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Bailes funk perdem espaço em favelas do Rio após ocupação policial

RIO DE JANEIRO, 29 Mar 2012 (AFP) -É quase meia-noite de domingo na Rocinha, a maior favela do Rio, onde os bailes funk com sua apologia ao narcotráfico causavam furor até a ocupação policial em novembro passado. Mas agora só resta um baile, sem armas nem louvor ao crime, e alguns jovens se queixam.

Um adolescente de olhos inchados pelo álcool que só quer se identificar como Igor lembra com nostalgia dos bailes de antes, que tocavam os polêmicos “proibidões”: canções com referência a armas, drogas e brigas entre facções rivais do tráfico.

“O melhor era o da rua 1” da Rocinha, fechado depois que a polícia retomou a favela em novembro, após 30 anos de controle dos narcotraficantes.

Dos cerca de cinco bailes funk na Rocinha, ficou apenas um, o Emoções, existente há mais de 20 anos e que não toca ”proibidões”, apesar do grande número de funks com temática sexual.

De salto alto e microvestido, Joseane Vieira, 18 anos, aguarda a principal atração da noite: MC Carol, conhecida por canções como “Minha Vó Tá Maluca”, que fala da indignação de uma neta com sua avó, que subitamente começou a andar de moto e fumar maconha.

Joseane, que preferia os bailes “proibidos”, declara que a violência não acabou na favela após a ocupação policial. “As brigas e os assaltos aumentaram muito”, afirma.

Nos últimos dias, quatro pessoas supostamente ligadas ao tráfico de drogas foram assassinadas na Rocinha, entre elas um líder comunitário, e a polícia afirma que os traficantes tentam retomar o território perdido.

“O funk não tem que educar ninguém” Desde que as autoridades começaram em 2008 a retomar o controle das favelas da zona sul, a mais rica e turística do Rio, tendo em vista a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016, foram instaladas cerca de 20 Unidades de Polícia Pacificadora (UPP) nas comunidades “pacificadas”.

O comandante de cada UPP tem o poder de autorizar ou não os bailes funk, algo criticado pelos defensores do movimento.

“Há um estado de exceção nas favelas cariocas”, onde muitos bailes foram proibidos, se queixa o MC Leonardo, autor do famoso “Rap das Armas” que faz parte da trilha sonora do filme “Tropa de Elite” e presidente da Associação de Profissionais e Amigos do Funk (Apafunk).

“Não interessa se (o funk) é bonito ou feio, as pessoas têm o direito de cantar. O funk não tem que educar ninguém”, afirma.

“O funk, uma expressão musical legítima da cultura local, terá mais espaço” nas favelas quando houver mais políticas sociais em andamento, e não só policiais, afirma José Augusto Rodrigues, um dos diretores do Laboratório da Violência da Universidade Estadual de Rio de Janeiro (Uerj).

O “pancadão” carioca não tem nada a ver com o ritmo criado nos anos 1960, que tem James Brown como um de seus principais ícones. É inspirado no Miami Bass, surgido nos Estados Unidos nos anos 1980, que mistura hip hop com batidas eletrônicas rápidas e repetitivas.

A partir dos anos 1990, os bailes funk começaram a ganhar popularidade, inclusive entre as classes média e alta, com suas canções polêmicas que retratavam a realidade das cerca de mil favelas do Rio.

A violência entre grupos rivais de traficantes era frequente, e as canções refletiam essa realidade.

O assassinato do jornalista Tim Lopes, em 2002, por traficantes da favela Vila Cruzeiro quando fazia uma reportagem sobre drogas e sexo explícito nos bailes com uma câmera oculta, aumentou a rejeição da opinião pública a esse tipo de música.

E a violência continua. Um tiroteio em um baile funk deixou dois feridos na semana passada na favela do Salgueiro, comunidade da zona norte da cidade ocupada pela polícia.

“Clamor” da favela para autorizar o baile A favela dos Tabajaras, em Copacabana, “pacificada” pela polícia em janeiro de 2010 e com cerca de 5.000 habitantes, é a única do Rio a ter um baile funk autorizado pela UPP local.

“Houve um clamor da comunidade para que autorizássemos o baile. Autorizamos, mas não podem tocar ”proibidões””, explica à AFP seu comandante, Joacir Virgilio.

“Teoricamente eles teriam que ter monitoramento por câmeras, detectores de metais, mas a gente não cobrou porque seria economicamente inviável para os organizadores”, diz.

Pesquisa divulgada pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) aponta que o funk movimentava 10 milhões de reais por mês no Rio de Janeiro em 2009, empregando mais de 10 mil pessoas.

A “pacificação” das favelas “possivelmente não teve um efeito importante no faturamento do mercado funk” porque “a maior parte dos ganhos financeiros vêm de boates e clubes do restante da cidade” e não dessas comunidades, explica à AFP Jimmy Medeiros, um dos autores do relatório.

Fonte: Portal Terra

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A ameaça do ‘Estado leiloado’

Deputado que inspirou personagem de Tropa de Elite 2 está em lista atribuída a assassinos da juíza

Devidos Créditos à: Ivan Marsiglia www.estadao.com.br

Entrevista: Marcelo Freixo

EX-PROFESSOR DE HISTÓRIA, DEPUTADO ESTADUAL PELO PSOL, PRESIDIU A CPI DAS MILÍCIAS EM 2008

Na terça-feira, cinco dias após o brutal assassinato da juíza Patrícia Lourival Acioli, da 4ª Vara Criminal de São Gonçalo, uma informação assustadora foi transmitida ao deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL-RJ). Segundo relato feito ao Disque-Denúncia, a morte da juíza teria sido encomendada por três detentos do presídio Ary Franco e, na lista dos criminosos, estariam mais duas pessoas marcadas para morrer: outro juiz, da 4ª Vara Federal de Niterói, e o próprio Freixo.

“Receio dá, pois eles podem tirar minha vida, sim. E não tenho nenhum projeto de virar memória”, admite o niteroiense de 44 anos, casado, pai de dois filhos. Formado em história pela Universidade Federal Fluminense e ex-pesquisador da ONG Justiça Global, Freixo coordenou projetos educacionais em presídios e, em mais de uma ocasião, atuou como negociador durante rebeliões. Eleito com amplo apoio da classe artística e intelectual do Rio, presidiu em 2008 a CPI das Milícias, que investigou as conexões desses grupos com parlamentares e resultou na cassação do deputado Álvaro Lins. Desde então, vive escoltado por seguranças. Foi Freixo quem inspirou o cineasta José Padilha na construção do personagem Diogo Fraga, militante de direitos humanos e antagonista do Capitão Nascimento que depois se alia a ele no filme Tropa de Elite 2.

Nesta entrevista, que concedeu ao Aliás na saída da missa de sétimo dia da juíza Acioli, quarta-feira, o deputado dispara contra a política de segurança pública fluminense e federal. Considera a execução ocorrida no dia 11 “um divisor de águas” na ação do crime organizado, que até então via juízes, promotores e deputados “cadáveres caros demais”. Ensina que, diferentemente dos traficantes, os milicianos não constituem um Estado “paralelo”, mas “leiloado”: são máfias dotadas de projeto de poder, domínio de território e influência eleitoral, constituindo “uma instância do crime organizado muito superior”. E faz um alerta: se não houver resposta firme das autoridades, o crime contra a juíza será o primeiro de muitos.

Como se sentiu ao ver seu nome na lista de ameaçados em que constava a juíza Acioli?

Desde que presidi a CPI das Milícias recebo ameaças. A última foi no mês passado. Elas chegam por carta, pelo Disque-Denúncia, por presos que respeitam meu trabalho e dizem ter ouvido planos do tipo ou por interceptações telefônicas feitas pela polícia. Até que ponto vale expor a si próprio e a sua família com esse trabalho? (Pausa) Receio dá. Estou saindo muito abalado da missa de Patrícia. Pensei que ali, no lugar dos filhos dela, poderiam estar os meus. Claro que isso passa pela minha cabeça, mexe comigo. Se dissesse que não, estaria mentindo. A gente se sente vulnerável. Sei que não posso deixar de fazer o que faço, mas preciso tomar cuidado. Porque eles podem tirar minha vida, sim. E eu não tenho nenhum projeto de virar memória.

Conhecia a juíza Acioli pessoalmente?

Embora não fôssemos amigos, eu a conhecia por trabalharmos na mesma área. Tivemos mais contato na época da CPI. Em sua atuação como juíza ela enfrentou fundamentalmente as milícias e grupos de extermínio de São Gonçalo. E, quando a CPI terminou, mandei o relatório para ela e nos falamos por telefone. Eu a admirava muito. Patrícia não morreu por sua ousadia ou por sua coragem, mas pela covardia dos outros. Falta prioridade, projeto público para se combater o crime organizado no Brasil. Então a luta fica dependendo de alguns poucos deputados, promotores, juízes… que viram alvo fácil.

Por que o sr. declarou que ‘se a resposta não for rápida, o crime organizado vai atingir uma nova etapa’?

Porque o crime organizado rompeu uma barreira que ainda não havia rompido. É a primeira vez que isso acontece no Rio de Janeiro. Não tenho a menor dúvida de que os mandantes e os executores são pessoas incomodadas pelo trabalho de Patrícia como juíza. Não foi uma vingança pessoal, eles fizeram um atentado contra o poder público. Calaram a Justiça, não a Patrícia. E, se o crime organizado pagou para ver, o Estado tem que responder à altura. Senão, ela será a primeira de muitos. Desde a época em que presidi a CPI, ouço dizer que somos “cadáveres caros demais”, que eles não teriam coragem de nos matar porque a repercussão seria grande. Pois é, fizeram. E agora, qual vai ser a resposta?

É característica do crime organizado, de tempos em tempos, fazer uma ação assim, para servir de aviso, intimidar?

Eles só agiram assim porque tiveram facilidade. O Tribunal de Justiça facilitou ao não garantir a proteção que Patrícia queria.

O presidente do TJ-RJ, Manoel Alberto Rebêlo, insiste em que a juíza não pediu escolta.

Não é verdade, e tenho documentos que o comprovam. Patrícia em nenhum momento se negou a ter segurança. Acho um absurdo que, enquanto o País inteiro se escandaliza, no Rio setores do Tribunal de Justiça tentem desqualificar a vítima. Dizer que ela não tinha proteção porque mandou um ofício! É uma vergonha. Só falta dizer que ela se suicidou. Reiteradas vezes Patrícia pediu proteção e discordou da redução de sua segurança, decidida por eles. Aí vem o presidente do TJ e, no lugar de dizer “peço desculpas à família e à sociedade, pois o Tribunal errou”, põe a culpa nela. Era o mínimo de grandeza que se esperava do TJ. Tirou a segurança de uma juíza quando não podia ter tirado. Não deu autonomia para ela escolher seus seguranças, quando deveria ter dado. Eu ando com escolta. Desde quando não serei eu a escolher meus seguranças? Isso é um absurdo. O cara vai saber onde moro, quem é meu filho e eu não posso decidir quem será?

E a declaração do Flávio Bolsonaro (PP-RJ), filho do deputado federal Jair, de que a juíza ‘humilhava’ policiais nos julgamentos?

É curioso que o deputado não tenha essa opinião quando se trata de outros réus. É uma visão seletiva de garantia de direitos.

O governo do Rio chegou a recusar ajuda da Polícia Federal nas investigações e foi preciso que o presidente do STF, Cezar Peluso, interviesse junto ao Ministério da Justiça para a PF entrar no caso. Por quê?

Nada mais me espanta no governo do Rio de Janeiro. Eles já não conseguem me surpreender, pois o absurdo virou regra. Um assassinato com esse peso, que é um atentado contra a República, a Polícia Federal se coloca à disposição e o governo do Rio diz que não quer? Mas por que não? Se a recusa foi por vaidade, trata-se de um equívoco, uma tolice. Se não, é suspeito. Ou estão querendo dizer “vamos resolver sozinhos, estamos podendo, investigamos muito bem”, o que não é verdade, ou temem que apareçam coisas que não possam ser ditas. Felizmente, o STF e o Poder Judiciário como um todo entenderam o significado do que ocorreu. A morte da Patrícia é um divisor de águas.

O crime organizado pode constranger a magistratura no Brasil, como fez na Itália durante a Operação Mãos Limpas?

Já está constrangendo. Hoje mesmo conversei com um juiz cujo nome não posso revelar que também não tem proteção alguma. Está absolutamente preocupado. Quando terminou a CPI, definimos no relatório: milícia é máfia. Então, fui convidado pela Anistia Internacional a apresentar o relatório em outros países. No primeiro, a Alemanha, tive grande dificuldade em explicar. Vai dizer a um alemão que tem polícia envolvida, que eles dominam o transporte por vans e a distribuição de gás, que cometem extorsão e exploram até prostituição infantil… Já no último país da viagem, a Itália, eu mal começava a falar e eles já diziam: “Ah, sabemos como funciona. É igual aqui”. A milícia, como a máfia, envolve agentes públicos, domina território, empreende atividades econômicas, tem projeto de poder e age dentro do Estado. Ela não é um Estado paralelo, é um Estado leiloado.

É isso o que quer dizer quando fala em ‘crime organizado como projeto de poder’?

Sim. E é o que diferencia a milícia de todas as outras organizações criminosas que já tivemos no Rio. Todos os líderes dos grupos milicianos são agentes públicos da área da segurança. Eles também, invariavelmente, comandam os centros sociais nas comunidades. Então, passam a ter domínio eleitoral dessas áreas. Sempre elegeram gente e também mataram muita gente: a maior concentração de homicídios no Rio de Janeiro hoje ocorre nas áreas das milícias.

Para quem vive nas comunidades, qual é a diferença entre estar sob o jugo do traficante ou do miliciano?

A milícia é uma instância do crime organizado muito superior. Veja que só tivemos uma redução recente no número de homicídios no Rio porque houve certo enfraquecimento das milícias nos últimos três anos – depois que as autoridades foram obrigadas a agir pela mobilização da opinião pública após a CPI e o sequestro de uma equipe de jornalistas (em maio de 2008, um grupo de milicianos da favela do Batan, em Realengo, sequestrou uma repórter, um fotógrafo e um motorista do jornal O Dia que faziam uma reportagem no local e os torturou por duas semanas). Perto das milícias, os traficantes dos morros são só garotos violentos com armas na mão e nada na cabeça.

A melhoria das condições econômicas nas comunidades ajuda a explicar o crescimento das milícias?

Sim, porque máfias se instalam onde há dinheiro para ser coletado, não onde só há miséria. E se você olhar em 2007, antes da CPI, vai ver até o governador Sérgio Cabral inaugurando uma obra em Campo Grande ao lado de um vereador e um deputado que acabaram presos por envolvimento com a milícia (o deputado Natalino José Guimarães e seu irmão, o vereador Jerônimo Guimarães Filho, o Jerominho). Está no YouTube isso, é uma cena patética. Mas mostra como as autoridades viam as milícias como um mal menor. O ex-prefeito Cesar Maia chegou a chamá-las de “autodefesa comunitária”. O atual, Eduardo Paes, também as defendeu em uma entrevista na TV. O tráfico sempre se colocou à margem da lei e contra o Estado. A milícia está dentro do Estado. E no sistema eleitoral. O mapa de votação do ex-secretário de segurança do Rio (o deputado federal pelo PSDB-RJ) Marcelo Itagiba concentra-se nas áreas de milícia.

Parlamentares como Cidinha Campos (PDT-RJ) o acusam de fazer proselitismo e dispor da proteção de policiais que deveriam estar nas ruas. Qual é a sua resposta?

A realidade se impõe contra a mediocridade. Deixo que os eleitores respondam. O meu grupo de seguranças é reduzido e condizente com a situação de risco (dez policiais se revezam na proteção de Freixo e de sua família 24 horas por dia).

O sr. é crítico tanto em relação ao governo estadual quanto ao federal. Com a experiência que acumulou, como deveria ser uma política de segurança consistente?

Em primeiro lugar, qualquer projeto de segurança deveria ser feito em parceria entre os governos estaduais e o federal. A questão é nacional e a segurança pública deveria estar acima de cor partidária ou ideologia: deve ser projeto de Estado, não de governo. A parceria na área de inteligência tinha que ser sistemática. No caso do Rio, as UPPs são importantes, mas não bastam. E há política por trás delas: por que a região de Copacabana tem tantas UPPs e na Baixada Fluminense, onde os índices de criminalidade são mais altos, não há nenhuma? O mapa das UPPs é um projeto de cidade, não de segurança pública. Outra pergunta: por que não há nenhuma UPP em áreas de milícia? Porque talvez elas ainda interessem à elite política corrupta do Rio. Temos uma polícia muito corrupta porque é grande a corrupção na política.

Em Tropa de Elite 2, o tráfico sai de cena para dar lugar às milícias como inimigo público número 1. Como combatê-las?

Propostas concretas existem, a questão é querer fazer. Antes de mais nada, é preciso tomar o território das milícias, como se fez com o tráfico. E intervir em suas atividades econômicas. No transporte, a licitação das vans talvez pudesse ser feita por meio de licenças individuais e não via cooperativas – dominadas pelo crime. A distribuição do gás também precisa ser mais bem fiscalizada: a Agência Nacional do Petróleo tem só cinco agentes em todo o Estado do Rio. E, claro, precisamos melhorar o salário e a formação do policial, além de dar mais estrutura às ouvidorias e à corregedoria.

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Morar Carioca do Leme tem cor: verde

Depois da polícia pacificadora, os moradores dos morros da Babilônia e Chapéu Mangueira, na Zona Sul do Rio, vão virar símbolos de sustentabilidade. As comunidades serão as primeiras a ter o Morar Carioca Verde, vai revitalizar e urbanizar vias da região.

– Depois que acabar a primeira etapa da obra é que a gente vai começar a sentir a parte da sustentabilidade. A comunidade está tendo uma mudança muito rápida – avalia Dinei Medina, presidente da Associação de Moradores do Chapéu Mangueira.

Serão construídas ainda novas unidades habitacionais. Os moradores receberão dicas de como fazer reutilização de água da chuva e fazer coleta seletiva de lixo. A Prefeitura também estuda o uso de lâmpadas LED – mais econômicas – nos postes.

Entre as iniciativas do Morar Carioca Verde está a construção de bueiros de plástico reciclado, decks de madeira plástica reciclada e jardins verticais, além de ecopontos para receber lixo reciclável. A população local vai ganhar também um horto, que ficará na Babilônia, próximo ao prédio da Unidade Pacificadora.

Depois da polícia pacificadora, os moradores dos morros da Babilônia e Chapéu Mangueira, na Zona Sul do Rio, vão virar símbolos de sustentabilidade. As comunidades serão as primeiras a ter o Morar Carioca Verde, vai revitalizar e urbanizar vias da região.

– Depois que acabar a primeira etapa da obra é que a gente vai começar a sentir a parte da sustentabilidade. A comunidade está tendo uma mudança muito rápida – avalia Dinei Medina, presidente da Associação de Moradores do Chapéu Mangueira.

Serão construídas ainda novas unidades habitacionais. Os moradores receberão dicas de como fazer reutilização de água da chuva e fazer coleta seletiva de lixo. A Prefeitura também estuda o uso de lâmpadas LED – mais econômicas – nos postes.

Entre as iniciativas do Morar Carioca Verde está a construção de bueiros de plástico reciclado, decks de madeira plástica reciclada e jardins verticais, além de ecopontos para receber lixo reciclável. A população local vai ganhar também um horto, que ficará na Babilônia, próximo ao prédio da Unidade Pacificadora.

Fonte: Site Rio 2016

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Campanha do Desarmamento recolhe, em dois meses, 9.160 armas e 30.901 munições

A Campanha Nacional do Desarmamento 2011 – Tire uma arma do futuro do Brasil completa um pouco mais de dois meses O balanço do período, consolidado pelo Ministério da Justiça, até o dia 06 de julho do corrente ano, mostra que já foram entregues 9.160 armamentos e 30.901 munições. Para se ter ideia da capacidade de mobilização da iniciativa, a Polícia Federal, órgão que tem a atribuição de receber armas regularmente, recolheu cerca de mil artefatos ao longo dos quatro primeiros meses do ano.

 Cada pessoa entrega, em média, uma arma. No caso das munições, essa média sobe para 36 unidades por pessoa. Até agora, os revólveres calibre 38 lideram a lista dos armamentos recebidos pelas Polícias Federal e Rodoviária Federal. São 2.436, o que representa 26,5%. Depois vêm os revólveres calibre 32 com 1.110 unidades (12%). Foram entregues ainda 32 fuzis, quatro metralhadoras e duas submetralhadoras.

Uma das inovações da campanha deste ano, a indenização, retirada pelo próprio responsável pela entrega do armamento, já pagou R$ 835 mil. Os valores por arma são R$ 100, R$ 200 ou R$ 300.

A iniciativa atual traz ainda outras três novidades: o cidadão não precisa se identificar no momento da entrega; a arma é inutilizada na hora; e há um maior número de postos de coleta.

Desde o lançamento nacional da campanha pelo Ministério da Justiça, em 6 de maio no Rio de Janeiro, outros cinco estados e o Distrito Federal aderiram à campanha. As unidades da federação ficam responsáveis pela ampliação dos postos de coleta. Em Minas Gerais, por exemplo, 200 pontos de coleta começarão a funcionar nos próximos dias em unidades das Polícias Civil e Militar.

A campanha segue até 31 de dezembro. Depois disso, as entregas continuam sendo aceitas, mas não serão mais anônimas nem indenizadas.

As ações da Campanha Nacional do Desarmamento 2011 são geridas por um conselho. Além do Ministério da Justiça, participam do grupo as Polícias Federal e Rodoviária Federal, a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, o Ministério da Defesa, os conselhos estaduais de segurança, o conselho das guardas municipais.

Integram também os conselhos municipais dos secretários de segurança, o Conselho Nacional de Segurança Pública, o Conselho dos Chefes de Polícia Civil, o Conselho Nacional dos Comandantes de Polícia Militar, o Banco do Brasil, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), o Conselho Nacional do Ministério Público, o Conselho Nacional da Defensoria Pública, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), o Conselho Nacional das Igrejas do Brasil, a Associação Maçônica do Brasil e rede Desarma Brasil.

Fonte: Site do Ministério da Justiça

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Comunidades de Copacabana viram parada obrigatória para turistas

Depois de o morro Santa Marta, em Botafogo, zona sul do Rio, virar atração turísitca, mais três comunidades irão entrar, a partir de julho, na rota dos viajantes que visitam a Cidade Maravilhosa: Chapéu-Mangueira e Babilônia, no Leme, zona sul; Providência, no centro, e Borel, na Tijuca, zona norte. Todas as favelas em questão receberam UPP (Unidade de Polícia Pacificadora).

O roteiro foi desenvolvido pelo projeto Rio Top Tur, da Secretaria de Esporte e Lazer, que atua também no Pavão-Pavãozinho e Cantagalo, ambos em Copacabana, zona sul. A secretária da pasta, Márcia Lins, deu mais detalhes.

 – Na fase de expansão, abriremos licitação para escolher empresas que possam oferecer cursos de capacitação a 2,2 mil moradores dessas comunidades. Serão aulas de turismo, culinária, idiomas e estratégia de vendas, além de 14 tipos de oficinas voltadas para empreendedorismo do esporte e turismo. Cerca de 65 mil moradores serão beneficiados.

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Ex-Comandante do 19º Batalhão é promovido e recebe prêmio por alcance de meta

O governador Sérgio Cabral participou, no dia 1º de março, da cerimônia de premiação dos policiais que obtiveram os melhores resultados na terceira etapa do Sistema de Metas e Acompanhamento de Resultados da Secretaria de Segurança. Os dados são referentes ao segundo semestre de 2010.

Enquanto aguarda pelo início da solenidade, que acontece no Teatro João Caetano, no Centro do Rio, o coronel Rogério Seabra, na época comandante do 19ºBPM, de Copacabana, e integrante da Área Integrada de Segurança Pública (AISP) 19, do mesmo bairro, que obteve o melhor desempenho no sistema, comemora uma segunda boa notícia. Além do prêmio de R$ 3 mil, que receberá pelo resultado, ele, que desde outubro ocupava o cargo de diretor de Finanças da PM, foi promovido a diretor-geral de pessoal da Corporação, cargo que assumiu, no Quartel Central da PM.

“Chego motivado. Uma das experiências mais positivas que tive, no comando do 19º BPM durante 13 meses, foi a capacidade de gestão de pessoas. A moderna gestão implica em valorizar a competência do profissional e utilizar o perfil mais apropriado para determinada tarefa e função. Creio que esta promoção derivou do trabalho feito em Copacabana”, afirmou.

O melhor resultado entre as Áreas Integradas de Segurança Pública foi a AISP 19, em Copacabana (zona sul), seguida pela AISP 29, em Itaperuna (interior do Estado) e pela AISP 6, na Tijuca (zona norte). Entre as unidades especiais da Polícia Militar e da Polícia Civil, a primeira colocada foi a Delegacia de Repressão aos Crimes contra a Propriedade Imaterial (DRCPIM), seguida do Regimento de Polícia Montada (RPMont) e pela Delegacia de Repressão a Roubos e Furtos de Automóveis (DRFA). A Região Integrada de Segurança Pública (RISP) mais bem colocada, que compreende os bairros do Catumbi, Cidade Nova, Estácio, Rio Comprido e Santa Teresa.

Fonte:  JB Online

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Polícia investiga ação de milícias na zona sul do Rio

Milicianos – policiais, bombeiros e agentes penitenciários integrantes de quadrilhas formadas para vender proteção e operar negócios ilegais em favelas e bairros pobres e distantes das áreas centrais do Rio de Janeiro – estão sendo investigados por suposta atuação em bairros nobres da zona sul da capital. O objetivo dos paramilitares, segundo a Polícia Civil, é lucrar com o medo de vizinhos de favelas ocupadas por UPP (Unidades de Polícia Pacificadora) em relação a criminosos que teriam fugido das áreas que antes dominavam e agora são ocupadas pelo Estado. Um inquérito foi instaurado semana passada na Draco (Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas) para apurar a ação do grupo em Copacabana, após a denúncia de um morador surpreendido com uma taxa de cobrança por segurança no balancete de seu condomínio.

Os milicianos seriam responsáveis por crimes como roubos a pedestres, furtos em carros e até incêndios de veículos, mas os atribuiriam a traficantes expulsos das favelas pelas UPPs e ofereceriam segurança aos moradores, apesar de a polícia já ter informado que os líderes do tráfico estão refugiados em favelas como Complexo do Alemão e Vila Cruzeiro, ambos na zona norte.

De acordo com o delegado Alexandre Capote, da Draco, a ação dos milicianos na zona sul é muito mais discreta do que nas favelas da zona oeste onde os paramilitares cobram ostensivamente por segurança e exploração de serviços, como distribuição de gás, transporte alternativo e distribuição do sinal de TV a cabo pirata, o “gatonet”.

– A testemunha que prestou depoimento sobre a extorsão em Copacabana descobriu que o condomínio pagava pela suposta segurança, apenas após examinar o balancete detalhado do condomínio. Ele ainda foi repreendido, por fazer a denúncia, pelos vizinhos, que temem represálias.

Incêndio e arrastões

Após a ampliação do cinturão das UPPs para a zona norte, uma onda de pânico se alastrou pela cidade. Nesta semana pelo menos seis carros foram incendiados na capital fluminense. Dois foram atacados em Vila Isabel, na zona norte do Rio, onde foi instalada a UPP do Morro dos Macacos. Outros dois foram atacados no Flamengo, na zona sul, bairro que foi contemplado com uma “UPP informal” no Morro Azul. Dois veículos foram queimados no bairro do Tanque, na zona oeste, região sob domínio das milícias. Nada foi roubado.

Nos supostos arrastões que seriam promovidos por milicianos, os carros também não são roubados, apenas os pertences dos motoristas, como celulares e carteiras, são levados. Na Rua Faro, desde setembro, os moradores registraram queixas na 15ª Delegacia de Polícia (Gávea) de roubos praticados por quatro integrantes do um Corolla preto.

Três deles já foram identificados, e não foi detectada qualquer ligação com o tráfico de drogas. Trata-se de uma família do Catumbi (zona norte), que teve alguns integrantes já presos por roubo. O mesmo grupo atuou na zona sul em 2008. Na época, também foi levantada uma possível ligação deles com milicianos, mas nada foi comprovado, informou a delegada titular da 15ª DP da Gávea, Bárbara Lomba. Segundo ela, o mesmo carro foi visto fazendo assaltos em outros bairros da zona sul. Eles roubam mochilas de estudantes, celulares, dinheiro e objetos de pouco valor.

Fonte: Portal R7

 

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Governo do Rio anuncia gratificação para policiais

O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, anunciou nesta segunda-feira (6/12) que vai conceder uma gratificação extraordinária de R$ 500 a cerca de 43 mil policiais civis e militares, além de inspetores da Administração Penitenciária. A notícia é do portal UOL.

Segundo a Assessoria de Imprensa do governo, a gratificação é um prêmio pelo “esforço excepcional realizado pelos profissionais da área de Segurança Pública no combate à criminalidade”.

O decreto sobre o pagamento será publicado no Diário Oficial do Estado nesta terça-feira (7/12). A gratificação será depositada no próximo dia 22.

O anúncio é feito pouco mais de uma semana após a ocupação da Vila Cruzeiro e do Complexo do Alemão, na zona norte, por forças estaduais e federais, após uma série de ataques que atingiram o estado. Reportagem publicada no fim de semana pelo jornal Folha de S.Paulo mostrou que o Rio paga um dos salários mais baixos do Brasil aos seus policiais militares.

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