Rua Tonelero

Rua Tonelero do início do séc. XX - Foto: Augusto Malta

Essa via é a única rua, entre aquelas oferecidas por Alexandre Wagner em 1874 à Municipalidade que até hoje conserva a denominação original.

Na década de 90, do século XIX, formou-se a Empresa de Construções Civis para lotear Copacabana. Essa empresa foi criada por Alexandre Wagner, seus genros Otto Simon e Theodoro Duvivier, junto com Paula Freitas e Torquato Tapajós. 

Rua Tonelero com a Siqueira Campos 1960

Rua Tonelero com a Siqueira Campos 1960

Em 1891 a empresa comprou as propriedades de Alexandre Wagner que iam das proximidades da ladeira do Barroso até o Leme, para abertura de ruas e construções de casas. Assim como outras daquelas ruas que receberam os nomes de batalhas e combates da Guerra do Paraguai, a Tonelero celebra a passagem das tropas brasileiras no combate realizado em 17 de dezembro de 1851 contra as forças argentinas do ditador Juan Manuel de Rosas.

Segundo o Recenseamento Geral de 1920, a Tonelero possuía 90 prédios, sendo 54 térreos, 20 assobradados e os restantes com dois ou três pisos.

A rua entrou dramaticamente na história do Brasil porque aconteceu nela, próximo ao edifício Albervânia, o famoso atentado em princípios de agosto de 1954 ao jornalista e deputado Carlos Lacerda, episódio no qual morreu o Major da Aeronáutica Rubens Vaz, e foi o estopim da crise que culminou no suicídio do Presidente Getúlio Vargas. Lacerda apenas se feriu no pé.

Em 1963 foi inaugurado pelo já então Governador Carlos Lacerda, o túnel Major Vaz, com 220m, ligando a rua Tonelero à Pompeu Loureiro, criando assim uma saída para esta via, que passou a se constituir num importante acesso para os motoristas de Copacabana que seguem para a Lagoa Rodrigo de Freitas, pelo corte do Cantagalo.

Rua Tonelero e tunel Major Rubem Vaz

Final da Rua Tonelero na entrada tunel Major Rubem Vaz - Foto: Sérgio Luiz

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