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Mapa de teleférico que ligaria Copacabana à Tijuca é descoberto na Alemanha

Faz cem anos que o bondinho do Pão de Açúcar alçou os ares pela primeira vez, em 27 de outubro de 1912. Feito de madeira e pintado de amarelo, o “camarote carril”, como era chamado, deslizou da Praia Vermelha até o Morro da Urca, levando 577 passageiros no dia da inauguração, depois de pouco mais de três anos de obras e planejamento. No meio da construção, entre a abertura do primeiro trecho, até o Morro da Urca, e a inauguração do segundo, até o Pão de Açúcar, o mapa de outro teleférico — ligando Copacabana à Tijuca — foi elaborado. A data colocada no mapa que passou cem anos guardado numa gaveta é 5 de novembro de 1912.

O teleférico que iria de Copacabana até a Tijuca foi planejado pela empresa alemã Julius Pohlig AG, a mesma chamada pelo engenheiro brasileiro Augusto Ferreira Ramos para construir o bondinho do Pão de Açúcar. O mapa foi encontrado no Arquivo Industrial Renano-Westfaliano (RWWA, na sigla em alemão), em Colônia, na Alemanha, justamente por conta do centenário do bondinho do Pão de Açúcar: funcionários fizeram uma busca para ver se achavam algo interessante para o prefeito de Colônia levar ao Rio na sua próxima visita.

— Dentro do material do bondinho do Pão de Açúcar, achamos um mapa com o título “Situação do projetado teleférico de pessoas”. Quando se diz que algo é “projetado”, significa que existia uma intenção concreta de realizar o projeto — conta Ulrich Soénius, diretor do RWWA. — Nós pensávamos que só podia ser o mapa da construção do bondinho até o Pão de Açúcar. Até que eu reparei que no mapa havia sete paradas e passagem pelo Corcovado.

A Companhia Caminho Aéreo Pão de Açúcar havia solicitado a projeção de mais um teleférico espetacular conectando os mais altos morros cariocas. Desenhado à mão, o mapa mostra a linha detalhada de um teleférico. O caminho tem paradas no Morro da Saudade, no Corcovado e no Morro da Formiga.

— Julius Pohlig, fundador da empresa, era famoso pelo conhecimento na área de transporte teleférico. Ele queria construir bondinhos pela extração de carvão nas minas alemãs. Como ele conseguiu o convite de construir o bondinho do Pão de Açúcar, a gente não sabe, mas, sem dúvida, era uma sensação, o morro já era famoso mundialmente — diz o diretor do RWWA.

Engenheiro diz que projeto seria viável
Por causa de um incêndio no antigo prédio da Julius Pohlig AG, perderam-se documentos como correspondências entre a empresa alemã e a empresa de Augusto Ramos. Por isso faltam informações que expliquem por que o teleférico Copacabana-Tijuca não saiu do papel.

— Talvez o projeto não tenha sido realizado por motivos financeiros — acredita Soénius.

Diretor do Clube de Engenharia, Luiz Carneiro de Oliveira analisou o mapa alemão. Ele nunca tinha ouvido falar sobre o ambicioso projeto.

— O mapa mostra a ligação através de teleférico de Copacabana até a Fábrica das Chitas, perto da Praça Saens Peña. O desenho parece perfeitamente viável em termos de engenharia. Na época em que foi concebido, seria um projeto espetacular, caro e turístico, já que não tem capacidade de transporte de massa. Era para quem quisesse passear vendo a paisagem — afirma Oliveira, que acredita que o projeto teria sido idealizado por Augusto Ramos.

— O trigrama CHR no mapa antigo poderia ser do engenheiro alemão — estima Soénius.

Julius Pohlig fundou sua primeira empresa em 1874. Através de fusões, a empresa de Julius tornou-se mais tarde a companhia Pohlig-Heckel, presente no Brasil desde 1955.

— Em 1903, dez anos antes de terminar as construções do bondinho do Pão de Açúcar, Pohlig já tinha se retirado da empresa, mas com certeza ainda agiu como consultor nas obras do Rio — diz Ulrich Soénius.

Fonte: Blog Pedra do Leme

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Discurso da Ministra da Cultura do Brasil,

Sra. Ana de Hollanda.

Senhora Presidente do Comitê do Patrimônio Mundial, boa tarde.

Em nome do Governo brasileiro, cumprimento todos os presentes e agradeço aos membros do Comitê a inscrição da paisagem cultural do Rio de Janeiro na Lista do Patrimônio Mundial.

Esta inscrição preenche uma lacuna, porque não se pode pensar no patrimônio do Brasil sem visualizar o cenário da cidade do Rio de Janeiro.

Também representa um avanço nas políticas públicas do Brasil, que cada vez mais se voltam para o desafio de compreender o patrimônio cultural como uma dimensão essencial para a nossa gestão territorial.

E é também um marco para esta Convenção, uma vez que se trata da primeira área urbana em uma metropole inscrita como paisagem cultural.

Por tanto ineditismo, acompanhado por desafios da mesma grandeza, desejamos compartilhar este momento com a comunidade internacional.

Para nós do Brasil, esta Convenção tem duas dimensões claras para o seu futuro:a da paisagem e a da cooperação.

Em primeiro lugar, a paisagem, porque não é possível avançar nas políticas culturais sem compreender que as relações entre o homem e o meio constituem um novo campo de formulações;

Que, por um lado, aproxima a política de patrimônio das discussões mais relevantes que ocorrem no campo multilateral, como as relacionadas ao desenvolvimento sustentável;

E, por outro, possibilita a criação de uma nova cartografia patrimonial, rompendo com uma visão predominantemente historicista, e substituindo-a por abordagens mais amplas de compreensão do mundo.

Em segundo lugar, a cooperação, porque é a única maneira de enfrentarmos os desequilíbrios entre os países, o que também se verifica no desequilíbrio da Lista do Patrimônio Mundial.

Ademais, a cooperação é o instrumento que responde aos princípios que deve prevalecer na nossa Convenção: o patrimônio rompe barreiras, o patrimônio é um direito de todos nós.

A nomeação do Rio de Janeiro, síntese do Brasil, agora declarado Patrimônio Mundial, expõe para todos nós esse desafio.

Obrigada ao Comitê pela confiança depositada e pelo avanço conceitual que juntos construímos e que queremos celebrar.

Estão todos convidados a desfrutar conosco desta maravilhosa cidade que é o Rio de Janeiro.

Muito obrigada!

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Título da Unesco aumenta responsabilidade para vencer desafios na área ambiental do Rio, diz Carlos Minc

O título inédito de Patrimônio Mundial da Humanidade, na categoria Paisagem Cultural Urbana, para a capital fluminense, “traz muita alegria, mas também, muita responsabilidade”, disse nesta terça-feira (3) à Agência Brasil o secretário estadual do Ambiente do Rio de Janeiro, Carlos Minc.

Pão de Açúcar, no Rio de Janeiro. / Foto: Henrique Andrade Camargo

O título foi concedido no último final de semana pela Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco), em votação realizada na cidade de São Petersburgo, na Rússia.

Minc ressaltou que o estado do Rio já reúne dois títulos importantes. É o estado que mais preserva a Mata Atlântica, com menos de 1 quilômetro quadrado de desmatamento. “O Rio está próximo do desmatamento zero. E a gente quer dobrar a Mata Atlântica. Um título como este [da Unesco] só reforça esse impulso, essa disposição”.

O Rio é também o primeiro estado da Federação que acabou com os lixões, entre os quais os de Itaoca, em São Gonçalo, de Babi, em Belford Roxo, na Baixada Fluminense, e o de Gramacho, maior lixão a céu aberto da América Latina, em Caxias, além dos situados nos municípios de Cachoeiras de Macacu, Guapimirim e Miguel Pereira. “Fechamos todos os lixões no entorno da Baía de Guanabara”.

O secretário destacou, entretanto, que o título inédito traz desafios que terão de ser vencidos por todos: governo e sociedade. Limpeza das praias, saneamento nas favelas e reciclagem são alguns problemas a serem superados, lembrou.

O Programa Cena Limpa lançado recentemente, segundo Minc, tem por objetivo de limpar seis praias do município do Rio de Janeiro (Leme, São Conrado, Leblon, Ipanema, Urca e Praia da Bica). No final deste ano, “até impulsionados por esse título, vamos lançar o Cena Limpa 2”, anunciou. A meta é limpar mais seis praias, entre elas as de Copacabana, Paquetá e parte da Praia da Barra da Tijuca.

Alana Gandra, da Agência Brasil

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Rio de Janeiro é Patrimônio Mundial

O Rio de Janeiro tornou-se Patrimônio Mundial. A decisão foi anuncida em São Petersburgo, na Rússia, durante a 36ª. sessão do Comitê do Patrimônio Mundial da Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura, Unesco. A escolha foi feita na categoria “paisagem natural urbana”.

A candidatura do Rio baseou-se na topografia da cidade com belezas naturais como a Floresta da Tijuca, o Pão de Açúcar, a Baía de Guanabara entre outros pontos que se tornaram cartões postais reconhecidos em todo o o mundo. A apresentação, em São Petersburgo, foi feita pela ministra da Cultura, Ana de Hollanda, e pelo presidente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, Iphan, Luiz Fernando de Almeida.

Ao se tornar Patrimônio Mundial, o Rio de Janeiro passa a receber apoio técnico da Unesco para a conservação também de pontos da sua paisagem como a Praia de Copacabana, o Jardim Botânico, o Morro do Corcovado, que abriga o Cristo Redentor, e o Aterro do Flamengo.

Neste sábado, a Unesco escolheu as Fortificações de Elvas, em Portugal, para integrar a lista de Patrimônio Mundial, além da Mesquita de Sexta-Feira, no Irã. A 36ª. sessão do Comitê do Patrimônio Mundial deve terminar nesta sexta-feira.

Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU

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Mutirão combaterá sujeira deixada nas praias

Um copo de mate e uma lata de cerveja vazios não pesam mais que 500 gramas juntos. Então imagine a quantidade jogada nas praias para acumular as mais de 50 toneladas de lixo recolhidas diariamente nas areias do Rio. Para conscientizar a população sobre a importância de se cuidar do lixo e de se preservarem as praias, O GLOBO promove domingo um mutirão de limpeza em três das mais famosas praias da orla carioca: Copacabana, Leblon e Ipanema. A ação — uma parceria com o movimento Rio Eu Amo Eu Cuido — faz parte da campanha pela preservação das toninhas, simpática espécie de golfinhos (Pontoporia blainvillei) que vive na costa do estado e corre risco de extinção.

— A intenção é mostrar que o simples ato de recolher seu lixo contribui não apenas para o bem-estar do banhista, mas também para a defesa desses ilustres desconhecidos que só nadam em águas muito limpas. E um mutirão tem a força de conscientizar as pessoas sobre a necessidade de se cuidar do ambiente em que vivemos — explica Fernanda Araújo, gerente de Marketing do jornal.

O mutirão de domingo começa às 9h30m, em frente ao Posto 5, na Praia de Copacabana, altura da Rua Sá Ferreira; no Posto 10, altura da Rua Aníbal de Mendonça, em Ipanema; e em frente ao Posto 12, próximo à Rua Rainha Guilhermina, no Leblon. Os participantes receberão um kit limpeza, com luvas, saco de lixo e camiseta da campanha. Às vésperas da Rio+20, o evento já conquistou o apoio de autoridades e personalidades do Rio, como o cineasta Cacá Diegues:

— As praias são nossa sala de visitas, onde reunimos a família e recebemos os amigos. Já pensou uma sala de visitas imunda, cheia de lixo para tudo quanto é lado? A praia é um espaço público, e todo espaço público também é de cada um de nós, tem de ser tratado como nosso lar.

Frequentadora assídua da praia, a ex-campeã e atual empresária Isabel do Vôlei também apoia a iniciativa:

— Eu vou à praia todos os dias e vejo que muitos desses banhistas sequer percebem que deixaram o lixo na praia. É falta de educação. Acho que o mutirão é importante, porque chama a atenção desse banhista. E um pouquinho de constrangimento é bom para ele aprender, porque esse tipo de movimento traz este olhar, esta consciência.

Presidente da Federação de Bodyboading do Rio, Flávio Britto acredita que os banhistas hoje estão mais conscientes, mas observou que ainda há muito lixo nas praias:

— Em Copacabana, as praias próximas às saídas do metrô acumulam mais lixo, porque o movimento ali é maior. A gente percebe que falta informação. Se as pessoas soubessem os problemas que o lixo pode causar à saúde e ao ambiente, teríamos praias mais limpas. Por isso, o mutirão é tão importante.

Fonte: O Globo

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Bares do Pavão-Pavãozinho e do Cantagalo vão vender pratos sofisticados durante a Rio+20

Rio de Janeiro – A Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, programada para junho, no Rio de Janeiro, será também uma oportunidade para os turistas conhecerem pratos sofisticados, porém com ingredientes genuinamente brasileiros e preços reduzidos. A comida será preparada por moradores das comunidades Pavão-Pavãozinho e Cantagalo, localizadas em Ipanema e Copacabana, zona sul da cidade.

A programação começará no dia 13 de junho e se estenderá até o final da Rio+20, no dia 22. O organizador é o professor de Varejo da Fundação Getulio Vargas Daniel Plá. Dez pequenos bares (biroscas) dos morros estão sendo preparados por quatro chefes de cozinha de restaurantes do Rio para oferecer aos visitantes estrangeiros pratos com toques nacionais, como uma paella carioca, que leva até feijão, ou o ravióli recheado de rabada.

As vendas foram “escolhidas a dedo”, em função de sua localização e, também, da qualidade dos serviços prestados, disse Daniel Plá à Agência Brasil. Durante todos os dias da Rio+20, elas oferecerão os pratos diferenciados aos visitantes.

“Cada um dos birosqueiros vai aprender dez frases em inglês. Os pratos serão oferecidos aos turistas a R$ 45, com apresentação de pratos de restaurantes cinco estrelas. Será cobrado um preço especial para quem mora na comunidade. Isso já está combinado”, explicou. O cardápio para os turistas inclui, além do prato principal, o serviço e uma dose de caipirinha.

Os pequenos bares dos morros sempre chamaram a atenção do professor pela criatividade, alegria e música que a maioria deles oferece. “É um mundo à parte. É como se tivesse uma cidade do interior do Brasil no miolo de Ipanema e Copacabana”, disse. Segundo o professor da FGV, o momento é bom para mostrar que “se for bem trabalhada na questão do turismo, a favela se autossustenta”.

O projeto tem a finalidade de fazer com que a comunidade do morro ganhe dinheiro com a Rio+20 e não apenas as agências de turismo, disse Daniel Plá. A expectativa é que, com a conferência, as dez vendas faturem em torno de R$ 6 mil cada. “O dinheiro vai direto para os birosqueiros envolvidos e os quatro guias turísticos, todos jovens das comunidades, dois dos quais falam inglês com fluência”.

Edição: Talita Cavalcante

Alana Gandra, repórter da Agência Brasil

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Rio de Janeiro se candidata ao título de patrimônio mundial da Unesco

As autoridades do Brasil apresentaram a candidatura da cidade do Rio de Janeiro ao título de patrimônio mundial da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). A ideia é reunir esforços internacionais na luta pela preservação da cultura e das riquezas naturais de uma área que inclui os principais pontos turísticos cariocas.

Em julho, o projeto da Unesco será analisado em São Petesburgo, na Rússia. Depois, os especialistas votarão a proposta brasileira, apresentada nesta terça-feira (15), para decidir se o Rio deve receber o título. O público-alvo das apresentações é formado pelas representações diplomáticas dos 21 países com poder de voto na Convenção do Patrimônio Mundial, membros das principais universidades, formadores de opinião, jornalistas e instituições de preservação de todo o mundo.

Atualmente, 911 sítios são considerados como patrimônio mundial da Unesco, localizados em 151 países. O Brasil faz parte dessa lista, com 18 sítios cadastrados – entre eles Brasília, o centro histórico de Salvador e as reservas de Fernando de Noronha.

O Projeto Rio de Janeiro, Paisagem Cariocas entre a Montanha e o Mar foi apresenado pela embaixadora do Brasil na Unesco, Maria Laura da Rocha, pelo presidente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Luiz Fernando de Almeida, e pela superintendente do Iphan, Cristina Lodi.

Pela proposta apresentada, as áreas que devem ser incluídas como patrimônio vão do alto do Corcovado até o Morro do Pico, em Niterói. Também devem ser incluídos pontos turísticos conhecidos, como o Parque Nacional da Tijuca, o Passeio Público, o Jardim Botânico, o Parque do Flamengo, a Baía de Guanabara e as orlas de Copacabana – com as praias do Leme, de Copacabana, Urca e Botafogo.

O presidente do Iphan disse que a situação social e econômica da cidade dificulta o trabalho de preservação de suas características naturais. Para Almeida, os grandes eventos internacionais, como a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos de 216, representam um desafio na luta pela conservação do Rio, que não deve ser feita de forma pontual .

A embaixadora Maria Laura da Rocha está otimista em relação à candidatura do Rio, embora especialistas tenham sugerido mudanças no documento final. “Eles [os especialistas] reconheceram as características de patrimônio mundial, o valor universal. Mas acharam que há algumas dúvidas quanto ao plano de gestão e monitoramento”, disse ela.

Renata Giraldi, da Agência Brasil

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Fechados por risco à saúde

Prefeitura divulga lista de 53 pontos de comércio que vendiam alimentos inadequados

Rio –  A Superintendência de Vigilância e Fiscalização Sanitária em Alimentos  do município divulgou, ontem, no Diário Oficial, a lista de 53 estabelecimentos comerciais — padarias, lanchonetes, bares, restaurantes e supermercados — que foram interditados por falta de higiene e problemas na estrutura. Em todos, havia irregularidades que colocavam em risco a saúde dos consumidores. Doze dos lugares fechados ficam em pontos nobres da Zona Sul. O Centro do Rio continua sendo a região recordista de problemas.

Foto: Arte O Dia

Foto: Arte O Dia

De acordo com a Vigilância Sanitária, os problemas encontrados vão desde infestação de ratos e baratas ao uso de produtos com data de validade vencida e até com mofo visível. A multa mais cara, que é para a falta de higiene total, custa R$ 1.114. Outros 71 estabelecimentos foram notificados para se adequarem em até 60 dias às normas de higiene.

Há casos ainda em que o local apresenta infiltração, mofo nas paredes, falta de manutenção nas gôndolas e prateleiras quebradas. As interdições são resultados de inspeções nos últimos dois meses. Conforme dados da ouvidoria do órgão, funcionários são a maior fonte de denúncia.

Também foi divulgada outra lista: a de 25 locais liberados para reabrir após terem cumprido as exigências do município. A Vigilância Sanitária faz, em média, 190 inspeções por dias. Só no mês passado foram 982 intimações e 6,4 toneladas de produtos condenados.

Portal IG POR CHRISTINA NASCIMENTO

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Rio limpo cria área de preservação paisagística e limita publicidade no centro e zona sul da cidade

A Prefeitura do Rio de Janeiro cria, através de decreto, o projeto Rio Limpo que tem como objetivo valorizar e preservar o Patrimônio Paisagístico e Cultural da Cidade do Rio de Janeiro nas regiões do Centro e da Zona Sul. O decreto cria a Zona de Preservação Paisagística e Ambiental 1 (ZPPA-1) que vai diminuir a poluição visual e a degradação ambiental, além de promover uma melhor gestão do espaço publicitário em uma cidade de belezas naturais e arquitetônicas privilegiadas e reconhecidas internacionalmente.

 A partir da publicação do decreto estão imediatamente proibidos anúncios que cubram fachada, anúncios em outdoors, em letreiros em cobertura de prédios, em empenas cegas, em tapumes e em redes de proteção de obras, nas áreas das I, II, IV e V Regiões Administrativas, que englobam os bairros da Saúde, Santo Cristo, Gamboa, Caju, Centro, Lapa, Botafogo, Catete, Cosme Velho, Flamengo, Glória, Humaitá, Urca, Copacabana, Leme, Lagoa, Leblon Ipanema, Gávea, Jardim Botânico, São Conrado e Vidigal.

Os anúncios indicativos (nome dos estabelecimentos) passarão a ter dimensões de um metro e meio, quatro e 10 metros quadrados, dependendo da extensão da fachada do imóvel e não poderão estar associados à marcas publicitárias:

 1) Fachadas de até 10 metros, o indicativo do estabelecimento será de um metro e meio metro quadrado sendo possível, em caso de comércio de esquina, um indicativo (1,5m2) voltado para cada lado das ruas.

2) Fachadas entre 10 metros e 100 metros lineares, o indicativo terá quatro metros quadrados.

3) Acima de 100 metros lineares serão permitidos até dois indicativos de 10 metros quadrados cada, respeitando uma distância mínima de 40 metros lineares entre cada anúncio.

Em fachadas de shoppings e centros comerciais que não possuam lojas voltadas para rua, será possível a instalação de dois indicativos de 10 metros quadrados. No caso de shoppings e centros comercias com lojas voltadas para a rua, o indicativo das lojas será de um metro e meio quadrado e os indicativos de fachada seguirão a regulamentação por tamanho da fachada (ver itens 1,2 e 3 acima).

Não serão considerados anúncios os banners ou pôsteres indicativos de eventos culturais exibidos em museus, teatros (dentro dos shoppings e fora deles) bem como áreas reservadas nos cinemas para mensagens alusivas aos filmes em exibição. No entanto, eles não poderão ultrapassar 10% do tamanho da fachada. Painéis com mensagens indicativas (totens ou prismas) instalados em área de afastamento frontal dos lotes, serão permitidos desde que área para o indicativo do estabelecimento não ultrapasse dois metros quadrados e o limite de altura de seis metros. O Rio Limpo não atinge os indicativos obrigatórios pela legislação municipal, estadual e federal, como por exemplo placas de obras e exigidas pelo CREA; tabela de preços de combustíveis exigida pela ANP); anúncios nos estandes de venda de imóveis em construção, anúncios em mobiliário urbano (abrigo de ônibus, indicadores de logradouros públicos, bancas de jornais ) e anúncios veiculados em caráter transitório referentes a eventos com autorização do Prefeito.

Os prazos para o cumprimento das novas regras é de até 180 dias. A multa por descumprimento do decreto que cria o Rio Limpo será diária no valor de R$ 570,00. No caso de reincidência ou persistência da irregularidade, o valor da multa será dobrado. Os responsáveis deverão arcar com os custos da retirada dos indicativos irregulares.

Portal da Prefeitura RJ

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A paisagem do Rio vai mudar

A retirada dos painéis publicitários e o fechamento dos postos de combustível da Avenida Atlântica podem embelezar (ainda mais) o panorama da cidade

 

Vista do Centro, na versão sem os letreiros, e hoje (abaixo), com os anúncios: visual mais limpo

 O visual do Rio, que já impressiona pelos seus encantos naturais, deve ficar ainda mais aprazível nos próximos meses. Providencial, o retoque virá de duas iniciativas que prometem eliminar da paisagem alguns excessos visuais e construções horrendas da cidade. No dia 02 de maio, o prefeito Eduardo Paes decretou o fim dos painéis, letreiros e anúncios publicitários em prédios do Centro e da Zona Sul. Com a criação da Zona de Preservação Paisagística e Ambiental (ZPPA), abrangendo 22 bairros, foram banidas propagandas em outdoors, marquises e no alto de edifícios. Os estabelecimentos comerciais também terão de trocar os luminosos e placas por outros de menor tamanho, proporcionais à extensão da fachada. Em paralelo, o governador Sérgio Cabral decidiu finalmente cancelar a licença dos cinco postos de combustível que poluem a vista da orla de Copacabana. Eles agora têm prazo até 6 de junho para deixar os espaços localizados nos canteiros centrais da Avenida Atlântica. “A cidade merece essa limpeza arquitetônica e paisagística há tempos”, afirma Alex Costa, secretário especial de Ordem Pública, que coordenará a remoção das peças publicitárias.

Abastecimento em Copacabana: com os dias contados

Ao atacar os letreiros e luminosos, a prefeitura segue exemplos bem-sucedidos mundo afora. Cidades como Paris, Madri, Londres e Barcelona adotam regras rígidas para esse tipo de exploração comercial do espaço urbano. No Brasil, São Paulo acabou com tal modalidade de propaganda há cinco anos. Batizado como Rio Limpo, o programa carioca terá como alvo cerca de 300 imóveis, que devem retirar imediatamente seus anúncios. Quem tinha autorização anterior também fica com a licença automaticamente revogada. As regras se estendem a lojas, bares, restaurantes, bancos e shopping centers. Seus letreiros deverão ocupar entre 1,5 e 10 metros quadrados, de acordo com a largura da fachada. A canetada do prefeito, no entanto, mantém uma série de outros exemplos de publicidade, como as placas em ônibus, táxis e bancas de jornal. Mas a iniciativa tem uma falha: o decreto municipal não contempla a propaganda do poder público, o que vem gerando críticas sobre a falta de critério. Dizendo-se imbuído da missão de limpar o Rio, Paes pretende analisar pessoalmente caso a caso e garante que a lista de concessões estará concentrada apenas em grandes eventos, como o réveillon e o Rock in Rio. “A legislação anterior era muito ruim e confusa”, considera o prefeito. “Agora temos uma lei um pouco mais radical, que organizará todo o setor e terá efeitos estéticos imediatos.”

A remoção dos postos de gasolina da orla de Copacabana segue raciocínio semelhante, uma vez que eles estão em uma área que, além de importantíssima do ponto de vista turístico, é tombada pelo Instituto Estadual do Patrimônio Cultural (Inepac). No entender do governo estadual, as construções quebram a harmonia paisagística da Avenida Atlântica.

A reação não chega a ser uma surpresa. Historicamente, qualquer iniciativa que se proponha a interferir em velhos hábitos, ou em estilos de vida, enfrenta mesmo resistência. No início do século, o processo de reurbanização do Centro, conduzido por Pereira Passos e apelidado de Bota Abaixo, foi duramente criticado. O mesmo aconteceu durante a remoção da favela da Catacumba na década de 60, com as obras do Rio Orla, trinta anos depois, e já começou novamente em razão das intervenções na região do Porto. A questão é que, ao serem postos em prática, tais projetos trazem tantos benefícios que todo mundo esquece a chiadeira anterior. Dentro dessa lógica, o Rio Limpo e a remoção dos postos da orla logo serão adotados pela maioria dos cariocas.

Fonte: Veja Rio

por Carla Knoplech | 09 de Maio de 2012

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