Posto 6 em 1902: Cantinho da alegria

Cabaret Mme. Louise Chabas, Mére Louise

O Posto 6 da Praia de Copacabana ficou conhecido como “o cantinho da alegria” dos cariocas no século XIX. No local, a colônia de pescadores, que até hoje se mantém com o famoso arrastão, misturava-se aos romeiros que vinham para a festa da igrejinha e, mais tarde, aos freqüentadores do Cassino Atlântico, que, após a proibição do jogo no governo do marechal Dutra, serviu de sede para a TV Tupi, a partir de 1955.

Na rua da Igrejinha (atual Francisco Otaviano) com Avenida Atlântica, ficava também a casa da francesa Mère Louise, que se tornou um dos cabarés mais famosos do país. Em 1902, o jornalista Edmundo Bittencourt, proprietário do jornal Correio da Manhã e morador do local, adquiriu a casa e alugou para a francesa Mme. Louise Chabas, que instalou um restaurante no local. A casa começou a funcionar em 1907, com o objetivo de ser um “café-dançante”, no estilo dos cabarés parisienses.

Chalet Mére Louise e vizinhança - 1909

 Um ano depois a sua inauguração, O Mère Louise foi citado por diversos jornais cariocas pela qualidade de sua cozinha.
Apesar do sucesso, em 1910, Mme. Chabas vendeu seu estabelecimento à Cervejaria Brahma. Apoiado na fama de sua antiga proprietária, o Mère Louise ainda sobreviveu durante alguns anos, mas seu toque parisiense de cabaré se perdeu e a casa se transformou num hotel “suspeitoso”, sendo fechado pela polícia do 30º Distrito Policial, em 1931. No seu local, em 1934, Alberto Bianchi construiu o Cassino Atlântico, modalidade de entretenimento que já chegara ao bairro em 1923 com o Copacabana Palace

3 Respostas para “Posto 6 em 1902: Cantinho da alegria

  1. Pingback: Hipertexto: Mère Louise, um cabaré western em Copacabana – Jornal RelevO

  2. MARCELA LIMA DO COUTTO GIL

    Olá! Estou fazendo uma pesquisa sobre a história do Cassino Atlântico e encontrei fontes como o Jornal A Batalha, de fevereiro de 1939, que fala sobre a nomeação do NOVO DIRETOR Alberto Bianchi assim como a página 48 da seção 1 do Diário Oficial da União de 8 de junho de 1942 que aponta para outro possível responsável pela construção do prédio, Paulo Henrique da Rocha Gomes, assim como relatado por sua filha e sua neta.

  3. Pingback: Série “Avenidas e ruas do Brasil” VII – A avenida Atlântica, em Copacabana, no Rio de Janeiro | Brasiliana Fotográfica

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