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Mapa de teleférico que ligaria Copacabana à Tijuca é descoberto na Alemanha

Faz cem anos que o bondinho do Pão de Açúcar alçou os ares pela primeira vez, em 27 de outubro de 1912. Feito de madeira e pintado de amarelo, o “camarote carril”, como era chamado, deslizou da Praia Vermelha até o Morro da Urca, levando 577 passageiros no dia da inauguração, depois de pouco mais de três anos de obras e planejamento. No meio da construção, entre a abertura do primeiro trecho, até o Morro da Urca, e a inauguração do segundo, até o Pão de Açúcar, o mapa de outro teleférico — ligando Copacabana à Tijuca — foi elaborado. A data colocada no mapa que passou cem anos guardado numa gaveta é 5 de novembro de 1912.

O teleférico que iria de Copacabana até a Tijuca foi planejado pela empresa alemã Julius Pohlig AG, a mesma chamada pelo engenheiro brasileiro Augusto Ferreira Ramos para construir o bondinho do Pão de Açúcar. O mapa foi encontrado no Arquivo Industrial Renano-Westfaliano (RWWA, na sigla em alemão), em Colônia, na Alemanha, justamente por conta do centenário do bondinho do Pão de Açúcar: funcionários fizeram uma busca para ver se achavam algo interessante para o prefeito de Colônia levar ao Rio na sua próxima visita.

— Dentro do material do bondinho do Pão de Açúcar, achamos um mapa com o título “Situação do projetado teleférico de pessoas”. Quando se diz que algo é “projetado”, significa que existia uma intenção concreta de realizar o projeto — conta Ulrich Soénius, diretor do RWWA. — Nós pensávamos que só podia ser o mapa da construção do bondinho até o Pão de Açúcar. Até que eu reparei que no mapa havia sete paradas e passagem pelo Corcovado.

A Companhia Caminho Aéreo Pão de Açúcar havia solicitado a projeção de mais um teleférico espetacular conectando os mais altos morros cariocas. Desenhado à mão, o mapa mostra a linha detalhada de um teleférico. O caminho tem paradas no Morro da Saudade, no Corcovado e no Morro da Formiga.

— Julius Pohlig, fundador da empresa, era famoso pelo conhecimento na área de transporte teleférico. Ele queria construir bondinhos pela extração de carvão nas minas alemãs. Como ele conseguiu o convite de construir o bondinho do Pão de Açúcar, a gente não sabe, mas, sem dúvida, era uma sensação, o morro já era famoso mundialmente — diz o diretor do RWWA.

Engenheiro diz que projeto seria viável
Por causa de um incêndio no antigo prédio da Julius Pohlig AG, perderam-se documentos como correspondências entre a empresa alemã e a empresa de Augusto Ramos. Por isso faltam informações que expliquem por que o teleférico Copacabana-Tijuca não saiu do papel.

— Talvez o projeto não tenha sido realizado por motivos financeiros — acredita Soénius.

Diretor do Clube de Engenharia, Luiz Carneiro de Oliveira analisou o mapa alemão. Ele nunca tinha ouvido falar sobre o ambicioso projeto.

— O mapa mostra a ligação através de teleférico de Copacabana até a Fábrica das Chitas, perto da Praça Saens Peña. O desenho parece perfeitamente viável em termos de engenharia. Na época em que foi concebido, seria um projeto espetacular, caro e turístico, já que não tem capacidade de transporte de massa. Era para quem quisesse passear vendo a paisagem — afirma Oliveira, que acredita que o projeto teria sido idealizado por Augusto Ramos.

— O trigrama CHR no mapa antigo poderia ser do engenheiro alemão — estima Soénius.

Julius Pohlig fundou sua primeira empresa em 1874. Através de fusões, a empresa de Julius tornou-se mais tarde a companhia Pohlig-Heckel, presente no Brasil desde 1955.

— Em 1903, dez anos antes de terminar as construções do bondinho do Pão de Açúcar, Pohlig já tinha se retirado da empresa, mas com certeza ainda agiu como consultor nas obras do Rio — diz Ulrich Soénius.

Fonte: Blog Pedra do Leme

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Orla carioca é palco de branding

  • Itaú Unibanco patrocina projeto Bike Rio, que prevê instalação de 60 estações com bicicletas na cidade: mobilidade urbana na pauta da instituição Crédito: André Valentim

O mar, a areia branca e o belíssimo calçadão de pedras portuguesas projetado por Burle Marx não são mais as únicas atrações da orla de Copacabana. Com a reforma dos quiosques da praia, promovida pelo projeto Orla Rio, marcas relevantes do mercado nacional estão usando esses espaços para ações de branding. Coca-Cola, Skol, Globo Rio, Band, Banco do Brasil, Rio Sul e Editora Três estão entre as empresas que contam com espaços diferenciados na praia mais famosa do Brasil.

Para algumas dessas marcas, adotar um quiosque na badalada orla de Copacabana traz uma exposição de marca e um espaço de experimentação diferenciados. “Além de ser um espaço de mídia fantástico. A Skol se criou no Rio e começou pela praia, com a cerveja em lata. É um ícone, como o mate e o biscoito Globo. Hoje tenho mais de 300 quiosques na praia com o produto Skol e 150 com visibilidade, mas não tinha nenhum com a cara da Skol. Este é um investimento para transmitir a personalidade da marca, por meio de um ponto de consumo que é quiosque de Copacabana”, explica Felipe Ghiotto, gerente de Skol 360, marca proprietária do espaço em Copacabana.

A orla de Copacabana também atraiu emissoras de TV. A Band, a primeira a ter um quiosque temático no calçadão de pedras portuguesas, montou o espaço para abrigar uma iniciativa que se destaca: Orla TV. Fruto de uma parceria com a Orla Rio, é um canal que é veiculado em 110 quiosques de praias do litoral. “A Band nos procurou interessada no potencial que enxergava em nosso empreendimento. Após diversas conversas foi então firmada a sociedade de nossas empresas neste segmento, na qual a Band se ocupa do conteúdo, das transmissões e da comercialização dos espaços publicitários, enquanto nós operacionalizamos a estrutura junto aos nossos quiosques”, informa Antônio Luís Abreu, vice-presidente da Orla Rio.

Presença da Band em Copacabana é fruto de parceria com a Orla Rio: emissora é responsável por um canal de TV veículado nos points da praia Crédito: André Valentim

O sistema de transmissão do canal de televisão da orla fica instalado justamente no subsolo do quiosque da Band, um espaço de 160 metros quadrados que conta com estúdio e escritório; na superfície, existe um bar onde são comercializados acepipes tipicamente cariocas, como bolinhos dos bares Bracarense e Aconchego Carioca.

“A ideia foi fazer um canal de televisão interno no qual passasse tudo relativo a esportes de areia e trouxesse informações como temperatura da água e previsão do tempo. Fornecemos o aparelho de TV e uma programação integrada que é feita especialmente para a Orla TV e com atrações que a gente reembala. Claro que, quando temos grandes produções esportivas, entramos em rede com a Band, assim como em alguns telejornais”, explica Daruiz Paranhos, diretor-geral do Grupo Bandeirantes no Rio. Para ele, a Orla TV possibilita um espaço comercial privilegiado. “Temos como colocar lá o último comercial de um ano e o primeiro do ano seguinte, em todas as TVs ao mesmo tempo”, fala. Ele acrescenta que, com a chegada dos grandes eventos, a ideia é que a Orla TV seja o veículo oficial da praia. De acordo com Orla Rio, mais de 450 mil pessoas têm contato com a Orla TV a cada dia.

No Quiosque Coca-Cola, a ideia foi montar um espaço onde os consumidores têm a experiência de tomar o produto na temperatura e no copo ideaisCrédito: André Valentim

Além da Band, a Globo Rio montou seu espaço, como ponto de contato com seus telespectadores. Copacabana foi escolhida por ser uma espécie de vitrine do Rio de Janeiro. “A Globo Rio tem como proposta criar oportunidades de convivência comunitária e aproximar a marca da emissora do público. A partir do quiosque de Copacabana foi possível ativar esta estratégia de ação”, informa a emissora por meio da Central Globo de Comunicação.

O retorno do espaço está sendo acima do esperado. Segundo a emissora, cerca de dez mil pessoas passam pelo quiosque Globo Rio todos os meses. “Mas o número não é o mais importante. Semanalmente, o quiosque serve de palco para eventos culturais e esportivos da própria Globo Rio e de parceiros. O público já sabe que existe um espaço físico em que ele se relaciona com os conteúdos da Globo. Além disso, o quiosque é um ponto utilizado pelo jornalismo da Rede Globo, com entradas ao vivo direto de lá”, aponta.

O quiosque da Globo Rio conta ainda com um espaço da Globo Marcas, onde são comercializados produtos relacionados à grade de programação da emissora. “Como a venda de produtos é uma exigência da concessão do espaço, a missão da Globo Marcas de fortalecer o relacionamento dos telespectadores com o universo da televisão se encaixou perfeitamente no conceito do quiosque. Além de uma grande variedade de artigos licenciados, o público encontra nesse espaço produtos específicos para venda no quiosque, como acessórios para praia, por exemplo”, acrescenta. O projeto do quiosque da Globo Rio é recente, mas, como tem se mostrado uma excelente ferramenta na aproximação da emissora com o público, a Globo avalia a experiência para eventual­ replicação em outras praças no futuro.

Point
A Nextel também terá o seu espaço na orla de Copacabana, que será inaugurado em outubro. Ele será o terceiro Point Nextel da marca no Rio, a primeira a ter um quiosque de experimentação na orla da praia vizinha, Ipanema, onde os quiosques ainda não foram reformados. O espaço ali foi inaugurado em setembro, em local nobre, logo na chegada da praia de Ipanema em frente a um badalado bar da orla. Foi a segunda ação de branding da marca em um quiosque da orla do Rio; a primeira, na Barra, também é diferenciada entre os outros quiosques daquele pedaço.

“O quiosque de Copacabana está atrelado a um projeto que temos com o Rio de Janeiro e nasceu na Barra da Tijuca, onde montamos nosso primeiro Point Nextel”, conta Alex Rocco, diretor de comunicação da marca. Ele acrescenta que a ideia é levar para a orla um pacote que tem experimentação e infraestrutura. “A cidade do Rio é muito importante para a Nextel e a marca é muito forte na cidade. Resolvemos implantar o projeto Rio Nextel, no qual criamos uma plataforma que inclui esporte, cultura e lazer para cidade do Rio e para o relacionamento com nossa base de clientes”, fala.

As atividades oferecidas em cada espaço são escolhidas de acordo com o perfil da praia em que estão instalados. “Em cada point a gente se insere no contexto do estilo de vida do carioca. Na Barra, levamos equipamentos relacionados ao mar, já que é um point forte de Kite surf e SUP. Ipanema tem um estilo de vida do carioca mais relacionado ao calçadão e à a rua interditada no fim de semana. Levamos skates, patins, skyline”, conta. Os espaços fornecem aulas de ioga e corrida, por exemplo, para clientes Nextel.

Ele acrescenta que há a preocupação de que cada um destes espaços se insira no contexto do carioca. “Queremos fazer parte realmente, adotar e ser adotado, é muito mais do que uma questão de visibilidade de marca”, conclui.

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Rio limpo cria área de preservação paisagística e limita publicidade no centro e zona sul da cidade

A Prefeitura do Rio de Janeiro cria, através de decreto, o projeto Rio Limpo que tem como objetivo valorizar e preservar o Patrimônio Paisagístico e Cultural da Cidade do Rio de Janeiro nas regiões do Centro e da Zona Sul. O decreto cria a Zona de Preservação Paisagística e Ambiental 1 (ZPPA-1) que vai diminuir a poluição visual e a degradação ambiental, além de promover uma melhor gestão do espaço publicitário em uma cidade de belezas naturais e arquitetônicas privilegiadas e reconhecidas internacionalmente.

 A partir da publicação do decreto estão imediatamente proibidos anúncios que cubram fachada, anúncios em outdoors, em letreiros em cobertura de prédios, em empenas cegas, em tapumes e em redes de proteção de obras, nas áreas das I, II, IV e V Regiões Administrativas, que englobam os bairros da Saúde, Santo Cristo, Gamboa, Caju, Centro, Lapa, Botafogo, Catete, Cosme Velho, Flamengo, Glória, Humaitá, Urca, Copacabana, Leme, Lagoa, Leblon Ipanema, Gávea, Jardim Botânico, São Conrado e Vidigal.

Os anúncios indicativos (nome dos estabelecimentos) passarão a ter dimensões de um metro e meio, quatro e 10 metros quadrados, dependendo da extensão da fachada do imóvel e não poderão estar associados à marcas publicitárias:

 1) Fachadas de até 10 metros, o indicativo do estabelecimento será de um metro e meio metro quadrado sendo possível, em caso de comércio de esquina, um indicativo (1,5m2) voltado para cada lado das ruas.

2) Fachadas entre 10 metros e 100 metros lineares, o indicativo terá quatro metros quadrados.

3) Acima de 100 metros lineares serão permitidos até dois indicativos de 10 metros quadrados cada, respeitando uma distância mínima de 40 metros lineares entre cada anúncio.

Em fachadas de shoppings e centros comerciais que não possuam lojas voltadas para rua, será possível a instalação de dois indicativos de 10 metros quadrados. No caso de shoppings e centros comercias com lojas voltadas para a rua, o indicativo das lojas será de um metro e meio quadrado e os indicativos de fachada seguirão a regulamentação por tamanho da fachada (ver itens 1,2 e 3 acima).

Não serão considerados anúncios os banners ou pôsteres indicativos de eventos culturais exibidos em museus, teatros (dentro dos shoppings e fora deles) bem como áreas reservadas nos cinemas para mensagens alusivas aos filmes em exibição. No entanto, eles não poderão ultrapassar 10% do tamanho da fachada. Painéis com mensagens indicativas (totens ou prismas) instalados em área de afastamento frontal dos lotes, serão permitidos desde que área para o indicativo do estabelecimento não ultrapasse dois metros quadrados e o limite de altura de seis metros. O Rio Limpo não atinge os indicativos obrigatórios pela legislação municipal, estadual e federal, como por exemplo placas de obras e exigidas pelo CREA; tabela de preços de combustíveis exigida pela ANP); anúncios nos estandes de venda de imóveis em construção, anúncios em mobiliário urbano (abrigo de ônibus, indicadores de logradouros públicos, bancas de jornais ) e anúncios veiculados em caráter transitório referentes a eventos com autorização do Prefeito.

Os prazos para o cumprimento das novas regras é de até 180 dias. A multa por descumprimento do decreto que cria o Rio Limpo será diária no valor de R$ 570,00. No caso de reincidência ou persistência da irregularidade, o valor da multa será dobrado. Os responsáveis deverão arcar com os custos da retirada dos indicativos irregulares.

Portal da Prefeitura RJ

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A paisagem do Rio vai mudar

A retirada dos painéis publicitários e o fechamento dos postos de combustível da Avenida Atlântica podem embelezar (ainda mais) o panorama da cidade

 

Vista do Centro, na versão sem os letreiros, e hoje (abaixo), com os anúncios: visual mais limpo

 O visual do Rio, que já impressiona pelos seus encantos naturais, deve ficar ainda mais aprazível nos próximos meses. Providencial, o retoque virá de duas iniciativas que prometem eliminar da paisagem alguns excessos visuais e construções horrendas da cidade. No dia 02 de maio, o prefeito Eduardo Paes decretou o fim dos painéis, letreiros e anúncios publicitários em prédios do Centro e da Zona Sul. Com a criação da Zona de Preservação Paisagística e Ambiental (ZPPA), abrangendo 22 bairros, foram banidas propagandas em outdoors, marquises e no alto de edifícios. Os estabelecimentos comerciais também terão de trocar os luminosos e placas por outros de menor tamanho, proporcionais à extensão da fachada. Em paralelo, o governador Sérgio Cabral decidiu finalmente cancelar a licença dos cinco postos de combustível que poluem a vista da orla de Copacabana. Eles agora têm prazo até 6 de junho para deixar os espaços localizados nos canteiros centrais da Avenida Atlântica. “A cidade merece essa limpeza arquitetônica e paisagística há tempos”, afirma Alex Costa, secretário especial de Ordem Pública, que coordenará a remoção das peças publicitárias.

Abastecimento em Copacabana: com os dias contados

Ao atacar os letreiros e luminosos, a prefeitura segue exemplos bem-sucedidos mundo afora. Cidades como Paris, Madri, Londres e Barcelona adotam regras rígidas para esse tipo de exploração comercial do espaço urbano. No Brasil, São Paulo acabou com tal modalidade de propaganda há cinco anos. Batizado como Rio Limpo, o programa carioca terá como alvo cerca de 300 imóveis, que devem retirar imediatamente seus anúncios. Quem tinha autorização anterior também fica com a licença automaticamente revogada. As regras se estendem a lojas, bares, restaurantes, bancos e shopping centers. Seus letreiros deverão ocupar entre 1,5 e 10 metros quadrados, de acordo com a largura da fachada. A canetada do prefeito, no entanto, mantém uma série de outros exemplos de publicidade, como as placas em ônibus, táxis e bancas de jornal. Mas a iniciativa tem uma falha: o decreto municipal não contempla a propaganda do poder público, o que vem gerando críticas sobre a falta de critério. Dizendo-se imbuído da missão de limpar o Rio, Paes pretende analisar pessoalmente caso a caso e garante que a lista de concessões estará concentrada apenas em grandes eventos, como o réveillon e o Rock in Rio. “A legislação anterior era muito ruim e confusa”, considera o prefeito. “Agora temos uma lei um pouco mais radical, que organizará todo o setor e terá efeitos estéticos imediatos.”

A remoção dos postos de gasolina da orla de Copacabana segue raciocínio semelhante, uma vez que eles estão em uma área que, além de importantíssima do ponto de vista turístico, é tombada pelo Instituto Estadual do Patrimônio Cultural (Inepac). No entender do governo estadual, as construções quebram a harmonia paisagística da Avenida Atlântica.

A reação não chega a ser uma surpresa. Historicamente, qualquer iniciativa que se proponha a interferir em velhos hábitos, ou em estilos de vida, enfrenta mesmo resistência. No início do século, o processo de reurbanização do Centro, conduzido por Pereira Passos e apelidado de Bota Abaixo, foi duramente criticado. O mesmo aconteceu durante a remoção da favela da Catacumba na década de 60, com as obras do Rio Orla, trinta anos depois, e já começou novamente em razão das intervenções na região do Porto. A questão é que, ao serem postos em prática, tais projetos trazem tantos benefícios que todo mundo esquece a chiadeira anterior. Dentro dessa lógica, o Rio Limpo e a remoção dos postos da orla logo serão adotados pela maioria dos cariocas.

Fonte: Veja Rio

por Carla Knoplech | 09 de Maio de 2012

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RIO LIMPO

A cidade do Rio de Janeiro ganhou o seu projeto “Cidade Limpa”. Denominado “Rio Limpo”, ele restringe a publicidade no Centro da capital fluminense e nos bairros da Zona Sul. A partir desta quarta-feira, 3, fica proibida a veiculação de peças publicitárias em empenas de prédios e outdoors, além de redefinidos os tamanhos de letreiros de bares, restaurantes e lojas. Também será vetada a propaganda ao lado do nome de estabelecimentos, como acontece frequentemente no caso de bares, que trazem os nomes e logomarcas de cervejarias e empresas de bebidas.

As novas regras não envolvem a publicidade em ônibus, pontos de ônibus e táxis. Também continua legalizada qualquer tipo de propaganda da Prefeitura e as autorizadas por ela, como de eventos especiais, caso do réveillon e do carnaval, que normalmente são patrocinados por anunciantes. Com esta iniciativa, o prefeito do Rio de Janeiro Eduardo Paes quer criar uma Zona de Preservação Paisagística e Ambiental (ZPPA), que inicialmente envolverá 22 bairros, mas deverá ser ampliada em um segundo momento.

A partir desta quinta-feira, 4, começará a retirada da publicidade agora considerada irregular, a partir do centro da cidade. A multa diária para quem infringir a lei será de R$ 570. Os estabelecimentos comerciais terão 180 dias para se adequar a nova legislação. No caso destes locais, o tamanho dos letreiros será definido de acordo com o tamanho das fachadas. Os shoppings estão incluídos na lei.

Fonte: Meio & Mensagem

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AÇÃO CIVIL PÚBLICA AJUIZADA CONTRA ORLA RIO E MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO

Foto: Cristina Reis

Os quiosqueiros, que foram expulsos dos quiosques da orla marítima em função de não aceitarem os contratos abusivos impostos pela Orla Rio, foram solicitar ao deputado federal Chico Alencar, que fizesse denúncia ao Ministério Público sobre as diversas irregularidade da concessionária Orla Rio e da Prefeitura na administração dos quiosques da orla marítima de nossa cidade.

O Inquérito Civil para apurar o descumprimento reiterado pela concessionária das obrigações decorrentes do Termo de Concessão de Uso 417/99 foi instaurado em 10/11/2010. Neste mês de abril foi proposta a Ação Civil Pública que pede a invalidação do Termo Aditivo nº 61/2010 em que o prefeito Eduardo Paes amplia o objeto da concessão para explorar serviços bancários e instalar 40 terminais de atendimento e serviços de conveniência, prorroga a concessão de uso por mais quatro anos e nove meses e inclui 27 postos de salvamento existentes e localizados na orla marítima.

Nesta ação o promotor deixa claro a transgressão de decisão judicial da 14ª Câmara Cível, em 06/11/2008 e com trânsito em julgado em 28/12/2011, que proíbe propaganda na orla marítima e nos quiosques:

 “Por fim, registre-se que a Lei Orgânica, ao contemplar a regra de que não há direito a propaganda, impõe a interpretação restritiva do § 8º do art. 463, pois o interesse público na preservação do meio ambiente prepondera sobre os interesses particulares do apelante”.

Outra passagem em que evidencia-se o benefício que o prefeito concede a Orla Rio em detrimento do interesse público: “…o Termo Aditivo nº 61/2010 omite-se em fixar prazo para o cumprimento da principal obrigação da concessionária, vale dizer, a instalação dos 309 novos conjuntos de quiosques e sanitários, em substituição dos antigos.

…Ora, é inadmissível previsão contratual tão vaga e imprecisa num contrato administrativo. É igualmente inadmissível que o Município conceda o uso e exploração de bens públicos mediante contraprestação ilíquida como a que consta no Termo Aditivo nº 61/2010.

., parecendo ao Ministério Público que há prova cabal, e não mera verosimilhança, da ilegalidade e lesividade do Termo Aditivo nº 61/2010, que, além de não prever qualquer prazo para implantação dos novos quiosques, amplia indevidamente o objeto licitado e contratado, em afronta as decisões judiciais já definitivas, amplia o prazo de concessão de uso e permite à concessionária a exploração de serviços bancários sem qualquer contrapartida ao Município. Tudo conforme os elementos fartamente recolhidos nos autos do Inquérito Civil nº 2010.0070112.

.Some-se a isso o fato notório de que o Rio de Janeiro em breve sediará grandes eventos esportivos (Copa do Mundo em 2014 e olimpíadas, em 2016), o que impõe a modernização dos quiosques, medida perseguida desde o longínquo ano de 1999.”

.. imediato inicio das obras de todos os quiosques da orla…”

Nossa interpretação é que devemos pedir a anulação ou caducidade do contrato de concessão e não insistir na possibilidade da Orla Rio construir os quiosques, pois ela já demonstrou que não irá fazê-lo, mesmo depois de ter modificado o projeto original, conforme observamos, mas também em razão de decisão da Justiça Federal na Ação Popular nº 2000.51.01.013719-0, que anula o contrato de concessão, só permitindo a construção dos novos quiosques no trecho de Leme – Copacabana.

O Eduardo Paes mantém esta concessão devido ao apoio que esta empresa costuma dar as campanhas eleitorais de diversos vereadores e secretários municipais que desejem se candidatar, fazendo um grande lobby no legislativo, executivo e judiciário. Logo que o prefeito foi eleito conseguimos um audiência através do Movimento Unido dos Camelôs e entregamos uma carta com as denúncias das irregularidades, inadimplências, descumprimento do cronograma de obras, decisão da Justiça Federal e modificação do projeto original, mas o prefeito reafirmou que manteria esta parceria, está tudo registrado no nosso blog: Leilão das Praias

Fonte: Blog Leilão das Praias

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Indústria não recolhe embalagens, mas rejeita o rótulo de poluidora

Garrafas sujam as areias da Praia da Bica, na Ilha do Governador: reciclagem de embalagens está no centro de uma polêmica nacional. Marcelo Piu / O Globo

Num desabafo, o secretário estadual do Ambiente, Carlos Minc, toca num vespeiro que tem agitado reuniões em Brasília sobre a Política Nacional de Resíduos Sólidos, na qual a reciclagem das embalagens — valiosa fatia de 30% do lixo doméstico brasileiro — está no centro das discussões. A polêmica sobre a responsabilidade das empresas nesse processo é o tema da sexta reportagem da série “Desleixo insustentável”.

— O que me causa estranheza é que as mesmas multinacionais, de diversas áreas, que nos países europeus sustentam um modelo eficiente de reciclagem das embalagens, aqui resistem, esbravejam. Sabem como funciona um sistema de sucesso, mas não querem colocá-lo em prática no Brasil — afirma Minc.

A Secretaria estadual do Ambiente já tem um plano piloto com base na concepção de reciclagem europeia. Ele será testado em cidades da Região Serrana, como Petrópolis e Três Rios, e será baseado no modelo de Portugal, denominado Ponto Verde. A ideia é iniciá-lo ainda no segundo semestre deste ano.

O modelo português não é uma ação isolada: em toda a Europa, 30 países têm sistemas parecidos, que garantem o retorno das embalagens ao início do ciclo, como matéria-prima. Chamado de Ponto Verde, o sistema assegura o rastreamento de toda embalagem colocada no mercado. Portugal recuperou, em 2011, 57% desses materiais. Cumpriu a meta e livrou-se de pesadas multas da União Europeia.

Adoção de modelo português divide indústrias

No Brasil, a discussão entrou na agenda pública com a aprovação da Política Nacional de Resíduos Sólidos, Lei 12.305, em 2010. O texto estabelece princípios praticados na Europa há 20 anos. Quem gera um produto deve se responsabilizar pelo seu descarte adequado.

Para o secretário nacional de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano do Ministério do Meio Ambiente, Nabil Bonduki, as empresas não têm como fugir desta responsabilidade:

— Isso está previsto na nova lei. A questão, que ainda está distante de um consenso, é como este sistema será estruturado — afirma Bonduki.

Na última terça-feira, numa sala do Ministério do Meio Ambiente, a reunião de setores da indústria que debatem o assunto terminou em impasse. De um lado, o Compromisso Empresarial para Reciclagem – CEMPRE — entidade que congrega pesos-pesados como Coca-Cola, Ambev e Nestlé. Do outro, algumas empresas, capitaneadas pela indústria do vidro, defendem a aplicação do modelo europeu de logística reversa (reaproveitamento das embalagens).

Presidente do Cempre, Victor Bicca, explica, por e-mail, o ponto de vista da entidade:

“O melhor modelo é o brasileiro, que hoje inspira países da América Latina, África e Ásia e foi reconhecido pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) como case de sucesso do tripé da sustentabilidade: econômico, ambiental e social. Ao longo dos últimos 20 anos, a indústria investiu muito na cadeia de reciclagem de plásticos, papel/papelão, longa-vida, alumínio e aço. Estes materiais já possuem logística reversa consolidada com índices altos de retorno à cadeia produtiva”, escreveu Bicca. “Precisamos, no entanto, melhorar muito nos aspectos tributários e fiscais que ainda empurram grande parte do setor para a informalidade. Por fim, devemos reduzir a intermediação no comércio de recicláveis e não ampliá-la”.

Bicca ressaltou ainda que as empresas devem apoiar as cooperativas “como forma de exercer sua responsabilidade pós-consumo, como prevê a lei 12.305 em seu artigo 33″ (que diz que as empresas podem atuar em parceria com cooperativas de catadores).

— Alguns setores querem manter o modelo semiescravagista da reciclagem — rebate Carlos Silva, diretor executivo da Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais -ABRELPE. — Os índices de reciclagem são pífios. Nós queremos um modelo profissionalizado, com inclusão dos catadores. Eles devem ser empreendedores do setor de reciclagem.

Minc também contesta o que hoje se faz no Brasil:

— Se fosse eficiente, eu não teria retirado toneladas de garrafas PET dos rios. Hoje mesmo (ontem, Dia Mundial da Água), encontramos imensa quantidade de embalagem nas praias cariocas. O Brasil perde R$ 8 bilhões ao ano por não se reciclar. Isso é custo.

O GLOBO

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Tragédia do Rio é alerta para obras em condomínios

Desabamento de edifícios que matou 17 pessoas em janeiro serve como alerta para administradoras, síndicos e condôminos. Saiba como fazer uma reforma segura

Apesar de as especulações sobre os motivos da tragédia do desabamento que matou 17 pessoas no Rio de Janeiro ainda dominarem o noticiário, a maior parte dos especialistas concorda que a falta de cuidados nas reformas causaram danos permanentes à estrutura do Edifício Liberdade e, com o tempo, esses danos levaram ao inevitável desmoronamento.

O incidente serve como um alerta para síndicos, administradoras e condôminos, segundo o diretor do LicitaMais e especialista em condomínios Lincoln César do Amaral Filho. “Se há uma lição que podemos tirar dessa tragédia é que, quando se trata de segurança, fiscalização e prevenção nunca são demais”, ressalta.

 Os avanços na construção civil há muito tempo garantem que a maioria das estruturas construídas fique de pé indefinidamente, mas o risco de um acidente é inevitavelmente maior quando falham as medidas e as regras criadas para assegurar a integridade estrutural, como obras mal executadas, por exemplo. “Imóveis estão sempre expostos a problemas estruturais”, diz Lincoln.

Em um condomínio, é papel do síndico garantir que as normas que regem a vida em comum sejam seguidas. É vital, no entanto, que todos os condôminos estejam cientes dos riscos que uma obra ou reforma mal feita pode trazer a eles e a todos os vizinhos. Por isso, a administração do condomínio deve certificar-se de que as regras – e os riscos decorrentes do não cumprimento – sejam muito bem comunicadas a todos. “Seja em assembleias, murais ou em eventuais informativos. Neste caso, aliás, uma ferramenta de assembleia virtual pode ser uma ferramenta preciosa de comunicação”, afirma o diretor do LicitaMais.

O que fazer
Para a arquiteta Belisa Guelmann, da RG Arquitetura e Design, alguns temas devem sempre estar presentes nas assembleias de condomínio. “A primeira delas é a necessidade de acompanhamento de um profissional, seja arquiteto ou engenheiro”, lembra. “Outro fato importante é respeitar o projeto estrutural. Não só a demolição, mas também perfurações em colunas ou vigas para passar dutos e tubulações podem acabar comprometendo a estrutura”, alerta Belisa.

A profissional frisa que acréscimo de pavimentos ou fechamento de varandas e sacadas pode causar sobrepeso na estrutura. Já a colocação de ar condicionado ou outros equipamentos pode ocasionar sobrecarga do quadro elétrico, o que pode gerar incêndios. “Outra dica é que para qualquer alteração de fachada ou janelas, o estatuto do condomínio deve ser consultado”, orienta Rosi.

Segundo o empresário e incorporador Ronaldo Alembergh, mesmo com todas as precauções, é essencial que os proprietários certifiquem-se de fazer um seguro do imóvel. Todo condomínio no Brasil é obrigado a ter um seguro chamado Cobertura Básica Ampla, que protege a estrutura do prédio e os móveis das áreas comuns contra danos. “Os apartamentos, no entanto, devem ter seguros individuais, pois obras sempre possibilitam problemas como infiltrações e outras coisas, às vezes mais graves”, indica.

É importante também sempre acompanhar de perto a obra, de preferência sob os olhares de um engenheiro, que tenha estudado muito bem a estrutura do prédio e saiba exatamente onde pode mexer. Um acompanhamento criterioso pode eventualmente perceber indícios de danos à estrutura, como rachaduras e dificuldades de abrir portas ou janelas.

Por fim, é importante sempre reportar – se possível nos mínimos detalhes – qualquer incidente ou mudança de planos da obra ou reforma à administração do condomínio. No caso do Edifício Liberdade, por exemplo, foram levantadas suspeitas de uma explosão por conta de vazamento de gás, de corrosão e infiltração da laje de cobertura e até de sobrepeso por conta de depósito de entulho.

Da redação do LicitaMais

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Rio inicia plano de licenciamento para 2016

A previsão de receita com a venda de produtos oficiais dos Jogos Olímpicos do Rio, em 2016, é a menor dos últimos anos. O Comitê Organizador Rio 2016 lançou nesta terça-feira o programa de licenciamento de camisas, chaveiros, selos e demais mercadorias. Em Pequim, o faturamento com a venda de produtos licenciados foi de US$ 130 milhões. Em Londres, a previsão é de US$ 160 mi e, para os Jogos do Brasil, de US$ 100 milhões.

A gerente geral de Licenciamento, Varejo e Concessões do Rio 2016, Sylmara Multini, classificou a previsão brasileira como “conservadora”. “Ainda não fechamos nenhum contrato, estamos começando agora o processo de licenciamento, por isso o número é cauteloso”, disse. A expectativa de desenvolvimento de produtos para os Jogos do Rio, no entanto, é mais otimista: 12 mil, ante 10 mil em Londres e 8 mil em Pequim.

O Rio 2016 espera ter 5 mil pontos de venda no País, com 150 lojas oficiais – 80% delas no Rio, as demais em “cidades-chave”. O Maracanã, em reforma para a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos do Rio, vai ter 6 lojas. Uma “megaloja” vai ser erguida na areia da Praia de Copacabana, na zona sul do Rio. O Comitê estima que a comercialização de produtos oficiais movimente R$ 2 bilhões no mercado brasileiro, com a venda no varejo.

Os primeiros produtos – selos, pins e moedas – começam a ser vendidos durante os Jogos de Londres. Segundo o diretor geral do Rio 2016, Leonardo Gryner, os produtos licenciados são uma forma de “engajamento com todos os brasileiros, já que nem todo mundo vai ter a chance de assistir aos Jogos de perto”. Sylmara completou: “Nem todos vão poder vir, mas todos vão ter a chance de experimentar os Jogos”.

Nesta terça, o programa de licenciamento foi apresentado a 150 empresas interessadas. Para cada categoria de produto haverá abertura de concorrência, que vai levar em conta não só preço, mas critérios como capacidade de fabricação, qualidade e comunicação.

A ideia é produzir produtos para três marcas: Jogos Olímpicos, Jogos Paraolímpicos e Time Brasil, como é chamada pelo Comitê Olímpico Brasileiro (COB) a delegação do País. O Rio 2016 já começou a estudar formas de evitar a falsificação dos produtos oficiais.

Fonte: CGN – Informação e Ponto

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U2 em Copacabana

Antes do show deste ano do U2 no Brasil os boatos é que eles fariam um show em Copacabana mas a ideia acabou não vingando. Só que parece que a banda se empolgou com a ideia e está planejando fazer um show diretamente, na véspera da final da Copa do Mundo, de um porta-aviões estacionado perto da praia, barcos e iates teriam autorização para se aproximar e ver o espetáculo e telões devem ser instalados na areia para que todos tenham uma boa visão do grupo.

Não acho que isso vá acontecer, não sou um especialista em navios mas acho que um porta-aviões não pode se aproximar o suficiente da praia de Copacabana sem correr o risco de encalhar e não seria muito divertido ver o show apenas do telão. O mais provável é que instalem o palco na praia, a equipe da banda acredita que teria público recorde e que não seria difícil conseguir patrocínio.

Outra ideia, caso o show no mar não vingue, é instalar um palco de 180º em Copacabana. A equipe de Bono acredita que o público pode ser recorde e que não seria difícil conseguir patrocínio para a apresentação. Claro que não seria, imagine, Copa do Mundo já atrai muita atenção com um mega-show como esse…

Outra notícia dada pela Mônica Bergamo da Folha de São Paulo é que a banda irlandesa está planejando gravar um DVD no Corcovado com participação de brasileiros como Ivete Sangalo e Roberto Carlos. A renda do DVD seria revertido para projetos humanitários. As imagens com certeza iriam ser lindas.

Fonte: Site Diário do Rio

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