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Hoteis ameaçam barrar até presidentes na Rio+20

Tensão no setor hoteleiro com a Conferência Rio + 20, na chegada das comitivas internacionais à cidade. As redes Sofitel e Othon, com hotéis cinco estrelas, avisaram ao governo que podem proibir check in até de chefes de Estado se o Itamaraty não confirmar os pagamentos das reservas pela Terramar Viagens e Turismo, a agência que venceu a licitação. E, não bastasse a falta de leitos, a Terramar cancelou ontem 120 quartos no luxuoso Windsor Barra, que seriam ocupados por comitiva de Brasília.

Hoteis não se entendem com empresa que venceu a licitação para organizar as reservas das autoridades para a Rio+20

Beliche
O Itamaraty foi acionado pelos gerentes para garantir hospedagens. Enquanto há vagas agora no Windsor, chefes parlamentares se amontoam em hotéis três estrelas.

Desafinou
A Terramar, que venceu licitação do Itamaraty, é criticada por agências de porte internacional: seu maior evento foi realizar um cruzeiro com show de Agnaldo Rayol.

Tu-tu-tu
A coluna entrou em contato com a Terramar em São Paulo. Recebeu telefones da assessoria no Rio que não atendem e dão caixa postal cheia.

Chilique
Os presidentes das grandes redes de hotel que vão hospedar as comitivas da Rio+20 estão pasmos com a ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann. Dizem que ela deu socos na mesa e foi dura na reunião do dia 14 de maio em Brasília, onde cobrou baixa das tarifas abusivas. Só que, segundo eles, o ágio era da Terramar, que inflou as diárias em até 33%.

Epa, epa
Da reunião, convocada pela ministra, participaram também o presidente da Embratur, Flávio Dino, e o advogado-geral da União, Luís Adams. Os gerentes não entenderam o porquê de o governo pedir o CPF de cada um deles.

Leandro Mazzini é jornalista e escritor, pós-graduando em Ciência Política pela UnB. Passou por Jornal do Brasil, Agência Rio, Correio do Brasil, Gazeta Mercantil e Coluna CH. No Rio, cobriu a política fluminense de 1998 a 2007, quando se mudou para Brasília, onde assinou oInforme JB de 2007 a 2011. É apresentador dos programas de debates políticos Tribuna Independente (terças) e Frente a Frente (seg,qua,sex) na REDEVIDA de Televisão, em rede.

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Terreno de R$ 30 milhões em Copacabana

Em 1927, projeto de Júlio de Abreu Júnior foi construída em Copacabana a primeira casa de volumes puros do Rio de Janeiro, o atual consulado austríaco, na avenida Atlântica

A área mais desejada do Rio de Janeiro para o setor hoteleiro ganhou um novo espaço para construção: fica em plena Avenida Atlântica, de frente para o mar de Copacabana. O governo da Áustria colocou à venda sua propriedade de mil metros quadrados por R$ 29,8 milhões. Desocupada desde 2009, quando o governo austríaco decidiu manter só a embaixada em Brasília, a casa que ocupa o terreno não é tombada pelo Iphan, o que vai permitir que o empreendedor que adquirir o imóvel construa um prédio em seu local, espera Roberta Oncken, gerente de negócios da Jones Lang LaSalle Hotels, empresa responsável pela intermediação do negócio entre os empresários brasileiros e o governo austríaco.

Apesar de pequeno, especialistas dizem que é possível construir no terreno um hotel de 60 quartos ou até 90 quartos. Mas seria necessário ser um empreendimento de cinco estrelas para trazer algum retorno.

Segundo Eduardo Costa, diretor de planejamento e novos negócios da Performance Empreendimentos Imobiliários, empresa que desenvolve a maior parte dos projetos da Accor no Rio, o terreno é considerado pequeno para um grande hotel mas, por ter uma localização muito boa, ele provavelmente ganhará uma construção. No entanto, a sua viabilização exige um estudo detalhado e um projeto bem estruturado.

“Tive acesso a um estudo que mostrava que lá caberiam entre 80 e 90 quartos de 24 metros quadrados. Isso, em tese, é classificado como um hotel quatro estrelas”, explica o diretor. “Mas dependendo da decoração e, claro, do serviço, é possível entregar um produto cinco estrelas”.

Costa explica que, no Rio, alguns hotéis chamados de cinco estrelas possuem quartos menores do que o padrão internacional e que é razoável, com um bom acabamento chamar este novo hotel de cinco estrelas.

Além disso, ele explica que outro tipo de hotel não se viabiliza no local. “Se a gente considerar o preço de R$ 30 milhões o terreno e dividir por 90 quartos, para facilitar a conta, só do terreno a cota parte por quarto é de R$ 330 mil. Para se viabilizar um quatro estrelas, teria que cobrar diária entre R$ 560 e 600”, detalha o executivo. Com isso, segundo ele, o investimento máximo seria de R$ 600 mil, porque “em hotelaria, existe uma conta mágica que diz que o custo do quarto pode ser, no máximo, mil vezes sua diária”. Com isso, nos cálculos de Costa, tirando o terreno só sobrariam R$ 270 milhões para a construção. Já, se o hotel for de cinco estrelas, a diária subiria para R$ 1 mil e o custo do quarto para R$ 1 milhão, sobrando R$ 670 milhões. “Bem mais viável”.

Sócio-diretor da HotelInvest, Diogo Canteras concorda, em parte, com a tese de Costa. Ele diz que no terreno deve mesmo subir um hotel cinco estrelas, mas acredita em um de 50 a 60 quartos. “O potencial comprador é mesmo uma cadeia hoteleira. Há várias querendo um espaço no Rio”, lembra Canteras. Mas ele acredita num hotel mais charmoso, como os MGalery da rede Accor ou o um Bulgary da rede Marriott. “Torço para este nível de sofisticação. O Rio de Janeiro precisa e merece”.

Há também no mercado quem não veja grande negócio no terreno, como o sócio-diretor da SIG Engenharia, Otávio Grimberg, que constrói edifícios comerciais, residenciais e hotéis. “O terreno já foi avaliado e no passado foi considerado caro demais. Claro que hoje o cenário é diferente porque a demanda por hotéis está muito mais aquecida”. Grimberg afirma também que neste caso só é viável a construção de um hotel. “Ipanema, para apartamentos, é muito mais valorizada. Já Copacabana é um local tipicamente turístico”.

A LaSalle receberá as propostas dos interessados até 16 de agosto deste ano. Elas serão avaliadas e funcionários do governo da Áustria virão ao Brasil negociar, numa segunda fase, com as empresas aprovadas no processo inicial de seleção.

Valor Econômico, Paola de Moura

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Copacabana Palace faz reforma de R$ 30 milhões e fechará por 90 dias

No fim de junho, no dia seguinte ao Rio + 20, o Copacabana Palace fechará seu prédio principal para extensas reformas pelo período de 90 dias. O projeto, estimado em R$ 30 milhões, prevê a ampliação do lobby e a renovação da maioria dos banheiros localizados no edifício. Uma equipe de cerca de 300 operários trabalhará em três turnos, sete dias por semana, para que o hotel esteja pronto dentro do prazo previsto. Durante as obras, o prédio Anexo, com 96 apartamentos, permanecerá em funcionamento, assim como o spa, a piscina, os restaurantes Cipriani e Pérgula e os salões Copacabana. O acesso ao hotel, durante a reforma, continuará sendo através da Avenida Atlântica, ao lado do Restaurante Pérgula.

“Desde que a Orient-Express assumiu o Copacabana Palace, em 1989, promovemos constantes melhorias. Encerraremos 2012 com o hotel inteiramente reformado, dentro dos altíssimos padrões da companhia”, resume o diretor-superintendente, Philip Carruthers. O projeto está a cargo do arquiteto francês Michel Jouannet, responsável por todas as reformas no hotel.

As maiores mudanças serão feitas nos banheiros dos andares mais baixos do prédio principal, onde cerca de 90 unidades, ou 60% do número total, sofrerão ampliação de metragem e reformas estruturais e de layout. Haverá a instalação de banheiras esmaltadas de origem alemã – separadas do chuveiro – e de bancadas de mármore com pias duplas. Mudarão também o projeto de iluminação, o mobiliário e aparelhos de ar condicionado.

No lobby, o objetivo é aumentar sua área em 60%, o que dará mais conforto ao hóspede nos horários de maior movimento. O novo espaço também atenderá as exigências das normas de acessibilidade, que, hoje, não podem ser inteiramente cumpridas. “Vamos além do que a lei prevê, sem sacrificar a estética do ambiente”, antecipa Carruthers. Na entrada do hotel será construída uma marquise em vidro e aço para dar proteção contra a chuva no embarque e desembarque dos hóspedes, e aumentar uma curvatura para facilitar a passagem de dois automóveis ao mesmo tempo.

“O Copacabana Palace foi idealizado para se tornar um ícone na rede hoteleira do país, abrindo as suas portas pela primeira vez ao público em 1923. Nosso compromisso é zelar pela conservação e permanente evolução deste patrimônio da cidade, e esta obra é um importante passo neste processo”, afirma o diretor superintendente.

Por: Luiz Marcos Fernandes – Mercados e Eventos

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Associação de Hotéis garante hospedagens para Rio+20

A dois meses e meio da Rio+20, a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, quase 12 mil quartos da hotelaria carioca estão não só reservados como contratados pelo Comitê Nacional de Organização (CNO), resultado que inclui os 70% da oferta nos empreendimentos 5 e 4 estrelas, de acordo com dados da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis do Estado do Rio de Janeiro (ABIH-RJ). Os números aliviam a preocupação de que não poderia haver quartos disponíveis para os dois encontros.

“O Rio de Janeiro é um destino turístico de interesse mundial, o que leva a uma circulação turística ao longo do ano todo e não é possível, durante a Rio+20, desprezarmos esse público em viagens de lazer previamente programadas para o mesmo período. Assim como não é viável renunciar a todos os contratos corporativos que atraem, mensalmente, milhares de empresários e executivos à capital fluminense em função do desenvolvimento e fortalecimento de nossa economia”, disse o Presidente da ABIH-RJ, Alfredo Lopes.

Diante das reservas confirmadas, a ABIH-RJ prevê uma ocupação próxima a 95% no período da conferência, sendo 80% dos bloqueios relacionados ao Itamaraty. Muitos eventos previamente agendados no Rio foram realocados em função da mudança de data da conferência mundial de meio ambiente, alguns deles, inclusive, migraram para outros países. Segundo Lopes, a hotelaria vem realizando esforços para liberar o máximo possível de quartos para a acomodação confortável dos participantes da Rio+20.

“Sabemos que a Rio+20 precede outros relevantes eventos mundiais, como a Jornada Mundial da Juventude e a Copa das Confederações já em 2013, a Copa de 2014 e as Olimpíadas de 2016. Conscientes dessa demanda crescente, a indústria hoteleira vem investindo não apenas em novos empreendimentos como, também, em renovações e ampliações dos hotéis já instalados, atraindo, inclusive, importantes redes internacionais para a nossa cidade que, passo a passo, retoma o direito de ser reconhecida como ‘maravilhosa'”.

Até 2016, entrarão em operação aproximadamente 10 mil novas unidades de hospedagem. A associação estima ainda que cerca de 36 novos hotéis serão construídos no Estado do Rio de Janeiro até as Olimpíadas, sendo 17 deles somente na capital, com previsão de conclusão até 2014. Em 2011, 500 novos quartos entraram em operação. Para 2012, a previsão, segundo a Secretaria de Urbanismo do Município do Rio, é de que 5.800 mil novos quartos comecem a ser construídos. Vale lembrar os “esqueletos” que foram licitados e igualmente entrarão em operação nos próximos anos, como o Hotel Nacional, Paineiras e São Conrado Tourist, somando quase dois mil quartos.

“A indústria hoteleira está empenhada não somente em ampliar os investimentos na construção de hotéis, como garantir a sustentabilidade do setor em todos os níveis. Para crescer a oferta de hospedagem, o primeiro passo é investir em pessoas, já que nossa atividade está apoiada na excelência dos serviços que prestamos. Destacamos, ainda, o comprometimento e parceria com os três níveis governamentais – federal, estadual e municipal – envolvidos na organização da Rio+20, em um empenho conjunto para que o Rio de Janeiro e o Brasil apresentem a melhor estrutura de receptivo que está ao nosso alcance oferecer”, disse Lopes.

Portal SRZD

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GRUPO PESTANA ANUNCIA MODERNIZAÇÃO DO PESTANA RIO

Grupo Pestana, maior investidor português em turismo no Brasil, anuncia a modernização de sua unidade do Rio de Janeiro – Pestana Rio Atlântica. Localizado na Avenida Atlântica, no coração de Copacabana, o hotel foi a pedra fundamental do início das operações de Pestana no País, quando adquirido do Grupo Globo em 1999.

“O objetivo da reforma é dar um grande upgrade e reposicioná-lo como um hotel moderno e contemporâneo, com novos serviços para quem viaja a lazer ou a negócios”, comenta Roberto Rotter, diretor presidente do Comitê Executivo de Gestão do Grupo Pestana para América do Sul.

 

Apartamento modelo do Rio Pestana Atlântica.

A modernização será total, incluindo também obras de infraestrutura e fachada. As obras, que iniciaram no começo deste mês, terão duração de um ano, sem que seja necessária a paralisação do empreendimento. “Trabalharemos em simultaneidade a reforma e a operação natural do hotel, sendo que teremos um planejamento e medidas para que não haja incômodo a nossos clientes” completa Rotter.

O projeto receberá um investimento superior a R$ 20 milhões, com destaque a sua “arquitetura sustentável”, que prevê novos sistemas de iluminação em LEDs, sistemas inteligentes de controle de energia, uso de madeiras certificadas, reuso de água, equipamentos eletrônicos econômicos e menos poluentes – como minibares sem compressor e novos aparelhos de ar condicionado. A assinatura é do arquiteto carioca Jaime Morais, que dentre outros responsável por obras premiadas do Grupo, como o Pestana Convento do Carmo, em Salvador e o Pestana Palace, de Lisboa.

Os apartamentos e suítes serão totalmente renovados, com a mudança de mobiliário, decoração e enxoval, incluindo diferenciais novos televisores de LCD, docas de MP3, aumento das capacidades de internet wireless, substituição dos carpetes por piso antialérgico em carpete de madeira. Parte dos  quartos passarão a ter banheira e todos ganharão cortina de vidro para o quarto. Nas áreas comuns, destaque a modernização do Centro de Convenções,  novo fitness center e SPA. O número de vagas de estacionamento também será expandido e a fachada será revitalizada.

A obra do Pestana Rio Atlantica agregará também maior capacidade de quartos à unidade, uma vez que haverá um novo projeto de distribuição dos andares, e assim a disponibilidade passará de 216 para 243 apartamentos e suítes.

“O Pestana Rio é um dos carros-chefes do Grupo na América do Sul e certamente após esta importante reforma voltará a ser nosso flagship no continente, principalmente vislumbrando o potencial futuro da cidade do Rio de Janeiro, com os grandes eventos vindouros” finaliza Rotter.

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HOST HOTELS & RESORTS INVESTE NO SETOR HOTELEIRO DO BRASIL

A norte-americana Host Hotels & Resorts, uma das maiores proprietárias de hotéis do mundo, chega ao Brasil para investir fortemente no mercado hoteleiro nacional. A companhia, que já investiu US$ 1,7 bilhão pelo mundo em aquisições de novos hotéis nos últimos 15 meses, apostará em empreendimentos de cinco e quatro estrelas para aquisição no País, e também no desenvolvimento de hotéis três estrelas.

Pullman Paris Bery Hotel, na França: uma das 110 propriedades da Host Hotels & Resorts.

Host Hotels & Resorts vem para o País apostando no cenário positivo da economia nacional diante do mundo, impulsionada também pelos grandes eventos esportivos que acontecerão aqui nos próximos anos: Copa do Mundo de 14 e Olimpíadas de 16.

O primeiro negócio no Brasil foi realizado em 2010, quando a empresa adquiriu o prédio do JW Marriott Hotel Rio de Janeiro, com 245 quartos, localizado na Praia de Copacabana, por US$ 47,5 milhões.

JW Marriott Hotel – Rio de Janeiro.

Se antes a companhia já estava atraída pelo crescimento da economia brasileira, agora oficializa suas intenções com abertura do escritório na cidade do Rio de Janeiro e com a contratação de Rogério Miranda de Souza como vice-presidente Sênior de Aquisições para a América Latina.

O executivo será responsável pelos investimentos da empresa na região. “Vou procurar novas oportunidades de desenvolvimento e parcerias com operadoras e investidores, além de monitorar o desempenho das aquisições e trabalhar com a equipe de gestão de ativos da empresa para maximizar receitas”, ressalta Souza.

O vice-presidente Sênior de Aquisições para América Latina, Rogério Miranda de Souza e o diretor da Host para as Américas, Tim Marvin.

Tim Marvin, diretor da Host para as Américas, explica o foco no País. “Decidimos investir no Brasil baseados no momento atual e no potencial de crescimento da economia. Enxergamos grandes oportunidades e estamos comprometidos em expandir nossos investimentos aqui. Também acreditamos que a Copa de 2014 e as Olimpíadas de 2016serão verdadeiros holofotes sobre o País e vão incentivar o desenvolvimento em todos os setores, o que estimula o crescimento da economia.”

Atualmente, Host Hotels & Resorts tem outros três escritórios internacionais responsáveis por atividades de investimentos: Londres, Amsterdã e Cingapura.

Focada em hotéis e resorts geridos pelas operadoras, como Marriott, Hilton, Sheraton, The Ritz-Carlton, Hyatt, dentre outros, a Host Hotels & Resorts possui 110 propriedades nos Estados Unidos e 16 pelo mundo, sendo 13 na Europa e quatro na América Latina, totalizando cerca de 65.000 quartos.

A empresa também detém participação minoritária em uma joint-venture na Europa, que possui 13 hotéis com cerca de 4.200 quartos, e em uma joint-venture na Índia, que está desenvolvendo sete empreendimentos em três cidades com cerca de 1.800 quartos.

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RJ E FOZ DO IGUAÇU LANÇAM SELO “MARAVILHAS DO BRASIL”

Embratur lança, em conjunto com osconventions bureaus de Foz do Iguaçu (PR) e do Rio de Janeiro (RJ), o selo“Maravilhas do Brasil”, que vai integrar os atrativos turísticos das duas cidades.

A ideia é aproveitar a escolha do Cristo Redentor como uma das Novas Sete Maravilhas da Humanidade e a eleição, ano passado, das Cataratas do Iguaçu como uma das Novas Sete Maravilhas da Natureza.

 

A assinatura do protocolo será feita na próxima quinta-feira (12/01), no Hotel Sofitel, em Copacabana (RJ), com a participação do presidente da Embratur, Flávio Dino; o presidente do Iguaçu Convention & Visitors Bureau, Mauro Sebastiany; do diretor Administrativo/ICVB, Enio Eidt e o superintendente geral do Rio Convention & Visitors Bureau, Paulo Senise.

A iniciativa tem apoio do Governo e vai auxiliar a divulgação turística em conjunto e a comercialização dos roteiros turísticos das duas cidades. A estratégia uniu dois dos mais famosos destinos brasileiros: o Rio é a segunda cidade mais visitada pelos estrangeiros e Foz do Iguaçu é a terceira. Levando em conta o turismo a lazer (excluindo turismo a negócio), as duas passam a ser primeira e a segunda colocadas, respectivamente.

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Colégio Mallet Soares e casa na Francisco Otaviano serão derrubados para dar lugar a hotéis

Dois pequenos imóveis que resistiram ao lado de gigantes, em Copacabana, estão com os dias contados. O prédio que abriga o tradicional colégio Mallet Soares, na Rua Xavier da Silveira, e a antiga residência de Carlos Chagas Filho e de sua esposa, Anna Mello Franco, na Rua Francisco Otaviano, vão dar lugar a hotéis, como noticiou Ancelmo Goes em sua coluna no GLOBO . O som de estacas no bairro, que é a menina dos olhos do turismo carioca, é apenas um presságio do que está por vir com o aquecimento do calendário de eventos na cidade.

Segundo o presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis do Rio de Janeiro (ABIH-RJ), Alfredo Lopes, a criação de 4.800 quartos na cidade já está aprovada pela Secretaria municipal de Urbanismo e deve começar a partir deste semestre. O expectativa é que o setor hoteleiro bata a meta de ampliação da oferta em dez mil novos quartos até as Olimpíadas de 2016.

– O Rio está vivendo a década de ouro, com um calendário robusto previsto para os próximos dez anos. Copacabana é o bairro carioca mais conhecido no mundo e buscar um terreno ali é como procurar agulha num palheiro – destacou Lopes.

” Copacabana é o bairro carioca mais conhecido no mundo e buscar um terreno ali é como procurar agulha num palheiro “

A incorporadora Performance encontrou a oportunidade de erguer um hotel da bandeira Accor, com 210 quartos, no terreno que hoje abriga o Colégio Mallet Soares, na Rua Xavier da Silveira. Estudaram na instituição de ensino, aberta há 86 anos, personalidades como o governador Sérgio Cabral, o apresentador Jô Soares, o músico Carlos Lira e a jornalista Danuza Leão.

Desde que assumiu a direção da instituição de ensino, em 1977, Vera Mallet Soares recebe ofertas de compra do terreno e sempre disse não. Dessa vez, foi diferente:

– Eu tinha o sonho de modernizar as instalações do colégio, que precisava de uma reforma geral. Quando a Performance me fez sua proposta, no princípio rejeitei. Disse que só aceitaria se a empresa me desse o colégio dos sonhos, e eles toparam – conta Vera, ressaltando que a instituição não fechará as portas nem alunos ficarão sem aulas.

Todas as turmas do Mallet Soares serão transferidas para um moderno prédio de quatro andares que será erguido pela própria Performance onde hoje funciona o Malletzinho, um anexo do colégio na Rua Bolívar que abriga atualmente a educação infantil.

Segundo a incorporadora, o novo colégio terá reutilização de água da chuva, um auditório, infraestrutura de informática e dependências adaptadas para deficientes físicos. O hotel só começará a ser construído quando a escolar estiver pronta. O cronograma de obras ainda está em estudo.

Já Aloysio Teixeira, proprietário do Copacabana Praia Hotel, localizado na Rua Francisco Otaviano, planeja uma audaciosa expansão. O empreendimento, que conta hoje com 55 quartos, ganhará mais 124. Para isso, Teixeira adquiriu um prédio residencial vizinho, que será transformado e abrigará hóspedes em 32 quartos. Do outro lado, uma casa, onde moraram Carlos Chagas Filho, herdeiro do cientista Carlos Chagas, e Anna Mello Franco, irmã do ex-senador Affonso Arinos de Mello Franco, será derrubada para dar lugar a um anexo com 92 quatros de 20 metros quadrados cada.

– A casa em que eles moraram recebeu governadores, ministros e importantes diplomatas. Vou colocar uma placa no hotel lembrando que ali morou uma família ilustre – contou Teixeira.

O empresário vai investir no prédio cerca de R$ 12 milhões, fora o valor pago na compra do terreno. Ali ficará o hall principal do novo Copacabana Praia Hotel, constituído pelas três construções que se comunicarão entre si. A inauguração será em 13 de dezembro de 2013.

– O atual prédio foi inaugurado em 13 de dezembro de 1980. As obras já começaram para que tudo esteja pronto na mesma data, 33 anos depois – garantiu Teixeira.

O empresário do setor hoteleiro está bastante otimista com o turismo na cidade, principalmente o de brasileiros, durante e depois dos eventos esportivos no Rio.

O Globo, Renata Leite

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Accor faz depósito de R$ 184 milhões por Sofitel e desafia negócio do BHG

O duelo pelo imóvel do hotel carioca Sofitel, travado entre a rede de hotéis Accor e a BHG, braço hoteleiro do fundo de private equity GP Investments, ganhou mais um capítulo na semana passada. O Valor apurou que a Accor, locatária do prédio desde 1996, fez no dia 29 de agosto um depósito judicial de R$ 184 milhões, valor do imóvel oferecido e já depositado pela BHG em conta judicial. O objetivo da Accor é tentar confirmar o direito de preferência que defende ter para a compra do imóvel.

A BHG, no dia 18 de agosto, assinou o contrato de compra e venda do Sofitel por R$ 184 milhões com a Veplan, dona do imóvel em recuperação judicial desde setembro de 2006, com uma dívida estimada em R$ 1 bilhão. A quantia de R$ 184 milhões foi o valor oferecido pela BHG e aceito pelos credores da Veplan pelo imóvel do Sofitel, fundado em 1980 como Rio Palace.

O que a Accor fez foi depositar o mesmo valor para tentar exercer o direito de preferência como locatária. Para a BHG, essa medida não cabe num processo de recuperação judicial, posição já manifestada pelo Ministério Público. A venda do prédio do Sofitel para a BHG foi homologada pela segunda instância da Justiça do Rio no dia 6 de julho, por meio da 4ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça, após os credores da Veplan terem dado aval à negociação, em setembro de 2010.

“O objetivo desse depósito é confirmar o exercício do direito de preferência, pois temos a real intenção de adquirir o Sofitel”, diz o advogado da Accor, Marcelo Carpenter, do escritório Sergio Bermudes. “A BHG S.A esclarece que a compra do Hotel Rio Palace seguiu rigorosamente todas as normas legais estabelecidas para o referido tipo de operação”, informa a BHG.

Segundo Carpenter, o direito de preferência da Accor está respaldado pela lei de locação. Por isso, a rede de origem francesa ajuizou na primeira semana de agosto o exercício dessa preferência na 6º Vara Empresarial do Tribunal de Justiça do Rio. Naquela ocasião, a Accor também apresentou uma garantia bancária no valor de R$ 184 milhões. A rede aguarda um pronunciamento da juíza titular dessa vara, Maria Isabel Gonçalves. Qualquer que seja a decisão da juíza, as duas partes deverão recorrer.

Localizado na orla de Copacabana, zona sul do Rio, o Sofitel foi inaugurado em 1980, com 388 apartamentos. Tanto BGH quanto Accor fazem planos para o empreendimento, enquanto a conclusão da venda do imóvel está sendo analisada pela Justiça.

A BHG quer adotar a bandeira de luxo Royal Tulip e investir R$ 25 milhões na reforma dos apartamentos. A Accor informa que já aplicou R$ 35 milhões em benfeitorias e reformas e que pretende desembolsar mais R$ 30 milhões na modernização do imóvel.

Valor Econômico, Alberto Komatsu

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Facilidade de acesso e braile nos elevadores

A preocupação com a acessibilidade e a qualidade de vida da terceira idade é o carro-chefe do condomínio do Edifício Augusto César Cantinho, em Botafogo. Com simples mudanças na estrutura do prédio e uma boa organização interna, a administração tem conseguido garantir a segurança dos idosos.

As medidas físicas adotadas no edifício incluem o uso de rampas móveis, botões com teclas em braile nos elevadores, barras de apoio em todos os banheiros comuns e uma cadeira de rodas sempre disponível na portaria, para ajudar os moradores com dificuldade de locomoção.

Além disso, o condomínio oferece aulas de pilates e hidroterapia, com um grupo de fisioterapeutas que também faz visitas domiciliares.

– Também conseguimos, com a Secretaria municipal do Envelhecimento Saudável, trazer uma unidade da Academia da Terceira Idade para perto do edifício ? conta a síndica do condomínio, Henriette Krutman.

Outra iniciativa adotada no condomínio é um controle especial da portaria. Além do cadastro geral obrigatório dos moradores, o prédio oferece ao residente uma outra ficha, de preenchimento opcional, com informações sobre plano de saúde e hospital de referência, para emergências. Os porteiros ainda monitoram as pessoas que vivem sozinhas. Se percebem que elas não passaram pela portaria por mais de um dia, entram em contato.

– Um dos maiores medos de quem mora sozinho é morrer dentro de casa e ninguém ficar sabendo. E aqui 80% dessas pessoas são idosas – explica Henriette.

Segundo a síndica, com as ações, o condomínio está se valorizando. Um apartamento de dois quartos, que, há dois anos, custava R$ 500 mil, atualmente sai por cerca de R$ 750 mil.

– Vinte por cento dos nossos moradores têm mais de 60 anos. E a procura por apartamentos só aumenta – garante a síndica.

Legislação prevê adaptações

A legislação brasileira fala sobre acessibilidade para portadores de deficiência física e idosos em edifícios residenciais, condomínios ou conjuntos habitacionais na norma NBR 9050 (da ABNT), nos decretos federal 5.296/2004 e municipal 2.2705/2003 e na Lei municipal 3.311/2001.

– Os condomínios novos são construídos já obedecendo às normas. Mas muitos prédios antigos nem têm como se adaptar, pois falta elevador ou não há escadas em curva, por exemplo, o que é um problema ? aponta Ronaldo Coelho, vice-presidente do Sindicato da Habitação do Rio (Secovi Rio).

Síndica do condomínio do Edifício Monte Verde, em Copacabana, Maria do Carmo Antunes fala das limitações de seu prédio:

– Como é um edifício antigo, de 1954, não tenho muito espaço para mudanças.

De forma geral, a legislação prevê que as edificações mantenham o acesso às áreas comuns livre de barreiras; rampas nos desníveis e mudanças de nível sinalizadas; elevadores com portas acessíveis e botões com teclas em braile; áreas de circulação com largura de 1,2m e portas com vão livre de 80cm.

Fonte: Extra

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