas, chaveiros, selos e demais mercadorias. Em Pequim, o faturamento com a venda de produtos licenciados foi de US$ 130 milhões. Em Londres, a previsão é de US$ 160 mi e, para os Jogos do Brasil, de US$ 100 milhões.

A gerente geral de Licenciamento, Varejo e Concessões do Rio 2016, Sylmara Multini, classificou a previsão brasileira como “conservadora”. “Ainda não fechamos nenhum contrato, estamos começando agora o processo de licenciamento, por isso o número é cauteloso”, disse. A expectativa de desenvolvimento de produtos para os Jogos do Rio, no entanto, é mais otimista: 12 mil, ante 10 mil em Londres e 8 mil em Pequim.

O Rio 2016 espera ter 5 mil pontos de venda no País, com 150 lojas oficiais – 80% delas no Rio, as demais em “cidades-chave”. O Maracanã, em reforma para a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos do Rio, vai ter 6 lojas. Uma “megaloja” vai ser erguida na areia da Praia de Copacabana, na zona sul do Rio. O Comitê estima que a comercialização de produtos oficiais movimente R$ 2 bilhões no mercado brasileiro, com a venda no varejo.

Os primeiros produtos – selos, pins e moedas – começam a ser vendidos durante os Jogos de Londres. Segundo o diretor geral do Rio 2016, Leonardo Gryner, os produtos licenciados são uma forma de “engajamento com todos os brasileiros, já que nem todo mundo vai ter a chance de assistir aos Jogos de perto”. Sylmara completou: “Nem todos vão poder vir, mas todos vão ter a chance de experimentar os Jogos”.

Nesta terça, o programa de licenciamento foi apresentado a 150 empresas interessadas. Para cada categoria de produto haverá abertura de concorrência, que vai levar em conta não só preço, mas critérios como capacidade de fabricação, qualidade e comunicação.

A ideia é produzir produtos para três marcas: Jogos Olímpicos, Jogos Paraolímpicos e Time Brasil, como é chamada pelo Comitê Olímpico Brasileiro (COB) a delegação do País. O Rio 2016 já começou a estudar formas de evitar a falsificação dos produtos oficiais.

Fonte: CGN – Informação e Ponto

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O QUE HÁ POR DETRÁS DAS ARQUIBANCADAS

Terminou no ano passado (24/11), a Soccerex, a feira mundial de negócios da Fifa, realizada no Rio de Janeiro, em plena Copacabana. Ali, comecei a entender e desnudar o que há por detrás das arquibancadas, pois o cenário do futebol para a maioria dos mortais está limitado às quatro linhas e suas arquibancadas barulhentas e apaixonadas.

Foram quatro dias de ações, palestras, debates, mas principalmente e prioritariamente, efetivação de negócios. O público trajando roupas esportivas e descontraídas foi substituído por executivos e executivas de terno, gravata e vestidos, discutindo, fomentando e desenvolvendo negócios em torno de tudo que permeia o futebol, desde a construção de estádios, passando por serviços de consultoria até a oferta de gramas sintéticas com materiais de última geração tecnológica, tudo isto envolvendo vultosos valores em dinheiro.

Mesclados a esses executivos, encontramos ex-jogadores de várias seleções campeãs do mundo transformados em embaixadores de marcas e produtos, os quais emprestam suas imagens para atingir os objetivos de grandes grupos de negócios, tudo isto em um planejado e estudado plano estratégico de negócios.

Mas, paralelamente, fomos confrontados com realidades que não podem ser encobertas nesse mercado, pois o investimento em uma Copa do Mundo não é só dos governos que sediarão os jogos e suas estruturas, mas também das empresas que investirão. Os aportes previstos são de três a 150 milhões de reais cada uma em torno da Copa 2014, em lançamento de produtos, fixação de marcas e ativações diversas, visando ao aumento de vendas e à consolidação de resultados efetivos.

Frente a isso, enquanto se discutiam milhões e milhões no exuberante e inovador pavilhão de negócios erguido no Forte de Copacabana, o confronto entre o crime organizado e o Governo do Rio de Janeiro era latente e alarmante, trazendo aos mais de 2,5 mil executivos estrangeiros de empresas dos cinco continentes um temor velado, que podia ser sentido no ar de apreensão e nas conversas nas áreas de café e nos lobbies dos hotéis, que estavam todos lotados para receber os mais de cinco mil inscritos neste evento.

Enquanto se fomentavam negócios, perguntava-se onde estavam os planos de infraestrutura do governo para a solução de aeroportos e portos ou o planejamento das cidades-sedes sobre a demanda hoteleira, infraestrutura de hospitais e capacitação de pessoal, esta última de vital importância, mas que está sendo deixada na última linha da lista de prioridades.

A quatro anos da Copa, só se fala em construção de estádios e nada sobre como se chegar a eles e quais os legados da competição. Um bom exemplo é o Estádio Olímpico João Havelange, o Engenhão, um elefante branco erguido para atender aos Jogos Panamericanos e que não teve um plano de urbanismo e um planejamento estratégico do entorno, transformando em “caos” para a população e torcedores o acesso a jogos, pois as ruas do bairro continuam estreitas e modeladas como há 60 anos.

Precisamos pensar e agir estrategicamente e entender que, paralelamente às grandes construções e investimentos em infraestrutura, deve-se investir em pessoas, em treinamento, em gestores capacitados para administrar, conduzir e operar todos os babilônicos empreendimentos que estão sendo implantados, pois só se pensa em ganhar, e estamos esquecendo de pensar o todo, especialmente no elemento humano que terá que operar todas estas obras e serviços.

As empresas têm falado muito em humanizar as ações. Pois bem, esta é uma ótima oportunidade de colocar esse discurso marqueteiro em prática. É uma boa chance política para os governos mostrarem seu papel de gestores e aplicarem políticas públicas em torno da capacitação de pessoas para construir um mercado de turismo forte e consistente.

Chega de vendermos mulheres nuas e prostituição infantil. Temos uma chance de criar um negócio de longa duração e de um legado espetacular que é o ESPORTE COM TURISMO SUSTENTÁVEL, pois nenhum país tem a convergência de fatores que temos aqui no Brasil – povo charmoso e acolhedor, mais locais paradisíacos, mais áreas de sustentabilidade naturais, mais gastronomia e área de expansão de negócios. Enquanto os países árabes e asiáticos criam ilhas artificiais de entretenimento e obtêm sucesso, temos aqui todo este potencial de maneira natural.

Que parte dos bilhões que serão investidos nesta Copa possa ser destinada à capacitação de pessoas, à formação de gestores preparados e especializados em administração do esporte, de executivos de negócios com graduação em negócios esportivos. Não podemos perder essa chance de criar um dos mais promissores cenários de negócios do esporte do mundo, e só nos resta bradar a frase de um célebre jornalista: ACORDA, BRASIL

POR MARCO GARCIA – Promoview

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OS EVENTOS MUNDIAIS E AS OPORTUNIDADES NAS LEIS DE INCENTIVO

A realização da Copa do Mundo e das Olimpíadas no Brasil pode ser uma ótima oportunidade para as empresas captarem recursos e patrocínios por intermédio da Lei de Incentivo ao Esporte (Lei nº11.438/06). O país anfitrião sempre redobra os seus esforços na preparação dos seus desportistas e aumenta significativamente a quantidade de medalhas da sua delegação na maior festa do esporte mundial. Mas, as empresas devem estar atentas ao planejamento e às formas de captação do recurso.

De acordo com a Lei, pessoas físicas ou jurídicas podem destinar uma parcela do imposto de renda em benefício de projetos desportivos nacionais. Mas, embora as vantagens sejam muitas, a oportunidade não está sendo bem aproveitada, tanto por escassez de projetos que se adequem ao comando da Lei, quanto por desconhecimento do setor empresarial.

Dados do Ministério do Esporte revelam que, no último ano, houve uma explosão de pedidos de incentivo, quase triplicando o volume de 2008, ao alcançar 1.692 projetos apresentados. Porém, só 323 projetos foram aprovados, ou seja, 19,1%.

De acordo com o advogado José Mauricio Paiva, alinhar os objetivos do projeto com as diretrizes da Lei é o principal ponto a ser observado. “No primeiro momento, é preciso alinhar um projeto às Diretrizes da Lei e, posteriormente, encontrar algum contribuinte, pessoa física ou jurídica, com interesse em apoiar aquele determinado projeto, verificando a disponibilidade de recursos daquele contribuinte”, ressalta.

 

Marca oficial das Olimpíadas Rio 2016 que foi apresentada oficialmente no Réveillon do Rio de Janeiro.

Para que a aprovação se concretize, a instituição proponente do projeto deve cumprir com alguns requisitos previstos pelo Ministério: capacidade técnica operacional do proponente, viabilidade orçamentária e correto enquadramento na manifestação esportiva (metas claras e factíveis, metodologia, grade de horários, locais de execução, profissionais etc.).

As estatísticas do Ministério do Esporte demonstram que, após aprovado, o sucesso na captação tem sido relativamente positivo, já que, em 2009, 66,8% dos projetos conseguiram recursos, representando mais de 110 milhões de reais para o setor. O advogado explica que, no caso das pessoas físicas, pode-se deduzir até 6% do Imposto de Renda devido. No caso de empresas, deve ser pessoa jurídica tributada com base no lucro real, podendo deduzir-se até 1% do Imposto de Renda devido.

Além da isenção fiscal, existem outros benefícios quando se investe no esporte. “É muito positivo relacionar a sua marca a um estilo de vida saudável e prazeroso. É uma ferramenta de marketing gratuito, incentivada legalmente pelo Governo”, lembra Paiva.

Outras vantagens apresentadas pelo advogado são: a marca da empresa pode ser exposta em todos os bens e serviços viabilizados pela Lei, juntamente com as marcas do Governo, como patrocínio; o apoio reforça a responsabilidade social da empresa e possibilita a execução de projetos que precisam de apoio e não possuem outro meio para serem executados. “Esse é o momento para as empresas apresentarem os seus projetos e garantirem um espaço no mercado esportivo”, afirma Paiva.

Fonte: Promoview

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Linha 4 do metrô vai fechar praças da zona sul e alterar trânsito em Ipanema e Leblon

Vanor Correia / Governo do Estado

Os cariocas vão ter que contar com muita paciência a partir de fevereiro de 2012, quando começam as obras da Linha 4 do metrô na zona sul do Rio de Janeiro, que vai ligar a região à Barra da Tijuca, na zona oeste da cidade. Para que as quatro estações (Gávea, Jardim de Alah, Antero de Quental e Nossa Senhora da Paz) fiquem prontas antes dos Jogos Olímpicos de 2016, haverá interdições em ruas de Ipanema e Leblon.

Além disso, a praça Nossa Senhora da Paz, em Ipanema, será totalmente fechada ao público durante 13 meses (de fevereiro de 2012 a fevereiro de 2013). O trânsito e o estacionamento no entorno não sofrerão alterações. Entre março de 2013 e junho de 2015, a praça será parcialmente liberada.

A praça Antero de Quental, no Leblon, ficará parcialmente interditada para uso durante oito meses (de fevereiro a outubro de 2012). Para a construção da estação, que funcionará no local, será necessário fechar parte da avenida Ataulfo de Paiva. Segundo o secretário estadual da Casa Civil, Regis Fichtner,  não haverá limitações para ônibus nesta primeira etapa, apenas para carros. Na segunda fase das obras (de novembro de 2012 a julho de 2013), a via ficará totalmente fechada.

As estações Cantagalo, em Copacabana, e General Osório, em Ipanema, também ficarão fechadas por oito meses (entre dezembro de 2012 e julho de 2013) para a construção de um túnel subterrâneo, que ligará a Gávea à praça General Osório.
Para facilitar o deslocamento dos motoristas no trajeto entre Ipanema e Leblon, será construída uma ponte metálica sobre o Jardim de Alah, ligando as ruas Humberto de Campos e Visconde de Pirajá.

Quem mora no entorno das praças Nossa Senhora da Paz e Antero de Quental terá o estacionamento restrito. Os moradores contarão com serviço de manobristas, que guardarão os carros em garagens particulares. De acordo com o secretário, todos serão cadastrados.

Ainda segundo Fichtner, a proposta com as intervenções já foi apresentada à Prefeitura do Rio. A CET-Rio (Companhia de Engenharia de Tráfego do Rio) vai estudar o planejamento do Governo do Estado. O secretário disse que as interdições para a passagem de blocos de Carnaval ficarão a cargo da CET-Rio.

– As interdições ficarão a cargo da CET-Rio. Não sabemos se serão antes ou depois do Carnaval.

Avenida Ataulfo de Paiva será fechada 

Segundo o planejamento da Casa Civil, para a primeira fase das obras da estação Jardim de Alah, no Leblon, será necessário interditar parcialmente a avenida Ataulfo de Paiva entre fevereiro e outubro de 2012. O secretário garantiu que a interrupção do tráfego neste período não atrapalhará o funcionamento da faixa exclusiva para ônibus. Os motoristas terão rotas alternativas para não atrapalhar muito o trânsito.

Já na terceira fase, entre novembro de 2012 e julho de 2013, a avenida seria totalmente fechada, inclusive para ônibus, e só seria permitida a passagem de pedestres.

– Serão mais ou menos dois anos de transtorno para os motoristas, mas muitos anos de melhoria para a mobilidade urbana.

Jardim de Alah também ficará interditado

O secretário informou também que o Jardim de Alah, no Leblon, será interditado ao público entre fevereiro de 2012 e dezembro de 2015.

Linha 4 ligará a Barra a Ipanema

A Linha 4 terá 14 quilômetros de extensão e um total de sete estações. Ligará o Jardim Oceânico, na Barra da Tijuca, à Estação General Osório. Serão seis novas estações de metrô. Segundo Fichtner, mais de 300 mil passageiros serão beneficiados por dia.

Atualmente, o sistema metroviário do Rio conta com 30 composições, cada uma com seis vagões. A partir de 2012, 19 novos trens começam a chegar para operar nas linhas 1 e 2. Em dezembro de 2015, com a inauguração da Linha 4 do metrô, serão mais 17 composições. Ao todo, serão 66 trens operando em todo o sistema metroviário da cidade, mais do que o dobro do número atual.

Tempos de viagem

Jardim Oceânico-São Conrado: 5min48s
Jardim Oceânico-Gávea: 9min50s
Jardim Oceânico-Leblon (Antero de Quental): 9min31s
Jardim Oceânico-Jardim de Alah: 11min11s
Jardim Oceânico-Nossa Senhora da Paz: 13min15s
Jardim Oceânico-General Osório: 15min31s (atualmente, o trajeto feito pelo ônibus de integração com o metrô leva, em média, 1h) Jardim Oceânico-Copacabana: 21 minutos
Jardim Oceânico-Botafogo: 23min24s
Jardim Oceânico-Largo do Machado: 27min53s
Jardim Oceânico-Cinelândia: 32min41s
Jardim Oceânico-Carioca: 34min
Jardim Oceânico-Central: 38min37s
Jardim Oceânico-praça Onze: 40min53s
Jardim Oceânico-Estácio: 42min24s
Jardim Oceânico-Saens Peña: 48min13s

Jardim Oceânico-Uruguai: 50min58s
Jardim Oceânico-Pavuna: 1h20min, com transbordo na General Osório (atualmente, o trajeto com metrô + integração para a Barra fica em 2h20min)
Jardim Oceânico-Irajá: 1h10min, com transbordo na General Osório
Jardim Oceânico-Del Castilho: 1h, com transbordo na General Osório
Jardim Oceânico-Maria da Graça: 58min, com transbordo na General Osório- Jardim Oceânico – Maracanã: 54min, com transbordo na General Osório
Jardim Oceânico-São Cristóvão: 50min, com transbordo na General Osório
Jardim Oceânico-Cidade Nova: 47min, com transbordo na General Osório
Jardim Oceânico-Central: 23min
Ipanema-Carioca: 18min
Leblon-Carioca: 24min
São Conrado-Carioca: 27min
Gávea-Carioca: 34min – General Osório – Pavuna, sem transbordo: 1h

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Fifa Fan Fest terá nova sede no Rio

Foto: Cristina Reis

Fifa Fan Fest, arena criada em diversas cidades do Mundo para que o público possa assistir aos jogos da Copa do Mundo, mudará de lugar no Rio de Janeiro: Deixará de ser na Praia de Copacabana e partirá para a Marquês de Sapucaí, que atualmente está em obras de modernização.

A festa terá capacidade de comportar até 30 mil pessoas e todos poderão assistir a seleção brasileira nos diversos telões que serão instalados no local. Além disso, a prefeitura do Rio estuda a criação de mais outras duas arenas espalhadas pela cidade, já que seremos sede de sete jogos durante o evento.

Como de costume, ao final dos dias acontecerão shows de artistas nacionais para empolgar o público. A previsão para o término das obras na Sapucaí ficou para Dezembro deste ano.

Foto: Cristina Reis

Em tempo: A Associação de Moradores e Amigos dos Postos 2, 3, 4 e 5 de Copacabana, entrou com uma ação civil pública em 14/06/2010 (ICP nº 1141/2010 – Procedimento MPF/PR/RJ nº 1.30.012.000570/2010-56) para que fosse instaurado um inquérito civil público e a adoção das medidas cabível em Lei, quanto, da  ocorrência dos danos ambientais por conta da instalação do empreendimento com a capacidade para 20.000 pessoas nas areias e da construção dos vários alicerces físicos de 5 meses na orla da Praia de Copacabana, organizado pela Federação Internacional de Futebol  – FIFA.

Foto: Cristina Reis

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Morar Carioca do Leme tem cor: verde

Depois da polícia pacificadora, os moradores dos morros da Babilônia e Chapéu Mangueira, na Zona Sul do Rio, vão virar símbolos de sustentabilidade. As comunidades serão as primeiras a ter o Morar Carioca Verde, vai revitalizar e urbanizar vias da região.

– Depois que acabar a primeira etapa da obra é que a gente vai começar a sentir a parte da sustentabilidade. A comunidade está tendo uma mudança muito rápida – avalia Dinei Medina, presidente da Associação de Moradores do Chapéu Mangueira.

Serão construídas ainda novas unidades habitacionais. Os moradores receberão dicas de como fazer reutilização de água da chuva e fazer coleta seletiva de lixo. A Prefeitura também estuda o uso de lâmpadas LED – mais econômicas – nos postes.

Entre as iniciativas do Morar Carioca Verde está a construção de bueiros de plástico reciclado, decks de madeira plástica reciclada e jardins verticais, além de ecopontos para receber lixo reciclável. A população local vai ganhar também um horto, que ficará na Babilônia, próximo ao prédio da Unidade Pacificadora.

Depois da polícia pacificadora, os moradores dos morros da Babilônia e Chapéu Mangueira, na Zona Sul do Rio, vão virar símbolos de sustentabilidade. As comunidades serão as primeiras a ter o Morar Carioca Verde, vai revitalizar e urbanizar vias da região.

– Depois que acabar a primeira etapa da obra é que a gente vai começar a sentir a parte da sustentabilidade. A comunidade está tendo uma mudança muito rápida – avalia Dinei Medina, presidente da Associação de Moradores do Chapéu Mangueira.

Serão construídas ainda novas unidades habitacionais. Os moradores receberão dicas de como fazer reutilização de água da chuva e fazer coleta seletiva de lixo. A Prefeitura também estuda o uso de lâmpadas LED – mais econômicas – nos postes.

Entre as iniciativas do Morar Carioca Verde está a construção de bueiros de plástico reciclado, decks de madeira plástica reciclada e jardins verticais, além de ecopontos para receber lixo reciclável. A população local vai ganhar também um horto, que ficará na Babilônia, próximo ao prédio da Unidade Pacificadora.

Fonte: Site Rio 2016

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