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Discurso da Ministra da Cultura do Brasil,

Sra. Ana de Hollanda.

Senhora Presidente do Comitê do Patrimônio Mundial, boa tarde.

Em nome do Governo brasileiro, cumprimento todos os presentes e agradeço aos membros do Comitê a inscrição da paisagem cultural do Rio de Janeiro na Lista do Patrimônio Mundial.

Esta inscrição preenche uma lacuna, porque não se pode pensar no patrimônio do Brasil sem visualizar o cenário da cidade do Rio de Janeiro.

Também representa um avanço nas políticas públicas do Brasil, que cada vez mais se voltam para o desafio de compreender o patrimônio cultural como uma dimensão essencial para a nossa gestão territorial.

E é também um marco para esta Convenção, uma vez que se trata da primeira área urbana em uma metropole inscrita como paisagem cultural.

Por tanto ineditismo, acompanhado por desafios da mesma grandeza, desejamos compartilhar este momento com a comunidade internacional.

Para nós do Brasil, esta Convenção tem duas dimensões claras para o seu futuro:a da paisagem e a da cooperação.

Em primeiro lugar, a paisagem, porque não é possível avançar nas políticas culturais sem compreender que as relações entre o homem e o meio constituem um novo campo de formulações;

Que, por um lado, aproxima a política de patrimônio das discussões mais relevantes que ocorrem no campo multilateral, como as relacionadas ao desenvolvimento sustentável;

E, por outro, possibilita a criação de uma nova cartografia patrimonial, rompendo com uma visão predominantemente historicista, e substituindo-a por abordagens mais amplas de compreensão do mundo.

Em segundo lugar, a cooperação, porque é a única maneira de enfrentarmos os desequilíbrios entre os países, o que também se verifica no desequilíbrio da Lista do Patrimônio Mundial.

Ademais, a cooperação é o instrumento que responde aos princípios que deve prevalecer na nossa Convenção: o patrimônio rompe barreiras, o patrimônio é um direito de todos nós.

A nomeação do Rio de Janeiro, síntese do Brasil, agora declarado Patrimônio Mundial, expõe para todos nós esse desafio.

Obrigada ao Comitê pela confiança depositada e pelo avanço conceitual que juntos construímos e que queremos celebrar.

Estão todos convidados a desfrutar conosco desta maravilhosa cidade que é o Rio de Janeiro.

Muito obrigada!

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Rio de Janeiro é Patrimônio Mundial

O Rio de Janeiro tornou-se Patrimônio Mundial. A decisão foi anuncida em São Petersburgo, na Rússia, durante a 36ª. sessão do Comitê do Patrimônio Mundial da Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura, Unesco. A escolha foi feita na categoria “paisagem natural urbana”.

A candidatura do Rio baseou-se na topografia da cidade com belezas naturais como a Floresta da Tijuca, o Pão de Açúcar, a Baía de Guanabara entre outros pontos que se tornaram cartões postais reconhecidos em todo o o mundo. A apresentação, em São Petersburgo, foi feita pela ministra da Cultura, Ana de Hollanda, e pelo presidente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, Iphan, Luiz Fernando de Almeida.

Ao se tornar Patrimônio Mundial, o Rio de Janeiro passa a receber apoio técnico da Unesco para a conservação também de pontos da sua paisagem como a Praia de Copacabana, o Jardim Botânico, o Morro do Corcovado, que abriga o Cristo Redentor, e o Aterro do Flamengo.

Neste sábado, a Unesco escolheu as Fortificações de Elvas, em Portugal, para integrar a lista de Patrimônio Mundial, além da Mesquita de Sexta-Feira, no Irã. A 36ª. sessão do Comitê do Patrimônio Mundial deve terminar nesta sexta-feira.

Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU

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Rio de Janeiro se candidata ao título de patrimônio mundial da Unesco

As autoridades do Brasil apresentaram a candidatura da cidade do Rio de Janeiro ao título de patrimônio mundial da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). A ideia é reunir esforços internacionais na luta pela preservação da cultura e das riquezas naturais de uma área que inclui os principais pontos turísticos cariocas.

Em julho, o projeto da Unesco será analisado em São Petesburgo, na Rússia. Depois, os especialistas votarão a proposta brasileira, apresentada nesta terça-feira (15), para decidir se o Rio deve receber o título. O público-alvo das apresentações é formado pelas representações diplomáticas dos 21 países com poder de voto na Convenção do Patrimônio Mundial, membros das principais universidades, formadores de opinião, jornalistas e instituições de preservação de todo o mundo.

Atualmente, 911 sítios são considerados como patrimônio mundial da Unesco, localizados em 151 países. O Brasil faz parte dessa lista, com 18 sítios cadastrados – entre eles Brasília, o centro histórico de Salvador e as reservas de Fernando de Noronha.

O Projeto Rio de Janeiro, Paisagem Cariocas entre a Montanha e o Mar foi apresenado pela embaixadora do Brasil na Unesco, Maria Laura da Rocha, pelo presidente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Luiz Fernando de Almeida, e pela superintendente do Iphan, Cristina Lodi.

Pela proposta apresentada, as áreas que devem ser incluídas como patrimônio vão do alto do Corcovado até o Morro do Pico, em Niterói. Também devem ser incluídos pontos turísticos conhecidos, como o Parque Nacional da Tijuca, o Passeio Público, o Jardim Botânico, o Parque do Flamengo, a Baía de Guanabara e as orlas de Copacabana – com as praias do Leme, de Copacabana, Urca e Botafogo.

O presidente do Iphan disse que a situação social e econômica da cidade dificulta o trabalho de preservação de suas características naturais. Para Almeida, os grandes eventos internacionais, como a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos de 216, representam um desafio na luta pela conservação do Rio, que não deve ser feita de forma pontual .

A embaixadora Maria Laura da Rocha está otimista em relação à candidatura do Rio, embora especialistas tenham sugerido mudanças no documento final. “Eles [os especialistas] reconheceram as características de patrimônio mundial, o valor universal. Mas acharam que há algumas dúvidas quanto ao plano de gestão e monitoramento”, disse ela.

Renata Giraldi, da Agência Brasil

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Terreno de R$ 30 milhões em Copacabana

Em 1927, projeto de Júlio de Abreu Júnior foi construída em Copacabana a primeira casa de volumes puros do Rio de Janeiro, o atual consulado austríaco, na avenida Atlântica

A área mais desejada do Rio de Janeiro para o setor hoteleiro ganhou um novo espaço para construção: fica em plena Avenida Atlântica, de frente para o mar de Copacabana. O governo da Áustria colocou à venda sua propriedade de mil metros quadrados por R$ 29,8 milhões. Desocupada desde 2009, quando o governo austríaco decidiu manter só a embaixada em Brasília, a casa que ocupa o terreno não é tombada pelo Iphan, o que vai permitir que o empreendedor que adquirir o imóvel construa um prédio em seu local, espera Roberta Oncken, gerente de negócios da Jones Lang LaSalle Hotels, empresa responsável pela intermediação do negócio entre os empresários brasileiros e o governo austríaco.

Apesar de pequeno, especialistas dizem que é possível construir no terreno um hotel de 60 quartos ou até 90 quartos. Mas seria necessário ser um empreendimento de cinco estrelas para trazer algum retorno.

Segundo Eduardo Costa, diretor de planejamento e novos negócios da Performance Empreendimentos Imobiliários, empresa que desenvolve a maior parte dos projetos da Accor no Rio, o terreno é considerado pequeno para um grande hotel mas, por ter uma localização muito boa, ele provavelmente ganhará uma construção. No entanto, a sua viabilização exige um estudo detalhado e um projeto bem estruturado.

“Tive acesso a um estudo que mostrava que lá caberiam entre 80 e 90 quartos de 24 metros quadrados. Isso, em tese, é classificado como um hotel quatro estrelas”, explica o diretor. “Mas dependendo da decoração e, claro, do serviço, é possível entregar um produto cinco estrelas”.

Costa explica que, no Rio, alguns hotéis chamados de cinco estrelas possuem quartos menores do que o padrão internacional e que é razoável, com um bom acabamento chamar este novo hotel de cinco estrelas.

Além disso, ele explica que outro tipo de hotel não se viabiliza no local. “Se a gente considerar o preço de R$ 30 milhões o terreno e dividir por 90 quartos, para facilitar a conta, só do terreno a cota parte por quarto é de R$ 330 mil. Para se viabilizar um quatro estrelas, teria que cobrar diária entre R$ 560 e 600”, detalha o executivo. Com isso, segundo ele, o investimento máximo seria de R$ 600 mil, porque “em hotelaria, existe uma conta mágica que diz que o custo do quarto pode ser, no máximo, mil vezes sua diária”. Com isso, nos cálculos de Costa, tirando o terreno só sobrariam R$ 270 milhões para a construção. Já, se o hotel for de cinco estrelas, a diária subiria para R$ 1 mil e o custo do quarto para R$ 1 milhão, sobrando R$ 670 milhões. “Bem mais viável”.

Sócio-diretor da HotelInvest, Diogo Canteras concorda, em parte, com a tese de Costa. Ele diz que no terreno deve mesmo subir um hotel cinco estrelas, mas acredita em um de 50 a 60 quartos. “O potencial comprador é mesmo uma cadeia hoteleira. Há várias querendo um espaço no Rio”, lembra Canteras. Mas ele acredita num hotel mais charmoso, como os MGalery da rede Accor ou o um Bulgary da rede Marriott. “Torço para este nível de sofisticação. O Rio de Janeiro precisa e merece”.

Há também no mercado quem não veja grande negócio no terreno, como o sócio-diretor da SIG Engenharia, Otávio Grimberg, que constrói edifícios comerciais, residenciais e hotéis. “O terreno já foi avaliado e no passado foi considerado caro demais. Claro que hoje o cenário é diferente porque a demanda por hotéis está muito mais aquecida”. Grimberg afirma também que neste caso só é viável a construção de um hotel. “Ipanema, para apartamentos, é muito mais valorizada. Já Copacabana é um local tipicamente turístico”.

A LaSalle receberá as propostas dos interessados até 16 de agosto deste ano. Elas serão avaliadas e funcionários do governo da Áustria virão ao Brasil negociar, numa segunda fase, com as empresas aprovadas no processo inicial de seleção.

Valor Econômico, Paola de Moura

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Rio 2016: Surf nas Olimpíadas

A edição da revista Alma Surf que chega às bancas no mês de abril traz uma proposta diferente de apenas relatar o que acontece mar adentro. O principal objetivo desta edição é promover um movimento mundial para incluir o surf na grade de dos Jogos Olímpicos de 2016, que acontece no Rio de Janeiro.

O documento “Rio 2016: Surf nas Olimpíadas” é um dossiê sobre o esporte que mostra porque esse é o momento ideal para mostrar que o surf deve ser reconhecido e estar presente no evento. “O Brasil tem sido palco das grandes mudanças do segmento e também fora dele, seja no mercado, em estereótipos, modelos de negócios, varejo ou tendências”, conta Romeu Andreatta, publisher da revista. Segundo ele o esporte possui mais de 20 milhões de praticantes no mundo e movimenta R$ 8 bilhões de consumo no Brasil e US$ 20 bilhões no mundo.

O movimento começa com o lançamento desta edição da Alma Surf e continua nas redes sociais. A página no Facebook foi criada para informar a respeito do movimento, assim como o Twitter. Entrará no ar também um abaixo-assinado para que as pessoas possam se manifestar sobre o caso.

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Bailes funk perdem espaço em favelas do Rio após ocupação policial

RIO DE JANEIRO, 29 Mar 2012 (AFP) -É quase meia-noite de domingo na Rocinha, a maior favela do Rio, onde os bailes funk com sua apologia ao narcotráfico causavam furor até a ocupação policial em novembro passado. Mas agora só resta um baile, sem armas nem louvor ao crime, e alguns jovens se queixam.

Um adolescente de olhos inchados pelo álcool que só quer se identificar como Igor lembra com nostalgia dos bailes de antes, que tocavam os polêmicos “proibidões”: canções com referência a armas, drogas e brigas entre facções rivais do tráfico.

“O melhor era o da rua 1” da Rocinha, fechado depois que a polícia retomou a favela em novembro, após 30 anos de controle dos narcotraficantes.

Dos cerca de cinco bailes funk na Rocinha, ficou apenas um, o Emoções, existente há mais de 20 anos e que não toca ”proibidões”, apesar do grande número de funks com temática sexual.

De salto alto e microvestido, Joseane Vieira, 18 anos, aguarda a principal atração da noite: MC Carol, conhecida por canções como “Minha Vó Tá Maluca”, que fala da indignação de uma neta com sua avó, que subitamente começou a andar de moto e fumar maconha.

Joseane, que preferia os bailes “proibidos”, declara que a violência não acabou na favela após a ocupação policial. “As brigas e os assaltos aumentaram muito”, afirma.

Nos últimos dias, quatro pessoas supostamente ligadas ao tráfico de drogas foram assassinadas na Rocinha, entre elas um líder comunitário, e a polícia afirma que os traficantes tentam retomar o território perdido.

“O funk não tem que educar ninguém” Desde que as autoridades começaram em 2008 a retomar o controle das favelas da zona sul, a mais rica e turística do Rio, tendo em vista a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016, foram instaladas cerca de 20 Unidades de Polícia Pacificadora (UPP) nas comunidades “pacificadas”.

O comandante de cada UPP tem o poder de autorizar ou não os bailes funk, algo criticado pelos defensores do movimento.

“Há um estado de exceção nas favelas cariocas”, onde muitos bailes foram proibidos, se queixa o MC Leonardo, autor do famoso “Rap das Armas” que faz parte da trilha sonora do filme “Tropa de Elite” e presidente da Associação de Profissionais e Amigos do Funk (Apafunk).

“Não interessa se (o funk) é bonito ou feio, as pessoas têm o direito de cantar. O funk não tem que educar ninguém”, afirma.

“O funk, uma expressão musical legítima da cultura local, terá mais espaço” nas favelas quando houver mais políticas sociais em andamento, e não só policiais, afirma José Augusto Rodrigues, um dos diretores do Laboratório da Violência da Universidade Estadual de Rio de Janeiro (Uerj).

O “pancadão” carioca não tem nada a ver com o ritmo criado nos anos 1960, que tem James Brown como um de seus principais ícones. É inspirado no Miami Bass, surgido nos Estados Unidos nos anos 1980, que mistura hip hop com batidas eletrônicas rápidas e repetitivas.

A partir dos anos 1990, os bailes funk começaram a ganhar popularidade, inclusive entre as classes média e alta, com suas canções polêmicas que retratavam a realidade das cerca de mil favelas do Rio.

A violência entre grupos rivais de traficantes era frequente, e as canções refletiam essa realidade.

O assassinato do jornalista Tim Lopes, em 2002, por traficantes da favela Vila Cruzeiro quando fazia uma reportagem sobre drogas e sexo explícito nos bailes com uma câmera oculta, aumentou a rejeição da opinião pública a esse tipo de música.

E a violência continua. Um tiroteio em um baile funk deixou dois feridos na semana passada na favela do Salgueiro, comunidade da zona norte da cidade ocupada pela polícia.

“Clamor” da favela para autorizar o baile A favela dos Tabajaras, em Copacabana, “pacificada” pela polícia em janeiro de 2010 e com cerca de 5.000 habitantes, é a única do Rio a ter um baile funk autorizado pela UPP local.

“Houve um clamor da comunidade para que autorizássemos o baile. Autorizamos, mas não podem tocar ”proibidões””, explica à AFP seu comandante, Joacir Virgilio.

“Teoricamente eles teriam que ter monitoramento por câmeras, detectores de metais, mas a gente não cobrou porque seria economicamente inviável para os organizadores”, diz.

Pesquisa divulgada pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) aponta que o funk movimentava 10 milhões de reais por mês no Rio de Janeiro em 2009, empregando mais de 10 mil pessoas.

A “pacificação” das favelas “possivelmente não teve um efeito importante no faturamento do mercado funk” porque “a maior parte dos ganhos financeiros vêm de boates e clubes do restante da cidade” e não dessas comunidades, explica à AFP Jimmy Medeiros, um dos autores do relatório.

Fonte: Portal Terra

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Glauco Rodrigues homenagem em prédio onde morava, em Copacabana

O artista plástico Glauco Rodrigues homenageado em prédio onde morou

Glauco Rodrigues era de Porto Alegre, porém de espírito mais carioca do que muitos nascidos no Rio. O talentoso artista plástico, morto em 2004, foi homenageado pelos moradores do prédio onde residia, na Rua Xavier da Silveira, em Copacabana. Em reunião da Assembleia Geral do Condomínio, em 12/03, decidiu-se, por aclamação, que o prédio passará a ter seu nome. A viúva, Norma Rodrigues, ficou muito feliz.

Na entrada, constará o nome dele no formato de sua assinatura e, numa placa, de frente para a rua, os seguintes dizeres:

Glauco Rodrigues
Pintor
Gaúcho de Bagé, elegeu a cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro para viver.
Aqui morou e teve seu atelier.
1929 – 2004

Tirado do Blog da Lu Lacerda do Portal IG

Bela iniciativa!

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Biblioteca na Praia – Um Presente Para o Rio!

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Sexta-feira, 20, é o Dia de São Sebastião, padroeiro do Rio. Para comemorar, o projeto Livro de Rua oferece um presente à cidade e aos cariocas e seus visitantes: uma Biblioteca na Praia de Copacabana. Será no calçadão, posto 6, ao lado da estátua do poeta Carlos Drummond de Andrade.

Quem passar pelo local, a partir de 10h, poderá levar um livro para ler em casa. Serão distribuídos gratuitamente cerca de 1.000 títulos para adultos, jovens e crianças, de autores novos e consagrados como Jorge Amado, Luis Fernando Verissimo, Martha Medeiros, Gabriel García Marquez, James Joyce, Machado de Assis, Thalita Rebouças, J.R.R. Tolkien, entre muitos outros. Todos provenientes de doações.

Haverá também contação de histórias por parte da Taberna dos Bardos, projeto irmão do Livro de Rua, que tem por objetivo não só divertir crianças e adultos, mas despertar nas pessoas o interesse pela leitura.

Como já é praxe em nossas atividades, os livros são de graça e não há qualquer burocracia. Apenas um compromisso: terminada a leitura, passá-los adiante para um conhecido, amigo ou parente, ou deixá-los em um local público, como bar, padaria, farmácia etc.

Ler e passar adiante  é o slogan do Livro de Rua, que no ano passado distribuiu mais de 5.000 livros, a maior parte em regiões de baixa renda. Em quatro anos, o projeto de democratização da leitura, ligado ao Instituto Ciclos do Brasil, distribuiu gratuitamente 13 mil livros.

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Prefeito participa de comemoração de abertura do Chanuká em Copacabana

Foto: J.P. EngelbrechtO prefeito Eduardo Paes participou na noite desta terça-feira, dia 20, da tradicional comemoração de abertura do Chanuká na Praia de Copacabana, evento de celebração do feriado judaico organizado pelo Beit Lubavitch em parceria com a Fierj. Na ocasião, o prefeito anunciou a sanção da lei de autoria do vereador Marcelo Arar que inclui o “Dia de Israel” no calendário de datas comemorativas do município do Rio de Janeiro, a ser celebrado em 14 de maio. A data homenageia o dia em que foi criado o Estado de Israel, em 14 de maio de 1948.

Durante a festa foi aceso um candelabro de nove braços, como símbolo da Festa das Luzes. A festa de Chanuká é celebrada pelos judeus durante oito dias, após o acendimento da primeira vela da “chanukiá” (candelabro), montada ao ar livre. Este ritual comemora o milagre do azeite que queimou por oito dias no candelabro do Templo de Jerusalém.

Após acender um dos braços do candelabro, o prefeito do Rio falou sobre a comemoração judaica:

Foto: J.P. Engelbrecht– É uma enorme honra estar aqui numa data tão especial para o povo judeu. Tive a oportunidade de passar três meses da minha vida em Israel e aprendi muito naquela ocasião. Como prefeito dos cariocas, só tenho a agradecer que essa comunidade se junte aqui, hoje, às vésperas de uma data tão especial também para o povo cristão, para que essa cidade passe a estar iluminada e inspirada em todos esses princípios judaicos – disse.

 O Rabino Gabriel Aboutboul explicou o significado da Festa das Luzes:

 A Festa das Luzes simboliza a festa da liberdade, a luz que existe na alma de cada um de nós e nos dá a força e a capacidade de fazer a diferença na vida de cada pessoa que está a nossa volta. Por oito dias, a cada noite acenderemos mais uma vela, uma luz, e pensaremos em coisas positivas que irão iluminar corações e aquecer o caminho a ser percorrido.                                                                                                      

Foto: J.P. Engelbrecht Essa é a cerimônia   que mostra que a luz que ilu mina o povo judeu é a mesma que ilumina todos os recantos onde nos encontramos. Dessa forma, o acendimento deve ser feito em público para que ilumine não só os lares judaicos, mas toda a comunidade como um só conjunto – comentou o Cônsul Honorário de Israel no Rio de Janeiro, Osias Wurman.

Após a celebração, centenas de pessoas que prestigiaram a Festa das Luzes assistiram ao show dos artistas George Israel (Kid Abelha) e Toni Garrido (Cidade Negra).

Também participaram da cerimônia a secretária municipal de Educação, Claudia Costin; o Cônsul Honorário de Israel no Rio de Janeiro, Osias Wurman; o presidente do Beit Lubavitch, Nelson Cuptchik; e parlamentares.

Autor: Texto: Juliana Romar / Fotos: J.P. Engelbrecht

 

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Copacabana vira sonho de consumo em filme

Em “Copacabana”, Babou (Isabelle Huppert) é extravagante, não liga para empregos, romances ou responsabilidades. Apaixonada por samba e bossa nova, o que mais quer é conhecer o Rio de Janeiro. Porém, a necessidade de mudar vem quando ela descobre que a própria filha se envergonha dela e por isso não vai convidá-la para seu casamento. Então ela vai da França para a Bélgica disposta a encarar um trabalho, cujo ambiente frio e competitivo em nada combina com o seu desprendimento.

Ficha do Filme

Diretor: Marc Fitoussi
Elenco: Isabelle Huppert, Aure Atika, Lolita Chammah, Jurgen Delnaet, Chantal Banlier, Magali Woch, Nelly Antignac, Guillaume Gouix, Joachim Lombard, Noémie Lvovsky, Luis Rego Luis Rego
Gênero: comédia dramática
Duração: 107 min.
Ano: 2010
Classificação: 14 anos
País: França

Fonte:  Band.com.br

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