Arquivo da categoria: Guarda Municipal

Quase 900 pessoas são encaminhadas a delegacia no Rio

Foto: Cristina Reis

A cidade do Rio de Janeiro contabilizou, em um mês, 887 pessoas encaminhadas para as delegacias. Motivo: urinar nas ruas da capital fluminense. O número se refere à quantidade de foliões que foram parar nas delegacias desde o primeiro dia dos desfiles dos blocos pré-carnavalescos até a noite de terça-feira (21/2). No carnaval do ano passado, 777 pessoas foram encaminhadas às delegacias pelo mesmo motivo. As informações são do portal Estadão.

O esquema especial de monitoramento e fiscalização montado pela Secretaria Especial da Ordem Pública (Seop) para o carnaval 2012 atuou com 8.600 pessoas entre agentes da guardas municipais. O esquema segue até o próximo domingo (26/2).

A fiscalização percorreu os principais blocos da cidade, no Sambódromo e Terreirão, além de ter realizado o ordenamento de eventos do carnaval em vários pontos da cidade: Cinelândia, Avenida Rio Branco, Lapa, 28 de setembro, Intendente Magalhães, Praça Saens Peña, Largo da Taquara, Largo Verdum e Paquetá.

Agentes da Seop retiraram 36 estruturas (tendas e dois banheiros de madeira) montadas irregularmente em área pública. A fiscalização atuou também na concentração, no trajeto e na dispersão dos principais blocos, fazendo com que cumprissem os horários previstos para melhorar a fluidez dos desfiles e liberar o tráfego após o seu encerramento.

No desfile do tradicional bloco Cordão do Bola Preta, no sábado de carnaval, agentes impediram ainda a realização de dois bailes funks, inclusive com a participação de DJs, que ocorriam na Avenida Rio Branco durante o desfile do bloco.

Foto: Cristina Reis

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Prefeitura notifica condomínios por calçadas irregulares

Foto: Cristina Reis

A Prefeitura do Rio de Janeiro concluiu nesta semana um operação de vistoria nas calçadas de 45 vias do bairro de Copacabana, na Zona Sul, com foco especificamente em condomínios e concessionárias.

Dos problemas de responsabilidade dos condomínios (518), 69% eram referentes às calçadas em pedra portuguesa em mau estado de conservação e 13% às jardineiras danificadas. Já em relação às exigências a concessionárias de serviços públicos, 80% dos problemas dizem respeito à recomposição inadequada dos passeios provenientes de obras e 10% à má qualidade da recomposição de jardineiras.

Os condomínios terão 30 dias para correção dos problemas, sob pena de serem multados.

(da redação, com informações do portal O Dia)

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Rio forma mais 186 guardas municipais para atuar em Copacabana

A Prefeitura do Rio de Janeiro realizou no dia 13 de dezembro a formatura de mais 186 guardas municipais na sede da Guarda Municipal, em São Cristóvão, zona norte. Os agentes ganharam as ruas no dia 20 do mesmo mês corrente, compondo o efetivo da nova Unidade de Ordem Pública de Copacabana. Com os formandos desta turma, a GM-Rio passa a ter efetivo de 6.403 guardas, mantendo o título de maior Guarda Municipal desarmada do Brasil.

Durante a solenidade, os alunos da 3ª turma do 5º Concurso de Guardas Municipais fizeram o juramento e receberam o braçal “Ordem Pública”.

Em seu discurso de boas vindas aos novos guardas, o comandante da GM-Rio, coronel Henrique Lima Castro, falou da importância desta formatura para a corporação.

– Hoje, completamos o ciclo de um desafio proposto pelo prefeito Eduardo Paes para a GM-Rio. Para inaugurar cinco unidades de ordem pública do Projeto Rio em Ordem, da Prefeitura do Rio, em 2011, foi preciso formar novos guardas. Esse desafio foi proposto há seis meses e nós conseguimos cumprir. Sentimos muito orgulho e satisfação com o empenho dos 43 instrutores da Academia, que trabalharam para qualificar os novos guardas. Podemos dizer: Missão dada, missão cumprida.

O curso de formação, última etapa do concurso, acontece sempre na Academia da GM-Rio. Durante três meses, os candidatos passam por treinamentos com destaque para condutas de atendimento ao cidadão e ética, além de conhecimentos básicos de 38 disciplinas indispensáveis à profissão, tais como noções de direito, técnica operacional, primeiros socorros, trânsito e defesa pessoal.

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Campanha do Desarmamento recolhe, em dois meses, 9.160 armas e 30.901 munições

A Campanha Nacional do Desarmamento 2011 – Tire uma arma do futuro do Brasil completa um pouco mais de dois meses O balanço do período, consolidado pelo Ministério da Justiça, até o dia 06 de julho do corrente ano, mostra que já foram entregues 9.160 armamentos e 30.901 munições. Para se ter ideia da capacidade de mobilização da iniciativa, a Polícia Federal, órgão que tem a atribuição de receber armas regularmente, recolheu cerca de mil artefatos ao longo dos quatro primeiros meses do ano.

 Cada pessoa entrega, em média, uma arma. No caso das munições, essa média sobe para 36 unidades por pessoa. Até agora, os revólveres calibre 38 lideram a lista dos armamentos recebidos pelas Polícias Federal e Rodoviária Federal. São 2.436, o que representa 26,5%. Depois vêm os revólveres calibre 32 com 1.110 unidades (12%). Foram entregues ainda 32 fuzis, quatro metralhadoras e duas submetralhadoras.

Uma das inovações da campanha deste ano, a indenização, retirada pelo próprio responsável pela entrega do armamento, já pagou R$ 835 mil. Os valores por arma são R$ 100, R$ 200 ou R$ 300.

A iniciativa atual traz ainda outras três novidades: o cidadão não precisa se identificar no momento da entrega; a arma é inutilizada na hora; e há um maior número de postos de coleta.

Desde o lançamento nacional da campanha pelo Ministério da Justiça, em 6 de maio no Rio de Janeiro, outros cinco estados e o Distrito Federal aderiram à campanha. As unidades da federação ficam responsáveis pela ampliação dos postos de coleta. Em Minas Gerais, por exemplo, 200 pontos de coleta começarão a funcionar nos próximos dias em unidades das Polícias Civil e Militar.

A campanha segue até 31 de dezembro. Depois disso, as entregas continuam sendo aceitas, mas não serão mais anônimas nem indenizadas.

As ações da Campanha Nacional do Desarmamento 2011 são geridas por um conselho. Além do Ministério da Justiça, participam do grupo as Polícias Federal e Rodoviária Federal, a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, o Ministério da Defesa, os conselhos estaduais de segurança, o conselho das guardas municipais.

Integram também os conselhos municipais dos secretários de segurança, o Conselho Nacional de Segurança Pública, o Conselho dos Chefes de Polícia Civil, o Conselho Nacional dos Comandantes de Polícia Militar, o Banco do Brasil, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), o Conselho Nacional do Ministério Público, o Conselho Nacional da Defensoria Pública, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), o Conselho Nacional das Igrejas do Brasil, a Associação Maçônica do Brasil e rede Desarma Brasil.

Fonte: Site do Ministério da Justiça

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Operação Copacabana reprime práticas ilegais no bairro

Foi deflagrada à mas de uma semana a Operação Copabacana realizada pelo governo do estado do Rio de Janeiro, em parceria com a prefeitura para reprimir práticas ilegais no bairro. São três frentes de atuação: recolhimento de menores e população de rua, fiscalização a estabelecimentos e comércio ilegais e repressão a pequenos crimes como roubos e estacionamento irregular.

Segundo o subsecretário de governo, Rodrigo Bethlem, a operação não tem prazo para terminar.

“Vamos ficar permanentemente em Copacabana, enquanto for necessário para recuperarmos esse cartão postal do Rio”, garantiu Bethlem. As operações acontecem diariamente de 9h às 13h e 22h às 2h.

O primeiro ponto do grupo coordenado por Rodrigo Bethlem foi na Rua Sousa Lima. Moradores de rua foram abordados para serem levados para abrigos da prefeitura. No momento da chegada do grupo, camelôs da praia fugiram. Um caminhão de gelo sem nota fiscal já foi apreendido.

Participam delas: Detran, Batalhão de policiamento em áreas turísticas (Bptur), 12a. DP (Copacabana), Delegacia de Proteção a Criança e ao Adolescente (DPCA), Delegacia da Criança e Adolescente Vítima (DCAV), Delegacia Anti-pirataria (Drcpim), Delegacia Especial de Atendimento ao Turista (Deat), 19º BPM (Copacabana), Delegacia de Roubos e Furtos de Automóveis (DRFA), Guarda Municipal, Fundação para Infância e Adolescência (FIA), Fundação Leão XIII, Comlurb, Instituto Pereira Passos, Patrulha Ambiental da Prefeitura, Vigilância Sanitária e a Coordenadoria de Recursos Especiais (Core).

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Urinar na rua só é ato obsceno se há dolo: Decisão Judicial

Apenas pode ser considerada obscena a atitude impudica, lasciva ou sensual feita com intenção ofensiva ao sentimento médio do pudor ou dos bons costumes. O entendimento é da 2ª Turma Recursal Criminal do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, que confirmou o trancamento de Ação Penal contra um universitário surpreendido pela Polícia quando ia começar a urinar em via pública. A Justiça considerou que no local não havia banheiros públicos e o estudante apenas queria satisfazer suas necessidades fisiológicas, em local escondido, sem nehuma conotação sexual.

Na noite de um domingo de carnaval, o universitário acompanhava a passagem dos tradicionais blocos cariocas, no bairro de Ipanema. Quando se deu conta de que precisava urinar, afastou-se dos outros foliões e procurou por banheiros químicos públicos. Como não encontrou os sanitários químicos, dirigiu-se para longe da multidão para urinar. O ato do estudante lhe rendeu uma Ação Penal por prática de ato obsceno. O processo, no entanto, foi trancado. A Justiça acatou os argumentos dos advogados Leandro Mello Frota e Danielle Gomes Alves, do escritório Gomes & Mello Frota Advogados, que representaram o universitário.

Em seu voto, o relator do Habeas Corpus, juiz de Direito André Ricardo de Franciscis Ramos, ressaltou o fato de o estudante ter comparecido à audiência preliminar desacompanhado de advogado ou defensor público e ter aceito proposta de transação penal. De acordo com o juiz, o entendimento pacificado na 2ª Turma é o de que a ausência de advogado ou defensor na audiência preliminar gera nulidade insanável, com presunção do prejuízo. O estudante contratou advogados posteriormente.

O juiz definiu o ato de urinar em via pública como um crime comum, de perigo abstrato e instantâneo, que pode ser praticado por qualquer pessoa. “Sua caracterização se dá com a simples possibilidade de dano ao pudor público, e a consumação ocorre em um único instante. Mas, é necessário que haja o dolo”, disse.

Entretanto, o fato de o universitário ter sido surpreendido urinando atrás de um arbusto “não remete ao dolo de querer atingir o pudor público, mesmo tratando-se de crime de perigo abstrato, tendo em vista que o dolo não pode ser presumido, e sim provado, pouco importa que se trate de dolo de perigo”, afirmou Ramos.

Além disso, o relator disse que é responsabilidade da administração pública, principalmente em festas como o carnaval, a manutenção de sanitários químicos pela cidade. “O Poder Público deveria se preocupar mais em munir as vias públicas de sanitários químicos, ainda que cobre para tal, mas não sair prendendo as pessoas que eventualmente urinem em público sem conotação sexual”, ressaltou. Ele lembrou que “necessidade fisiológica não se confunde com dolo de cunho sexual”.

O juiz afirmou que se assim fosse, “um simples passeio à pé pela orla da Zona Sul da cidade do Rio de Janeiro, em especial no bairro de Copacabana, à noite se torna impossível em razão de ser notório que existe uma grande quantidade de prostitutas e travestis exibindo as partes íntimas de seus corpos em via pública, em flagrantes crimes de ato obsceno, sendo que tais condutas, infelizmente e por razões que não se conhece, tem sido diariamente toleradas pelas autoridades do Choque de Ordem”.

Assim, para dizer que apesar de não haver necessidade “do especial fim erótico”, é necessário que a conduta tenha cunho sexual, erótico, lascivo ou impudico, “o que no caso dos autos não se vê, porque o autor do fato procurou local mais reservado, ainda que em via pública, tarde da noite, para satisfazer sua necessidade fisiológica”, ressalta. O juiz disse que “diferente seria, se ele resolvesse expor o pênis (que já é conduta inerente à micção), mas de forma lasciva, sensual, provocativa, de maneira a que se concluísse seu dolo genérico no sentido de praticar o ato obsceno”.

O juiz explicou que, a conotação do ato é intrínseca a ele, ao passo que a sua finalidade é extrínseca. “A primeira é própria do ato, ao passo que a segunda se atribui ao agente. Assim, há que se diferenciar o significado lascivo do ato, que é o que o caracteriza como obsceno, da finalidade do agente com a sua prática, que só pode ser o dolo genérico de atingir o pudor público, pois, como já dito, a caracterização do crime já se dá com a simples possibilidade de perigo de que um ato efetivamente obsceno possa atingir aquele bem jurídico”, explica.

O juiz finaliza dizendo que “para cobrar do cidadão uma conduta, embora socialmente correta, mas que consiste em modificação cultural abrupta para grande parte de nossa sofrida e pobre população extremamente carente de tudo e, sobretudo de educação e saúde, o Estado deveria, antes de reprimir, promover campanhas educativas intensas e também aparelhar os logradouros públicos com a estrutura necessária ao cumprimento da lei”.

Por isso, o juiz concedeu a ordem para trancar a ação. Ele cassou a transação penal e fez cessar os efeitos da sua aceitação.

FONTE: Redação – Conjur

 

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Prefeitura do Rio apresenta balanço do Carnaval 2011


Bloco carnavalesco Simpatia É Quase Amor

Simpatia É Quase Amor foto : Pedro Kirilos/Riotur

Prefeitura do Rio apresentou na manhã desta segunda-feira, dia 14, o balanço geral do Carnaval 2011, que teve recorde de foliões nas ruas e de turistas na cidade. Com o sucesso desse Carnaval, o Rio de Janeiro se consagra como o maior carnaval de rua do país, atingindo a marca de 4,9 milhões de foliões espalhados em diferentes pontos da cidade.

Desse total, 1 milhão era de turistas, sendo 700 mil nacionais e 300 mil estrangeiros. A Folia de Momo gerou U$750 milhões, teve 96% da rede hoteleira ocupada e registrou um aumento de 15% no número de pacotes vendidos.

O secretário especial de Turismo e presidente da Riotur, Antonio Pedro Figueira de Mello, fez um balanço positivo sobre o evento.

– O Rio teve um Carnaval de muita tranqüilidade e de sucesso absoluto.

Tivemos 1 milhão de turistas, estávamos esperando 750 mil. O Carnaval é a maior festa popular do mundo. O Rio de Janeiro prova que tem o maior Carnaval do Brasil. Foi um Carnaval sem maiores incidentes, onde as pessoas brincaram nas ruas.

Ao comentar sobre a infraestrutura e prestação de serviços da Prefeitura do Rio, o secretário municipal de Conservação e Serviços Públicos, Carlos Roberto Osório, disse que a operação carnavalesca foi bem-sucedida porque existia um planejamento e por causa do funcionamento do Centro de Operações Rio. Osório comparou o Carnaval com as Olimpíadas, que serão realizadas na cidade em 2016.

– O Rio de Janeiro encerrou ontem (domingo) uma operação de guerra.

Talvez a mais complexa em termos de logística da história recente da nossa cidade. Tivemos a movimentação de quase 5 milhões de foliões, que participaram de 424 blocos, em todas as regiões da cidade. E o Rio de Janeiro que se prepara para os Jogos Olímpicos pode respirar tranquilo, sabendo que nós temos capacidade operacional. Os Jogos Olímpicos, por exemplo, terão 9 milhões de espectadores, em arenas com lugar marcado, uma operação pré-determinada mais fácil. Os Jogos Olímpicos têm 303 eventos. Nós tivemos 424 eventos em toda a cidade no

Carnaval. Os Jogos Olímpicos têm mais ou menos 47 instalações esportivas onde esses eventos acontecem. Nós tivemos mais de 100 locais onde esses blocos desfilaram e a cidade funcionou.

A apresentação dos dados do Carnaval foi realizada na sede da Riotur, no Centro, e contou com a participação do secretário especial de Turismo e presidente da Riotur, Antonio Pedro Figueira de Mello; dos secretários municipais de Conservação e Serviços Públicos, Carlos Roberto Osório; de Ordem Pública, Alex Costa; da presidente da Cet-Rio, Cláudia Secin; do chefe-executivo do Centro de Operações Rio, Sávio Franco; e do superintendente da Guarda Municipal, Ricardo Pacheco.

Banda de Ipanema

Banda de Ipanema

Carnaval 2012

Com o objetivo de desafogar o número de blocos na Zona Sul do Rio de Janeiro e proporcionar um melhor Carnaval para os foliões e moradores da cidade, a Riotur já começou a fazer um estudo detalhado que pretende reduzir pela metade o número de foliões da região para o Carnaval de 2012.

Entre os quesitos que serão analisados sobre as mudanças para o próximo carnaval estão a tradição dos blocos e a identidade deles com os bairros, como exemplos a Banda de Ipanema, o bloco Simpatia Quase Amor, Acadêmicos do Vidigal, entre outros.

Em 2011, 424 blocos foram cadastrados e desfilaram pela cidade, número 10% inferior ao de 2010, quando 465 saíram pelas ruas do Rio. Na Zona Sul o público estimado para esse ano, que era de 744 mil pessoas, chegou a 1.543 milhão, entre cariocas e turistas.

Conteineres químicos

Conteineres químicos com o esgoto escorrendo e calçada avariada

Banheiros químicos e containers

Ao longo de 22 dias, foram posicionadas, higienizadas, e transportadas 7.400 cabines de banheiros químicos, em mais de 800 endereços na Cidade do Rio de Janeiro. Instalados e operados 40 containers sanitários, em 17 pontos da Zona Sul, Centro e Tijuca.

A estimativa é que tenham sido recolhidos mais de 1.200.000 litros de xixi pelos banheiros químicos, e 750.000 litros, pelos containers, ou seja, no total, o equivalente a 3 piscinas olímpicas de urina.

Balanço dos órgãos públicos que atuaram no Carnaval da cidade

Centro de Operações Rio

Em seu primeiro carnaval, O Centro de Operações Rio inaugurado no dia 31 de dezembro do ano passado para monitorar a cidade e os grandes eventos, ajudou no controle do tráfego e da multidão arrastada pelos blocos de rua com o auxílio de quase 500 câmeras e de operadores de 30 órgãos municipais, concessionárias, Polícia Militar e Corpo de Bombeiros, que trabalharam 24 horas por dia durante o feriadão.

Para chegar no meio do povo e zelar pela folia ainda mais de perto, o Centro contou com o apoio da tecnologia do carro-espião e da mochila-vigilante. A câmera, que filma 360 graus, flagrou mijões e teve papel fundamental no socorro de um jovem que se acidentou durante o Bloco das Carmelitas, em Santa Teresa, na sexta-feira de carnaval.

Com ajuda da ferramenta, o socorro dos Bombeiros chegou mais rápido ao local, salvando a vida do folião, que teve traumatismo craniano.

A chuva tentou, mas não tirou o brilho da folia carioca. Uma equipe de meteorologistas, de plantão 24h horas, monitorou as condições do tempo através do radar meteorológico e das 33 estações pluviométricas. No entanto, não houve registros de transtornos. Grajaú (35,4mm), Tijuca (35,2mm) e Bangu (34,6mm) foram os bairros onde mais choveu.

Bloco Broxadão em Copacabana

SEOP (Secretaria Especial de Ordem Pública)

Cerca de 2 mil pessoas entre agentes da Seop e guardas municipais atuaram no combate ao xixi na rua, ambulantes não credenciados, estacionamento irregular e também na dispersão dos blocos, desde os três fins de semana anteriores ao início do Carnaval.

Desde o desfile dos blocos pré-carnavalescos, 1.802 veículos foram rebocados e 7.488 multados por estacionamento irregular. A operação choque de ordem levou para a delegacia 777 mijões. Foram apreendidos 14.993 itens do comércio ambulante entre eles, bebidas, isopores e alimentos.

Guarda Municipal

A Operação Carnaval 2011 da Guarda Municipal do Rio de Janeiro registrou uma queda de 58% no número de ocorrências relacionadas ao patrulhamento em geral (como crianças perdidas, solicitações do Disque Ordem, atendimento a turistas, entre outros) e crescimento de 2,5% no número de veículos infracionados em relação ao Carnaval do ano passado. Além disso, subiu para 232 % o número de veículos rebocados.

O Centro de Controle Operacional (CCO) da Guarda Municipal do Rio de Janeiro registrou 89 ocorrências durante o Carnaval em toda a cidade, o que representa uma queda de 58% em relação ao ano anterior. No Carnaval de 2010, a GM-Rio registrou 214 ocorrências, 108 ocorrências (2009), 79 ocorrências (2008), 94 ocorrências (2007), 97 (2006), 214 (2005), 154 (2004), 406 (2003), 281 (2002) e 323 (2001).

Foram notificadas 3.723 infrações das 12h de sexta-feira, dia 12, às 6h desta quarta, dia 9, um aumento de 2,5% no número de multas em relação a 2010, quando foram registradas 3.629 multas.

Já em relação ao número de veículos rebocados pela GM-Rio neste Carnaval houve um aumento de 232 %, uma vez que 778 veículos foram rebocados. Em 2010, foram 234 veículos rebocados. Já em 2009, foram 289 veículos rebocados.

COMLURB (Companhia Municipal de Limpeza Urbana)

A Comlurb removeu 1304 toneladas de lixo desde o desfile dos primeiros blocos de rua, em fevereiro, até o Monobloco, dia 13/03, quando foi encerrado o Carnaval. Nesse total estão incluídas também as quantidades de resíduos removidas do complexo do Sambódromo, Avenida Rio Branco e Estrada Intendente Magalhães.

O pré carnaval, com o desfile de blocos em vários bairros da cidade, foi responsável por gerar 268,6 toneladas de lixo. Durante os cinco dias oficiais de folia, a Comlurb contabilizou 849,5 toneladas. Esse número corresponde a um aumento de 12% em relação ao ano passado. Já os desfiles de blocos e escolas de samba após a Quarta-Feira de Cinzas produziram 186,1 toneladas.

Para a limpeza dos blocos, a Companhia elaborou um plano de ação classificando os blocos em quatro categorias especial, um, dois e três de acordo com demanda de recursos necessária para que a limpeza seja feita por um efetivo e equipamentos ideais. Desta forma, foram agilizados os procedimentos e atendimentos às demandas específicas de cada bloco. A limpeza aconteceu com o apoio de contêineres, caminhões compactadores, pulverizadores, pipas d’água, Kombi lava jato, caminhões basculantes, mini varredeiras, varredeiras mecânicas e mini basculantes. Todas as vias da cidade por onde passaram blocos foram atendidas com limpeza.

O asseio do Sambódromo e do Terreirão do Samba ficou a cargo de 1572 garis. Na Estrada Intendente Magalhães, atuaram 43 garis, a cada dia. Os trabalhadores tiveram o apoio de caminhões basculantes e compactadores, pipas d’água, pás carregadeiras e mini varredeiras.

Essa megaoperação da Comlurb foi realizada sem comprometer a limpeza ordinária, que é feita diariamente pela empresa em todos os bairros do Rio.

A coleta seletiva no Sambódromo foi feita por 70 catadores das organizações Febracom, CataRio e Movimento Nacional de Catadores do Rio de Janeiro, que removeram 71,7 toneladas de materiais recicláveis, entre os dias 04 e 12/03.

Bloco da politicagem

Secretaria Municipal de Saúde e Defesa Civil

Durante os seis dias de desfiles das escolas de samba, foram atendidas 1.918 pessoas, em sua maioria por cefaleia (dor de cabeça) e cortes. Ao todo, foram necessárias 57 remoções para hospitais da rede municipal (cerca de 3% do total de atendimentos). As transferências foram motivadas, principalmente, por hipertensão, fraturas, entorses e mal estar. O segundo dia de desfile do grupo A, dia 7, concentrou o maior número de atendimentos, totalizando 568 consultas, 30% do total.

A Secretaria Municipal de Saúde e Defesa Civil (SMSDC) ofereceu à população oito postos de saúde localizados estrategicamente no Sambódromo e Terreirão do Samba, que contaram com mais de 150 profissionais de saúde de plantão, além de 16 ambulâncias UTIs. As unidades estiveram abertas a partir das 18 horas, localizadas na Concentração, setores 2, 7 e 11, Rua Salvador de Sá, Apoteose e duas no Terreirão do Samba.Todas contaram com equipamentos de suporte à vida, medicamentos, insumos e exames.

A Defesa Civil Municipal não registrou nenhum incidente grave e as equipes da Vigilância Sanitária que estavam de plantão na Marquês de Sapucaí realizaram 125 vistorias em estabelecimentos de alimentação, emitiram 30 autos de infração e inutilizaram 70kg de comida e 20 litros de bebidas. As principais causas de infração foram por armazenamento de alimentos fora da temperatura adequada e/ou estocados em condições inadequadas, falta de higiene, produtos impróprios para consumo e fora do prazo de validade.

No ano passado, 2.175 pessoas foram atendidas e 54 transferidas para hospitais (2,4% do total de atendimentos). As principais causas foram intoxicação alcoólica, crise hipertensiva (pressão alta), mal estar e problemas ortopédicos.

CET-RIO (Companhia de Engenharia e Tráfego)

A média diária de 1.000 agentes da Prefeitura atuando, sendo 750 agentes da Guarda Municipal e 250 operadores da CET-Rio. Além disso, a CET-Rio atuou com 22 reboques para desobstrução de vias; 25 motocicletas; 35 veículos de apoio operacional; 23 painéis de mensagens variáveis para orientar os motoristas e passar informações sobre as condições de trânsito. Destaque-se ainda que foram enviados 63 informativos de trânsito relacionados aos eventos carnavalesco.

RIOLUZ

Iluminação monumental do Sambódromo – 29 postes, 27 quadros de luz e 400 projetores com potência de 2mil watts cada. O sistema de proteção contra raios também foi reformado. Como esse trabalho, houve aumento de 35% a luminosidade da região.

Iluminação especial nos arcos da Apoteose – pelo lighting designer Peter Gasper, a nova iluminação conta com 288 projetores de 1000 watts de potência cada um, além disso, foram instalados 22 projetores em LED. A iluminação permitiu refletir nos arcos da Apoteose as cores de cada uma das escolas que desfilaram na Passarela do Samba.

Instalação de 914 projetores, num total de 1.255 pontos de luz a mais, em vias de grande concentração de pessoas durante o período de Carnaval. Os refletores, que aumentaram a luminosidade em 200%, e ficaram localizados nas avenidas Intendente Magalhães (84 projetores) e Rio Branco (112), no Terreirão do Samba (47), na área da dispersão (45) e na área de concentração (156) do Sambódromo.

A área no entorno do Sambódromo teve 1.000 pontos de luz reformulados em 43 vias. Na Avenida Presidente Vargas foram reformulados 660 pontos de luz, com lâmpadas de vapor metálico.

Polícia Civil

De acordo a Polícia Civil, houve uma queda em 18 crimes durante o feriado de carnaval no Rio. O número de homicídios dolosos ficou 40 em 2011 contra 72 em 2010. Lesão corporal culposa caiu de 414 para 382. A queda de lesão corporal dolosa foi de 1.040 para 662. O roubo de veículos em 2011 foi de 212 para 172.

Texto: Anna Beatriz Cunha

Extraído de: Prefeitura do Rio de Janeiro

Bloco carnavalesco Monobloco na av. Rio Branco, RJ

Monobloco


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Conflito entre Guarda Municipal e camelôs gera correria em Copacabana

Confronto da Guarda Municipal e os Ambulantes

Guardas municipais e camelôs entraram novamente em conflito nesta quarta-feira em Copacabana, na Zona Sul do Rio. As informações foram confirmadas pela assessoria da Polícia Militar, que não informou se há feridos.

Os ambulantes foram abordados por agentes da Guarda Municipal quando vendiam produtos ilegais, na Avenida Nossa Senhora de Copacabana, esquina com a Rua Santa Clara. Muitos pedestres ficaram assustados e se esconderam em lojas.

De acordo com a Guarda Municipal, a confusão teria começado após uma ambulante ter sido presa por desacato e agressão. Os camelôs e os agentes foram levados para 12ª DP (Copacabana), onde o caso foi registrado.

“Durante a abordagem, descontrolada, a ambulante cuspiu no rosto de um dos guardas e agrediu os demais. Além disso, um dos guardas foi ferido no braço com arranhões. Durante a abordagem, pessoas que passavam no local atiraram paus e pedras na viatura da GM-Rio, que ficou danificada”.

Portal SRZD

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