Arquivo da categoria: Megaeventos

Mapa de teleférico que ligaria Copacabana à Tijuca é descoberto na Alemanha

Faz cem anos que o bondinho do Pão de Açúcar alçou os ares pela primeira vez, em 27 de outubro de 1912. Feito de madeira e pintado de amarelo, o “camarote carril”, como era chamado, deslizou da Praia Vermelha até o Morro da Urca, levando 577 passageiros no dia da inauguração, depois de pouco mais de três anos de obras e planejamento. No meio da construção, entre a abertura do primeiro trecho, até o Morro da Urca, e a inauguração do segundo, até o Pão de Açúcar, o mapa de outro teleférico — ligando Copacabana à Tijuca — foi elaborado. A data colocada no mapa que passou cem anos guardado numa gaveta é 5 de novembro de 1912.

O teleférico que iria de Copacabana até a Tijuca foi planejado pela empresa alemã Julius Pohlig AG, a mesma chamada pelo engenheiro brasileiro Augusto Ferreira Ramos para construir o bondinho do Pão de Açúcar. O mapa foi encontrado no Arquivo Industrial Renano-Westfaliano (RWWA, na sigla em alemão), em Colônia, na Alemanha, justamente por conta do centenário do bondinho do Pão de Açúcar: funcionários fizeram uma busca para ver se achavam algo interessante para o prefeito de Colônia levar ao Rio na sua próxima visita.

— Dentro do material do bondinho do Pão de Açúcar, achamos um mapa com o título “Situação do projetado teleférico de pessoas”. Quando se diz que algo é “projetado”, significa que existia uma intenção concreta de realizar o projeto — conta Ulrich Soénius, diretor do RWWA. — Nós pensávamos que só podia ser o mapa da construção do bondinho até o Pão de Açúcar. Até que eu reparei que no mapa havia sete paradas e passagem pelo Corcovado.

A Companhia Caminho Aéreo Pão de Açúcar havia solicitado a projeção de mais um teleférico espetacular conectando os mais altos morros cariocas. Desenhado à mão, o mapa mostra a linha detalhada de um teleférico. O caminho tem paradas no Morro da Saudade, no Corcovado e no Morro da Formiga.

— Julius Pohlig, fundador da empresa, era famoso pelo conhecimento na área de transporte teleférico. Ele queria construir bondinhos pela extração de carvão nas minas alemãs. Como ele conseguiu o convite de construir o bondinho do Pão de Açúcar, a gente não sabe, mas, sem dúvida, era uma sensação, o morro já era famoso mundialmente — diz o diretor do RWWA.

Engenheiro diz que projeto seria viável
Por causa de um incêndio no antigo prédio da Julius Pohlig AG, perderam-se documentos como correspondências entre a empresa alemã e a empresa de Augusto Ramos. Por isso faltam informações que expliquem por que o teleférico Copacabana-Tijuca não saiu do papel.

— Talvez o projeto não tenha sido realizado por motivos financeiros — acredita Soénius.

Diretor do Clube de Engenharia, Luiz Carneiro de Oliveira analisou o mapa alemão. Ele nunca tinha ouvido falar sobre o ambicioso projeto.

— O mapa mostra a ligação através de teleférico de Copacabana até a Fábrica das Chitas, perto da Praça Saens Peña. O desenho parece perfeitamente viável em termos de engenharia. Na época em que foi concebido, seria um projeto espetacular, caro e turístico, já que não tem capacidade de transporte de massa. Era para quem quisesse passear vendo a paisagem — afirma Oliveira, que acredita que o projeto teria sido idealizado por Augusto Ramos.

— O trigrama CHR no mapa antigo poderia ser do engenheiro alemão — estima Soénius.

Julius Pohlig fundou sua primeira empresa em 1874. Através de fusões, a empresa de Julius tornou-se mais tarde a companhia Pohlig-Heckel, presente no Brasil desde 1955.

— Em 1903, dez anos antes de terminar as construções do bondinho do Pão de Açúcar, Pohlig já tinha se retirado da empresa, mas com certeza ainda agiu como consultor nas obras do Rio — diz Ulrich Soénius.

Fonte: Blog Pedra do Leme

2 Comentários

Arquivado em AMBIENTE URBANO, Concessionárias de serviços públicoss, Crime ambiental, Megaeventos, Nossos bairros, Patrimônio público, Plano Diretor

Definidos locais do Fifa Fan Fest no Brasil

A Fifa e o Comitê Organizador Local (COL) da Copa de 2014 definiram os 12 locais que receberão edições do Fifa Fan Fest em todo o País. São locações simbólicas nas cidades-sede, onde serão realizados eventos públicos para a transmissão dos jogos, reunindo milhares de torcedores.

Em São Paulo, o Fifa Fan Fest acontecerá no Vale do Anhangabaú, enquanto no Rio de Janeiro, será na Praia de Copacabana. A Praça da Estação será o palco do evento em Belo Horizonte; já em Brasília, o local escolhido foi a Esplanada dos Ministérios.

As outras locações do Fifa Fan Fest são as seguintes: Parque das Exposições (Cuiabá); Parque Barigui (Curitiba); Praia de Iracema (Fortaleza); Memorial Encontro das Águas (Manaus); Praia do Forte (Natal); Largo Glênio Peres (Porto Alegre); Marco Zero (Recife), e Jardim de Alah (Salvador).

Para Thierry Weil, diretor de marketing da Fifa, o Fifa Fan Fest proporciona à Fifa e ao COL uma plataforma para fortalecer a experiência dos torcedores na Copa do Mundo. “Nós estamos muito satisfeitos com o entusiasmo mostrado pelas sedes até agora e estamos ansiosos para realizar, juntos, esse evento espetacular em 2014”, diz.

Já o ex-jogador Ronaldo, membro do Conselho de Administração do COL, acredita que o Fifa Fan Fest representa a parte mais emocionante do futebol e da Copa do Mundo da Fifa, com milhares de torcedores reunidos para assistir a uma partida e comemorar juntos. “Como brasileiros, nós sempre tivemos o hábito de torcer por nossa seleção em grandes festivais populares, em todo o país. Por isso, tenho certeza que será o melhor Fifa Fan Fest de todos os tempos”.

O Fifa Fan Fest foi criado após o sucesso dos eventos públicos de transmissão não oficiais realizados na Coreia, em 2002, e entrou para o calendário oficial da Copa do Mundo na Alemanha, em 2006. Mas seu conceito foi desenvolvido posteriormente, já na Copa do Mundo de 2010, quando, além das sedes sul-africanas, seis locações internacionais sediaram o evento, que reuniu mais de seis milhões de fãs do futebol durante os 31 dias do campeonato mundial.

Deixe um comentário

Arquivado em AMBIENTE URBANO, Crime ambiental, Futebol de praia, Megaeventos, Privatização dos espaços públicos

Nature Capitale chega ao Brasil em junho

A orla da praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, receberá entre 16 e 17 de junho o Nature Capitale, um dos maiores eventos de arte ambiental do mundo. O evento, que chega ao País pelas mãos da Nature Capitale Brasil, sociedade entre a Playcorp e a Nature Capitale Internacionale, ocorrerá durante a semana do Rio+20 e da C40.

Com investimentos previstos da ordem de R$ 9,5 milhões, a iniciativa unirá milhares de canteiros de plantas e árvores brasileiras por cerca de um quilômetro da Avenida Atlântica. O plano comercial prevê 16 cotas (duas máster, no valor de R$ 1,6 milhão; quatro premium, de R$ 890 mil; e dez de expositor, no valor de R$ 490 mil).

Projeção da organização de como ficará a Avenida Atlântica Crédito: Divulgação/Nature Capitale: um evento de Gad Weil

A expectativa da organização é receber 2 milhões de visitantes. Idealizado pelo artista de rua Gad Weil, o Nature Capitale foi realizado pela primeira vez em Paris, há dois anos, e teve uma edição em Lyon, no ano passado. No Brasil, conta ainda com o apoio oficial do Rio+20, da Empresa de Turismo do Município do Rio de Janeiro (Riotur), da Prefeitura do Rio de Janeiro e o incentivo da Lei Rouanet.

Fonte: Meio &  Mensagem

Deixe um comentário

Arquivado em AMBIENTE URBANO, Cidades sustentáveis, Megaeventos, Rio + 20

Plantio de árvores em Copacabana deve neutralizar carbono do Réveillon

A Riotur iniciou na semana passada, por meio de uma ONG Instituto Terra de Preservação Ambiental, o plantio de 1.411 mudas de árvores nativas da Mata Atlântica, reunindo mais de 20 espécies, no município de Miguel Pereira.  O plantio das mudas visa a neutralizar o carbono emitido durante o réveillon do Rio de Janeiro, na virada de 2011 para 2012.

O secretário municipal de Turismo, Antonio Pedro Figueira de Mello, destacou que o réveillon do Rio foi um grande exemplo de como produzir eventos “de forma inteligente e sustentável”. Ele espera que, com a proximidade da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, que ocorrerá em junho, os eventos fiquem cada vez mais comprometidos com o meio ambiente.

As 1.411 mudas correspondem à neutralização de 260 quilos de gás carbônico gerados na produção do réveillon de Copacabana, informou o ambientalista Roberto Vamos. Para chegar às 1.411 mudas, ele calculou a quantidade total de combustível gasto em todas as operações de montagem e desmontagem das estruturas, nos geradores de energia e, também, nas barcas que levaram os fogos à Praia de Copacabana.

Segundo Roberto Vamos, o projeto de reflorestamento que vem sendo implementado pela ONG Instituto Terra de Preservação Ambiental foi determinante para a escolha do município de Miguel Pereira para o plantio, como forma de neutralizar as emissões de gases da produção do réveillon. “O projeto é feito na bacia do Rio Guandu. Então, o benefício que vai ter não é só para a população de Miguel Pereira. Vai ser para a cidade do Rio de Janeiro também, porque a gente vai estar preservando os mananciais de água que abastecem o rio”.

O ambientalista ressaltou que a ideia é fazer a neutralização de carbono emitido em todos os eventos privados e públicos que ocorram na capital fluminense. “Acho que cada vez mais vai haver agora essa demanda, não só por parte de produtores privados, como também por parte de eventos dos governos, como a Copa do Mundo e as Olimpíadas”. A neutralização de carbono deverá ser posta em prática também na Rio+20. “Pense só no fato de que estão sendo esperadas entre 40 mil e 50 mil pessoas no Rio de Janeiro”, destacou ele.

Roberto Vamos sugeriu, contudo, que a neutralização de gases emitidos individualmente deve ser responsabilidade de cada cidadão. Ele indicou que algumas ONGs, como a Fundação SOS Mata Atlântica, dispõem de ferramentas por meio das quais as pessoas podem “comprar” árvores virtualmente, visando ao seu plantio em vários locais do país.

Deixe um comentário

Arquivado em Agenda 21, AMBIENTE URBANO, Cidades sustentáveis, Ideia sustentável, Megaeventos, Réveillon, Rio + 20

Bono Vox vai cantar de graça na praia de Copacabana

Bono Vox (Foto: Reuters)

Bono Vox vai cantar de graça na praia de Copacabana. A informação é da coluna de Leo Dias, do jornal o Dia. Segundo a publicação, o líder do U2 é um dos principais convidados da ‘Rio + 20 – Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável’, que vai acontecer na cidade no meio do ano. Bono vai se apresentar no dia 24 de junho.

Além do show gratuito na Praia de Copacabana da Copa do Mundo em 2014, o U2 também planeja gravar um DVD no Corcovado na mesma época. Segundo a coluna de Mônica Bergamo, publicada no jornal “Folha de São Paulo, a idéia é convidar parceiros para cantar com a banda. A renda seria revertida para projetos humanitários do mundo todo. Entre os brasileiros que Bono Voz quer convidar estariam Ivete Sangalo, que ele adora, e o Roberto Carlos.

2 Comentários

Arquivado em Megaeventos, Privatização dos espaços públicos, Rio + 20

R$ 300 mil para um show do Latino no Réveillon de 2012 que termina em barraco

O clima era de festa, mas a gravação do DVD de Latino na festa de Réveillon na praia de Copacabana, teria terminado em barraco. No final do show do cantor, a prefeitura do Rio teria resolvido desligar o som do palco principal armado em frente ao Copacabana Palace Hotel.

O motivo da interrupção do show de Latino seria o DJ francês David Guetta, que iria tocar logo depois, e não gostou de ver Latino se apresentando como DJ, ameaçando não subir mais ao palco montado na areia da praia. Então, o cantor Latino teria deixado o palco sem se despedir do público e, por muito pouco, ele e Antônio Pedro Figueira de Mello, presidente da Riotur e Secretário Municipal de Turismo, não teriam se agredido.

Pelo Twitter, Latino tentou amenizar a situação: “Foi porque o tempo permitido já tinha esgotado. Quando me toquei já era tarde.”

Antes que me esqueça

O cantor Latino recebeu R$ 330 mil para cantar no Réveillon de 2012 na Praia de Copacabana.

Normalmente um show do artista custa em torno de R$ 90 mil, valor quatro vezes menor do que ele ganhou na virada do ano.

No total, as oito atrações que se apresentaram em Copacabana custaram aos cofres público, R$ 1 milhão para a empresa Riotur.

Deixe um comentário

Arquivado em AMBIENTE URBANO, Megaeventos, Privatização dos espaços públicos, Réveillon

Quase 900 pessoas são encaminhadas a delegacia no Rio

Foto: Cristina Reis

A cidade do Rio de Janeiro contabilizou, em um mês, 887 pessoas encaminhadas para as delegacias. Motivo: urinar nas ruas da capital fluminense. O número se refere à quantidade de foliões que foram parar nas delegacias desde o primeiro dia dos desfiles dos blocos pré-carnavalescos até a noite de terça-feira (21/2). No carnaval do ano passado, 777 pessoas foram encaminhadas às delegacias pelo mesmo motivo. As informações são do portal Estadão.

O esquema especial de monitoramento e fiscalização montado pela Secretaria Especial da Ordem Pública (Seop) para o carnaval 2012 atuou com 8.600 pessoas entre agentes da guardas municipais. O esquema segue até o próximo domingo (26/2).

A fiscalização percorreu os principais blocos da cidade, no Sambódromo e Terreirão, além de ter realizado o ordenamento de eventos do carnaval em vários pontos da cidade: Cinelândia, Avenida Rio Branco, Lapa, 28 de setembro, Intendente Magalhães, Praça Saens Peña, Largo da Taquara, Largo Verdum e Paquetá.

Agentes da Seop retiraram 36 estruturas (tendas e dois banheiros de madeira) montadas irregularmente em área pública. A fiscalização atuou também na concentração, no trajeto e na dispersão dos principais blocos, fazendo com que cumprissem os horários previstos para melhorar a fluidez dos desfiles e liberar o tráfego após o seu encerramento.

No desfile do tradicional bloco Cordão do Bola Preta, no sábado de carnaval, agentes impediram ainda a realização de dois bailes funks, inclusive com a participação de DJs, que ocorriam na Avenida Rio Branco durante o desfile do bloco.

Foto: Cristina Reis

Deixe um comentário

Arquivado em AMBIENTE URBANO, Carnaval, Crime ambiental, Delegacia Estadual de Segurança, Guarda Municipal, Megaeventos, Ministério Público, Secretaria de Ordem Pública, Subprefeitura da zona sul

GE quer contrato com Rio para replicar Jogos de Londres

Garantir o abastecimento de energia durante a Olimpíada de 2016 será um dos principais desafios do Rio, acredita Tony Gale, gerente-geral da General Electric (GE) para os Jogos de Londres em 2012. A empresa mira exatamente nessa brecha para tentar conquistar contratos no País. Um dos objetivos é vender como solução o uso de cogeração de energia para as instalações olímpicas, como foi feito em Londres. “Experiência é o que mais podemos oferecer ao Rio”, disse o executivo.

O Parque Olímpico londrino, praticamente pronto um ano antes da cerimônia de abertura, conta com três máquinas de cogeração, a partir do gás natural, numa potência total de 10 MW. Esse foi o caminho escolhido para cumprir a meta de redução de 50% das emissões de CO2 durante o evento.

A tecnologia aproveita o calor produzido durante a geração de energia, que normalmente é desperdiçado no processo. Dessa forma, limita as perdas e atinge eficiência de 90%. Na Europa, o sistema é majoritariamente ineficiente e, em média, apenas 37% da energia contida no combustível é aproveitada.

No Reino Unido, o uso da cogeração vem crescendo e hoje responde por 11% da oferta, número com potencial para dobrar, segundo Leon Jansen van Vuuren, líder regional para a Europa Ocidental da GE. O sistema estará presente, por exemplo, no Shard, o maior prédio da Europa, com 310 metros, a ser inaugurado em Londres em 2012.

O Guys Hospital, no centro da capital britânica, gastou 1 milhão de libras (cerca de R$ 3 milhões) para montar equipamento de cogeração a partir do gás natural com potência de 3MW. Conforme o hospital, a economia obtida com a conta de energia é de 1,5 milhão de libras (R$ 4,5 milhões) por ano.

No caso londrino, a estrutura de cogeração levou anos para ser construída. “Sem dúvida, o sistema pode ser usado no Rio”, disse Gale, da GE. A diferença é que teria de ser algo mais descentralizado. Em Londres, os Jogos estarão concentrados no Parque Olímpico localizado no leste da cidade, onde ficam as três máquinas de cogeração. No Rio, as competições irão se espalhar pela Barra, Copacabana, Maracanã e Deodoro.

“Além da questão do consumo, o Rio precisa olhar para a segurança, de forma a impedir que o abastecimento de energia caia durante os Jogos”, afirmou Gale. O executivo acredita que Londres poderá oferecer dados sobre o uso de energia durante as competições e o comportamento nos momentos de pico para servir de parâmetro ao evento em 2016.

Brasil e Reino Unido vêm fechando parcerias e trocando informações sobre os Jogos Olímpicos. “Acho que algumas coisas podem ser replicadas no Rio, mas outras devem ser locais, pois o governo pode ter outras prioridades”, disse Simon Wright, diretor de infraestrutura da Autoridade Olímpica Britânica (OBA, na sigla em inglês).

Em Londres, a questão da eficiência e economia de energia tem peso relevante no projeto. Tanto que, além da cogeração, os organizadores incluíram no mix o uso de biocombustível a partir de restos de madeira – que são transportados principalmente por barco, e não por rodovia, para reduzir as emissões de CO2.

Entretanto, os organizadores não conseguiram cumprir a meta de uso de 20% de energia renovável nos Jogos de Londres, disse Wright, porque a ideia de produzir energia eólica não deu certo. O objetivo inicial era construir uma turbina no Parque Olímpico, mas novas regulamentações introduzidas no ano passado impediram que o projeto ficasse pronto a tempo.

Deixe um comentário

Arquivado em Agenda 21, AMBIENTE URBANO, Cidades sustentáveis, Copa Mundial 2014 e Jogos Olímpicos 2016, Megaeventos, Privatização dos espaços públicos

O QUE HÁ POR DETRÁS DAS ARQUIBANCADAS

Terminou no ano passado (24/11), a Soccerex, a feira mundial de negócios da Fifa, realizada no Rio de Janeiro, em plena Copacabana. Ali, comecei a entender e desnudar o que há por detrás das arquibancadas, pois o cenário do futebol para a maioria dos mortais está limitado às quatro linhas e suas arquibancadas barulhentas e apaixonadas.

Foram quatro dias de ações, palestras, debates, mas principalmente e prioritariamente, efetivação de negócios. O público trajando roupas esportivas e descontraídas foi substituído por executivos e executivas de terno, gravata e vestidos, discutindo, fomentando e desenvolvendo negócios em torno de tudo que permeia o futebol, desde a construção de estádios, passando por serviços de consultoria até a oferta de gramas sintéticas com materiais de última geração tecnológica, tudo isto envolvendo vultosos valores em dinheiro.

Mesclados a esses executivos, encontramos ex-jogadores de várias seleções campeãs do mundo transformados em embaixadores de marcas e produtos, os quais emprestam suas imagens para atingir os objetivos de grandes grupos de negócios, tudo isto em um planejado e estudado plano estratégico de negócios.

Mas, paralelamente, fomos confrontados com realidades que não podem ser encobertas nesse mercado, pois o investimento em uma Copa do Mundo não é só dos governos que sediarão os jogos e suas estruturas, mas também das empresas que investirão. Os aportes previstos são de três a 150 milhões de reais cada uma em torno da Copa 2014, em lançamento de produtos, fixação de marcas e ativações diversas, visando ao aumento de vendas e à consolidação de resultados efetivos.

Frente a isso, enquanto se discutiam milhões e milhões no exuberante e inovador pavilhão de negócios erguido no Forte de Copacabana, o confronto entre o crime organizado e o Governo do Rio de Janeiro era latente e alarmante, trazendo aos mais de 2,5 mil executivos estrangeiros de empresas dos cinco continentes um temor velado, que podia ser sentido no ar de apreensão e nas conversas nas áreas de café e nos lobbies dos hotéis, que estavam todos lotados para receber os mais de cinco mil inscritos neste evento.

Enquanto se fomentavam negócios, perguntava-se onde estavam os planos de infraestrutura do governo para a solução de aeroportos e portos ou o planejamento das cidades-sedes sobre a demanda hoteleira, infraestrutura de hospitais e capacitação de pessoal, esta última de vital importância, mas que está sendo deixada na última linha da lista de prioridades.

A quatro anos da Copa, só se fala em construção de estádios e nada sobre como se chegar a eles e quais os legados da competição. Um bom exemplo é o Estádio Olímpico João Havelange, o Engenhão, um elefante branco erguido para atender aos Jogos Panamericanos e que não teve um plano de urbanismo e um planejamento estratégico do entorno, transformando em “caos” para a população e torcedores o acesso a jogos, pois as ruas do bairro continuam estreitas e modeladas como há 60 anos.

Precisamos pensar e agir estrategicamente e entender que, paralelamente às grandes construções e investimentos em infraestrutura, deve-se investir em pessoas, em treinamento, em gestores capacitados para administrar, conduzir e operar todos os babilônicos empreendimentos que estão sendo implantados, pois só se pensa em ganhar, e estamos esquecendo de pensar o todo, especialmente no elemento humano que terá que operar todas estas obras e serviços.

As empresas têm falado muito em humanizar as ações. Pois bem, esta é uma ótima oportunidade de colocar esse discurso marqueteiro em prática. É uma boa chance política para os governos mostrarem seu papel de gestores e aplicarem políticas públicas em torno da capacitação de pessoas para construir um mercado de turismo forte e consistente.

Chega de vendermos mulheres nuas e prostituição infantil. Temos uma chance de criar um negócio de longa duração e de um legado espetacular que é o ESPORTE COM TURISMO SUSTENTÁVEL, pois nenhum país tem a convergência de fatores que temos aqui no Brasil – povo charmoso e acolhedor, mais locais paradisíacos, mais áreas de sustentabilidade naturais, mais gastronomia e área de expansão de negócios. Enquanto os países árabes e asiáticos criam ilhas artificiais de entretenimento e obtêm sucesso, temos aqui todo este potencial de maneira natural.

Que parte dos bilhões que serão investidos nesta Copa possa ser destinada à capacitação de pessoas, à formação de gestores preparados e especializados em administração do esporte, de executivos de negócios com graduação em negócios esportivos. Não podemos perder essa chance de criar um dos mais promissores cenários de negócios do esporte do mundo, e só nos resta bradar a frase de um célebre jornalista: ACORDA, BRASIL

POR MARCO GARCIA – Promoview

Deixe um comentário

Arquivado em Copa Mundial 2014 e Jogos Olímpicos 2016, Governo do Estado, Megaeventos, Projeto Urbanístico, Secretaria de Ordem Pública

OS EVENTOS MUNDIAIS E AS OPORTUNIDADES NAS LEIS DE INCENTIVO

A realização da Copa do Mundo e das Olimpíadas no Brasil pode ser uma ótima oportunidade para as empresas captarem recursos e patrocínios por intermédio da Lei de Incentivo ao Esporte (Lei nº11.438/06). O país anfitrião sempre redobra os seus esforços na preparação dos seus desportistas e aumenta significativamente a quantidade de medalhas da sua delegação na maior festa do esporte mundial. Mas, as empresas devem estar atentas ao planejamento e às formas de captação do recurso.

De acordo com a Lei, pessoas físicas ou jurídicas podem destinar uma parcela do imposto de renda em benefício de projetos desportivos nacionais. Mas, embora as vantagens sejam muitas, a oportunidade não está sendo bem aproveitada, tanto por escassez de projetos que se adequem ao comando da Lei, quanto por desconhecimento do setor empresarial.

Dados do Ministério do Esporte revelam que, no último ano, houve uma explosão de pedidos de incentivo, quase triplicando o volume de 2008, ao alcançar 1.692 projetos apresentados. Porém, só 323 projetos foram aprovados, ou seja, 19,1%.

De acordo com o advogado José Mauricio Paiva, alinhar os objetivos do projeto com as diretrizes da Lei é o principal ponto a ser observado. “No primeiro momento, é preciso alinhar um projeto às Diretrizes da Lei e, posteriormente, encontrar algum contribuinte, pessoa física ou jurídica, com interesse em apoiar aquele determinado projeto, verificando a disponibilidade de recursos daquele contribuinte”, ressalta.

 

Marca oficial das Olimpíadas Rio 2016 que foi apresentada oficialmente no Réveillon do Rio de Janeiro.

Para que a aprovação se concretize, a instituição proponente do projeto deve cumprir com alguns requisitos previstos pelo Ministério: capacidade técnica operacional do proponente, viabilidade orçamentária e correto enquadramento na manifestação esportiva (metas claras e factíveis, metodologia, grade de horários, locais de execução, profissionais etc.).

As estatísticas do Ministério do Esporte demonstram que, após aprovado, o sucesso na captação tem sido relativamente positivo, já que, em 2009, 66,8% dos projetos conseguiram recursos, representando mais de 110 milhões de reais para o setor. O advogado explica que, no caso das pessoas físicas, pode-se deduzir até 6% do Imposto de Renda devido. No caso de empresas, deve ser pessoa jurídica tributada com base no lucro real, podendo deduzir-se até 1% do Imposto de Renda devido.

Além da isenção fiscal, existem outros benefícios quando se investe no esporte. “É muito positivo relacionar a sua marca a um estilo de vida saudável e prazeroso. É uma ferramenta de marketing gratuito, incentivada legalmente pelo Governo”, lembra Paiva.

Outras vantagens apresentadas pelo advogado são: a marca da empresa pode ser exposta em todos os bens e serviços viabilizados pela Lei, juntamente com as marcas do Governo, como patrocínio; o apoio reforça a responsabilidade social da empresa e possibilita a execução de projetos que precisam de apoio e não possuem outro meio para serem executados. “Esse é o momento para as empresas apresentarem os seus projetos e garantirem um espaço no mercado esportivo”, afirma Paiva.

Fonte: Promoview

Deixe um comentário

Arquivado em Copa Mundial 2014 e Jogos Olímpicos 2016, Megaeventos