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Postos de Salvamento do orla serão reformados

Os banhistas mais atentos de Copacabana e Ipanema já perceberam: os postos 5 e 9 da orla carioca ganharam tapumes verdes durante a semana. No entanto, o motivo é nobre: a Orla Rio, concessionária responsável pela operação e manutenção dos quiosques e postos, começou a modernização das 27 unidades. Os dois primeiros serão entregues em 90 dias.

Em até dois anos, todos os postos de salvamento já terão sido reformados: o investimento total é de R$ 6 milhões.

As grades vão ser substituídas por painéis de vidro e alumínio, privilegiando a visão do projeto original dos postos, do arquiteto Sérgio Bernardes, mais dois sanitários femininos e um masculino serão implantados para diminuir o problema das filas e o acesso aos portadores de necessidades especiais será ampliado.

A preocupação com a sustentabilidade também faz parte do novo projeto: placas solares serão responsáveis por gerar energia para iluminação interna, dutos vão reaproveitar a água do banho para uso nos vasos sanitários e os decks serão feitos de madeira plástica, obtida da reciclagem de garrafas pet.

“A reforma alia a vontade de prestar serviço melhor a cariocas e turistas, com o resgate da leveza do projeto original, sem esquecer de contemplar a preservação ambiental”, conta João Marcello Barreto, presidente da Orla Rio.

Fonte: Do Metro RJ noticias@band.com.br

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Copa de 2014 terá estádios verdes

Mais caros de construir e mais baratos de manter, estádios terão captação de energia solar e de água da chuva

O governo federal optou por investir em tecnologias ambientalmente vantajosas na construção dos estádios brasileiros para a Copa de 2014. “A economia das arenas verdes, como são chamadas, significa que são mais caras de construir, porém, há um ganho ao longo do tempo porque são mais baratas de manter”, explica o ministro dos Esportes, Orlando Silva.

A construção e modernização dos estádios atende a um anseio de um povo apaixonado por futebol, mas também será um dos cartões de visita para a comunidade internacional que visitará o Brasil. “A Copa do Mundo é uma grande oportunidade para que o mundo conheça a incrível diversidade do País e nossa democracia, que deve ser uma das mais amplas do mundo”, diz o ministro.

Os 12 estádios que servirão à Copa de 2014 devem estar prontos no final de 2013. “No final de 2012, nós vamos ter oito estádios preparados completamente para os jogos e, para a Copa das Confederações em 2013, serão 10 estádios prontos”, conta Silva.

Aquecimento – O Brasil passa por um momento de aquecimento da economia, o que também se reflete no custo dos projetos para a Copa. O mercado da construção civil está em expansão motivado pela inclusão social e pelos programas governamentais como o Minha Casa Minha Vida, que projeta a construção de 2 milhões de moradias; e o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) que prevê grandes obras de infraestrutura. Isso faz com que o custo por assento nos estádios de 2014 seja de US$ 6 mil, o dobro da média internacional.

O Ministério do Esporte estima que o evento vai gerar 700 mil empregos diretos e indiretos, o que contribui para o processo de crescimento econômico sustentável. No momento, há 25 projetos de desenvolvimento do País diretamente ligados aos jogos de 2014, sendo que 13 deles são de modernização de aeroportos. O primeiro ciclo de planejamento, iniciado em 2009 e que vai até o fim de 2011, inclui investimentos de 15 bilhões de dólares em projetos prioritários de infraestrutura, como estádios, aeroportos, portos e obras de transporte urbano. O Comitê Gestor agora trabalha para assegurar que esses projetos estejam prontos para receber os três milhões de turistas brasileiros e os 600 mil visitantes internacionais esperados para 2014.

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O abandono da estátua de bronze do Colunista Social Ibrahim Sued

Ibrahim Sued

Enquanto os diversos monumentos da Cidade do Rio de Janeiro estão passando por processo de manutenção de seu patrimônio público, a estátua de bronze do jornalista Ibrahim Sued, exposta desde 2003 em frente ao Copacabana Palace Hotel, continua no mais completo abandono. O jornal que ele segurava foi furtado e a estátua está oxidada. Bola preta (frase de Ibrahim) para as autoridades que não fazem a manutenção da estátua. Segundo fonte do hotel, a manutenção não é de sua responsabilidade.

Sobre o personagem

O Colunista Social Ibrahim Sued, iniciou a sua carreira na imprensa como repórter fotográfico em 1946, fazendo plantão nas redações das sete horas da noite às sete da manhã. Adquiriu reputação ao cobrir a visita do então comandante das tropas aliadas na 2ª Guerra Mundial, general Dwight D. Eisenhower, ao Brasil. Na ocasião, fez uma fotografia em que Otávio Maganbeira parecia beijar a mão de Eisenhower, utilizada pelos críticos que, à época, combatiam o que chamavam de “servilismo” brasileiro em relação aos Estados Unidos. Ao longo de seus 45 anos de existência publicou vários furos como a notícia de que Emílio Garrastazu Médici seria o próximo presidente, a nota sobre uma doença ainda desconhecida que estava atingindo principalmente homossexuais e denominava-se AIDS, entre outras.

Ainda na década de 1940, foi companheiro de boemia de personalidades como Carlinhos Niemeyer, Sérgio Porto, Paulo Soledade e Heleno de Freitas, com quem fundou o Clube dos Cafajestes.  Trabalhou com Joel Silveira na revista Diretrizes. Começou a conhecer gente, frequentar festas e a piscina do Copacabana Palace Hotel. De pequenas notícias na seção “Vozes da Cidade”, no recém-fundado “Tribuna da Imprensa” de  Carlos Lacerda, passou a fazer a coluna “Zum-Zum”, no “A Vanguarda” (1951).

Em 1954, passou a trabalhar no “O Globo”, onde permaneceu até falecer, em 1995. Ali se destacou, assinando uma coluna social que marcou época e influenciou jornalistas como Ancelmo Gois e Ricardo Boechat. Causou polêmicas com as suas listas das “Dez mais”: as dez mais belas mulheres, as dez mais elegantes e as dez melhores anfitriãs da sociedade carioca. A sua coluna passou a ser lida por todas as camadas sociais a partir do final da década de 1950, tendo passado a conviver com personalidades famosas no Brasil e no exterior.

Cunhou expressões (“bordões”) que se tornaram marcantes como “De leve”, “Sorry periferia”, “Depois eu conto”, “Bola Branca”, “Bola Preta”, “Ademã que eu vou em frente”, “Os cães ladram e a caravana passa”, “Olho vivo, que cavalo não desce escada”, dentre outras.

Considerado como um homem elegante, contou certa vez que, no início da sua carreira tinha apenas um terno, que deixava todo dia debaixo do colchão de sua cama, para que não perdesse o vinco.

Morto em 1995, escreveu mais de 15 mil colunas ao longo de 45 anos: uma seleção delas foi reunida no livro “Em sociedade tudo se sabe”, sendo pois, homenageado em 2003 com uma estátua em frente ao Copacabana Palace Hotel.

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