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Indústria não recolhe embalagens, mas rejeita o rótulo de poluidora

Garrafas sujam as areias da Praia da Bica, na Ilha do Governador: reciclagem de embalagens está no centro de uma polêmica nacional. Marcelo Piu / O Globo

Num desabafo, o secretário estadual do Ambiente, Carlos Minc, toca num vespeiro que tem agitado reuniões em Brasília sobre a Política Nacional de Resíduos Sólidos, na qual a reciclagem das embalagens — valiosa fatia de 30% do lixo doméstico brasileiro — está no centro das discussões. A polêmica sobre a responsabilidade das empresas nesse processo é o tema da sexta reportagem da série “Desleixo insustentável”.

— O que me causa estranheza é que as mesmas multinacionais, de diversas áreas, que nos países europeus sustentam um modelo eficiente de reciclagem das embalagens, aqui resistem, esbravejam. Sabem como funciona um sistema de sucesso, mas não querem colocá-lo em prática no Brasil — afirma Minc.

A Secretaria estadual do Ambiente já tem um plano piloto com base na concepção de reciclagem europeia. Ele será testado em cidades da Região Serrana, como Petrópolis e Três Rios, e será baseado no modelo de Portugal, denominado Ponto Verde. A ideia é iniciá-lo ainda no segundo semestre deste ano.

O modelo português não é uma ação isolada: em toda a Europa, 30 países têm sistemas parecidos, que garantem o retorno das embalagens ao início do ciclo, como matéria-prima. Chamado de Ponto Verde, o sistema assegura o rastreamento de toda embalagem colocada no mercado. Portugal recuperou, em 2011, 57% desses materiais. Cumpriu a meta e livrou-se de pesadas multas da União Europeia.

Adoção de modelo português divide indústrias

No Brasil, a discussão entrou na agenda pública com a aprovação da Política Nacional de Resíduos Sólidos, Lei 12.305, em 2010. O texto estabelece princípios praticados na Europa há 20 anos. Quem gera um produto deve se responsabilizar pelo seu descarte adequado.

Para o secretário nacional de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano do Ministério do Meio Ambiente, Nabil Bonduki, as empresas não têm como fugir desta responsabilidade:

— Isso está previsto na nova lei. A questão, que ainda está distante de um consenso, é como este sistema será estruturado — afirma Bonduki.

Na última terça-feira, numa sala do Ministério do Meio Ambiente, a reunião de setores da indústria que debatem o assunto terminou em impasse. De um lado, o Compromisso Empresarial para Reciclagem – CEMPRE — entidade que congrega pesos-pesados como Coca-Cola, Ambev e Nestlé. Do outro, algumas empresas, capitaneadas pela indústria do vidro, defendem a aplicação do modelo europeu de logística reversa (reaproveitamento das embalagens).

Presidente do Cempre, Victor Bicca, explica, por e-mail, o ponto de vista da entidade:

“O melhor modelo é o brasileiro, que hoje inspira países da América Latina, África e Ásia e foi reconhecido pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) como case de sucesso do tripé da sustentabilidade: econômico, ambiental e social. Ao longo dos últimos 20 anos, a indústria investiu muito na cadeia de reciclagem de plásticos, papel/papelão, longa-vida, alumínio e aço. Estes materiais já possuem logística reversa consolidada com índices altos de retorno à cadeia produtiva”, escreveu Bicca. “Precisamos, no entanto, melhorar muito nos aspectos tributários e fiscais que ainda empurram grande parte do setor para a informalidade. Por fim, devemos reduzir a intermediação no comércio de recicláveis e não ampliá-la”.

Bicca ressaltou ainda que as empresas devem apoiar as cooperativas “como forma de exercer sua responsabilidade pós-consumo, como prevê a lei 12.305 em seu artigo 33″ (que diz que as empresas podem atuar em parceria com cooperativas de catadores).

— Alguns setores querem manter o modelo semiescravagista da reciclagem — rebate Carlos Silva, diretor executivo da Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais -ABRELPE. — Os índices de reciclagem são pífios. Nós queremos um modelo profissionalizado, com inclusão dos catadores. Eles devem ser empreendedores do setor de reciclagem.

Minc também contesta o que hoje se faz no Brasil:

— Se fosse eficiente, eu não teria retirado toneladas de garrafas PET dos rios. Hoje mesmo (ontem, Dia Mundial da Água), encontramos imensa quantidade de embalagem nas praias cariocas. O Brasil perde R$ 8 bilhões ao ano por não se reciclar. Isso é custo.

O GLOBO

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Bailes funk perdem espaço em favelas do Rio após ocupação policial

RIO DE JANEIRO, 29 Mar 2012 (AFP) -É quase meia-noite de domingo na Rocinha, a maior favela do Rio, onde os bailes funk com sua apologia ao narcotráfico causavam furor até a ocupação policial em novembro passado. Mas agora só resta um baile, sem armas nem louvor ao crime, e alguns jovens se queixam.

Um adolescente de olhos inchados pelo álcool que só quer se identificar como Igor lembra com nostalgia dos bailes de antes, que tocavam os polêmicos “proibidões”: canções com referência a armas, drogas e brigas entre facções rivais do tráfico.

“O melhor era o da rua 1” da Rocinha, fechado depois que a polícia retomou a favela em novembro, após 30 anos de controle dos narcotraficantes.

Dos cerca de cinco bailes funk na Rocinha, ficou apenas um, o Emoções, existente há mais de 20 anos e que não toca ”proibidões”, apesar do grande número de funks com temática sexual.

De salto alto e microvestido, Joseane Vieira, 18 anos, aguarda a principal atração da noite: MC Carol, conhecida por canções como “Minha Vó Tá Maluca”, que fala da indignação de uma neta com sua avó, que subitamente começou a andar de moto e fumar maconha.

Joseane, que preferia os bailes “proibidos”, declara que a violência não acabou na favela após a ocupação policial. “As brigas e os assaltos aumentaram muito”, afirma.

Nos últimos dias, quatro pessoas supostamente ligadas ao tráfico de drogas foram assassinadas na Rocinha, entre elas um líder comunitário, e a polícia afirma que os traficantes tentam retomar o território perdido.

“O funk não tem que educar ninguém” Desde que as autoridades começaram em 2008 a retomar o controle das favelas da zona sul, a mais rica e turística do Rio, tendo em vista a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016, foram instaladas cerca de 20 Unidades de Polícia Pacificadora (UPP) nas comunidades “pacificadas”.

O comandante de cada UPP tem o poder de autorizar ou não os bailes funk, algo criticado pelos defensores do movimento.

“Há um estado de exceção nas favelas cariocas”, onde muitos bailes foram proibidos, se queixa o MC Leonardo, autor do famoso “Rap das Armas” que faz parte da trilha sonora do filme “Tropa de Elite” e presidente da Associação de Profissionais e Amigos do Funk (Apafunk).

“Não interessa se (o funk) é bonito ou feio, as pessoas têm o direito de cantar. O funk não tem que educar ninguém”, afirma.

“O funk, uma expressão musical legítima da cultura local, terá mais espaço” nas favelas quando houver mais políticas sociais em andamento, e não só policiais, afirma José Augusto Rodrigues, um dos diretores do Laboratório da Violência da Universidade Estadual de Rio de Janeiro (Uerj).

O “pancadão” carioca não tem nada a ver com o ritmo criado nos anos 1960, que tem James Brown como um de seus principais ícones. É inspirado no Miami Bass, surgido nos Estados Unidos nos anos 1980, que mistura hip hop com batidas eletrônicas rápidas e repetitivas.

A partir dos anos 1990, os bailes funk começaram a ganhar popularidade, inclusive entre as classes média e alta, com suas canções polêmicas que retratavam a realidade das cerca de mil favelas do Rio.

A violência entre grupos rivais de traficantes era frequente, e as canções refletiam essa realidade.

O assassinato do jornalista Tim Lopes, em 2002, por traficantes da favela Vila Cruzeiro quando fazia uma reportagem sobre drogas e sexo explícito nos bailes com uma câmera oculta, aumentou a rejeição da opinião pública a esse tipo de música.

E a violência continua. Um tiroteio em um baile funk deixou dois feridos na semana passada na favela do Salgueiro, comunidade da zona norte da cidade ocupada pela polícia.

“Clamor” da favela para autorizar o baile A favela dos Tabajaras, em Copacabana, “pacificada” pela polícia em janeiro de 2010 e com cerca de 5.000 habitantes, é a única do Rio a ter um baile funk autorizado pela UPP local.

“Houve um clamor da comunidade para que autorizássemos o baile. Autorizamos, mas não podem tocar ”proibidões””, explica à AFP seu comandante, Joacir Virgilio.

“Teoricamente eles teriam que ter monitoramento por câmeras, detectores de metais, mas a gente não cobrou porque seria economicamente inviável para os organizadores”, diz.

Pesquisa divulgada pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) aponta que o funk movimentava 10 milhões de reais por mês no Rio de Janeiro em 2009, empregando mais de 10 mil pessoas.

A “pacificação” das favelas “possivelmente não teve um efeito importante no faturamento do mercado funk” porque “a maior parte dos ganhos financeiros vêm de boates e clubes do restante da cidade” e não dessas comunidades, explica à AFP Jimmy Medeiros, um dos autores do relatório.

Fonte: Portal Terra

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A Praia de Copacabana não entra no Programa de despoluição, SENA LIMPA. Por quê?

Poluição na Praia de Copacabana Foto: Cristina Reis

A Praia de Ipanema será o ponto de partida para um grande plano de despoluição das 6 praias da orla carioca, Leblon, Leme, São Conrado, Urca e da Bica, na Ilha do Governador.  De acordo com o Secretário Estadual do Meio Ambiente, Carlos Minc, o programa Sena Limpa vai promover uma série de ações que começarão em até dez dias, com as obras no Jardim de Alá. Segundo Minc, há duas saídas de esgoto no canal responsáveis por 90% da poluição em Ipanema.

— Vamos implantar duas novas bombas, para aumentar a capacidade de transferir o despejo das comunidades do Pavão-Pavãozinho e do Cantagalo para o emissário submarino de Ipanema. A saída de esgoto das duas comunidades joga até 16 milhões de coliformes fecais por decilitro (0,1 litro) no Jardim de Alah. Será construída também uma nova canalização que levará o esgoto da Cruzada São Sebastião ao emissário — explica Minc.

O programa Sena Limpa, cujo nome faz referência ao número de praias a serem despoluídas (seis), deve ser concluído em dezembro de 2014, mas a expectativa do governo estadual é terminar as obras em Ipanema em dezembro de 2012. O objetivo é deixar a praia própria para banho durante 90% do ano. Segundo o secretário, em 2011, as águas no bairro estiveram próprias em apenas metade do ano.

Praia do Leblon será a última a ser despoluída

O programa vai receber R$ 150 milhões em investimentos, dos quais R$ 70 milhões virão do Fundo Estadual de Conservação Ambiental e Desenvolvimento Urbano (Fecam). O restante será dividido entre Cedae e prefeitura. Além das obras estruturais, serão feitas ações na área de habitação, tratamento de esgoto, coleta de lixo e fiscalização de despejos.

— Esta é a primeira força tarefa a incluir Secretaria de Estado do Ambiente, Cedae, Comlurb, Instituto Estadual do Ambiente e Secretaria municipal de Habitação. Acabou o jogo de empurra entre os órgãos. Cada um vai cuidar de suas responsabilidades para alcançarmos nosso objetivo — garante Minc.

Segundo a previsão, a Praia de Ipanema deve estar despoluída até dezembro deste ano; a do Leme, até junho de 2013; a da Urca, até outubro de 2013; a da Bica, até novembro de 2013; a de São Conrado, até dezembro de 2013; e a do Leblon, até dezembro de 2014. Um dos bairros mais nobres e turísticos da cidade, o Leblon será o último trecho a ter a “faxina” concluída porque, segundo Minc, trata-se de um ponto complexo. São oito saídas de esgoto no canal da Rua Visconde de Albuquerque.

— Estamos fazendo o projeto para resolver o problema do canal no Leblon. As obras devem começar no segundo semestre deste ano. Dos oito pontos críticos, cinco vêm da encosta da Rocinha e três da Gávea, que inclui a favela Parque da Cidade. Vamos canalizar esse esgoto também para o emissário de Ipanema — explica o secretário.

Para o professor adjunto do Departamento de Engenharia Sanitária e do Meio Ambiente da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj), Adacto Otoni, as obras nos canais do Jardim de Alah e da Rua Visconde de Albuquerque são positivas. Porém, diz ele, é preciso que, de fato, haja uma interação entre os órgãos públicos a fim de encontrar uma solução definitiva para a poluição.

— Além de resolver a questão do despejo de esgoto, é preciso atuar nas fontes da poluição, como a coleta de lixo. É importante a implantação de programas educacionais e de coleta seletiva nas favelas. A criação de ecopontos para receber o lixo, com fácil acesso para caminhões, pode ajudar a solucionar esse problema. Além disso, é fundamental a criação de programas de habitação para retirar os moradores do topo das encostas e replantar a floresta. Só assim será possível impedir que o lixo dessas comunidades chegue às praias — afirma Otoni.

A AMA dos Postos 2, 3, 4 e 5 de Copacabana entrou com uma Ação Civil Pública no Ministério Público do Meio Ambiente questionando do por quê a Praia de Copacabana não entrar na lista do Programa de Despoluição da Secretaria Estadual do Meio Ambiente, SENA LIMPA, já que entendemos que as praias do Leme e de Ipanema são contíguas com a de Copacabana.

Poluição na Praia de Copacabana Foto: Cristina Reis

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Lava-jato sustentável no Rio

Á água é um recurso natural finito, cujo uso requer parcimônia e muitos cuidados para evitar desperdícios. Economizar água se tornou uma verdadeira obsessão para todos os setores produtivos, governos e cidadãos. A sustentabilidade é meta de todos e para alcançá-la nem sempre é preciso partir de iniciativas dispendiosas e arrojadas. Pequenos exemplos e iniciativas, como a adotada por um posto de gasolina da Petrobras Distribuidora, no bairro Barra da Tijuca, na capital fluminense, podem ser de enorme eficácia.

Há três semanas, o posto inaugurou seu segundo serviço pioneiro no país, em termos da utilização de energia solar. Trata-se da instalação de um sistema fornecedor de água aquecida pelo sol para a lavagem de veículos. O primeiro foi o carregamento de baterias de carros elétricos, movidos a energia solar.

Essa iniciativa reduz pela metade a quantidade de detergente e em 10% o volume de água por carro no lava-jato do posto. A água que jorra das mangueiras chega aquecida, entre 45 a 50 graus centígrados. O aquecimento é feito por placas solares, fabricadas no Brasil, sem causar emissão de poluentes. A água quente desengordura melhor a superfície dos carros do que a água fria com detergente. E no processo de enxágüe, pelo fato de envolver menos detergente, gasta-se menos água.

“Essa é uma novidade tecnológica e ambiental, ao mesmo tempo”, diz Paulo da Luz Costa, gerente de tecnologia da rede de postos da Petrobras Distribuidora. “Temos orgulho de continuar na vanguarda das iniciativas ambientalmente responsáveis”, acrescenta. O investimento no sistema de água aquecida pela energia solar foi de R$ 40 mil e o retorno deverá ocorrer entre seis a oito meses, segundo ele. Sessenta carros são lavados por dia no posto. No total, o posto economiza cerca de 600 litros de água por dia.
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Foram necessárias apenas duas semanas para adequar o lava-jato à nova tecnologia. “A única mudança foi no local. As bombas têm que ser adequadas com peças de metal, no lugar das de plástico, para suportar a água quente”, explica o gerente. Os clientes estão satisfeitos com os resultados, segundo ele. “Excesso de detergente mancha a pintura”, justifica. Para lavar um carro nos moldes tradicionais, com água fria e detergente, são gastos cem litros de água, segundo pesquisa da Unicamp.

A rede de postos da Petrobras não fez propaganda a respeito do posto e serviços pioneiros. A notícia está se espalhando via boca a boca e pela mídia, segundo Paulo. Para os donos de postos de gasolina, a novidade é uma ótima solução. “A cada dia que passa, a legislação ambiental está mais exigente para com nossos clientes”, esclarece.

Empresários de postos de gasolina interessados em conhecer o sistema de aquecimento solar da água para lavagem de veículos podem ligar no Serviço de Atendimento ao Cliente (SAC) da BR Distribuidora: 0800789001. Ou acessar o site: www.br.com.br   – Ass.imprensa Br Distribuidora : (21) 3876.5155

Vanessa Brito, da Agência Sebrae de Notícias

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GE quer contrato com Rio para replicar Jogos de Londres

Garantir o abastecimento de energia durante a Olimpíada de 2016 será um dos principais desafios do Rio, acredita Tony Gale, gerente-geral da General Electric (GE) para os Jogos de Londres em 2012. A empresa mira exatamente nessa brecha para tentar conquistar contratos no País. Um dos objetivos é vender como solução o uso de cogeração de energia para as instalações olímpicas, como foi feito em Londres. “Experiência é o que mais podemos oferecer ao Rio”, disse o executivo.

O Parque Olímpico londrino, praticamente pronto um ano antes da cerimônia de abertura, conta com três máquinas de cogeração, a partir do gás natural, numa potência total de 10 MW. Esse foi o caminho escolhido para cumprir a meta de redução de 50% das emissões de CO2 durante o evento.

A tecnologia aproveita o calor produzido durante a geração de energia, que normalmente é desperdiçado no processo. Dessa forma, limita as perdas e atinge eficiência de 90%. Na Europa, o sistema é majoritariamente ineficiente e, em média, apenas 37% da energia contida no combustível é aproveitada.

No Reino Unido, o uso da cogeração vem crescendo e hoje responde por 11% da oferta, número com potencial para dobrar, segundo Leon Jansen van Vuuren, líder regional para a Europa Ocidental da GE. O sistema estará presente, por exemplo, no Shard, o maior prédio da Europa, com 310 metros, a ser inaugurado em Londres em 2012.

O Guys Hospital, no centro da capital britânica, gastou 1 milhão de libras (cerca de R$ 3 milhões) para montar equipamento de cogeração a partir do gás natural com potência de 3MW. Conforme o hospital, a economia obtida com a conta de energia é de 1,5 milhão de libras (R$ 4,5 milhões) por ano.

No caso londrino, a estrutura de cogeração levou anos para ser construída. “Sem dúvida, o sistema pode ser usado no Rio”, disse Gale, da GE. A diferença é que teria de ser algo mais descentralizado. Em Londres, os Jogos estarão concentrados no Parque Olímpico localizado no leste da cidade, onde ficam as três máquinas de cogeração. No Rio, as competições irão se espalhar pela Barra, Copacabana, Maracanã e Deodoro.

“Além da questão do consumo, o Rio precisa olhar para a segurança, de forma a impedir que o abastecimento de energia caia durante os Jogos”, afirmou Gale. O executivo acredita que Londres poderá oferecer dados sobre o uso de energia durante as competições e o comportamento nos momentos de pico para servir de parâmetro ao evento em 2016.

Brasil e Reino Unido vêm fechando parcerias e trocando informações sobre os Jogos Olímpicos. “Acho que algumas coisas podem ser replicadas no Rio, mas outras devem ser locais, pois o governo pode ter outras prioridades”, disse Simon Wright, diretor de infraestrutura da Autoridade Olímpica Britânica (OBA, na sigla em inglês).

Em Londres, a questão da eficiência e economia de energia tem peso relevante no projeto. Tanto que, além da cogeração, os organizadores incluíram no mix o uso de biocombustível a partir de restos de madeira – que são transportados principalmente por barco, e não por rodovia, para reduzir as emissões de CO2.

Entretanto, os organizadores não conseguiram cumprir a meta de uso de 20% de energia renovável nos Jogos de Londres, disse Wright, porque a ideia de produzir energia eólica não deu certo. O objetivo inicial era construir uma turbina no Parque Olímpico, mas novas regulamentações introduzidas no ano passado impediram que o projeto ficasse pronto a tempo.

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CEG é multada pela 2ª vez em R$ 125 mil por falhas em obras no Rio

A Câmara Técnica de Energia (CAENE) da Agência Reguladora de Energia e Saneamento Básico do Estado do Rio (Agenersa) multou a Companhia Distribuidora de Gás do Rio (CEG) em R$ 125 mil por irregularidades em obras em Copacabana, na Zona Sul, e no Centro. De acordo com a Agenersa, os fiscais detectaram falhas nas recomposições asfáltica e de calçamento.

A CEG informou, por meio de nota, “que vai recorrer da decisão tendo em vista que os pontos verificados pela agência referem-se a recomposição provisória. A Ceg lembra que – conforme compromisso firmado com a Prefeitura – ao final das obras do Centro e Copacabana será realizada a recomposição definitiva do asfalto, por meio do Projeto ‘Asfalto Liso’”.

Ainda de acordo com a Agenersa, além dos tapumes em mau estado de conservação, os técnicos encontraram revestimento de concreto no lugar de pedras portuguesas nas calçadas e de pavimentação asfáltica nas ruas.

A vistoria foi realizada nos dias 6 e 7 de dezembro de 2011, em diferentes pontos das ruas Hilário de Gouveia, Ministro Viveiros de Castro e das avenidas Nossa Senhora de Copacabana e Prado Júnior, na Zona Sul, e das ruas São José, Debret, Rodrigo Silva, Visconde de Maranguape, Frei Caneca, Travessa do Ouvidor e das avenidas Mem de Sá e Rio Branco, no Centro.

Outra multa
Esta foi a segunda vez, em menos de dois meses, que a CEG foi multada em R$ 125 mil por má qualidade em obras. Em dezembro, o Conselho Diretor (CODIR) da Agenersa multou a concessionária também em R$ 125 mil por falhas das obras no Centro.

Na época, a CEG também havia informou que “iria recorrer da decisão, por entender que não foram levados em consideração pela Agência os importantes resultados concretos já obtidos com a renovação de 20,4 km em pouco mais de 3 meses de obra e os relevantes beneficios para a cidade proporcionados pelas obras que trazem inevitavelmente algum transtorno inerente a qualquer tipo de obra”.

Fonte: G1

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Prefeitura do Rio autoriza táxis a circular com bandeira 2 no carnaval

A partir das 18h da próxima sexta-feira (17), o serviço de transporte de passageiros nos táxis convencionais – cor amarela com faixa azul – está autorizado a usar bandeira 2, sem discriminação de horário ou por área da cidade. De acordo com a Prefeitura do Rio de Janeiro, através da Secretaria Municipal de Transportes (SMTR), a medida é válida durante o período do carnaval, se estendendo até o meio-dia da Quarta-Feira de Cinzas (22).

Cerca de 32 mil táxis convencionais estão regulamentados para circular no Rio. Na bandeira 2, o valor da corrida corresponde a cerca de 18% do que é cobrado na bandeira 1, que tem bandeirada de R$ 4,40.

A secretaria também definiu uma tabela para os táxis especiais, que partem do Sambódromo do Rio. Foi adotado um sistema com tarifas pré-fixadas, para evitar cobranças exorbitantes, ocorridas no “tiro”, para as cooperativas cadastradas – Coopertramo, Coopatur, Transcootur, Royalcoop, Cootramo, Transcoopass.

Tabela
De acordo com a secretaria, a tabela com informação dos valores das viagens deverá ser afixada internamente no vidro lateral esquerdo do veículo. Equipes da Subsecretaria de Fiscalização vão atuar no entorno do Sambódromo para orientar passageiros e coibir irregularidades.

A tabela dos táxis especiais começa a valer a partir das 18h de sexta-feira (17) até as 12h de quarta-feira (22), e das 12h do sábado (25) até as 12h de domingo (26).

Veja a tabela com os preços das corridas dos táxis especiais que saem do Sambódromo:

Abolição – R$ 74,00
Acari – R$ 104,00
Aeroporto Stos. Dumont – R$ 36,00
Agua Santa – R$ 74,00
Alto da Boa Vista – R$ 64,00
Anchieta – R$ 127,00
Andaraí – R$ 48,00
Augusto de Vasconcelos – R$ 159,00
Autódromo  – R$ 111,00
Av. Niemeyer – R$ 79,00
Bairro de Fátima – R$ 30,00
Bangu – R$ 134,00
Bangu/Barata – R$ 134,00
Barão de Mauá – R$ 30,00
Barra da Tijuca – R$ 111,00
Barra de Guaratiba – R$ 192,00
Barros Filho – R$ 111,00
Benfica – R$ 36,00
Bento Ribeiro – R$ 111,00
Boca do Mato – R$ 51,00
Bonsucesso – R$ 44,00
Botafogo – R$ 44,00
Brás de Pina – R$ 70,00
Cachambi  – R$ 51,00
Caju – R$ 30,00
Campinho – R$ 79,00
Campo dos Afonsos – R$ 111,00
Campo Grande – R$ 159,00
Campo Grande/B. Araújo – R$ 159,00
Cascadura – R$ 74,00
Catete – R$ 36,00
Catumbi – R$ 30,00
Cavalcanti – R$ 74,00
Centro – R$ 30,00
Coelho Neto  R$ 104,00
Colégio – R$ 104,00
Copacabana – R$ 60,00
Copacabana/B. Peixoto – R$ 60,00
Cordovil – R$ 71,00
Cosme Velho – R$ 36,00
Cosmos  – R$ 159,00
Costa Barros – R$  111,00
Del Castilho – R$ 44,00
Deodoro – R$ 111,00
Engenho da Rainha R$ 74,00
Engenho de Dentro – R$ 74,00
Engenho do Mato – R$ 74,00
Engenho Novo – R$ 51,00
Estácio – R$ 30,00
Estrada da Gávea – R$  95,00
Fazenda Botafogo – R$ 104,00
Flamengo – R$ 36,00
Fonte da Saudade 60,00
Galeão – R$ 71,00
Gamboa – R$ 30,00
Gávea 60,00
Glória 36,00
Grajaú 48,00
Grumari 192,00
Guadalupe 111,00
Guaratiba 192,00
Higienópolis 44,00
Honório Gurgel 111,00
Horto 60,00
Humaitá 44,00
Ilha do Fundão 66,00
Ilha do Governador 79,00
Inhaúma 71,00
Inhoaíba 159,00
Instituto Oswaldo Cruz 44,00
Ipanema 60,00
Irajá 95,00
Itanhangá 111,00
Jabour 134,00
Jacaré 51,00
Jacarepaguá/Curicica 111,00
Jacarepaguá/Freguesia 95,00
Jacarepaguá/G. Azul 95,00
Jacarepaguá/Pça. Seca 88,00
Jacarepaguá/Pechincha 95,00
Jacarepaguá/Tanque 95,00
Jardim América 79,00
Jardim Botânico 60,00
Jardim da Saudade 111,00
Joá 95,00
Jóquei Clube 60,00
Lagoa 60,00
Lapa 30,00
Laranjeiras 36,00
Leblon 60,00
Leme 60,00
Lins de Vasconcelos 51,00
Madureira 74,00
Magalhães Bastos 120,00
Mangueira 30,00
Manguinhos R$  44,00
Maracanã R$ 36,00
Marechal Hermes R$ 111,00
Maria da Graça R$ 51,00
Méier R$ 51,00
Ministério da Saúde R$ 44,00
Muda R$  51,00
Niterói (Centro) R$ 104,00
Olaria R$ 55,00
Oswaldo Cruz R$ 111,00
Paciência R$ 176,00
Padre Miguel R$ 134,00
Paineiras R$  66,00
Parada de Lucas R$ 74,00
Parque Colúmbia R$ 95,00
Pavuna R$ 95,00
Pedra de Guaratiba R$ 192,00
Penha R$  64,00
Penha Circular R$ 71,00
Piedade R$ 74,00
Pilares R$ 74,00
Planetário R$  60,00
Praça da Bandeira R$ 30,00
Praça do Carmo R$ 71,00
Praça Mauá R$ 30,00
Praça Quinze R$ 30,00
Praia Vermelha R$ 60,00
Quinta da Boa Vista R$ 30,00
Quintino R$ 74,00
Ramos R$ 55,00
Realengo R$ 127,00
Recreio R$ 134,00
Riachuelo R$ 48,00
Ricardo de Albuquerque R$ 111,00
Rio Comprido 36,00
Riocentro R$ 111,00
Rocha R$ 48,00
Rocha Miranda R$ 111,00
Rocinha R$  95,00
São Conrado R$ 95,00
São Cristóvão R$ 36,00
São Francisco Xavier 48,00
Sampaio R$  48,00
Santa Cruz R$ 176,00
Santa Teresa R$ 44,00
Santíssimo R$ 159,00
Santo Cristo R$ 30,00
Senador Câmara R$ 134,00
Sepetiba R$ 192,00
Silvestre R$ 58,00
Sulacap R$ 111,00
Sumaré R$ 66,00
Tancredo Neves R$ 192,00
Tijuca R$ 36,00
Todos os Santos R$ 51,00
Tomás Coelho R$ 74,00
Triagem R$ 36,00
Turiaçu R$ 111,00
Urca R$ 60,00
Usina R$  51,00
Vaz Lobo R$ 95,00
Vicente de Carvalho R$ 79,00
Vidigal R$ 79,00
Vigário Geral R$ 88,00
Vila da Penha R$ 88,00
Vila Isabel R$  36,00
Vila Kenedy R$ 134,00
Vila Kosmos R$  79,00
Vila Militar R$ 111,00
Vila Valqueire – R$ 96,00
Vista Alegre – R$ 88,00
Vista Alegre/B. Araújo – R$ 88,00

Fonte: G1

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Linha 4 do metrô vai fechar praças da zona sul e alterar trânsito em Ipanema e Leblon

Vanor Correia / Governo do Estado

Os cariocas vão ter que contar com muita paciência a partir de fevereiro de 2012, quando começam as obras da Linha 4 do metrô na zona sul do Rio de Janeiro, que vai ligar a região à Barra da Tijuca, na zona oeste da cidade. Para que as quatro estações (Gávea, Jardim de Alah, Antero de Quental e Nossa Senhora da Paz) fiquem prontas antes dos Jogos Olímpicos de 2016, haverá interdições em ruas de Ipanema e Leblon.

Além disso, a praça Nossa Senhora da Paz, em Ipanema, será totalmente fechada ao público durante 13 meses (de fevereiro de 2012 a fevereiro de 2013). O trânsito e o estacionamento no entorno não sofrerão alterações. Entre março de 2013 e junho de 2015, a praça será parcialmente liberada.

A praça Antero de Quental, no Leblon, ficará parcialmente interditada para uso durante oito meses (de fevereiro a outubro de 2012). Para a construção da estação, que funcionará no local, será necessário fechar parte da avenida Ataulfo de Paiva. Segundo o secretário estadual da Casa Civil, Regis Fichtner,  não haverá limitações para ônibus nesta primeira etapa, apenas para carros. Na segunda fase das obras (de novembro de 2012 a julho de 2013), a via ficará totalmente fechada.

As estações Cantagalo, em Copacabana, e General Osório, em Ipanema, também ficarão fechadas por oito meses (entre dezembro de 2012 e julho de 2013) para a construção de um túnel subterrâneo, que ligará a Gávea à praça General Osório.
Para facilitar o deslocamento dos motoristas no trajeto entre Ipanema e Leblon, será construída uma ponte metálica sobre o Jardim de Alah, ligando as ruas Humberto de Campos e Visconde de Pirajá.

Quem mora no entorno das praças Nossa Senhora da Paz e Antero de Quental terá o estacionamento restrito. Os moradores contarão com serviço de manobristas, que guardarão os carros em garagens particulares. De acordo com o secretário, todos serão cadastrados.

Ainda segundo Fichtner, a proposta com as intervenções já foi apresentada à Prefeitura do Rio. A CET-Rio (Companhia de Engenharia de Tráfego do Rio) vai estudar o planejamento do Governo do Estado. O secretário disse que as interdições para a passagem de blocos de Carnaval ficarão a cargo da CET-Rio.

– As interdições ficarão a cargo da CET-Rio. Não sabemos se serão antes ou depois do Carnaval.

Avenida Ataulfo de Paiva será fechada 

Segundo o planejamento da Casa Civil, para a primeira fase das obras da estação Jardim de Alah, no Leblon, será necessário interditar parcialmente a avenida Ataulfo de Paiva entre fevereiro e outubro de 2012. O secretário garantiu que a interrupção do tráfego neste período não atrapalhará o funcionamento da faixa exclusiva para ônibus. Os motoristas terão rotas alternativas para não atrapalhar muito o trânsito.

Já na terceira fase, entre novembro de 2012 e julho de 2013, a avenida seria totalmente fechada, inclusive para ônibus, e só seria permitida a passagem de pedestres.

– Serão mais ou menos dois anos de transtorno para os motoristas, mas muitos anos de melhoria para a mobilidade urbana.

Jardim de Alah também ficará interditado

O secretário informou também que o Jardim de Alah, no Leblon, será interditado ao público entre fevereiro de 2012 e dezembro de 2015.

Linha 4 ligará a Barra a Ipanema

A Linha 4 terá 14 quilômetros de extensão e um total de sete estações. Ligará o Jardim Oceânico, na Barra da Tijuca, à Estação General Osório. Serão seis novas estações de metrô. Segundo Fichtner, mais de 300 mil passageiros serão beneficiados por dia.

Atualmente, o sistema metroviário do Rio conta com 30 composições, cada uma com seis vagões. A partir de 2012, 19 novos trens começam a chegar para operar nas linhas 1 e 2. Em dezembro de 2015, com a inauguração da Linha 4 do metrô, serão mais 17 composições. Ao todo, serão 66 trens operando em todo o sistema metroviário da cidade, mais do que o dobro do número atual.

Tempos de viagem

Jardim Oceânico-São Conrado: 5min48s
Jardim Oceânico-Gávea: 9min50s
Jardim Oceânico-Leblon (Antero de Quental): 9min31s
Jardim Oceânico-Jardim de Alah: 11min11s
Jardim Oceânico-Nossa Senhora da Paz: 13min15s
Jardim Oceânico-General Osório: 15min31s (atualmente, o trajeto feito pelo ônibus de integração com o metrô leva, em média, 1h) Jardim Oceânico-Copacabana: 21 minutos
Jardim Oceânico-Botafogo: 23min24s
Jardim Oceânico-Largo do Machado: 27min53s
Jardim Oceânico-Cinelândia: 32min41s
Jardim Oceânico-Carioca: 34min
Jardim Oceânico-Central: 38min37s
Jardim Oceânico-praça Onze: 40min53s
Jardim Oceânico-Estácio: 42min24s
Jardim Oceânico-Saens Peña: 48min13s

Jardim Oceânico-Uruguai: 50min58s
Jardim Oceânico-Pavuna: 1h20min, com transbordo na General Osório (atualmente, o trajeto com metrô + integração para a Barra fica em 2h20min)
Jardim Oceânico-Irajá: 1h10min, com transbordo na General Osório
Jardim Oceânico-Del Castilho: 1h, com transbordo na General Osório
Jardim Oceânico-Maria da Graça: 58min, com transbordo na General Osório- Jardim Oceânico – Maracanã: 54min, com transbordo na General Osório
Jardim Oceânico-São Cristóvão: 50min, com transbordo na General Osório
Jardim Oceânico-Cidade Nova: 47min, com transbordo na General Osório
Jardim Oceânico-Central: 23min
Ipanema-Carioca: 18min
Leblon-Carioca: 24min
São Conrado-Carioca: 27min
Gávea-Carioca: 34min – General Osório – Pavuna, sem transbordo: 1h

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Morar Carioca do Leme tem cor: verde

Depois da polícia pacificadora, os moradores dos morros da Babilônia e Chapéu Mangueira, na Zona Sul do Rio, vão virar símbolos de sustentabilidade. As comunidades serão as primeiras a ter o Morar Carioca Verde, vai revitalizar e urbanizar vias da região.

– Depois que acabar a primeira etapa da obra é que a gente vai começar a sentir a parte da sustentabilidade. A comunidade está tendo uma mudança muito rápida – avalia Dinei Medina, presidente da Associação de Moradores do Chapéu Mangueira.

Serão construídas ainda novas unidades habitacionais. Os moradores receberão dicas de como fazer reutilização de água da chuva e fazer coleta seletiva de lixo. A Prefeitura também estuda o uso de lâmpadas LED – mais econômicas – nos postes.

Entre as iniciativas do Morar Carioca Verde está a construção de bueiros de plástico reciclado, decks de madeira plástica reciclada e jardins verticais, além de ecopontos para receber lixo reciclável. A população local vai ganhar também um horto, que ficará na Babilônia, próximo ao prédio da Unidade Pacificadora.

Depois da polícia pacificadora, os moradores dos morros da Babilônia e Chapéu Mangueira, na Zona Sul do Rio, vão virar símbolos de sustentabilidade. As comunidades serão as primeiras a ter o Morar Carioca Verde, vai revitalizar e urbanizar vias da região.

– Depois que acabar a primeira etapa da obra é que a gente vai começar a sentir a parte da sustentabilidade. A comunidade está tendo uma mudança muito rápida – avalia Dinei Medina, presidente da Associação de Moradores do Chapéu Mangueira.

Serão construídas ainda novas unidades habitacionais. Os moradores receberão dicas de como fazer reutilização de água da chuva e fazer coleta seletiva de lixo. A Prefeitura também estuda o uso de lâmpadas LED – mais econômicas – nos postes.

Entre as iniciativas do Morar Carioca Verde está a construção de bueiros de plástico reciclado, decks de madeira plástica reciclada e jardins verticais, além de ecopontos para receber lixo reciclável. A população local vai ganhar também um horto, que ficará na Babilônia, próximo ao prédio da Unidade Pacificadora.

Fonte: Site Rio 2016

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Rock in Rio é o primeiro evento a ter a certificação 100R

Ser o primeiro evento no Brasil a ter a certificação 100R, selo internacional que atesta emissão zero de carbono e 100% de reciclagem. Este é o objetivo do festival de música Rock in Rio, que será realizado nos dias 23, 24, 25, 29 e 30 de setembro e 1 e 2 de outubro, na Cidade do Rock, em Jacarepaguá, Rio de Janeiro.

A organização do evento anunciou, durante uma coletiva de imprensa, o seu Plano de Sustentabilidade. Com a campanha “Vá de ônibus”, as ações incluem a gestão de resíduos, redução e compensação da emissão de carbono e programas educacionais.

Segundo Roberta Medina, vice-presidente do Rock in Rio, a certificação 100R baseia-se nos três pilares da sustentabilidade: econômico, ambiental e social. Só recebe o selo quem pratica uma economia de custos no encaminhamento dos resíduos para aterro e garante a venda do material reciclado; reduz a quantidade de detritos encaminhados para aterro sanitário; e trabalha em sua transformação em recursos para projetos de reflorestamento.

“O certificado ainda prevê a integração de catadores de lixo na operação. A receita gerada a partir da venda dos resíduos será cedida para a Cooperativa Barracoop, escolhida para esta edição do Rock in Rio por seu trabalho e sua localização próxima à Cidade do Rock”, afirmou Roberta, que comentou a existência de uma estudo detalhado de toda a emissão de CO2 relacionada com os processos envolvidos na realização do festival. “Dos aviões que trazem os músicos até o número de pessoas presentes no evento”, frisou.

O 100R, que será implantado pela primeira vez no Brasil, será concedido pela instituição portuguesa Sociedade Ponto Verde.

Responsabilidade ambiental

O Plano de Sustentabilidade já foi implantado em Portugal e aumentou a reciclagem dos resíduos em 48%. “No Brasil, a certificação do Rock in Rio pretende ser um marco na gestão ambiental, especialmente pela questão da reciclagem estar apenas no começo. Será um exemplo para a cidade do Rio de Janeiro”, revelou disse Luís Martins, diretor geral da Sociedade Ponto Verde.

O plano contará com o apoio direto da Companhia Municipal de Limpeza Urbana (Comlurb). A empresa trabalhará com uma equipe de 1.930 garis, 659 equipamentos diversos e 600 contêineres de 240 litros.

Com informações do O Globo.


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